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Minha Canção
Capítulo 24 de 75
Capítulo 24
✍️ Anderson Silva ·📅 27 Sep. 2019 ·👁 0 leituras

"Corações Acústicos"

(Alan e Ana continua se olhando, ambos sorrindo) ANA – O que você faz aqui? Quando você voltou? (o abraça) ALAN – Cheguei no começo da semana. Mas só pude vim para a escola hoje, porque estava ajudando minha mãe com o problema dela. ANA – E por que você não me ligou ou me mandou alguma mensagem dizendo que havia voltado? ALAN – Queria fazer uma surpresa. ANA – E conseguiu. (os dois ficam alguns segundos em silêncio, se olhando) ALAN – Espero não ter perdido muita coisa nessas primeiras aulas. ANA – Não se preocupa, que você não perdeu nada. Pode ficar tranquilo. E mesmo assim, qualquer coisa, eu te passo tudo depois. (os dois sorriem e entram para no colégio) (Pedro e Alice se separaram assim que entraram, como sempre. Ele está sentado em um dos bancos do pátio, junto com Ramon e Dácio. Alice sentada em um outro banco, sendo paparicada por alguns de seus fãs) PEDRO – Descobriu alguma coisa, Dácio? Sobre o caso da garota que parece com sua prima. DÁCIO – Não. Tudo continua na mesma. Eu questionei a Regina, mas ela garante que a Letícia era filha única. RAMON – Gente, isso é surreal, né?! Uma pessoa idêntica a você. Se eu encontrasse alguém igual a mim, faria uma proposta para ele, para ficar no meu lugar no colégio, enquanto eu focava exclusivamente na banda. PEDRO – (ironiza) E claro que seu sósia iria topar! RAMON – Por que não? PEDRO – Não viaja, Ramon. O assunto aqui é sério. (percebendo Dácio sério, Andréa aparece atrás de Pedro) ANDRÉA – (não cumprimenta ninguém, Ramon vira o rosto para o outro lado) Você não vai acreditar na novidade, Pedro. PEDRO – Oi, Andréa. ANDRÉA – Bem, o Douglas que gostaria de te contar essa notícia, mas quando chegamos parece que você ainda não havia chegado. PEDRO – O que houve? ANDRÉA – O Mauro volta de viagem neste final de semana. PEDRO – (levanta-se, fica de frente para ela) Sério? ANDRÉA – Sim. Ele vai chegar Sábado à noite. PEDRO – Nossa. Essa é a oportunidade que queríamos. ANDRÉA – Sim. PEDRO – Por favor, Andréa, me avise assim que ele chegar. ANDRÉA – Claro. Na verdade, como ele acha que você não mora na cidade, iremos combinar um dia para o encontro de vocês. PEDRO – Quero encontrá-lo assim que ele chegar. ANDRÉA – Não, melhor não Pedro. Vamos com calma. Podemos combinar um encontro no Domingo, quem sabe. PEDRO – Tá, pode ser. ANDRÉA – Eu vou te mandando mensagem, está bem. PEDRO – Beleza. Obrigado, Andréa. (Andréa sorri, olha disfarçadamente para Ramon, que continua olhando para o lado e se afasta deles. Pedro volta a sentar-se ao lado de Ramon e percebe o estado que ele ficou) Até quando vocês irão ficar com isso? RAMON – Até quando ela vier aqui e se desculpar. PEDRO – Pelo visto se nenhum dos lados cederem, essa desculpa nunca virá. (Éster e Thalita estão no banheiro passando maquiagem, Manuela está ao lado da porta, observando-as) MANUELA – Por que vocês fazem questão de encherem o rosto de vocês com essas coisas? THALITA – Essas coisas são de fazer milagres, sabia? MANUELA – Tá, certo que uma maquiagem aqui e outra ali tem um poder e tanto, mas será que precisa exagerar tanto assim? ÉSTER – Essa daí tá exagerando tanto assim, porque quer atrair os gatinhos do 2° ano. THALITA – Não é verdade! ÉSTER – Estou mentindo, Thalita? Quer apostar quanto que assim que sairmos daqui, você irá passar pelo o grupinho de garotos do 2° ano. MANUELA – Acho que a Éster tem razão. Até eu percebi isso, Thalita. THALITA – Tá. Realmente estou me produzindo toda, para atrair a atenção de um garoto. Mas é só um garoto, e não vários como vocês estão dizendo. ÉSTER – Esse um é até você ficar com ele e depois partir para outro. THALITA – Que tipo de garota você pensa que eu sou, Éster? ÉSTER – Quer que eu realmente responda? (as duas ficam em silêncio, Manuela tenta mudar de assunto) MANUELA – Perceberam, que a Alice vive rodeada