"Conte-me Tudo"
SÉRGIO – Claro, entra. LUANA – Você está sozinho? SÉRGIO – Estou. Os meninos decidiram dar uma volta por aí. LUANA – Bom, assim podemos ter nossa conversa tranquilo. SÉRGIO – Senta. LUANA – Obrigado, mas está bom assim. SÉRGIO – O que você quer conversar? LUANA – Acho que você já deve estar sabendo que saí da casa do Felipe. Se não você não teria ido até minha casa, me procurar. SÉRGIO – Eu ouvi dos meninos. Então vocês realmente se separaram? LUANA – Hoje o Felipe pediu o divórcio. E eu aceitei. SÉRGIO – Maravilha, quero dizer... (pensa bem) ...é isso mesmo que eu quis dizer. Que bom que vocês se separaram, assim podemos ficar juntos, com mais nada entre a gente. (se aproxima dela) LUANA – Não Sérgio, para, por favor. É sobre nós que viemos conversar. SÉRGIO – Qual o problema? LUANA – Vou me separar do Felipe, mas não quero que crie expectativas. SÉRGIO – Como assim? A gente se ama... LUANA – Não. Eu amo o Felipe. E para que essa separação não te dê esperança, quero dizer que não vai mudar nada entre a gente. SÉRGIO – Não acredito. Não acredito, que você diz que ama um cara e mesmo assim vai se separar dele. LUANA – Esse casamento não foi por amor. Eu pretendo reconquistá-lo, mas agora vai ser do meu jeito. SÉRGIO – Isso é coisa da sua mãe, né? Conta para mim é ela que está te obrigando a fazer isso? LUANA – Minha mãe não manda mais em minha vida. De agora em diante, vou escrever meu caminho sozinha. SÉRGIO – Então vem embora comigo. (segura as mãos dela) Após o divórcio vamos embora, vamos viver longe de tudo. Eu sei que você não o ama, porque você me ama. (aproxima o rosto ao dela) Você gosta do meu toque, do meu carinho, da minha boca. Então não vem com essa de que você ama o Felipe, que não vou acreditar. (ele a beija) (Junior e Adriana continuam se beijando. Junior quem encerra o beijo) ADRIANA – Desculpa! (se afasta um pouco, e desvia o olhar dele) Não devia ter feito isso. JUNIOR – Não precisa se desculpar. (tenta ignorar o que acaba de acontecer, e retoma o assunto inicial) Estou precisando de ajuda lá em cima. ADRIANA – Claro. JUNIOR – Você pode ir indo, vou esquentar as mamadeiras para eles. (Adriana confirma com cabeça. Junior vai até a cozinha, Adriana o observa até sair da sala. Depois caminha em direção aos quartos das crianças) (Luana empurra Sérgio após o beijo) LUANA – É melhor eu ir embora. Já disse o que tinha que dizer. SÉRGIO – Vai me dizer que o acabou de acontecer aqui não significou nada? LUANA – Não. Melhor você me esquecer, Sérgio. É o mesmo que eu farei com você. (pega sua bolsa, e vai embora) PAULO – Que cara é essa? FELIPE – Decidi sair da banda. PAULO – Por que? O que foi que houve? FELIPE – Na verdade irei dar um tempo. Tenho que me preocupar apenas com à minha filha. Não quero ser um pai ausente para ela. PAULO – Você ainda se sente culpado pela morte do papai, né? FELIPE – Ele não é meu pai. E mesmo assim, eu e ele nunca tivemos uma boa relação. Não quero ter o mesmo com a minha filha. PAULO – Você vai ser um bom pai, Felipe. Como você é um bom irmão. FELIPE – Obrigado, irmão. (o abraça) PAULO – Quando pretende deixa à banda? FELIPE – Tenho alguns shows ainda para realizar, depois disso, darei a notícia para o pessoal. PAULO – Só não vai pensando que vou ser babá da sua filha, viu. Vou ser um tio bem chato para ela. FELIPE – Eu sei que vai. Cadê a mamãe? PAULO – Quarto dela. FELIPE – Tenho que conversar uma coisa com ela. Você pode ficar de olho nela aqui para mim? PAULO – Acabei de dizer que não seria a sua babá. FELIPE – É só por um tempo. PAULO – Está bem. FELIPE – Valeu, irmão. (Felipe vai até