"Sirvo à Luz. Mas também sirvo às Trevas. No meu reino eu mando e sei me comportar. Não peço o impossível, mas dou o possível. Nem tudo que me pedem eu dou, mas nem tudo que dou é porque me pediram. Só respeito a Lei do Grande da Luz e das Trevas e nada mais."
— Trecho do poema Guardião da Meia-Noite
O misticismo e as crenças surgem na fronteira entre o dia e a noite, na penumbra que antecede a madrugada.
"A noite é uma criança", diz o velho ditado popular. Porém, é durante a noite que muitos vagam, escondem seus segredos e se entregam aos mistérios que desafiam a razão.
Nela, acontecimentos inexplicáveis fazem os mais crentes evitarem as ruas. Outros, entretanto, a veneram e fazem dela sua morada.
A meia-noite é o marco para aqueles que conhecem seus mistérios e segredos. É o horário em que o oculto se manifesta através de práticas e rituais. É quando criminosos tentam esconder seus rastros. Quando entidades sobrenaturais caminham em busca de novas vítimas. Quando pesadelos aprisionam os adormecidos e a insônia conduz os despertos por caminhos sombrios.
A meia-noite é a hora morta.
A hora intermediária.
A hora daqueles que não conseguem fechar os olhos.
Organização: Isa Miranda
Revisão e Adaptação: Fabiana Prieto e Hugo Martins