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No Rumo da Vida
Capítulo 68 de 75
Capítulo 68
✍️ Anderson Silva ·📅 23 Jan. 2019 ·👁 0 leituras

"Terei que Partir Novamente"

Dia Seguinte...

(Viviane entra no quarto da Alice) VIVIANE – Posso entrar filho? FELIPE – Claro mamãe. Ela está dormindo já. VIVIANE – Você está se saindo um ótimo pai, sabia!? FELIPE – Obrigado, mamãe. O que a senhora quer? VIVIANE – O Paulo me disse que viu a Luana trabalhando em uma loja. FELIPE – O linguarudo já contou para senhora? VIVIANE – Contou e queria saber o que você acha disso? FELIPE – Eu não acho nada. Ela é independente agora, pode fazer o que quiser da vida dela. VIVIANE – E você poderia me acompanhar até essa loja? Precisando comprar uns sapatos novos. FELIPE – Não vou poder. Tenho ensaio com o pessoal da banda, testar os equipamentos para o show de hoje. Mas, já que a senhora que ir até a loja onde a Luana está trabalhando, porque a senhora não vai com o Paulo? Não foi ele quem disse onde ela trabalhando! VIVIANE – Bom ideia. Vou chamá-lo para ir comigo. CAMILA – O Gustavo já deve está no aeroporto com à Ana. Ele poderia ter deixando a gente se despedir melhor da menina. ADRIANA – A Ana não vai para lugar nenhum. CAMILA – E o que te faz ter essa certeza? (Adriana não responde, e continua tomando seu café) Você pode me dizer, pelo menos para onde você foi ontem, quando o Junior chegou? ADRIANA – Vamos. Está na hora, tenho uma prova logo na primeira aula, não posso perder. (toma o último gole da sua xícara, à coloca em cima da pia, pega sua bolsa e vai até a porta) Você não vem? (Camila coloca sua xícara na pia, e sai) ROSÁRIO – O Junior ainda não levantou? CARLA – Não e nem tive coragem de ir vê-lo. Imagino que deve estar dormindo, então decide deixá-lo quieto. (Junior vem descendo as escadas, com uma mochila nas costas) CARLA – Junior que bom que levantou. Que mochila é essa? JUNIOR – Obrigado pelo o acolhimento Carla, mas não tem mais nada para fazer aqui. CARLA – Você vai para onde? JUNIOR – Vou para minha cidade natal. Pensei que voltaria para minha cidade com minha filha, mas, ela não está aqui. Provavelmente, deve estar indo direto pra Nova York agora. ROSÁRIO – E você acha que indo embora irá amenizar o que está sentido! JUNIOR – É o que eu espero. Obrigado pela hospedagem, Carla. CARLA – De nada, Junior. Bom, você quem sabe, por que se quiser passar mais um tempo aqui... JUNIOR – Não, realmente tenho que ir. CARLA – Então tá. (Carla o abraça) Se decidi visitar o Rio novamente, sabe onde nós procurar. JUNIOR – Eu sei. (Junior abraça Rosário. E depois caminha até à porta) CARLA – Você não quer que a gente te acompanhe... JUNIOR – Não precisa. O Pedro precisa da mãe dele aqui. CARLA – A Joana ficaria muito orgulhosa de você. Eu entendo agora porque minha amiga se apaixonou por um cara incrível como você, Junior. JUNIOR – Obrigado. (sem mais palavras, Junior abre à porta, e fica surpreso com o que encontra) Filha? (Gustavo aparece na porta segurando Ana) GUSTAVO – Podemos conversar? (Sérgio está andando no shopping, quando passa em frente a loja onde Luana trabalha, não acreditando no que ver, decide entrar na loja) LUANA – Você não acha que está na loja errada? SÉRGIO – Eu só queria acreditar naquilo que meus olhos estavam vendo. Começou à trabalhar aqui quando? LUANA – Essa semana. SÉRGIO – Quem diria. LUANA – Está surpreso