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Sua Canção
Capítulo 72 de 75
Capítulo 72
✍️ Anderson Silva ·📅 26 Jul. 2019 ·👁 0 leituras

"Na Sua Estante"

LETÍCIA – (curiosa) E como você tem tanta certeza disso? EDUARDO – Ué... porque eu vou conseguir convencer a Cássia a cantar está música para o seu pai. LETÍCIA – Acho meio difícil você convencê-la, mas se você conseguir, te agradeceria muito. EDUARDO – Deixa para me agradecer depois. Agora... (deita-se ao lado dela) ...eu só quero passar esses últimos minutos que eu tenho aqui com você. (a abraça, os dois sorriem) (Paula continua falando com a mãe da Laura, Carla apenas observa) PAULA – Nossa, será que ele seria capaz de fazer isso. Machucar a Laura novamente. MÃE DE LAURA PELO TELEFONE – Estou com medo, Paula. Flávio é louco, tenho medo dele fazer algo com minha menina. PAULA – Calma. Eu não estou no Rio, estou passando uns dias no sítio de meu pai, mas eu vou pra ai, tá! Você chamou a polícia? MÃE DE LAURA PELO TELEFONE – Sim, tem alguns policiais aqui em casa. PAULA – Que bom. Conta tudo o que aconteceu nessas últimas horas para eles. Quem foi a última pessoa que estava com ela? MÃE DE LAURA PELO TELEFONE – A baba que eu contratei. Os policiais estão fazendo algumas perguntas para ela neste momento. PAULA – Então acompanha todas as perguntas. Pode ser que durante as respostas que ela fornecer, ajude a identificar onde o Flávio iria com a Laura. E não se preocupa, assim que eu chegar no Rio, irei passar aí, ajudar vocês. Tchau, e qualquer notícia, não esqueça de me informar. Tchau. (desliga, senta-se em frente da Carla) CARLA – O cara que abusava a sobrinha fugiu da cadeia? PAULA – Fugiu. E parece que sequestrou a menina. CARLA – Meu Deus, esse cara é um monstro. Que Deus tome conta dessa menina. Você tá pensando em voltar para o Rio, mesmo com esse cara solto por aí? PAULA – Estou. Eu tenho que ajudar a família da Laura. Essa garota já sofreu demais nas mãos desse mostro. Não posso deixar que ele volte a machucá-la de novo. CARLA – (sente um aperto no peito) Eu não sei minha irmã. Não acho que é uma boa ideia você viajar para o Rio. Os policiais vão saber resolver esse caso. PAULA – Eu preciso ir, Carla. A Laura precisa de mim! (Laura continua amarrada e amordaçada em uma cadeira na cozinha, Flávio entra na cozinha com alguns cobertores) FLÁVIO – Eu estava pensando em te colocar no sofá, mas como você não se comportou, hoje você irá dormir aqui na cozinha. (coloca uma coberta em cima da mesa, e a outra coloca sobre Laura) Se você se comportasse, iriamos até nos divertir um pouquinho. (faz carinho no rosto dela) Estou com tantas saudades de você. Mas você não merece o meu amor. (se afasta dela, pega a outra coberta) Espero que esteja confortável! (sai da cozinha, Laura começa a espernear na cadeira, a coberta cai um pouco de seu corpo, que a faz parar e começa a chorar) (Andréa entra na lanchonete do Ivo, um pouco desconfiada, já que algumas pessoas começaram a falar baixinho e a olhar para ela. Andréa pensa em escolher uma mesa, mas por algumas pessoas ainda continuarem olhando, ela decide ir até a máquina de karaokê. Chegando lá, procura por uma música, olha disfarçadamente ao redor, e ver que algumas pessoas ainda estão olhando para ela. Andréa escolhe uma música e caminha até o palco, prepara-se para cantar)

Te vejo errando e isso não é pecado 1 Exceto quando faz outra pessoa sangrar Te vejo sonhando e isso dá medo Perdido num mundo que não dá pra entrar