de alunos dizendo serem fãs dela. ÉSTER – Alunos de escola pública tem isso mesmo. Não podem ver um famosinho, e olha que Alice nem é tudo isso, para ficarem babando. THALITA – Eu ainda acho que devíamos voltar a andar com ela. ÉSTER – Nem pensar. Não quero ficar aguentando as futilidades dela novamente. THALITA – Eu suportaria se fosse para ganhar alguns seguidores a mais nas redes sociais. (sinal toca, elas se apressam e saem do banheiro em seguida) (todos estão na sala de aula, acompanhando a primeira aula de história do período. Alice está sentada na primeira fileira, mexendo com o celular por baixa da mochila, enquanto fingir de vez em quando que prestava atenção na aula. Manuela está sentada junto com suas amigas na segunda fileira. Pedro, Ramon e Dácio estão sentados atrás delas. Andréa está sentada no final da sala, junto com Ana e Alan que estão no canto, conversando baixinho) ANA – (cochichando) E o que você fez para convencer sua mãe de voltar para cá? ALAN – (cochichando) Ela queria me matricular no colégio de lá, porém consegui convencê-la que seria melhor eu terminar meu último ano ao lado dos meus amigos. ANA – Que bom que você conseguiu convencê-la. (os dois se entreolham, e voltam a prestar a atenção na aula. Na fileira de Pedro, Dácio estava troncando mensagem com Daniel escondido) DANIEL POR MENSAGEM – “A aula deve está divertida, hein.” DÁCIO – “Você não tem ideia.” “O que você está fazendo?” DANIEL POR MENSAGEM – “Nada demais. Só deitado na cama, contando vários nadas” DÁCIO – “Vem amanhã para aula” “É Sexta, creio que seu pai não virá” DANIEL POR MENSAGEM – “Ele pode não ir, mas com certeza tem alguém ai que é os olhos dele.” “Na primeira oportunidade que eu pisar no colégio, ele aparecerá e me levará para casa” DÁCIO – “Vamos se ver depois que eu sair da escola?” DANIEL POR MENSAGEM – “Isso aí eu posso” “Porque você não vem para cá?” DÁCIO – “Eu não sei, e se o Eduardo pega a gente?” DANIEL POR MENSAGEM – “Ele passa as tardes no trabalho, quase não vem em casa durante o dia” DÁCIO – “E os vizinhos?” DANIEL POR MENSAGEM – “Ué, você vem me visitar como amigo. Aí é só a gente não fazer barulho.” DÁCIO – (pensativo antes de responder) “Tá. Vou passar aí depois da aula” DANIEL POR MENSAGEM – “Vou ficar te esperando então” (Dácio ler a última mensagem e não responde. Guarda seu celular e presta atenção na aula) (Salete chega da rua, trazendo algumas sacolas junto com Ione e algumas meninas) SALETE – (entregando as sacolas para uma das garotas) Leva para mim, por favor, querida. (a garota recebe e segue Ione para dentro dos quartos, Salete caminha até Larissa e Nathaniel que estavam no palco) Recebeu o recado do Nathan? LARISSA – Sim, recebi. SALETE – Que bom. Só vou ajudar as meninas a organizações algumas coisas lá dentro, e mais tarde vamos lá está bem. NATHANIEL – O que vocês compraram tanto naquelas inúmeras sacolas? SALETE – Vários adereços, meu querido Nathan. As meninas disseram que precisavam de algumas coisas para um novo número de abertura que elas estão planejando, então as acompanhei para comprar. NATHANIEL – Posso ver? SALETE – Claro. Pode até nos ajudar se quiser. NATHANIEL – Ajudo com o maior prazer. (levanta-se e fica ao lado de Salete) Você não quer vim, Larissa? LARISSA – Eu vou daqui a pouco, está bem?! NATHANIEL – Tá. (ele acompanha Salete até os quartos. Sozinha no salão, Larissa pensa novamente no beijo que Eduardo roubou dela) (Eduardo está guardando algumas pizzas que havia acabado de receber de Salete, coloca sua mochila nas costas e sai em direção à saída da pizzaria. Na rua, ele monta em sua moto e sai) (Otávio está sentado na sala, esperando sua pizza chegar. Após alguns segundos de espera, a campainha toca. Otávio levanta, caminha até a porta e a abre) EDUARDO – Bom dia, Otávio! OTÁVIO – Oi, Eduardo! (sorri) EDUARDO – Aqui está sua pizza. (Otávio estende a mão, recebendo a pizza. Volta para a sala, a coloca em cima do braço do sofá, pega o dinheiro que estava ao lado