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Minha Canção
Capítulo 72 de 75
Capítulo 72
✍️ Anderson Silva ·📅 07 Feb. 2020 ·👁 0 leituras

"Amanheceu"

Amanhecendo...

(Ramon está com seus colegas de banda em cima do palco da lanchonete, ambos estão organizando seus equipamentos para cantarem daqui a pouco. Ivo, que estava atendendo uma mesa, os observa um pouco sério) IVO – Tenham um bom apetite. Qualquer coisa só chamar. (solta um leve sorrisinho para os clientes, em seguida caminha até o balcão, sério novamente) RITA – Então? Vai contar para os garotos sobre o incêndio. IVO – Eu não sei, irmã. Acho que eles não precisam saber disso. RITA – Bom, querendo ou não já está na internet. Cedo ou tarde eles saberão que o local que eles iriam fazer show, pegou fogo. (se afasta de Ivo e vai mexer no computador. Ivo presta atenção nos garotos) (Pedro chega em casa feliz. Caminha até o sofá, deita-se, olha para o teto e lembra de tudo que aconteceu na noite anterior. Um sorriso cresce em seu rosto) PAULA – (vindo da cozinha) Olha só quem apareceu. (senta-se ao lado dele) Então? Como foi dormir na casa do papai? PEDRO – Foi legal. PAULA – Estou vendo pela essa sua cara de felicidade aí. Conseguiram terminar a música? PEDRO – Não. Falta alguns versos ainda, mas possivelmente este final de semana a gente termina. (levanta-se, caminha até a cozinha. Paula vai logo atrás dele) PAULA – Vocês vão se encontrar novamente? PEDRO – Vamos. Na verdade, eu vou voltar para a casa dela daqui a pouco. O motorista vem me buscar em algumas horas. PAULA – Sabe que a última etapa para a seleção da universidade de música é em algumas semanas, né? PEDRO – Quanto a isso, não se preocupa tia. Estou quase decorando a música. (caminha até a geladeira, pega uma jarra d’água. Em seguida pega um copo no armário ao lado, começa a enchê-lo) PAULA – Eu sei que você e sua irmã estão se aproximando dessa vez como irmãos de verdade, acho isso até bacana. Mas a Alice já tá com a vida dela de cantora construída. Ganhou o programa de música ano passado, está fazendo shows direto pelo país. Você não meu, querido. Você precisa criar seu futuro ainda. PEDRO – (vira-se para sua tia, com o copo na mão) E estou criando. O fato deu ter chegado em Nova York para mim já significa muita coisa. PAULA – (se aproxima dele) Pedro... você precisa entrar para está universidade. Eu não vejo a hora de andar pelas ruas de Nova York. Você imagina o quanto isso será maravilhoso?! (Pedro termina de tomar seu copo d’água, sorri) PEDRO – (guardando a jarra novamente na geladeira) A senhora é uma graça tia. Não se preocupa está bem. Vai dar tudo certo. (sai da cozinha em seguida, Paula senta-se na mesa, e se imagina em Nova York) (Manuela e Tiago estão estudando. Ambos estão se preparando para a semana de provas) TIAGO – (repara Manuela viajando com o livro nas mãos) Viajando de novo! (senta-se de frente para ela, Manuela volta a realidade) MANUELA – Desculpa, Tiago. (fecha o livro) Não estou com muita cabeça para estudar agora. TIAGO – O que está acontecendo, Manu? Desde que cheguei aqui, já é a terceira vez que você fica assim. Voando