por quê? Nunca viu uma garota trabalhar? SÉRGIO – Vi, mas se a garota é você, tem que ficar surpreso. Fala sério, qual é a piada? LUANA – Não tem piada. Realmente estou trabalhando aqui. SÉRGIO – Sei. É, não é difícil acreditar, agora que você se separou do Felipe, talvez precise de dinheiro. LUANA – Se você não veio comprar nada, então é melhor ir procurar a loja adequada para você. SÉRGIO – Eu vou mas antes, você tem que aceitar o convite de almoçar comigo? LUANA – O que te faz achar que vou aceitar? SÉRGIO – Bem, imagino que você começou trabalhar agora, não está podendo gastar muito dinheiro e para economizar tempo no horário de almoço o mais sensáto é você aceitar meu convite, afinal, eu que vou pagar. LUANA – (ri) Você vai pagar? SÉRGIO – Qual a piada agora? LUANA – Nenhuma. Como minha gerente está começando a observar a nossa conversa, vou aceitar seu convite. SÉRGIO – Claro que vai. (ri) Estarei te esperando no banquinho perto da lanhonete. (Sérgio sai da loja e Luana demostra um sorriso) (Junior está com sua filha nos braços, quando ele e Gustavo estão sozinhos na sala conversando) JUNIOR – O que você está fazendo aqui? Você não ia viajar de volta pra Nova York? GUSTAVO – Ana não vai para Nova York. Ela vai ficar com você, Junior! JUNIOR – Mas, a guardar dela... GUSTAVO – Eu já conversei com o meu advogado e ela é sua novamente. JUNIOR – Não estou entendo? GUSTAVO – Quando a audiência terminou ontem. Eu recebi uma visita no meu apartamento. (Gustavo lembra de ontem...) " GUSTAVO – Seu amiguinho deve ter contado que perdeu a guarda da menina? ADRIANA – Você não pode levar ela da gente. GUSTAVO – Posso sim, a justiça me permite isso. ADRIANA – Você não vai sabe cuidar dessa menina, Gustavo. Você é muito ocupado lá em Nova York. Trabalha, faz faculdade, como vai dar atenção para está criança? GUSTAVO – Babá existe para isso. ADRIANA – A questão, que você está fazendo isso não é por causa da Joana ou do Junior. Você está fazendo isso, por minha causa. Você não superou a gente ter ficado e eu ter dispensado você logo em seguida. GUSTAVO – Eu já superei esse passado, Adriana. ADRIANA – Não superou. Você pode até ter uma raiva do Junior, mas não é por que ele se casou com a Joana. E sim, porque ele gosta de mim. GUSTAVO – Eu não estou nem aí pra você, Adriana. Aquele cara não vai ficar com essa menina. E eu tenho raiva do Junior sabe porquê? Porque ele e você traíram a única pessoa que eu amava. Vocês dois trairam minha irmã, ela morreu sem saber que vocês mantinha um caso escondido. ADRIANA – Do que você está falando? Eu e o Junior ficamos somente uma vez. Confesso que trair sim à Joana, mas logo em seguida fui embora da vida dela e deixei os dois sozinhos. O Junior se casou com ela e o amor dos dois, resultou em um fruto lindo, que foi à Ana. O Junior ama essa menina e se ele a perder, o mundo dele vai acabar. GUSTAVO – Eu não estou entendendo porque você quer que ele fique com ela? Sem a menina, o Junior pode ficar livre das lembranças da minha irmã, e vocês finalmente vão poder viver o casinho de vocês. ADRIANA – Não há nada, entre eu e o Junior. E jamais pode haver, porque o Junior ama à Joana. Eu não vim aqui para te convencer disso. Eu vim para você voltar nessa história e devolver a guarda para ele. GUSTAVO – Perdeu seu tempo. Eu não vou voltar atrás. ADRIANA – Vamos fazer um acordo então? GUSTAVO – Não quero acordo nenhum com você. Se você me dar licença.