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Sua Canção
Capítulo 25 de 75
Capítulo 25
✍️ Anderson Silva ·📅 08 Apr. 2019 ·👁 0 leituras

"Tentar"

(os garotos estão aguardando uma resposta de Caio. Ele, por não demostrar ser um medroso, acaba aceitando) CAIO – Claro que eu tô dentro. GAROTO 01 – Assim que se fala. Então vamos pessoal. Não se preocupem que já tem um dos nossos lá dentro. (os garotes, três ao todo, junto com Caio atravessam a rua em direção à joalheria, ambos prestando atenção se não estão sendo observados. Quando chegam à calçada, o parceiro deles que já estavam lá dentro, abre a porta da joalheira e todos entram, com cuidado de não estarem sendo observados) É isso aí, turma. Peguem o tanto que puderem. (cada um se espalha entre a joalheria, pegando tudo que conseguirem. Caio está parado ao lado de uma vitrine) (Cláudio está sentado no sofá, enquanto Camila está andando de um lado para o outro na sala, ligando para o celular do Caio) CAMILA – Novamente na caixa postal. Sério, o que deu em você para o deixar sair essa hora da noite. O Caio só tem 14 anos, Cláudio! Que tipo de pai você é?! CLÁUDIO – Desculpa, tá. Ele só me disse que iria para casa de um amigo. E que não iria demorar. CAMILA – Você ao menos sabe quem é esse amigo ou onde mora? CLÁUDIO – Não. CAMILA – Tá vendo, nem isso você quis saber. CLÁUDIO – (levanta do sofá) Mas relaxa, Camila. Vai que ele decidiu ficar mais tempo na casa desse amigo, e decidiu jantar lá. CAMILA – Sem ligar pra gente? Ele sabe que precisa nos avisar. Sabe que se sair com algum amigo, se ter que passar mais tempo do que combinado fora, precisa nos avisar. CLÁUDIO – (caminha até ela) Amor, se acalma. CAMILA – Como vou ficar calma, se meu filho tá por aí sem eu saber onde ele está. CLÁUDIO – Só que ficar aí nesse estado não ajuda nada. Relaxa, vai ver que estamos nos preocupando atoa. Caio logo vai estar aparecendo aí. (a abraça) FELIPE – (batendo na porta) Filha, posso entrar? ALICE – Sim. (terminando de se arrumar em frente ao espelho) FELIPE – Antes de irmos jantar, gostaria de ter uma conversa com você. ALICE – (ficando de frente a ele) Estou ouvindo. FELIPE – Melhor sentarmos aqui na cama. ALICE – Está bem! (Felipe e Alice caminham até a cama, sentam um de frente para o outro) FELIPE – Bem, nem sei como te contar isso, mas... eu e sua mãe iremos nos divorciar! ALICE – Já era a hora né! FELIPE – Oi? Não entendi... ALICE – Pai, está obvio que vocês não se amavam mais. Aliás, creio até que esse casamento de vocês durou tempo demais. FELIPE – Você não ficou arrasada, decepcionada por seus pais estarem se separando? ALICE – Não. Por mim de boa. Vocês estando bem com isso. FELIPE – (sorri) Juro que não esperava essa atitude de você. Esse seu lado maduro, não conhecia. ALICE – Estou mudando. O senhor logo conhecerá uma nova Alice. FELIPE – Que bom! Me surpreenda então. ALICE – Mais alguma coisa? FELIPE – (pensa em contar que terá outro filho, mas decide guardar segredo) Não. Vamos descer? ALICE – Vamos. (ambos levantam, Alice caminha em frente ao espelho, se arruma mais um pouquinho e logo em seguida desce com Felipe) JUNIOR – Quando você chegou? ADRIANA – Hoje. Na verdade, tem algumas horas. Vim direto para cá. JUNIOR – E por que não me ligou ou avisou que estava vindo? Tinha preparado alguma coisa para você. ADRIANA – Queria te fazer uma surpresa! (o beija) JUNIOR – Você fez! ADRIANA – Cadê a Ana? JUNIOR – No quarto, logo ela desce. ADRIANA – Então já jantaram? JUNIOR – Ainda não. ADRIANA – Então cheguei na hora boa. (volta a beijá-lo) JUNIOR – Espera... (encerra o beijo dessa vez) ...estou feliz de você está aqui. Só que vou ficar sem jeito se a Ana nos pegar aqui desse jeito. ADRIANA – Sem problema, entendo completamente. Porem, ela não está aqui ainda, né mesmo?! Então, nada impede de matarmos um pouco a saudades. (volta a beija-lo, sem interrupções) CAMILA – Vou agora mesmo na rua procurar meu filho. Algo me diz que está acontecendo alguma coisa. CLÁUDIO – Ok, vou pegar minha carteira e vou com você. (antes de Cláudio sair da sala, Caio chega em casa) CAMILA – Filho. (caminha até ele e o abraça) Onde estava? CAIO – Estava na casa de um amigo, mãe. CAMILA – E por que você não ligou avisando? Deixou todos nos preocupados. CAIO – Mas o pai sabia onde eu ia. CLÁUDIO – É, só que você saiu estava anoitecendo, sabe que horas são?! Fiquei preocupado. CAIO – Só que estou bem, tá. Não precisam se preocupar. CAMILA – Posso saber que amigo foi esse que você estava até essa hora? CAIO – Um amigo. A senhora não o conhece. CAMILA – Não, mas gostaria de conhecer. Qual é o nome dele? CAIO – Vitor. CAMILA – E onde o Vitor mora? CAIO – Sério que a senhora vai começar com um interrogatório agora? CAMILA – Não é um interrogatório, apenas quero saber que amigo é esse. Justo, já que eu não o conheço. CAIO – Ele é só um amigo, mãe. Estávamos fazendo um trabalho, por isso demorei tanto. CAMILA – E custava avisar? CAIO – Tá, desculpa, realmente eu devia ter mandando uma mensagem ou ligado. Conhecendo os pais que eu tenho, sabia que iriam ficar preocupados. CAMILA – Pois é. Que da próxima vez você avise. Agora vai para o seu quarto, tome um banho e vamos jantar. (Caio não diz mais nada e vai para o quarto) CLÁUDIO – Afinal, tudo terminou bem. CAMILA – Não sei não. Notei o Caio nervoso com alguma coisa.