no tempo... MANUELA – Não é nada. Simplesmente não estou com cabeça para pensar em estudos, só isso. TIAGO – E o que anda te preocupando? (se aproxima dela) MANUELA – É o programa Sua Canção. Eu não consigo parar de pensar no que os jurados disseram para mim. TIAGO – Sério que você está preocupada com isso? Sendo que a semana de provas é a próxima, e os vestibulares estão chegando. MANUELA – Eu sei que eu devia estar focada nisso, mas eu não consigo. (levanta-se e começa a caminhar pelo quarto) Por mais que eu tente, sempre me vem o programa na cabeça. TIAGO – Isso para mim está parecendo mais obsessão. (levanta-se e caminha até ela) Esse programa nem vai começar agora. Você tem dois meses pela a frente ainda. Será que teria como você focar nos seus estudos e esquecer isso por um tempo. (volta a empurrá-la em direção aos livros) MANUELA – Bem que eu queria. (se afasta dele novamente) TIAGO – Você tá parecendo a Alice desse jeito. Obcecada por este programa. (Volta para os livros, Manuela continua parada em pé no meio do quarto, pensativa) (os garotos estão sentados em uma mesa, lanchando alguma coisa antes de subirem ao palco e cantar alguma música. Ivo vem trazendo alguns pedidos deles) IVO – Aqui está. (entrega para cada um, o último é Ramon) RAMON – Algum show novo para gente, Ivo? IVO – (sério) Infelizmente ainda não garotos. (fica em silêncio de repente, os garotos estranham) RAMON – Eu só perguntei porque você é o nosso empresário e tal, talvez tenha conseguido um show novo para gente. Quem sabe em São Paulo até. IVO – Não, em São Paulo não. RAMON – Por que não? (Ivo olha para todos, sem saber o que dizer) Aconteceu alguma coisa, Ivo? IVO – (respira fundo) Está bem. Eu não queria contar nada para vocês agora, mas vocês saberão disso de uma maneira ou de outra. RAMON – Do que você está falando? IVO – Bom... lembram-se do show que eu disse que não tinha conseguido agendar para vocês naquele evento em São Paulo? RAMON – Sim, lembramos. IVO – Bem. Ontem, a local do evento que aconteceria o show pegou fogo. (todos se surpreendem) RAMON – Como assim pegou fogo? IVO – Ninguém sabe o motivo que gerou tal incêndio, mas acredita-se que seja alguma falha nas instalações. RAMON – Alguém se feriu? IVO – Sim. (pega seu celular) Houve até algumas mortes. (todos chocam-se ainda mais) RAMON – Uau. IVO – A questão é que eu havia conseguido agendar a banda de vocês para uma participação no evento. E seria justamente ontem à noite. RAMON – Você conseguiu? IVO – Consegui. No entanto, de última hora eu cancelei a participação de vocês. Sei lá, algo dentro de mim me fez fazer isso. RAMON – Nossa. Praticamente você estava pressentindo que algo aconteceria. IVO – É quase isso. Na verdade, se eu soubesse que uma tragédia dessas iria acontecer, eu teria avisado o pessoal do evento, para quem sabe tentar evitar esse incêndio. RAMON – Não temos como prever o futuro, Ivo. Por mais que você tenha sentido algo, você não saberia o que é. (os dois ficam em silêncio por alguns segundos, Ramon olha para seus amigos) Bem, ao menos a gente não foi para São Paulo. Se não, hora dessa talvez não estaríamos