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Minha Canção
Capítulo 19 de 75
Capítulo 19
✍️ Anderson Silva ·📅 16 Sep. 2019 ·👁 0 leituras

"Brisa"

(Luciana está no centro do palco, ainda observando a ficha com as notas das bandas que se apresentaram. Alguns candidatos a observam, enquanto outros estão de cabeça baixa torcendo) LUCIANA – Muito bem. Então, vamos ver no telão a somatória das notas que cada banda recebeu nesta noite. (todos olham para o telão, é exibido a lista das bandas, em ordem de apresentação, e apenas Órbita Três conseguiu 70 pontos. Luciana começa a falar o total de pontos por bandas e em ordem que se apresentaram) T’hes Black 69,2 pontos, Os Retirantes 68,9, Órbita Três 70... (assim que ela fala a pontuação da banda de Pedro, os garotos vibram, junto com a plateia. Luciana continua falando a pontuação das demais bandas, assim que encerra, anuncia o ranking parcial) Todas as bandas estão de parabéns, a diferença entre cada pontuação é mínima. Vamos saber agora como ficou o ranking parcial desta segunda noite de apresentações. (todos voltam a olhar para o telão, e alguns segundos de suspense, o novo ranking aparece) E Órbita Três assumi a liderança com 139,7 pontos. (os garotos comemoram, plateia batem palmas) Seguindo por 138,8 e Os Retirantes com 138,5. A diferença é pequena pessoal. Muita coisa pode acontecer ainda. E ficamos por aqui, na próxima semana teremos a última semana de apresentações. Logo começaremos com a fase de eliminação. Ah, e no próximo programa trarei novidades. Aguardem! Boa noite jurados, boa noite plateia. Até o próximo programa pessoal. (programa se encerra)

Amanhecendo...

(Pedro sai de seu quarto, e acaba encontrando Felipe) PEDRO – Bom dia, Felipe. FELIPE – Bom dia. Pensei que fosse ficar até tarde em comemoração da banda ter ficado em primeiro lugar ontem. PEDRO – Não posso. Tenho que resolver alguns assuntos. (os dois caminham em direção a sala) FELIPE – Sobre seu pai? PEDRO – Sim. Combinei com Dácio que iriamos até a casa onde ele mora hoje à tarde. Vou me encontrar com ele depois do trabalho. FELIPE – Você quer que eu vá com você? Tenho uma reunião à tarde, mas posso adiar um pouco. PEDRO – Não precisa. Não quero atrapalhar seu trabalho. Eu e o Dácio vamos só conhecer onde ele mora, e se tivermos sorte e ele estiver lá, perguntar qual era a relação dele com minha mãe. FELIPE – Você já vai chegar contando que pode ser filho dele? PEDRO – Não sei. Dependendo do que eu estiver sentindo na hora. (chegam a sala) FELIPE – Não vai nem tomar café? PEDRO – Não. Estou sem fome. Talvez por estar nervoso, sei lá. Mas não se preocupa, qualquer coisa, como algo na pizzaria ou na lanchonete de um amigo. FELIPE – Se quiser uma carona. Eu posso te deixar no trabalho. PEDRO – A carona eu vou aceitar sim. Obrigado. FELIPE – Então vamos. (os dois caminham até a porta) PEDRO – Você não vai tomar café também? FELIPE – Não. Não tenho tempo. (os dois saem de casa, Paulo que estava deitado no sofá, senta-se após os dois terem ido embora, pensativo) (Cláudio está tomando seu café, quando Caio entra na cozinha, senta-se ao lado do pai) CLÁUDIO – Bom dia, filho. CAIO – Bom dia. CLÁUDIO – Semana que vem, começam as aulas. Ansioso? CAIO – Não muito. CLÁUDIO – Como não? Escola nova. Ensino médio. Conhecer gente nova, eu estaria. CAIO – Sei lá, pai. Talvez sim, talvez não. CLÁUDIO – Sua mãe também está. (fica um silêncio entre os dois, Caio começa a se servir, Cláudio o observa) O filho da amiga de sua mãe também irá estudar com você. Inclusive, ele está fazendo um grande sucesso com a banda dele. Por que você não o chama pra sair, assim vocês já se aproximam? CAIO – Eu não tenho o contato dele, pai. CLÁUDIO – Sua mãe talvez tenha, posso pedir para ela. CAIO – Pode ser. Depois eu mando uma mensagem pra ele, então. (os dois voltam a ficar em silêncio, Cláudio dessa vez volta a comer) (Larissa bate na porta do quarto de Salete, entrando) LARISSA – Salete, está acordada? (a encontra em pé, em frente ao espelho) SALETE – Oi, querida. Estou sim. LARISSA – Bom dia. SALETE – Bom dia. LARISSA – Sei que está cedo para tocar nesse assunto, mas, você conseguiu conversar com o seu amigo advogado? SALETE – Eu iria justamente conversar com você sobre isso hoje. (segura na mão dela, e a duas sentam-se a cama) Como eu disse, ele não é muito de frequentar a casa, mas ele veio ontem. LARISSA – Conseguiu falar com ele? SALETE – Consegui. Eu contei para ele a sua situação, de como você foi enganada. LARISSA – E ele? SALETE – Ele disse que hoje iria analisar o caso. Ontem, como ele estava aqui para diversão, não poderia dar uma opinião profissional no momento. LARISSA – Então ele vai vim hoje novamente? SALETE – Melhor. Ele marcou um encontro com a gente, no escritório dele hoje à tarde. Topa? LARISSA – Claro! Claro, que topo. É o que eu mais quero. SALETE – Ótimo. LARISSA – Muito obrigada, Salete. (a abraça) Você é demais. SALETE – Não precisa me agradecer. (sorri, Larissa levanta e sai do quarto apressada. Salete levanta e volta a ficar de frente para o espelho)