sua mãe, e Paulo fica de olho na sobrinha no berço) PAULO – Tu tem cara de menina que vai aprontar muito na adolescência. Só cá entre nós, se você precisar de um cúmplice, pode contar comigo viu. Não conto nada para o seu pai. FELIPE – Posso entrar, mamãe? VIVIANE – Claro, filho. FELIPE – Quero pedir um favor para senhora? VIVIANE – Peça. FELIPE – Quero contratar o advogado da família, para tratar do meu divórcio. VIVIANE – Vocês vão se separar mesmo? FELIPE – Vamos, mamãe. Não tinha mais como continuar. VIVIANE – Se vocês querem assim, fazer o que filho. Vou ligar para ele, pedir para que venha aqui e vocês conversam. FELIPE – Obrigado, mãe. (Luana chega em casa e é recebida por sua mãe) VERÔNICA – Onde você estava? LUANA – Fui dar uma volta! VERÔNICA – Você não foi se encontrar com aquele garoto foi? LUANA – Não, mamãe. Não fui encontrar ninguém. (sobe as escadas, antes que sua mãe fizesse outra pergunta. Lucas está deitado na cama, pensando em Karina. Seu pensamento logo é interrompido com alguém na porta) LUANA – Posso entrar? LUCAS – Claro, Luana. LUANA – Você está bem? Oh que pergunta, claro que não está. Sua situação tá igual à minha, também vou me separar do Felipe. Como minha mãe conseguiu te esconder esses anos todo? LUCAS – Dona Verônica é capaz de tudo para conseguir realizar os objetivos dela. LUANA – Parece que você à conhece mais, do que a gente que mora com ela. LUCAS – Conversávamos quase que diariamente pelo telefone. Maioria das vezes era eu quem ligava, das poucas vezes que ela ligava, ela para dizer que o dinheiro tinha acabado, e precisava de mais. LUANA – A ambição da minha mãe é insaciável. LUCAS – Eu sei. Tive que inventar boas desculpas, quando a Karina me pegava com ela ao telefone. LUANA – Você e ela nunca mas tiveram contato depois daquilo? LUCAS – Nada. Acabou tudo. LUANA – Você faria tudo diferente, se pudesse ter ela de volta? LUCAS – Talvez faria. Eu não sei. A Verônica pode ter todos os defeitos do mundo, mas mesmo assim, ela é minha mãe, e se ela precisasse de mim, eu iria ajuda-la. LUANA – Mesmo que você tenha que perder a pessoa que mais ama? LUCAS – Mesmo que tenha que perder a pessoa que mais amo. E você, faria tudo diferente para ter o Felipe de volta? LUANA – Faria, sem sombra de dúvidas. Eu não sei como era a relação entre vocês, mas comigo, era algo mais como dever a ser comprido. Eu devia, a qualquer custo me casar com o Felipe para salvarmos a nossa família. Nosso casamento não foi construindo em cima de amor, mas de interesse. LUCAS – Entendo. E agora, você pretende fazer o que? LUANA – Pretendo mudar minha vida. Parar de pensar pela cabeça da mamãe, e começar a pensar com a minha. LUCAS – Você ainda gosta do Felipe, né!? LUANA – Tá claro assim? LUCAS – Um pouco. Talvez vocês ainda tenham chance. LUANA – Deixa as coisas se acalmarem, que você e a Karina vão ficar juntos também. LUCAS – Conheço à Karina. Não há mais volta. Agora é cada um para o seu canto. Seguindo seu caminho sozinho. (Luana segura à mão dele) LUANA – Você não estar sozinho. Tem uma irmã aqui, do seu lado. LUCAS – Obrigado. LUANA – Primeira conversa nossa assim... de irmãos. Confesso, que quando descobri que você era meu irmão, fiquei um pouco chateada por um motivo. LUCAS – Qual? LUANA – Que você era mais velho do que eu. Sou novamente a casula da família. LUCAS – Vem cá, você está precisando de um carinho de irmão mais velho. (Luana deita na cama, e coloca a cabeça sobre as pernas do Lucas. Ele, começa a fazer um carinho em sua cabeça) LUANA – Você chegou agora, e me sinto mais à vontade com você, do que com o Cláudio.Anoitecendo...