aqui. (os garotos se arrepiam) Que bom que cancelou bem a tempo, Ivo. (Ivo solta um leve sorriso, porém, continuava preocupado com as demais pessoas que ele poderia ter salvado. Uma mesa o chama) IVO – Licença, pessoal. (caminha até a mesa próxima ao palco) (Junior está ajudando Ana a arrumar sua mala para passar alguns dias em Madrid com Gustavo. Ambos estão arrumando a mala com nenhum pingo de empolgação) ANA – (repara em seu pai um pouco cabisbaixo) Será por pouco tempo, pai. O senhor vai ver que essas semanas que eu passarei lá, irão passar voando. JUNIOR – E sei que vão, filha. (os dois voltam a ficar em silêncio. Chega uma mensagem no celular de Ana) ANA – (ler a mensagem, sorri) É o Alan. Ele está me chamando para tomarmos um sorvete. JUNIOR – Pode ir. Pode deixar que eu termino de arrumar tudo aqui. ANA – O senhor tem certeza? JUNIOR – Tenho sim. Vá se divertir! Vocês vão passar um tempo separados, tem que aproveitar. (Ana sorri, caminha até Junior e o abraça) ANA – Volto na hora do almoço, está bem. JUNIOR – Ok. (Ana saí do quarto apressada e feliz. Junior continua arrumando as roupas dela dentro da mala) (Nathaniel está fazendo os últimos ajustes no cenário que foi montando em cima do palco. A estreia é hoje a noite e precisa estar tudo pronto. Larissa e Salete entram no salão) SALETE – Tudo pronto, querido? NATHANIEL – Sim, Salete. Estou só verificando o cenário. (desce do palco em seguida, caminha até elas) LARISSA – Será que esse cabaré vai lotar hoje? NATHANIEL – Assim espero. A gente dedicou muito tempo e dinheiro para isso. SALETE – Vai dar tudo certo, meus amores. A casa vai encher e Casa Delle Rose voltará ao seu resplendor novamente. NATHANIEL – Seu filho vem, né? Ele não pode perder a história da mãe dele sendo contada em uma peça de teatro. SALETE – Eu não sei, Nathan. (os três caminham até uma mesa, sentam-se) A peça será tarde, não sei se o Horácio irá deixá-lo ficar até tarde na rua. NATHANIEL – Ué, qualquer coisa ele pode dizer que irá dormir com você. LARISSA – A senhora quer que eu ligue para ele, lembrando que será hoje a estreia? SALETE – (pensativa por alguns segundos) É melhor eu ligar. (levanta-se, pega seu celular e caminha em direção ao palco, Larissa e Nathaniel ficam conversando entre si) Oi, Dácio? Estou bem sim, querido. E você? Está estudando. Que bom, fico feliz. Na verdade, estou ligando para você para te lembrar que hoje é a estreia da peça de teatro que o Nathan produziu. Sei que terminará tarde, mas eles fazem tanta questão assim que você venha assistir. Sim. Não precisa vim obrigado filho, venha só se tiver disponibilidade. Você vem? E seu pai? O que você dirá para ele? Ok. Se você está dizendo que vai saber convencê-lo, acredito em você. E mesmo assim, se ele gerar problema, pode deixar que eu mesma converso com ele amanhã. Está bem, filho. Não vou mais te incomodar em seus estudos. Até mais. Tchau. (desliga e retorna para a mesa) NATHANIEL – (curioso) E então? SALETE – Ele aceitou! (Larissa e Nathaniel comemoram juntos) NATHANIEL – Eba!! Você vai ver Salete, está será a melhor noite que este cabaré já teve.

Anoitecendo...

