E Vamos À Luta!
Novela de Débora Costa
Baseada na telenovela “A Fábrica” de Geraldo Vietri
Escrita por Débora Costa
Colaboração Tainá Andaluz
Revisão de Texto Marcelo Delpkin
Direção de Novelas Anderson Silva
Direção Artística Wellyngton Vianna
Núcleo Cyber TV
Personagens no capítulo
ALEX
ALFREDO
AMANDA
ANGELA
BRUNO
CAMILA
CÉLIA
CÉSAR
CLARICE
DANIEL
DENISE
EDUARDA
ERASMO
FÁBIO
GABRIEL
ISADORA
IVAN
JOSÉ
JOSIVALDO
JULIANA
KIRA
LIZ
LÚCIA
MANUELA
MARTA
NICOLAS
OTAVIANO
PATRICIA
Cena 1/Int./Mansão Camargo/Sala/Dia.
Marta olha Carlos sem acreditar que ele está ali.
MARTA
(atônita) Seu Carlos, eu não esperava te ver aqui.
CARLOS
(sorri) Isso eu percebi.
Kira se levanta ao ver Carlos e sorri feliz. Aproxima-se dele.
KIRA
Tio Carlos! Que surpresa boa! Estava com saudades.
Kira cumprimenta Carlos com dois beijos no rosto.
CARLOS
(sorri simpático) Eu também estava com saudades, Kira.
KIRA
(sorri) Que coincidência, não é mesmo, Marta? Esses dias, falamos de você.
Marta encara Kira com raiva.
MARTA
É melhor eu ir para a cozinha. Com licença.
Marta vai saindo. Carlos a segura levemente pelo braço.
CARLOS
Não. Eu preciso falar com você. Quero saber como estão as coisas por aqui e ver a Liz.
KIRA
Eu não vou atrapalhar vocês. Estou de saída. Até mais, tio Carlos.
Kira sai. Marta está sem graça.
MARTA
O senhor quer que te sirva alguma coisa?
CARLOS
Para de me chamar de senhor e de me oferecer coisas. Se eu quiser eu vou lá e pego.
MARTA
Então eu vou pra cozinha. Com licença.
CARLOS
Não, eu já disse que quero conversar com você, mas com a Marta que eu conheço e não com essa que me trata como se eu fosse estranho.
MARTA
É que você me pegou de surpresa. Não esperava que você viesse.
CARLOS
Eu não quis avisar. Eu vim para ajudar a Liz. Sei bem o tipo de cobra que minha sobrinha vai enfrentar, então resolvi vir e ficar por um tempo.
Marta olha Carlos.
MARTA
É mesmo?
CARLOS
É, e não quero que me trate como se não fossemos íntimos.
MARTA
Não somos mais.
CARLOS
Porque você não quis, me deu um pretexto sem vergonha e me deixou, mesmo sabendo o quanto eu te amo.
MARTA
Você sabe que não iria dar certo. As pessoas que você convive iriam nos olhar e ver: a empregada e o advogado.
CARLOS
E daí? Eu nunca me importei com isso. Pra mim você é a mulher da minha vida. Não importa o que faz ou deixa de fazer.
MARTA
Você fala como se isso ainda fosse presente.
CARLOS
Porque é! Eu ainda te amo e ainda quero ficar com você.
MARTA
(desconcertada) Carlos, eu tenho coisas para fazer. Fique à vontade. Depois peço pra arrumarem o quarto de hóspedes para você.
CARLOS
Tudo bem… mas eu quero saber se você ainda me ama.
MARTA
Carlos/
CARLOS
Só diz: sim ou não.
MARTA
(pensativa; sem graça) Sim.
Marta vai rapidamente para a cozinha. Carlos sorri feliz.
Cena 2/Int./Tecelagem Santa Isabel/Administração/Escritório de Liz/Dia.
Liz está vendo alguns tecidos. Alex entra.
ALEX
Liz, posso falar com você?
LIZ
Se você veio para discutir, não.
ALEX
Não, eu vim em missão de paz.
LIZ
Se é assim… Pode falar.
ALEX
Eu sei que não agi bem desde quando você veio, mas fui movido pelo estresse. As coisas não estavam fáceis aqui, e acabei me descontrolando.
LIZ
E fazendo muita coisa errada aqui dentro, principalmente com os operários.
ALEX
Eu sei, e peço desculpas por tudo. A minha intenção é que tenhamos um bom convívio, afinal nós administramos a tecelagem juntos.
LIZ
Isso é verdade, e o meu pai sempre confiou em você. Ele sabia da sua capacidade.
ALEX
Sim, Geraldo e eu sempre nos demos bem. Nossa relação era como se… fôssemos pai e filho.
LIZ
(sorri um pouco) Eu sei. (suspira) Está bem, Alex. Você está perdoado. Eu entendo que o estresse realmente mexe com a nossa cabeça.
Alex estende a mão para Liz, a olha nos olhos e sorri cínico.
ALEX
Amigos de novo?
Liz fica um pouco pensativa e aperta a mão de Alex.
LIZ
(sorri) Amigos.
ALEX
Ótimo. A partir de agora tudo vai ser diferente. Estamos juntos na administração. Pode contar comigo para qualquer coisa.
LIZ
Obrigada.
ALEX
Não vou mais te atrapalhar, e também tenho coisas a fazer. Com licença.
Alex sai. Liz volta a olhar os tecidos.