(Frederico e Junior estão na sala conversando) JUNIOR – Deu trabalho, mas com à ajuda da Adriana, conseguimos colocá-los para dormir. FREDERICO – E a Carla? Ela saiu do quarto? Comeu alguma coisa? JUNIOR – Não. Bem, hoje ela tomou um suco que eu fiz. FREDERICO – Pelo menos. Queria tanto saber o que está acontecendo, quero ajudá-la, mas sem saber o que à deixou assim fica difícil. JUNIOR – Acho que devemos procurar alguém especializado nisso, um psicólogo talvez... FREDERICO – Pensei nisso... (campainha) Quem será? JUNIOR – Deve ser uma das meninas. (Junior corre para abrir a porta) Oi, boa noite. ROSÁRIO – Boa noite. (vai entrando na casa, logo atrás dela está Roberta) Minha afilhada precisa de mim, onde é que ela está? FREDERICO – Rosário? O que você está fazendo aqui? ROSÁRIO – Soube que a Carla está precisando de ajuda. Vim ver se podia fazer alguma coisa. Onde ela está? FREDERICO – Está no quarto, dormindo. ROSÁRIO – Você está morando com elas? FREDERICO – Não. Estou hospedado em um hotel. ROSÁRIO – Continua deixando suas filhas sozinhas! FREDERICO – Nunca as deixei sozinhas. Você não sabe quais motivos me levaram a fazer aquilo. ROSÁRIO – Sei muito bem. Minha amiga Cíntia, que Deus à tenha, me contou porque você as abandonou. ROBERTA – Mamãe, não foi para isso que a senhora veio até o Rio. ROSÁRIO - Está certa filha. PAULA – (vem descendo as escadas) Rosário, que surpresa? O que faz aqui? ROSÁRIO – Vim ver sua irmã, como é que ela está querida? PAULA – Mal. Ela recebeu alguma notícia, que a deixou em depressão. ROSÁRIO – Que notícia foi essa? PAULA – Não sei. Ela contou apenas para Camila, e aquelas duas conseguem muito bem guardar os segredos entre elas. ROSÁRIO – Acho que foi essa amiga, que me ligou hoje mais cedo, dizendo que a Carla precisa de ajuda. E esse rapaz, é o pai do filho dela? JUNIOR – Não, não. Eu sou pai, mas não é do filho da Carla. Tenho uma filha na verdade. PAULA – A Carla estava amamentando a filha dele, pois a mãe da menina faleceu na hora do parto. Mas, se vocês tivessem avisado que viriam, tinha preparando a casa para receber vocês duas. ROSÁRIO - Não tivemos tempo filha. Quando soube o que estava acontecendo com a Carla, eu e Roberta, preparamos uma pequena mala, e pegamos o primeiro ônibus para o Rio. PAULA – Bem, a casa não tem muitos quartos, e o único quarto de hospedes, está ocupado pelo o Junior... JUNIOR – Mas posso sair dele, sem problemas. PAULA – Não Junior, você precisa dele, por que você está com à Ana e o Pedro lá. Eu ofereço meu quarto para vocês, e vou dormir aqui no sofá sem problema. ROSÁRIO – Que é isso filha, não queremos dar trabalho para você. PAULA – Não é trabalho nenhum. A senhora recebeu à gente com tanto carinho quando mais precisavamos, e é o mínimo que podemos fazer em troca. Anda Roberta, me ajuda a levar as coisas de vocês até o quarto. (Paula pega a mochila da Rosário, e Roberta carrega à dela mesma e as duas vão subindo as escadas. Nesse mesmo momento, Ana acorda) JUNIOR – Oh, minha filha acordou. Licença. (corre escada acima) ROSÁRIO – O que foi que você disse pra Carla, hein? FREDERICO – O que você está falando? ROSÁRIO – Você disse alguma coisa para à Carla, que a deixou nesse estado? O que você disse para minha menina? FREDERICO – Eu não disse nada. Você acha que diria algo para minha filha, para deixá-la assim? ROSÁRIO – Quem abandona as duas filhas crianças, pode ser capaz de tudo. FREDERICO – Minhas filhas já me perdoaram por esse erro que eu fiz. Minha conciência está limpa em relação à isso. ROSÁRIO – E da Cíntia, você acha que ela te perdoou, até o último dia da vida dela? (isso doeu em Frederico, um curto silêncio fica entre eles) FREDERICO – Deu à minha hora. Diz para à Paula, que amanha volto, para ver como está a Carla. (Frederico vai embora, e Rosário sobe as escadas, atrás das meninas) (Após passar o dia fora, com o Cláudio, Camila finalmente chega em seu apartamento, toda contente. Adriana estava na sala, e estava pensando no beijo que deu em Junior hoje cedo, antes de ser interrompido pela Camila) ADRIANA – Olha só, finalmente chegou! Então, pode me dizer agora onde passou o dia com o namorado? CAMILA – Nossa, Adriana. Cláudio me levou à um lugar incrível. (senta ao lado dela) ADRIANA – Deve ser incrível mesmo, para o estado que você está. CAMILA – Mas, antes de contar sobre o meu presente, quero saber como estão as coisas? A Carla melhorou? A Rosário já chegou de São Paulo para ajudá-la? ADRIANA – Não sei quem é essa tal de Rosário, mas não chegou ninguém com este nome. CAMILA – Ela é a madrinha da Carla. Liguei para ela, antes de chegarmos em Angra. ADRIANA – Angra? Angra dos Reis? O Cláudio te levou para Angra dos Reis? CAMILA – Levou. Lá é tao lindo, Adriana. (Camila conta sobre o dia que passou com Cláudio para Adriana)Amanhecendo...