(caminha até a porta) ADRIANA – Eu vou embora da vida do Junior, da vida Ana e você devolve a guarda para ele. GUSTAVO – O que te faz achar que vou aceitar esse seu acordo? ADRIANA – Porque o seu problema não é com o Junior e sim comigo. E mesmo que o assunto, não seja comigo, pense na sua irmã. O desejo da Joana seria sem dúvida, que a Ana ficasse com o pai. Porque mesmo você não gostando, ela o amava. GUSTAVO – Está perdendo seu tempo. (Gustavo abre a porta para Adriana se retirar) ADRIANA – Eu sumo da vida deles, se você voltar atrás. Pensa bem nisso.  (vai embora. Gustavo fecha à porta, e senta no sofá pensativo)" (de volta para a casa da Carla) GUSTAVO – Eu refleti e realmente não teria como cuidar da Ana. Fico pouco tempo em casa e a menina não precisa crescer em um lar ausente. Então, ela vai ficar com você, Junior. (Pega uma mochila que tinha colocado ao lado) E isso é para ajudar, até você encontrar um emprego fixo. JUNIOR – O que é isso? (pega a mochila, abre e encontra dinheiro dentro) Desculpa, mas não posso aceitar. GUSTAVO – Por favor, aceita. Vai ajudar você, vai ajudar nas despesas dessa casa, para comprar coisas para ela. JUNIOR – (pensa um pouco, ver que a situação está difícil e acaba aceitando) Eu aceito, mas é por ela. GUSTAVO – Tenho que ir agora. Ela não vai viajar, mas eu vou. Será que posso... me despedir. JUNIOR – Claro. (Junior entrega Ana para Gustavo. Gustavo abraça a menina e se emociona, mas logo disfarça e entrega de volta para Junior) GUSTAVO – Cuide bem dela. JUNIOR – Pode deixar, que isso faço deste que ela nasceu. (Gustavo não diz mais nada, pega sua mochila e vai embora. Junior o acompanha até a saída) Boa viagem. GUSTAVO – Obrigado. (Sérgio e Luana estão almoçando em uma lanchonete, próximo à loja onde ela trabalha) SÉRGIO – E sua filha? LUANA – Ela está bem. Decidimos que ela ficasse com o pai, pois ele tem mais recursos. SÉRGIO – Lógico. Se eu fosse o pai dela, também não deixaria que faltasse nada. LUANA – Claro, depois que arrumar uns dois empregos e encontrar uma casa com um aluguel em conta, quem sabe. SÉRGIO – Você acha que sou tão pobre assim? LUANA – A não ser que você tenha ganhado na loteria e está pagando esse almoço para me mostrar isso? SÉRGIO – (ri) Não. Mas se eu fosse o pai da sua filha, ela iria adorar crescer em uma das fazendas da minha família. LUANA – (surpresa) Fazendas? SÉRGIO – Isso, o Felipe não é o único cara rico. Minha família é produtora de café e tem hectares e hectares de café, que exportam mundo inteiro. LUANA – (mais surpresa) Mundo inteiro? SÉRGIO – Isso, minha família é uma grande exportadora de café, tanto aqui para o Brasil, como para o mundo inteiro. Provavelmente este café que eu estou tomando, seja da minha família. LUANA – Não vou cair nessa. SÉRGIO – Não estou tentando te convencer em nada. LUANA – Então por que você nunca me contou isso antes? SÉRGIO – Você nunca me perguntou! LUANA – E por que você mora naquele apartamento, dividindo com mais outros dois caras? Se você tem tanto dinheiro assim, poderia morar em um apartamento muito melhor que aquele. SÉRGIO – É que não ligo muito para isso. Prefiro à simplicidade. LUANA – Sei, e ainda quer que eu caia nessa. Tenho que ir agora, minha hora de almoço está terminando. Obrigada pelo convite. (Luana se levanta da mesa, volta para seu trabalho)