Mais Tarde...

(Dácio e Pedro estão caminhando na rua da casa de Andréa, próximos a casa dela) PEDRO – Estranho! DÁCIO – O que? PEDRO – Eu conheço está rua. DÁCIO – Sério? PEDRO – Sim. Você tem certeza que essa é a rua certa? DÁCIO – Sim. (pega o celular, verificando) Sim. Essa é a rua. PEDRO – Se não me engano, é aqui onde a Andréa mora. DÁCIO – Sério? PEDRO – Mas deve ser só coincidência. Qual é o número da casa? DÁCIO – Na verdade, parece que chegamos já. A casa é aquela ali. (aponta para uma casa, do outro lado da rua, que por coincidência para Pedro, é a mesma casa de Andréa) PEDRO – (ri) Não pode ser. DÁCIO – Bem, tem o mesmo número. 1125. PEDRO – Acho que estamos na pista errada, Dácio. Aquela casa ali é onde a Andréa mora. Não tem como meu pai morar ali. DÁCIO – Bem, talvez ele morou sei lá. Mas esse foi o único endereço que eu encontrei. Tudo indica que ele não mudou de casa. PEDRO – Não, não pode ser. Tem algo errado, Dácio. DÁCIO – Custa nada irmos lá, e verificar. PEDRO – (pensativo por alguns segundos) Tá. Qualquer coisa a gente aproveita e conversa com a Andréa. Não tive a oportunidade de conversar com ela, desde que cheguei. DÁCIO – Então vamos lá. (os dois atravessam a rua, ficam de frente para a porta da casa dela, tocam a campainha, em poucos segundos, Andréa abre a porta) ANDRÉA – (surpresa) Pedro?! Mas que surpresa boa! (o abraça) Finalmente lembrou de mim. Oi, Dácio. DÁCIO – Oi. PEDRO – Oi, Andréa. Na verdade, desde que cheguei, tenho mantido o foco em outro assunto. Tive pouco tempo para rever os amigos. ANDRÉA – Sei. Mas, entrem. Minhas férias têm sido um tédio. (Pedro e Dácio entram, ambos caminham até o sofá, sentam-se) Tenho acompanhado você no programa. Aliás, banda no geral. Parabéns. Ramon deve está super feliz. PEDRO – Está sim. Ele me contou que vocês pararam de se falar. ANDRÉA – Ramon é muito egoísta. Na reta final do programa Sua Canção, ele não queria me ajudar com os trabalhos da escola. Por pouco eu não reprovei. Eu precisava focar no programa. DÁCIO – E no final das contas, você acabou nem chegando à final. ANDRÉA – É. Mas fiz minha inscrição novamente. Dessa vez, eu vou até a final. DÁCIO – (olha para Pedro) É melhor perguntar pra ela sobre aquilo, Pedro! ANDRÉA – Sobre o que? PEDRO – Na verdade, o motivo da gente está aqui é porque estamos atrás do meu pai. ANDRÉA – Seu pai não morreu? PEDRO – Não. Antes da minha mãe morrer, ela me revelou que ele está vivo. ANDRÉA – Uau. PEDRO – Eu pedi ajuda para o Dácio, porque ele é fera nesse assunto de tecnologia, internet e poderia me ajudar a encontrar alguma pista, a partir de uma foto que foi encontrada nas coisas da minha mãe. DÁCIO – De acordo com a pesquisa que eu fiz, o atual endereço do possível pai do Pedro é este. ANDRÉA – Aqui? PEDRO – Sim. Eu acho que o endereço deve tá errado, sei lá. Não tem condição do meu pai está morando aqui. ANDRÉA – Eu posso ver a foto? PEDRO – Claro. (retira a foto do seu bolso, e entrega para Andréa. Assim que recebe, Andréa logo reconhece o rapaz que está ao lado de Carla) ANDRÉA – Esse é o meu tio. PEDRO – Seu tio? ANDRÉA – Sim. Mauro o nome dele! PEDRO – (levanta-se do sofá, surpreso) O nome do cara que o Dácio encontrou também se chama Mauro. (Andréa também levanta, logo em seguida Dácio) DÁCIO – Seu tio é professor universitário? ANDRÉA – Sim. PEDRO – Não pode ser. ANDRÉA – Você tem certeza que esse cara pode ser seu pai, Pedro? PEDRO – Sim. Quer dizer, não. Por isso viemos aqui. Queremos mostrar essa foto para ele e saber qual era a relação dele com minha mãe. ANDRÉA – (entregando a foto para Pedro) Infelizmente, vocês não poderão tirar essa dúvida hoje. PEDRO – Por que não? ANDRÉA – Porque ele está viajando, por causa do pós-doutorado que ele tá fazendo. DÁCIO – Pós-doutorado? O cara deve ser inteligente então. ANDRÉA – Muito. PEDRO – Mas, quando ele volta? ANDRÉA – Geralmente, quando ele viaja para isso, duas semanas no máximo. PEDRO – Eu não posso esperar duas semanas sem essa resposta. Será que você não tem nenhum telefone para que eu possa entrar em contato com ele. ANDRÉA – Ter tem, só que não acho uma boa ideia resolver isso a distância. DÁCIO – Ela tem razão, Pedro. Duas semanas passam voando. Assim que ele chegar, a gente volta e conversamos com ele. ANDRÉA – E se essa história realmente for verdade, você será meu primo, Pedro! (sorri) PEDRO – Que coisa louca, não! ANDRÉA – Muito. Gostei dessa ideia. De ganhar mais um primo. PEDRO – Quer dizer que você tem outro? ANDRÉA – Sim. Mauro tem um filho. Seu possível irmão. (Pedro sorri) PEDRO – Um irmão! E onde ele está? ANDRÉA – Ele deu uma saidinha, mas deve está voltando. Enquanto espera, porque não aproveitamos e cantamos uma música. PEDRO – Claro... prima! (os dois sorriem) ANDRÉA – Vamos lá pra cima. (os três sobem para o quarto de Andréa. Chegando lá, ela conecta seu celular no aparelho e solta a música)