(Junior está sentado no sofá vendo TV, quando a campainha toca. Imaginando que seja Gustavo, vai atender sem muita empolgação) JUNIOR – (desliga a TV, levanta-se direto para a porta) Já vai. Estou indo. (abre a porta e se surpreende com quem aparece a sua frente) Adriana? ADRIANA – Oi?! Surpresa! (o abraça e o beija de repente) (Pedro e Alice estão terminando de compor a música. Alguns minutos depois de trocar versos aqui e ali, os dois finalmente terminam) ALICE – (jogando seu caderno em cima do painel aliviada) Terminamos! Ufa! PEDRO – Finalmente. Para quem disse que estava com um bloqueio musical, até que seus versos foram bons, hein. ALICE – Eu nem sei de onde eu terei isso. (ri) Só vieram na minha mente e fui escrevendo. PEDRO – Sei. ALICE – Acho que é você quem me deu inspiração. (os dois se entreolham por alguns segundos, em silêncio) PEDRO – (focando-se para o computador) Bem, agora que terminamos de compor, vamos voltar para as músicas brasileiras. ALICE – Ah não, nem pensar. Chega de me mostrar músicas brasileiras. Já disse para você, isso não vai dar certo. PEDRO – Se você se deixar permitir, dará certo sim. ALICE – Vamos voltar para a nossa música, que a ainda não terminamos não, viu. Precisamos escolher os arranjos, o ritmo... PEDRO – (volta a prestar atenção nela) Bem lembrando. Eu tava pensando em um ritmo um pouco calmo no início e que vai crescendo ao longo da música. ALICE – Pode ser. (foca-se em seu notebook) Eu tenho um programa aqui que pode nos ajudar nisso. (Alice procura pelo o programa, enquanto Pedro a observa) (Dácio está sentado no sofá mexendo no celular, esperando por seu pai. Alguns minutos de espera, Horácio entra na sala) DÁCIO – (levanta-se, guarda o celular) Olha só. Tá bonitão, hein pai! HORÁCIO – Eu quis me arrumar um pouco, já que você não disse para onde vamos. DÁCIO – Relaxa, que será um lugar bem bacana. (caminha até ele, Regina entra na sala) REGINA – (surpresa ao ver o irmão arrumado) Vai sair, Horácio? HORÁCIO – Vou sim. DÁCIO – Vamos fazer uma programação de pai e filho, tia. Algo que não fazemos tem um bom tempo. REGINA – (curiosa) E eu posso saber para onde vocês vão? DÁCIO – Ainda não. Nem meu pai saber. HORÁCIO – Ele disse que será uma surpresa. REGINA – Muito bem. Divirtam-se então. DÁCIO – Obrigado, tia. (caminha até a porta) HORÁCIO – Boa noite, irmã. (segue Dácio, os dois saem de casa. Regina caminha até a cozinha) (Ramon está sozinho na lanchonete, tomando algo. Andréa entra, o procura e ao encontrá-lo, caminha até ele) ANDRÉA – Oi! (senta-se em sua frente) RAMON – Recebi sua mensagem. Confesso que não esperava você marcar aqui. ANDRÉA – Pois é, até eu não esperava enviar aquela mensagem. RAMON – Então? Por que me chamou aqui? (Andréa fica alguns segundos em silêncio, desvia sua atenção para a mesa, volta a olhar para Ramon em seguida) ANDRÉA – Você tem razão. Eu fui uma estúpida. Eu não devia ter feito aquilo com o Pedro e também não devia ter te afastado de mim. RAMON – Demorou mas você finalmente conseguiu abrir os olhos. ANDRÉA – Você precisa entender minha situação também. Eu havia perdido tudo, não tinha mais nada em que me segurar. RAMON – Bem, você tinha e sempre teve a mim. ANDRÉA – Eu sei. Desculpa! RAMON – Isso é passado agora. Importa que você voltou para a realidade, e vida que segue. (os dois ficam em silêncio, Andréa desvia sua atenção para a máquina de karaokê) Sabe... (levanta-se) ...tem um bom tempo que a gente não canta uma música juntos. (sorri e caminha até a máquina, Andréa o observa. Minutos depois, Ramon volta para a mesa) Você continua aí? (Andréa sorri, levanta-se, segura na mão de Ramon e os dois sobem para o palco)