e retorna para a porta) OTÁVIO – Aqui está o dinheiro. (entrega para Eduardo) EDUARDO – E sua mãe, como está? OTÁVIO – Bem. Ela está se sentindo melhor, saiu até para costurar pra fora novamente. EDUARDO – E você voltou a ficar sozinho novamente! OTÁVIO – Gosto da companhia do silêncio. EDUARDO – Não tem vontade em conhecer algum lugar? Tipo, já foi à praia por exemplo? OTÁVIO – Não conheço a praia! EDUARDO – Tá a fim de ir? Quiser posso pedir permissão para a sua mãe. OTÁVIO – Claro. Nunca sai de casa, acho que ela vai deixar agora. EDUARDO – Então combinado. Assim que ela tiver em casa, você me avisa, está bem? OTÁVIO – Combinado. EDUARDO – Deixa eu ir, que tenho outras entregas para fazer. Tchau. OTÁVIO – Tchau. (Eduardo coloca sua mochila nas costas e sai da casa de Otávio. Ele continua parado na em frente a porta, até ouvir o barulho da moto de Eduardo sumir completamente. Assim que o som da moto some, Otávio fecha a porta, caminha até o sofá e come sua pizza) (é o intervalo e os alunos estão revezando entre o refeitório e o pátio) (Pedro e sua turma estão sentados em um dos bancos do pátio conversando) RAMON – Eu acho que para a fase seguinte devíamos cantar mais músicas conhecidas. PEDRO – Mas as suas músicas são ótimas, Ramon! RAMON – Eu sei, eu sei. Compositores como eu são raros. (Pedro e Dácio riem) Mas, a questão é que pelas as contas que eu fiz, as músicas que eu tenho não vai dá para irmos até a final. PEDRO – Quantas você tem? RAMON – Umas 3 ou 4. DÁCIO – E quanto tempo você demora para compor mais? RAMON – Compor música não é assim, da noite para o dia. Preciso estar inspirado, preciso daquela energia, encontra o sentimento certo, as palavras. PEDRO – Essa aí é um compositor nato, Dácio. Mas pode ser, Ramon. Sem problema, a gente canta mais música conhecidas pelo público. Se eu soubesse compor, até que te ajudaria nas músicas. RAMON – Relaxa, estou compondo uma para a nossa final, e ela vai ser incrível. PEDRO – Posso ver? RAMON – Ainda não. Mas, na final você irá ouvi-la. PEDRO – Você que vai canta-la? Quer dizer que gostou de cantar no palco, né?! RAMON – Confesso que sentir aquela sensação, da plateia cantando, aplaudindo é muito boa. PEDRO – E eu faço questão também que você cante na final. (Alice aparece entre eles, com Marcelo logo atrás) ALICE – Pedro, quero te apresentar um amigo meu. Esse é o Marcelo, ele é Dj... MARCELO – Não profissional ainda. ALICE – Esse é o Pedro, meu primo. MARCELO – Eu já o conheço. Quer dizer, o conheço pelo aquele programa das bandas. Beleza, Pedro? (os dos se cumprimentam) ALICE – Você também acompanha esse programa? MARCELO – Quem não acompanha. Sem contar, que eu gosto de ouvir as músicas que as bandas tocam por lá. E por falar nisso, sua banda arrebenta. Sério, vocês são demais. PEDRO – Valeu. ALICE – Eu o trouxe aqui para cantarmos um, o que acha? PEDRO – Eu não sei. Estou conservando com o pessoal agora... ALICE – Qual é? Eu vou grava e postar nas minhas redes sociais. Vai ajudar tanto você como o Marcelo. RAMON – (se aproximando de Pedro, cochicha em seu ouvido) Aceita, Pedro. Sua prima de milhares de seguidores, vai nos ajudar muito. (Pedro tem um certo receio em aceitar, mas vendo a empolgação de Ramon, acaba topando) PEDRO – Tá. (desce do banco, fica de frente para Alice) Que música você quer cantar? ALICE – Isso estou deixando a critério do Marcelo. Deixando bem claro que tem que ser internacional. MARCELO – Tenho uma em mente já! (Marcelo senta-se no banco que Pedro estava, retira sua mochila do ombro, retira de dentro dela seu notebook e algumas caixinhas. Liga os equipamentos, abre os programas, preparando todo o ambiente. Alice e Pedro continuam se entreolhando) (Manuela está lanchando com suas amigas na lanchonete da escola) MANUELA – Vocês já pensaram qual faculdade vocês irão cursar depois que sairmos daqui? ÉSTER – Ah, não Manuela, não venha tocar em faculdade agora que estamos no inicio do ano. THALITA – A Éster tem razão, Manuela. Temos muito tempo ainda para decidirmos. MANUELA – Eu sei, só que quanto antes nos planejarmos, melhor. ÉSTER – Vocês estão ouvindo está música? MANUELA – Que música? ÉSTER – Escutem? (todas ficam em silêncio) THALITA – Parece que está vindo lá do pátio. ÉSTER – Querem apostar quanto, como é um dos showsinhos da Alice. (as três levantam e vão para o pátio. Chegando lá, encontram Alice e Pedro cantando)