Você está saindo da minha vida 2 E parece que vai demorar Se não souber voltar ao menos mande notícias Cê acha que eu sou louca Mas tudo vai se encaixar Tô aproveitando cada segundo Antes que isso aqui vire uma tragédia E não adianta nem me procurar 3 Em outros timbres, outros risos Eu estava aqui o tempo todo Só você não viu E não adianta nem me procurar Em outros timbres, outros risos Eu estava aqui o tempo todo Só você não viu Você tá sempre indo e vindo, tudo bem 4 Dessa vez eu já vesti minha armadura E mesmo que nada funcione Eu estarei de pé, de queixo erguido Depois você me vê vermelha e acha graça 5 Mas eu não ficaria bem na sua estante Tô aproveitando cada segundo Antes que isso aqui vire uma tragédia E não adianta nem me procurar 6 Em outros timbres e outros risos Eu estava aqui o tempo todo Só você não viu E não adianta nem me procurar Em outros timbres, outros risos Eu estava aqui o tempo todo Só você não viu Só por hoje não quero mais te ver Só por hoje não vou tomar minha dose de você Cansei de chorar feridas que não se fecham Não se curam (não) E essa abstinência uma hora vai passar 1. Andréa começa a cantar, as pessoas que olham para ela vibram de alegria. 2. Andréa sorri ao ver que aquelas pessoas talvez sejam suas fãs, e confirma sua teoria assim que os mesmos começam a cantar com ela. 3. Andréa começa a andar pelo palco, Ivo vem vindo da cozinha, observa seus clientes acompanhando Andréa, caminha até o balcão e observa o show. 4. Andréa volta para o meio do palco, as pessoas não estão mais acompanhando-a, algumas começam a gravar a apresentação dela pelo celular. 5. Por um breve momento, Andréa pensa em Ramon, seu pensamento logo encerra, ela volta a andar pelo palco, e convida o pessoal a voltar a cantar com ela. 6. Andréa volta para o centro do palco, encerra a música e é aplaudida.

Amanhecendo...