Sente a vibração, que o som chegou 1 Bota o pé na areia e deixa a onda entrar Tá geral na pilha, então, demorou Vem que é da boa e tu vai gostar Eu tô na brisa E nada me abala, que delícia E hoje eu tô de boa, eu tô na brisa E nada me abala, que delícia E assim eu canto Iê, iê, iê, iê 2 Iê, iê, iê, iê Se joga nessa brisa até o dia amanhecer Iê, iê, iê, iê Iê, iê, iê, iê Se joga nessa brisa até o dia amanhecer Então passa lá em casa, tô fazendo vários nadas 3 Traz o isopor porque hoje à tarde vai dar praia Presta atenção, que hoje a missão É ficar suave, numa boa, tranquilão Eu tô na brisa E nada me abala, que delícia E hoje eu tô de boa, eu tô na brisa E nada me abala, que delícia E assim eu canto Iê, iê, iê, iê 4 Iê, iê, iê, iê Se joga nessa brisa até o dia amanhecer Iê, iê, iê, iê Iê, iê, iê, iê Se joga nessa brisa até o dia amanhecer Eu tô na brisa E nada me abala, que delícia E hoje eu tô de boa, eu tô na brisa E nada me abala, que delícia E assim eu canto Iê, iê, iê, iê 5 Iê, iê, iê, iê Se joga nessa brisa até o dia amanhecer Iê, iê, iê, iê Iê, iê, iê, iê Se joga nessa brisa até o dia amanhecer Iê, iê, iê, iê Iê, iê, iê, iê Se joga nessa brisa até o dia amanhecer Iê, iê, iê, iê Iê, iê, iê, iê Se joga nessa brisa até o dia amanhecer Eu tô na brisa 1. Andréa começa a andar pelo palco, dança no ritmo da música. Pedro faz o mesmo do outro lado. Dácio, decide caminhar até a cama, por não saber dançar e os observa. 2. Andréa caminha em direção a Pedro, os dois começam a cantar e dançar um de frente para o outro. 3. Os dois se separam, cada um vai para um canto. Andréa foca-se em Dácio, que continuava sentado na cama, curtindo a música da mesma forma. 4. Andréa foca-se em Pedro, os dois voltam a ficar juntos, cantando e dançando. 5. Os dois se separam mais um vez, e encerram a música cada num canto, felizes. (Salete e Larissa estão de frente para o advogado, que é amigo de Salete) SALETE – Essa é a Larissa, Josué. JOSUÉ – A garota que canta igual um rouxinol. Eu lembro de você abrindo a casa algumas noites. Eu analisei sua situação por tudo que a Salete me contou. Mas, quero ouvir de você a versão completa da história. LARISSA – Pode deixar, vou contar tudo para o senhor. JOSUÉ – Quanto mais detalhes que tiver, melhor. (atenta-se para Larissa, que começa a contar sua história com Júlio) (Alice acaba de acordar, e já pega seu celular. Entra em suas redes sociais, site de notícias, ficando por dentro do que as pessoas estão comentando do seu primeiro show. Pelo o sorriso que aparece em seu rosto, ela está lendo coisas boas) (Manuela está sentada no sofá, vendo alguns vídeos na internet, e acaba encontrando alguns trechos do show de Alice. Começa a assisti-los) (Daniel está lavando algumas roupas suas. Graças à Dácio, que lembrou que Eduardo mora sozinho em uma pensão, acabou pedindo ajuda para o amigo, que topou receber Daniel. Após