Amanhecendo...

(Pedro está terminando de se arrumar para ir para escola, quando chega uma mensagem em seu celular) ALICE – “Bom dia. Acredito que já esteja acordado. Queria te convidar para um lanche, hoje depois da escola, lá naquela lanchonete onde nos conhecemos.” PEDRO – “Ok. Lá é uma das minhas lanchonetes favoritas agora” ALICE – “Então te espero lá” PEDRO – “Ok.” (desliga o celular, sorri e sai do quarto) (Cláudio está tomando o café, quando Caio entra na cozinha) CAIO – Bom dia! CLÁUDIO – Bom dia, filho. CAIO – Bem, não vou tomar café hoje. Qualquer coisa como alguma coisa lá no colégio. CLÁUDIO – Hoje não serei eu quem leva-la você. CAIO – Irei sozinho? CAMILA – (entrando na cozinha) Não, eu quem levará você hoje. Aliás, levarei você todos os dias de agora em diante. CAIO – Mas, isso não irá atrasar a senhora em seu trabalho? CAMILA – Alguns minutos, mas sem problema. Os processos podem esperar. CAIO – Então tá. Estarei esperando no carro. (sai da cozinha) CAMILA – Reparou como ele está estranho, né? CLÁUDIO – Amor, de verdade, acho que você está exagerando. Ficar no pé do garoto direto, isso não fará bem. Deixa o garoto viver. CAMILA – Não iremos mais discutir sobre isso. Também não vou tomar café. Como qualquer coisa no escritório. Até mais. (caminha até ele, dá um beijinho e sai da cozinha) CLÁUDIO – Essa família tá cada vez mais complicada. (Dácio está descendo as escadas em direção a porta da rua, quando é chamado por seu pai) HORÁCIO – Já está indo, filho? Não vai tomar café? DÁCIO – Não, pai. Estou sem fome. HORÁCIO – Mas promete que vai comer alguma coisa na escola? DÁCIO – Tá, prometo. Posso ir agora? HORÁCIO – Só um momento. Quero te contar uma coisa. DÁCIO – O que? HORÁCIO – Eu meio que encontrei isso em suas coisas. (mostra a foto da mãe de Dácio) DÁCIO – Isso é meu. (pega dele) É a única lembrança que tenho dela. E o senhor não vai tirar de mim. HORÁCIO – E não vou. Sei o quanto você gosta da sua mãe, mesmo depois do que ela fez com a gente. E eu sei que você é fera nesses assuntos de informática, tecnologia... enfim, queria te fazer uma pergunta. DÁCIO – Acho que eu sei onde o senhor que chegar. Se for pra perguntar se eu já tentei procurar alguma coisa da minha mãe, a resposta é não. Mas já pensei sim, e muitas vezes, em procurar algo sobre ela. HORÁCIO – No fundo meu maior medo é de que você faça isso, e se decepcione com que possa descobrir dela. DÁCIO – Por que, pai? O que de tão mal minha mãe fez que o senhor não quer que eu vá atrás dela? HORÁCIO – Você era só uma criança quando ela se foi. Hoje você está quase virando um homem, e entendo completamente essa sua curiosidade sobre sua mãe. Tanto que, se um dia você decidir ir atrás dela, eu não irei impedir. Só vou torcer que se um dia você conseguir encontra-la, não se decepcione com a pessoa que ela é. DÁCIO – Não precisa se preocupar, pai. Que se um dia eu decidir ir atrás dela, pode deixar que aguentarei qualquer consequência. HORÁCIO – Então é melhor você ir, não quero te segurar mais do que já segurei. DÁCIO – Até mais, pai. (Dácio sai de casa, Regina vem descendo as escadas) REGINA – Eu sem querer acabei ouvindo a sua conversa com ele. HORÁCIO – Se ouviu sabe que estou certo. REGINA – Por um lado, sim. Entendo em querer poupar do garoto a verdade de que a mãe dele o abandonou para viver da prostituição. Mas mesmo assim, ele um dia precisa saber da verdade. HORÁCIO – E ele saberá. Pode ter certeza que quando este dia chegar, eu farei questão deu mesmo contar para ele. Só não desejo que ele descubra isso por si só. Mas, vamos mudar de assunto. E as meninas? Ansiosas para o programa ir ao ar, e a segunda fase começar. REGINA – Estão, quer dizer, ao menos a Cássia está mais nervosa que a Letícia. Porém, as duas estão ansiosas. Não veem a hora do programa começar. Confesso que também não vejo a hora de me ver na TV. (Pedro e Dácio estão conversando na sala, a professora ainda não havia chegado) DÁCIO – Parece que meu pai queria que eu fosse atrás da minha mãe. Como se ele também quisesse saber como ela estar. PEDRO – Então vá em frente, cara. DÁCIO – Eu vou! Vou chegar em casa, vou fazer uma busca bem detalhada na internet, e vou conseguir alguma pista da minha mãe. PEDRO – Isso aí, é assim que se fala. (chega uma mensagem no celular de Dácio, ele foca-se no aparelho) Mensagem de alguma paquera? DÁCIO – O que? Não, não. É minha prima. PEDRO – A que tem câncer? DÁCIO – Isso. (termina de digitar a mensagem, guarda o celular e volta a prestar atenção em Pedro) Ela estava perguntando uma coisa, mas já respondi. PEDRO – Você disse que ela canta, né? DÁCIO – Sim. Alias, já te fiz um convite certa vez para você ir lá em casa, para te apresentar a ela. Quem sabe até cantarem uma música juntos. PEDRO – Olha, se eu não já tivesse um compromisso hoje, eu até que iria na sua casa. Mas, tenho outro plano quando sair daqui. DÁCIO – Vai se encontrar com sua banda? PEDRO – Não, vou sair com minha prima. DÁCIO – Ah. Vocês estão se aproximando bastante, né? PEDRO – Não tanto, ela tá conversando comigo, mas ainda não estamos tão próximos assim.  (professora entra na sala, e os dois param de conversar) (Junior havia saído para o trabalho, Adriana aproveitando que está sozinha, faz uma faxina na casa. Ela coloca uma música, enquanto limpa e dança ao mesmo tempo animada) (Verônica está na sala lendo algumas revistas, enquanto Luana vem descendo as escadas em direção à porta) VERÔNICA – Está indo para onde? LUANA – Vou até a casa do Felipe. Quero aproveitar que ele está para empresa e pegar algumas coisas que esqueci. VERÔNICA – Então, tá. LUANA – (estranha que ela não deu nenhum sermão) A senhora não irá falar nada? Pedir que eu desista da separação. VERÔNICA – Eu não. Você é adulta, sabe o que faz da sua vida. E mesmo assim, Felipe não merece você. LUANA – Quando que a senhora percebeu isso? VERÔNICA – Sempre soube que o Felipe cedo ou tarde acabaria se tornando igual o Fernando. LUANA – E mesmo assim, permitiu que sua filha se casasse com ele? VERÔNICA – Precisávamos pertencer a aquela família. E o único jeito era este. LUANA – Não sei porque ainda fico surpresa com as atitudes da senhora. (sai da sala, Verônica continua observando a revista)

Mais Tarde...