(campainha toca exageradamente, Regina vem descendo as escadas apressada em direção à porta) REGINA – Já vai, já vai. Quem será esse impaciente uma hora dessa. Estou indo. (abre a porta e se surpreende com Eduardo a sua frente) Você garoto? O que você quer? EDUARDO – Quero conversar com a Cássia! REGINA – Ela estar dormindo. EDUARDO – Não tem problema, você também pode resolver. A Cássia precisa mudar a playlist dela. REGINA – Eu não opino nas músicas que a minha filha escolhe para cantar no programa. EDUARDO – Dessa vez você terá que opinar. A Letícia quer cantar uma música para o pai dela, só que a Cássia não deixou. Quero que você converse com ela e convença a dublar está música. REGINA – (pensativa, sabe como o pai de Letícia é importante para a garota) Posso conversar com ela, não garanto que ela irá mudar. EDUARDO – Você como mãe dela saberá fazê-la mudar de ideia. E lembre-se, eu posso a qualquer momento denunciar vocês para a produção do programa. REGINA – Você não tem coragem de fazer isso. Se tivesse, já teria feito no momento que descobriu. EDUARDO – Dúvida? Eu fosse você não arriscaria, logo agora que chegaram até a final. (sorri e vai embora. Regina fecha a porta, séria. Caminha até a sala, Cássia vem descendo as escadas) CÁSSIA – Quem era? REGINA – Seu entregadorzinho. CÁSSIA – O que o Eduardo queria aqui uma hora dessa? REGINA – Veio me pedir para que eu te convencesse a mudar a playlist. A Letícia quer cantar uma música para o pai dela. CÁSSIA – Eu não vou mudar minha playlist. Tenho ela preparado muito antes do programa começar, será o meu momento. Não será por uma vontade da Letícia que irei mudá-la. REGINA – Filha... (caminha até Cássia) É só uma música, tenho certeza que não irá prejudicar em nada as outras que você selecionou. CÁSSIA – Mamãe, é não! Eu não vou mudar minha playlist. Ano que vem a senhora não irá inscrever a Letícia, pois então ano que vem ela canta a música para o pai dela. REGINA – Cássia, talvez a Letícia nem sobreviva até lá. CÁSSIA – Eu já disse que não. Não vou estragar o meu momento. (caminha em direção a cozinha, Regina continua parada na sala, séria) (Paula está na sala, com a sua mochila nas costas, pronta para viajar para o Rio. Carla se despede da irmã, ainda com o coração apertado) CARLA – Eu ainda acho que é melhor você ficar, Paula. Estou sentindo algo ruim no peito, um aperto. Por favor, fica? PAULA – Não posso, Carla. Preciso ajudar a mãe da Laura a encontrá-la. CARLA – Então promete que não vai atrás desse cara sozinha. Que vai estar sempre com os policiais ao lado. PAULA – Pode ficar tranquila, eu sei me cuidar. (abraça a irmã) Quando eu chegar lá, eu ligo. CARLA – Está bem. (acompanha Paula até a porta, voltam a se abraçar, Paula sai de casa, Carla a observa por alguns segundos, depois fecha a porta, volta para a sala, ainda sentindo um aperto em seu peito) (Daniel vem da cozinha em direção ao sofá, campainha toca antes que ele se sentasse) DANIEL – Quem será? (coloca o copo de suco que trazia na mesa, e vai atender) Henrique? HENRIQUE – Oi! Vim te chamar para darmos uma volta. DANIEL – Eu não posso. Vou sair com meu pai daqui a pouco. HENRIQUE – Sério? Poxa, que pena. Achei incrível a nossa noite de ontem. DANIEL – Pois é, eu também. HENRIQUE – Queria repeti-la mais vezes. DANIEL – Também. A gente combina, então. Pode ser? É que meu pai pode aparecer a qualquer momento, e ele te ver aqui hora dessa pode estranhar. HENRIQUE – Sim, entendo. Então vou indo. Aguardo você me mandar uma mensagem, então? DANIEL – Tá, pode ser! HENRIQUE – Tchau. (sorri e vai embora) DANIEL – Tchau. (fecha a porta, volta para a sala, e fica pensativo) (Ivo está arrumando uma mesa, e sem querer, acaba derrubando algumas coisas. Rita, que está no balcão, observa o irmão e o percebe um pouco distraído) RITA – O que você tem Ivo? IVO – (após organizar o que caiu, indo até o balcão) Tenho pensado em um assunto que vem me preocupando. Se eu devo ou não fazer uma coisa. RITA – Que coisa? IVO – (como não tem ninguém na lanchonete, se aproxima de Rita e conta o segredo de Cássia) Tem a ver com o programa Sua Canção. (Rita para de fazer o que estava fazendo, e presta atenção no irmão) Eu descobri uma coisa que pode desqualificar um dos participantes. (Rita se preocupa, e logo pensa em Alice) RITA – Você descobriu algo sobre a Alice? IVO – Não. Não tem a ver com ela, mas sim com outro participante. RITA – Quem? IVO – Eu descobri que um dos praticantes tem feito uso de dublagem nas apresentações. RITA – Como assim dublagem? IVO – Eu não sei ao certo, mas parece que a voz que ela canta não é a dela! RITA – Dela? Então é mulher! Então só pode ser a... Cássia! IVO – Ela mesma. Eu sem querer acabei ouvindo de um cliente, o Eduardo... RITA – Não sei quem é. IVO – Enfim, ouvi dele que a Cássia está usando a voz da irmã para cantar. RITA – Se a produção descobre isso, ela é eliminada na hora. IVO – Pois é. Você acha que eu devo denunciá-la? Porque de certa forma, não está sendo justo com os demais participantes. RITA – (pensativa, acaba tendo uma ideia) Eu acho melhor você esperar. IVO – Esperar? RITA – Sim. Vai que ela nem ganha. Alice é uma ótima cantora, e tenho certeza que é ela quem canta. IVO – Sim. Já cantei com a Alice. A voz é dela mesma. Mas, e se a Cássia ganhar? Não posso deixar que uma trapaceira ganhe. RITA – Se ela ganhar, aí sim você denúncia. Até lá, vamos esperar a final do programa. IVO – Você não quer que eu a denuncie, só por causa da aposta, né? RITA – Não, claro que não. Agora que eu sei que ela está usando este artificio para avançar no programa, jamais torcerei para ela. Considere aqui o fim da aposta. IVO – Então eu ganhei?! RITA – Digamos que sim. Já que agora, eu irei torcer para a Alice também. IVO – Você tem razão, mesmo dublando, Cássia não tem chances contra a Alice. (vai para cozinha, confiante. Rita volta a arrumar o balcão. Segundos depois, Alice entra na lanchonete, direto para o balcão) RITA – Alice! (para o que estava fazendo e se aproxima dela) Que surpresa você por aqui. Estou aguardando sua ligação para colocarmos em prática aquele seu plano. ALICE – Não precisa mais. Desisti desse plano. RITA – Como assim? ALICE – Eu não preciso mais de sua ajuda para convencer meu pai a me mudar de escola. Eu e ele estamos bem, creio que só questão de tempo, eu mesma consiga convencê-lo. RITA – Mas e seu plano? Nosso acordo... ALICE – Só vim aqui para te liberar desse acordo. Não preciso mais de você. (Rita fica arrasada, já que essa era a oportunidade para se aproximar de Felipe) Então é isso. Você está livre. (vira-se para ir embora, Rita a chama) RITA – Espera. Descobri algo que eu acho que você vai gostar. (Alice volta para próximo do balcão) ALICE – O que você descobriu? RITA – E se eu te contasse, que um dos finalistas de Sua Canção, está trapaceando. ALICE – Como assim trapaceando? RITA – (se aproxima de Alice) A Cássia está dublando! ALICE – Dublando? RITA – Não sei como ela faz, o que eu sei que a voz que ela canta não é dela. ALICE – Eu até que notei uma diferença de quando ela fala e quando ela canta. Mas espera, se ela está usando de dublagem, o que é proibido, ela será desclassificada. RITA – E você ganha o programa! ALICE – Você tem certeza do que você está me dizendo? RITA – Tenho. Só não tenho como provar. ALICE – Não precisa. Se realmente ela está fazendo isso, saberei como conseguir arrumar as provas. (começa a sorrir) Nossa, quem diria que meu dia iria começar tão bem assim! (vira-se para ir embora, ignora completamente Rita) RITA – Não mereço nem um obrigado?! Eu descobri isso para você. (Alice já havia ido embora) Isso que dá, tentar ajudar os outros.