lavar algumas camisas, ele estende no varal, volta para a pia, e de repente pensa na música que cantou no palco na Casa Delle Rose. Sua lembrança encerra assim que uma vizinha aparece, para lavar algumas roupas também) VIZINHA – Bom dia! DANIEL – Bom dia. (volta a esfregar outra camisa, enquanto a vizinha fica de frente para ele, com um leve sorriso) (Ione chega ao salão, com algumas sacolas de compras nas mãos. Assim que Nathaniel a ver, a ajuda) IONE – (entregando algumas sacolas para ele) Você não vai acreditar em quem acabei de esbarrar ali fora. NATHANIEL – Deixa eu adivinhar. Aquele mesmo cara estranho que fica rodando a casa IONE – Ele mesmo. Você acha mesmo que esse cara tem relação com o pai do Daniel? NATHANIEL – Eu tenho é certeza. (coloca as sacolas em cima de uma mesa) Aquele cara é controlador, maluco. Tenho certeza que contratou alguém para espionar a gente, para assim que Daniel pisar aqui, avisa-lo. IONE – Devíamos é chamar a polícia, isso sim. NATHANIEL – Deixa quieto, Ione. Melhor não mexer nessa história. Logo ele vai cansar, vai ver que o Daniel não vai voltar mais pra cá. (após a reunião que tiveram com Josué, Salete e Larissa estão voltando para o cabaré, as duas estão caminhando em direção ao ponto de ônibus) LARISSA – Estou otimista, Salete. O que o Josué contou me deixou confiante. SALETE – Josué é um excelente advogado. Ele vai conseguir encontrar uma forma de resolver essa situação. (chegam ao ponto) LARISSA – Eu não vou dá nenhum tostão para o Júlio. Já basta o dinheiro que ele ganhou vendendo a minha música. (o ônibus delas está chegando, as duas se aproximam do ponto. Do outro lado da rua, Eduardo estaciona sua moto em frente a uma casa. Ele desce, retira o capacete, coloca sua mochila em cima da moto e tira uma caixa de pizza. Nesse momento, ele olha para o lado do ponto de ônibus, diretamente para Larissa. A aparência dela com Letícia o surpreende, fazendo-o acreditar que seja a mesma) EDUARDO – Letícia?! (grita, chamando-a) Letícia! (deixa a mochila de entregas na moto e caminha um pouco em direção ao ponto de ônibus. No entanto, o ônibus dela havia chegando. Ela junto com Salete, entram. Eduardo ver que não dava tempo, para no meio do caminho) Letícia, sou eu! Letícia! (o ônibus parte, Eduardo continua parado) (Andréa, Pedro e Dácio retornam para a sala, Douglas chega em casa nesse momento) DOUGLAS – Oi, oi. Recebendo visitas, prima. ANDRÉA – (levanta-se, assim como os garotos) É, esses são meus amigos. Os dois estudam comigo. DOUGLAS – Bacana. ANDRÉA – Pessoal, esse é o Douglas, meu primo. (olha para Pedro, que parece feliz ao ver seu possível irmão) DOUGLAS – Beleza?! ANDRÉA – Douglas, esse é o Dácio. E esse, ao lado dele, é o seu irmão, o Pedro! DOUGLAS – Beleza, Pedro... (surpreso) Espera, meu o que?

Contínua no Capítulo 20...

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