My heart's a stereo 1 It beats for you, so listen close Hear my thoughts in every note Make me your radio And turn me up when you feel low This melody was meant for you Just sing along to my stereo If I was just another dusty record on the shelf 2 Would you blow me off and play me like everybody else? If I ask you to scratch my back, could you manage that? Like it read well, check it travie, I can handle that Furthermore, I apologize for any skipping tracks It's just the last girl that played me left a couple cracks I used to used to used to used to, now I'm over that Cause holding grudges over love is ancient artifacts If I could only find a note to make you understand 3 I'd sing it softly in your ear and grab you by the hand Keep me stuck inside your head, like your favorite tune And know my heart is a stereo that only plays for you My heart's a stereo 4 It beats for you, so listen close Hear my thoughts in every note Make me your radio Turn me up when you feel low This melody was meant for you Just sing along to my stereo Oh oh oh oh to my stereo Oh oh oh oh so sing along to my stereo If I was an old school, fifty pound boombox 5 Would you hold me on your shoulder, wherever you walk? Would you turn my volume up in front of the cops And crank it higher everytime they told you to stop? And all I ask is that you don't get mad at me When you have to purchase mad d batteries Appreciate every mixtape your friends make You never know we come and go like we're on the interstate I think finally found a note to make you understand 6 If you can hear it, sing along and take me by the hands Keep me stuck inside your head, like your favorite tune And know my heart is a stereo that only plays for you My heart's a stereo 7 It beats for you, so listen close Hear my thoughts in every note Make me your radio Turn me up when you feel low This melody was meant for you Just sing along to my stereo Oh oh oh oh to my stereo Oh oh oh oh so sing along to my stereo I only pray you never leave me behind 8 Because good music can be so hard to find I take your head and pull it closer to mine Thought love was dead, but now you're changing my mind My heart's a stereo It beats for you, so listen close Hear my thoughts in every note Make me your radio Turn me up when you feel low This melody was meant for you Just sing along to my stereo Oh oh oh oh to my stereo Oh oh oh oh so sing along to my stereo 1. Alice começa a cantar em direção a Pedro. Os dois ficam um de frente para o outro, Pedro conhecendo a música, se anima. 2. Pedro começa a cantar, se afasta de Alice e começa a andar pelo pátio. Os alunos aos poucos começam a se aglomerar ao redor deles. Manuela e suas amigas aparecem, assim como Andréa. Alice observa Pedro andando ao redor do pátio, sorri. 3. Andréa começa a cantar espontaneamente, todos a observam. Ele, sem vergonha alguma, se aproxima de Pedro e os dois começam a dançar. Alice fica enfurecida com o que ver. 4. Andréa e Pedro começam a andar pelo pátio, ambos em lados opostos. Alice cruza os braços, os observa séria. 5. Os alunos que estavam ao redor também começam a dançar, inclusive Éster ao ver a cara que Alice está fazendo no meio da apresentação. 6. Andréa e Pedro se divertem, ambos trocam de posição ao longo do pátio. Alice, enfurecida vai embora. 7. Os alunos se aproximam de Pedro e Andréa, e começam a dançar todos. Marcelo fica em pé em cima do banco, se diverte também. 8. Andréa e Pedro encerram a música no meio de uma galera que se reuniu, todos batem palmas e vibram com a apresentação. Pedro não sente falta do sumiço de Alice.