Anoitecendo...

(Laura continua amarrada na cadeira, Flávio prepara outra bacia de biscoitos para os dois jantarem) FLÁVIO – (colocando a bacia em frente a Laura) Paula está demorando para voltar. Eu também não sei para onde ela foi, e não podemos passar mais tempo aqui. Sua mãe deve ter chamado a polícia, logo eles devem estar batendo aí na porta. (Laura continua amarrada, aparentemente fraca) Consegui uma carona para nós. Logo ela deve está aparecendo aí na frente. (ouve barulhos vindo da porta, rapidamente se levanta da mesa, apaga a luz da cozinha, e faz sinal para que Laura ficasse quieta. Com tudo no escuro, ele caminha com cuidado até a entrada da sala, e observa) PAULA – A porta estava a aberta! (fica estranha) O que será que está acontecendo aqui? (rapidamente pensa que Flávio pode ter invadido sua casa, antes que voltasse a porta novamente, Flávio acende as luzes da sala, que a assusta) FLÁVIO – Olha só quem voltou! Bem-vindo ao lar, amor. PAULA – Você fugiu da cadeia. (caminha lentamente até a porta) Você sequestrou a Laura. Cadê ela? FLÁVIO – A Laura está aqui comigo. Tá lá na cozinha. Estávamos te esperando. (se aproxima dela) PAULA – Você é doente. (continua caminhando em direção a porta, ao chegar perto dela, coloca a mão para trás, tentando pegar na maçaneta) A polícia já está atrás de você. FLÁVIO – Eu sei disso. (continua andando até ela) Só que não vão me pegar. PAULA – É o que você pensa. (abre a porta, e antes que conseguisse sair, rapidamente Flávio corre atrás dela) Socorro!!  (Flávio a segura e a puxa para dentro de casa, coloca a mão na boca dela, e fecha a porta com os pés) FLÁVIO – Nada disso. Não queremos os vizinhos participando da nossa reunião em família. Planejei muito enquanto estive na cadeia por nosso encontro, Paula. E você não irá estragar isso. (Paula tenta escapar, mas era fraca para ele) Vamos, Laura estava se sentindo muito sozinha lá dentro. (a leva a força para dentro da cozinha) (Carla está na cozinha, junto com Frederico e Miguel. Com ajuda de Miguel, estão terminando de aprontar a mesa para o jantar) CARLA – Acho que uma hora dessa a Paula já deve ter chegado em casa. Melhor eu ligar para ela. FREDERICO – Paciência, filha. Ela não garantiu que assim que chegasse, ligaria para gente. CARLA – Eu sei, pai. Só que eu estou com uma gastura no peito. MIGUEL – Se você não está bem, liga para ela Carla. CARLA – É o que eu vou fazer. (coloca os copos na mesa, e vai para a sala. Pega o telefone, disca o número de sua casa e liga. Na casa de Paula, o telefone começa a tocar, Flávio escuta, porém ignora já que estava ocupado amarrando Paula. A ligação cai, Carla preocupada tenta ligar novamente)