Dias depois...

JUNIOR – Nem acredito. Finalmente consegui um emprego, graças a Deus. CARLA – Parabéns, Junior! Parece que aquela fase ruim passou. (o abraça) JUNIOR – É. Não perdi minha filha, arrumei um emprego, logo recebo meu primeiro salário e ajudo com as despesas. CARLA – Não se preocupa com isso, você ajuda quando puder. (Rosário e Roberta vem descendo as escadas com suas malas) Oh madrinha. (a abraça) Porque vocês não ficam mais um pouco? ROSÁRIO – Não podemos, filha. Temos nossa casinha também lá em São Paulo e ela deve estar precisando de mim. CARLA – Querem que acompanhe vocês até a rodoviária? ROSÁRIO – Não precisa. ROBERTA – É Carla, já que a rodoviária é apenas umas quadras daqui, não precisa. ROSÁRIO – A gente vai pegar um táxi filha. Você tem que ficar cuidado do seu filho. CARLA – Vou acompanhar vocês até a porta pelo menos. ROSÁRIO – (caminha em direção ao Junior) Tchau filho. Continue sendo esse pai fantástico para sua filha. JUNIOR – Isso a senhora pode ter certeza. Boa viagem. (Carla acompanha Roberta e Rosário até a porta, se despendem novamente e elas vão embora) CAMILA – Eu ainda não consigo acreditar que o Gustavo voltou nessa história. ADRIANA – Ele fez por mim! CAMILA – Como assim? ADRIANA – Naquele dia da audiência, fui até o apartamento do Gustavo e fiz uma proposta para ele. CAMILA – Que proposta? ADRIANA – Que ele voltasse atrás nessa história de tomar à guarda da menina, e a devolvesse para o Junior, que eu sumiria da vida deles. CAMILA – Espera, mas porque você faria isso... Ah, lembrei. Você e ele ficaram anos atrás... ADRIANA – O Gustavo tinha essa implicância com o Junior não porque ele casou com à Joana. Mas sim, porque ele gosta de mim. CAMILA – E o Gustavo estava com ciúmes. (Adriana confirma com a cabeça) Sabia que cedo ou tarde essa sua vida de ficar com um e no dia seguinte jogar fora não iria acabar bem. Então, já que ele voltou atrás, você... ADRIANA – Vou ter que sumir da vida do Junior e da Ana. CAMILA – Está pensando em ir embora novamente? ADRIANA – É o único jeito, Camila. Ou o Junior perde à Ana. CAMILA – Não. Espera, você não pode fazer isso. Você acabou de voltar, Adriana. Retomou à faculdade agora! Não pode larga tudo de novo. ADRIANA – Eu preciso, Camila. O Gustavo cumpriu à parte dele, preciso cumprir à minha. Vou trancar a faculdade hoje e talvez amanhã, vou embora. CAMILA – Pensa em se despedir do Junior? ADRIANA – Não. Ele não pode saber disso. Você não deve contar para ele. Na verdade, para ninguém. CAMILA – Mas, dessa vez você vai manter contato, né? Não vai sumir igual da outra vez. ADRIANA – Vou, dessa vez vou te manter informada. (Camila à abraça) (Camila está na cozinha, conversando com Junior) CAMILA – Ele não contou por que mudou? JUNIOR – Não. Simplesmente, disse que a Adriana o visitou, os dois conversaram, ele refletiu e viu que o certo é ela ficar comigo. CAMILA – Então, a Adriana que foi à responsável? JUNIOR – Foi. Ela não quis vir? CAMILA – Ela ficou estudando. JUNIOR – Queria agradecer ela por todo o apoio e ajuda que ela deu para mim e à Ana. CAMILA – E cadê à Ana? Quero ver aquele rostinho fofo dela de novo? Pensei que se ela fosse para Nova York nunca mais iria vê-lo novamente. JUNIOR – Ela está no quarto dormindo. (Ana acorda) Quer dizer, estava dormindo. Estou indo filha. (corre para o quarto) CARLA – Você viu? CAMILA – Vi. Será que ainda há algo entre esses dois? CARLA – Junior pode dizer que gosta da Joana, mas ele ama mesmo é à Adriana. CAMILA – Também sempre acreditei nisso. (Sérgio entra na loja onde Luana está trabalhando e aparece de surpresa ao lado dela) SÉRGIO – Oi. LUANA – Você sempre se engana de loja, né? SÉRGIO – Talvez não. Talvez entrei aqui de propósito. LUANA – É, mas se você não for comprar nada, é melhor sair. Minha gerente, já percebeu essas suas visitas. SÉRGIO – Dessa vez vim comprar um sapato. LUANA – Para você? SÉRGIO – Não. (ri) Para uma garota especial. LUANA – Por aqui. Você sabe, o tamanho que ela calça? SÉRGIO – Não tenho ideia. Mas o pé dela é lindo e acho que esse aqui vai servir. (aponta para um que estava sobre algumas caixas) LUANA – Esse aqui? SÉRGIO – É. LUANA – (pega o sapato) Bem, é bom você trazer essa garota aqui, para testar o sapato, vai que não serve. SÉRGIO – Serve sim, tenho certeza. (ele pega o sapato das mãos dela. A empurra até uma poltrona ao lado, até que ela se senta) LUANA – O que tá fazendo seu maluco? (ele ajoelha, levanta o pé dela, tira o sapato que ela estava usando e coloca o novo) Serviu certinho. O que achou?

Continua no Capítulo 69...

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