Mais Tarde…

(como as aulas de Pedro retornaram, ele está indo para o trabalho à tarde agora. Eduardo chega de mais uma entrega, e caminha até o balcão, onde está Pedro) EDUARDO – Mais uma realizada com sucesso. PEDRO – Prepara-se que daqui a pouco a Laila sai da cozinha com mais entregas. EDUARDO – Dessa vez não, que é hora dos meus minutos de descanso. PEDRO – Certo. (os dois ficam em silêncio, Pedro repara que Eduardo está calado demais) Acontecendo alguma coisa? EDUARDO – Não é nada. É que conheci um garoto em uma das casas que faço entrega, só que ele cego, e hoje acabei descobrindo que ele nunca foi à praia. PEDRO – Sério? EDUARDO – É. Praticamente ele passa os dias em casa sozinho, isso quando a mãe dele sai para costurar fora. PEDRO – E o pai? Ou os irmãos? EDUARDO – O pai parece que abandonou o garoto, e ele é filho único. PEDRO – Nossa. EDUARDO – Pedi para que quando a mãe dele chegasse, ele me ligasse. Que eu iria pedir permissão para leva-lo para a praia. Realizar o sonho dele ao menos. PEDRO – Será que eu posso ir com vocês. Eu meio que também não conheço as praias do Rio de Janeiro. EDUARDO – Está falando sério? PEDRO – Estou sim. EDUARDO – Tá, vamos os três à praia então! Serei o guia turístico de vocês. (Pedro ri, e volta a trabalha. Eduardo pega seu celular, começa a mexer) (Viviane está na sala vendo TV, quando campainha toca. A empregada vai atender e reconhecendo quem é, permite entrar. Frederico aparece ao lado de Viviane, a surpreendendo)   VIVIANE – (levanta surpresa) Frederico? O que está fazendo aqui? (Frederico continua parado em frente à ela, em silêncio e sério) (Manuela está mexendo em seu computador, na página de inscrição do programa Sua Canção. Ela clica em fazer inscrição e começa a preencher os campos, vai avançando nas etapas, até chegar na etapa de anexar o vídeo. Fica alguns segundos observando a página do computador, pensa em fechá-la, mas acaba minimizando-a. Liga a web cam do computador, solta o playback de uma música e prepara-se para cantar) (Salete e Larissa está na sala de Josué. Ele saiu rapidinho para buscar alguns documentos) LARISSA – (ansiosa) Ele está demorando, né? SALETE – Calma, querida. Logo ele estará aqui. (as duas ficam em silêncio, e alguns segundos de espera, Josué entra na sala, senta-se e as observa um pouco sério) JOSUÉ – Desculpem a demora! SALETE – Sem problema. Bem, imaginamos que o motivo de ter marcado essa reunião, é que surgiram novidades no caso de Larissa. JOSUÉ – Na verdade, talvez eu tenha encontrado uma forma de livrar você desse processo. (cresce um sorriso esperançoso no rosto de Larissa) (Pedro estava finalizando a conta de uma mesa, Eduardo continua mexendo no celular em seu intervalo. Entediado, ele olha para o palco, levanta-se e caminha até ele. Pega o violão, senta-se no banquinho no meio do palco, e começa a cantar)

Meus fracassos amorosos me afastam de ti 1 Tenho medo de me iludir Eu já tive alguns amores, mas não tive amor E foi isso que me deixou Com o coração calejado Morre de medo de se machucar Coração calejado Pra se entregar de novo, tem que escutar Que você vai me amar com força 2 Que a nossa saudade vai ser louca Se não for pra ser assim, esquece Se me quer mesmo pra você, promete Meus fracassos amorosos me afastam de ti Tenho medo de me iludir Eu já tive alguns amores, mas não tive amor E foi isso que me deixou Com o coração calejado 3 Morre de medo de se machucar Coração calejado Pra se entregar de novo, tem que escutar Que você vai me amar com força 4 Que a nossa saudade vai ser louca Se não for pra ser assim, esquece Se me quer mesmo pra você, promete Que você vai me amar com força Que a nossa saudade vai ser louca Se não for pra ser assim, esquece Se me quer mesmo pra você, promete 1. Pedro para a atividade que estava fazendo e presta atenção na apresentação de Eduardo. 2. Eduardo tem algumas lembranças de Letícia durante a música. 3. Laila aparece com algumas caixas de pizza na mão, coloca sobre o balcão e observa Eduardo cantando. 4. Eduardo começa a ter algumas lembranças de Larissa até o final da música. Algumas pessoas aplaudem assim que Eduardo termina sua música, ele coloca o violão ao lado, desce do palco e caminha até o balcão, recebendo a pizza e guardando-as em sua mochila. (Daniel está sentada na cama, ansioso pela demora de Dácio. Pensa em mandar mensagem para ele novamente, mas decide esperar mais um pouco. Alguém bate na porta nesse momento, ele levanta animado e vai abrir) DANIEL – (sorri) Pensei que tivesse desistido! DÁCIO – Não. Simplesmente o ônibus atrasou. DANIEL – Entra. (Dácio entra, se Daniel tivesse verificado teria notado que a havia uma vizinha observando)

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