Amanheceu 1 Mais uma vez Com você do lado Meu corpo colado ao teu Então sente a brisa 2 Chega, entra e fica Então sente a brisa Do teu lado que eu quero ficar Amanheceu 3 Mais uma vez Com você do lado Meu corpo colado ao teu Então sente a brisa 4 Chega, entra e fica Então sente a brisa Do teu lado que eu quero ficar 1. Ramon e Andréa cantam lado a lado, olham para o público. 2. Eles se entreolham, sorriem. Volta a olhar para o público. 3. Ramon se aproxima de Andréa, ficam de frente um para o outro, ainda sorrindo. Embora a lanchonete não esteja tão cheia assim, os clientes curtem a apresentação deles. 4. Ramon volta para a sua posição inicial, encerram a música, em seguida olham um para outro, sorrindo. (o cabaré está cheio, comparado com as noites anteriores. Salete está caminhando pelo salão, cumprimentando todos os clientes. Nathaniel está em cima do palco, faz uma pequena brecha pela cortina e espia a movimentação. Sorri ao ver que a casa está lotada. Se afasta em direção a Larissa que estava logo atrás dele) NATHANIEL – (feliz) A casa está cheia, Larissa. LARISSA – (um pouco nervosa) É o que queríamos, né! NATHANIEL – Tudo bem? LARISSA – Estou sim. Só estou nervosa porque, sabe né... irei contar a história de uma das mulheres mais guerreira que eu conheço nessa vida. Espero conseguir interpretar bem isso. NATHANIEL – (segura nas mãos dela) Relaxa, que a gente se preparou muito por este momento. Vai lá e arrebenta. (a abraça) Agora preciso ver como está as outras meninas. Se prepara mais um pouco aqui, que daqui a pouco vou abrir as cortinas. (se afasta dela. Larissa se aproxima da cortina, abre uma brecha e observa a movimentação) (Eduardo está arrumando suas coisas para mudar amanhã para a casa de Otávio, que também está ajudando-o) OTÁVIO – (colocando alguns itens dentro de uma caixa) Você morou sozinho por 8 anos? EDUARDO – Sim. Se bem que nos últimos meses comecei a dividir meu quarto com uns amigos. Porém eles passaram pouco tempo aqui. OTÁVIO – Deve ser bom morar só, né?! EDUARDO – Mais ou menos. Certo que temos lá suas vantagens, porém, às vezes bate uma certa solidão, em ter ninguém para conversar. OTÁVIO – Verdade. Eu passei esses últimos dias sozinho naquela casa, e só eu sei do tédio que é. EDUARDO – Agora as coisas vão mudar. Você ganhou um novo colega de quarto. (Otávio sorri, volta a guardar os objetos com calma dentro da caixa) (Dácio pega um táxi com seu pai e os dois desce na rua ao lado ao Casa Delle Rose. Horácio continua desconfiado onde o filho estaria o levando) HORÁCIO – (saindo do táxi, olha ao redor) Já chegamos? DÁCIO – Quase. Só vamos caminhar um pouco. É na outra rua. HORÁCIO – Que lugar é esse filho? DÁCIO – Calma, que o senhor já vai saber. (os dois começam a caminhar, viram a rua e se aproximam do cabaré. Horácio percebe uma pequena movimentação logo a frente vendo o local, se surpreende com seu filho) HORÁCIO – Como você conheceu este bairro, filho? DÁCIO – (não responde, continua caminha até se aproximar do cabaré. Os dois ficam poucos metros dele, Dácio olha para seu pai) Bem, chegamos. (olha para o cabaré) HORÁCIO – (sério) Este é o lugar? DÁCIO – É sim. A mamãe trabalha nesse lugar, pai! HORÁCIO – (surpreso) Você me trouxe para ver sua mãe trabalhando como vagabunda? (Dácio não gosta do jeito que seu pai falou, parra evitar problemas, decide ignorar o que ouviu) DÁCIO – Não. Eu trouxe o senhor, para que você conheça a verdadeira história da mamãe. (Horácio está furioso com o filho e a vontade dele é de sair daquele lugar) HORÁCIO – Eu não esperava isso de você, Dácio. Eu sabia que a sua aproximação com está mulher iria trazer más influências para você. DÁCIO – Pai, me escuta. Eu sei que vocês conversaram e tudo, mas o senhor precisa perdoar a mamãe. Por favor, entra comigo e ouça a verdadeira história dela. HORÁCIO – (se afasta de Dácio, sério) Eu não vou entrar nesse lugar! Não depois de tudo o que sua mãe com a gente. (continua se afastando lentamente de Dácio, significando que iria embora dali)

Continua no Capítulo 73...

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