(Pedro está sentado em alguma das mesas, esperando Alice chegar. Ele está digitando no celular, quando ela aparece, já sentando) ALICE – Demorei muito? PEDRO – Não. (ri) Então, por qual motivo você me chamou até aqui? ALICE – Bem, antes queria cantar uma música com você. PEDRO – Mas você acabou de chegar, não quer comer ou tomar alguma coisa? ALICE – No momento a única necessidade minha é cantar uma musica. (levanta e vai em direção a maquina de karaokê. Seleciona uma música, pega os microfones e volta para a mesa onde está Pedro) Então, vai me acompanhar ou não? (entregando o microfone para ele, sorrindo) PEDRO – É claro que vou! (recebe e levanta, ambos vão para o palco, a música está tocando, ambos ficam de frente para o outro)

Ever wonder 'bout what he's doin' 1 How it all turned to lies Sometimes I think that it's better To never ask why Where there is desire there is gonna be a flame 2 Where there is a flame someone's bound to get burned But just because it burns doesn't mean you're gonna die You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try Funny how the heart can be deceiving 3 More than just a couple times Why do we fall in love so easy Even when it's not right Where there is desire there is gonna be a flame Where there is a flame someone's bound to get burned But just because it burns doesn't mean you're gonna die You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try Ever worry that it might be ruined 4 Does it make you wanna cry When you're out there doin' what you're doin' Are you just getting by Tell me are you just getting by, by, by Where there is desire there is gonna be a flame 5 Where there is a flame someone's bound to get burned But just because it burns doesn't mean you're gonna die You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try, and try, and try 1. Alice canta o primeiro trecho cantando bem próxima a Pedro. Aos poucos ela vai se afastando, e ambos trocam de lugares. 2. Os dois ficam de frente para o publico da lanchonete, de vez enquanto eles trocam olhares, sorriem, e se aproximam. 3. Alice e Pedro se sentem a vontade no palco, Ivo que está no balcão, observa-os e percebe que existe um conexão entre os dois. Conexão está que Pedro e Alice começavam perceber. 4. Alice e Pedro trocam de posições em cima do palco algumas vezes, durante algumas trocas, Alice chega a se aproximar bem de Pedro. Pedro começa achar estranho o jeito que Alice olha para ele, e tenta manter distância até o fim da música. 5. Pedro para de trocar de posição com Alice, mas ela continua indo de um lado ao outro. Ambos chegam a cantar um de frente para o outro. Tanto, que encerram a música frente á frente, bem próximos. Alice aproveita, surpreende Pedro e o beija em cima do palco mesmo, com todos olhando. (Felipe acaba de sair de uma reunião, e ao entrar em sua sala, se surpreende ao encontrar Rita sentada em sua cadeira) RITA – Olá, papai. Olha só quem veio te visitar? (Miguel e Carla estão na cozinha conversando, Miguel aparenta estar ansioso) CARLA – Está tudo bem? MIGUEL – Sim, só quero terminar logo nosso lanche, pois quero te levar a um lugar. CARLA – O que você tá aprontado agora, Miguel! MIGUEL – Nada demais. Só quero te levar para igreja. CARLA – Para igreja?! MIGUEL – Isso, vamos escolher logo a data do nosso casamento! (Letícia está em frente ao piano, quando Dácio bate na porta de seu quarto) DÁCIO – Oi! Posso entrar? LETÍCIA – Claro, primo. DÁCIO – Ocupada? LETÍCIA – Não, só praticando um pouco. Por quê? DÁCIO – Preciso que você venha comigo. LETÍCIA – Para onde? DÁCIO – Só me acompanha. (segura na mão dela, e a leva para fora do quarto. Na sala, Dácio desce devagar com Letícia, ele a leva em direção à porta e lá tem alguém esperando por eles) LETÍCIA – Eduardo, o que você está fazendo aqui? EDUARDO – Vim te buscar para um passeio! Está pronta para fugir comigo hoje?

Continua no Capítulo 26...

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