Amanhecendo...

(Eduardo chama Dácio para conversarem novamente, e dessa vez com um plano definido para a final de Sua Canção) EDUARDO – (sentando-se a mesa que Dácio está, coloca a mochila de entrega ao lado) Que bom que você já está aqui. DÁCIO – Depois da mensagem que você me mandou de que tinha pensando em algo que faria a Letícia a campeã do programa, vim o mais rápido que pude. EDUARDO – Você disse que a segurança do programa é fraca, ou seja, que você conseguiria invadi-la? DÁCIO – Possivelmente sim. EDUARDO – Pois então eu sei como iremos mostrar para o Brasil a voz da Letícia! (olha confiante para Dácio, que olha para ele sem entender nada) (a carona que Flávio arrumou na noite anterior, o levou a uma casa abandonada, bem longe da casa de Paula. Laura e Paula não estão amarradas, mas estão presas em um quartinho nessa nova casa) PAULA – (abraçada com Laura, que continua com medo) Não se preocupa, Laura. Sua mãe logo vai nos encontrar. Vai ficar tudo bem, não vou deixar que ele faça nada com você. (continua fazendo carinho na cabeça dela, e olha ao redor do quartinho, procurando uma forma de fugir de lá) (Alice está em seu quarto, sentada em frente ao seu computador, vendo algumas apresentações de Cássia. Agora que ela descobriu que Cássia está dublando, ao ver as apresentações, percebe algo diferente) ALICE – (feliz) Acho que o jogo acabou para você, Cássia! (Carla não conseguiu dormir, devido não ter conseguido falar com a irmã ainda. Uma forte dor de cabeça volta a incomodá-la, está andando de um lado para o outro no quarto, falando com Junior) CARLA – Tem certeza que não tem ninguém, Junior? Ela saiu daqui ontem pela manhã, devia ter chegado em casa já. Eu sei, está bem. Vou me acalmar. Fica de olho aí por mim, se ela aparecer pede por favor, para ela me ligar urgente. Está bem, obrigada. (desliga, e volta a sentir um aperto no peito, caminha até a cama, senta-se tonta, Pedro entra no quarto) PEDRO – Mãe, a senhora está bem? CARLA – (tonta) Estou, filho. Vou descer já. PEDRO – Conseguiu falar com a tia Paula? CARLA – Ainda não. (levanta-se, caminha um pouco) Junior disse que iria ficar de olho nela... (cambaleia e cai no chão) PEDRO – (correndo até ela) Mãe! (tenta acordá-la, mas Carla continua desmaiada) Mãe, acorda. Por favor, mãe.

Continua no Capítulo 73...

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