(Sérgio entra na cozinha, com uma cara não tão boa assim) ROBERTO – Conheço esta cara? ADRIANO – Também. O que foi dessa vez? SÉRGIO – O que vocês estão falando? ADRIANO – Que você só faz essa cara, quando acontece alguma coisa entre você e a Luana. O que foi dessa vez? SÉRGIO – Nada. A gente continua o mesmo. Eu aqui, no meu canto e ela no dela. ROBERTO – Você ficou sabendo? SÉRGIO – Que o Felipe colocou ela para fora de casa e os dois vão se separar? ROBERTO – Espera, essa segunda parte, não ficamos sabendo. ADRIANO – O Felipe e a Luana vão se separar? SÉRGIO – Vão. ADRIANO – Bom, então isso é uma boa notícia, não acha? Porque, você gosta dela e ela vai ficar solteira novamente, sendo assim, não tem mais nada entre vocês. SÉRGIO – De que adianta um gostar se o outro não corresponde. Ela ama o Felipe. ROBERTO – (confuso) Ama e vai se separar dele? SÉRGIO – Ela vai reconquistá-lo, so que da maneira certa agora. Sem seguir as ordens da mãe. ADRIANO – Então nada de vocês ficarem juntos? SÉRGIO – Não. Tudo fica igual. Eu estou sem fome garela, se vocês não se incomodam, vou indo. Tenho que revisar dois capítulo ainda, para prova daqui a pouco. (Sérgio arruma sua mochila nas costas e sai para à faculdade) VERÔNICA – (entrando na cozinha) Bom dia, família. LUCAS – Bom dia. (beija o rosto dela) CLÁUDIO – Bom dia. (entrando na cozinha) VERÔNICA – Bom dia filho, antes de perguntar como foi o seu dia ontem com à Camila, quero te apresentar alguém. CLÁUDIO – Quem? VERÔNICA – Esse é o Lucas, Cláudio. Ele é meu filho mais velho. Seu irmão. LUCAS – Prazer. (oferece a mão à ele) CLÁUDIO – Sério isso? VERÔNICA – Sério. Você tem um irmão. CLÁUDIO – Prazer, cara. (aperta a mão dele) Mas você não é meu irmão. Eu não sou filho biológioco, afinal, sou adotado, né mamãe. LUCAS – Adotado ou não, para mim você é meu irmão. JUNIOR – Obrigado por você ficar tomando conta deles. Eu preciso urgente arrumar um emprego, se não perco minha filha. ROSÁRIO – Você está correndo o risco de perder sua filha por quê? PAULA – É uma longa história. JUNIOR – A Paula tem razão, uma outra oportunidade conto para vocês. Vou indo agora, qualquer coisa, já tem duas mamadeiras pronta, para o caso deles acordarem. PAULA – Relaxa Junior, a Rosário cuidou de duas crianças sozinha. Ela leva jeito com crianças. JUNIOR – Então tá. Vou indo. (Junior vai em direção à porta) PAULA – Eu também vou indo, não vejo a hora de terminar esse curso. ROSÁRIO – Tchau filha, boa aula. PAULA – Espera Junior, vou com você até o ponto de ônibus. (Paula corre tentando acompanhar o Junior até a saída) ROSÁRIO – Roberta, você dar uma olhada lá nós meninos, ver se eles estão bem. Enquanto dou uma geral aqui em baixo. ROBERTA – Vou lá, e vou passar no quarto da Carla, ver se ela precisa de alguma coisa. ROSÁRIO – Está bem. (Felipe marca um encontro no dia seguinte com o advogado da família, os dois estão na sala, esperando Luana chegar, para iniciarem o processo de divórcio) FELIPE – (recebendo Luana na sala) Que bom que você chegou na hora. Pensei que fosse deixar a gente esperando. LUANA – Quem é ele? FELIPE – É o advogado que vai tratar do nosso divórcio. (Roberta e Rosário estão dando um geral na sala) ROBERTA – Será que a Carla entrou em depressão, porque ainda ela não superou a perca da filha no parto? ROSÁRIO – Não sei. Pode ser, filha. Como ela é mãe de primeira viagem, e perder um filho assim, deve ter mexido com a cabeça dela. ROBERTA – Mas ela teve um menino tão lindo, devia ter superado isso por ele. ROSÁRIO – Mas você não sabe qual é a dor de perder um filho. Nenhuma mãe devia sentir isso. ROBERTA – A senhora pensou no Diego não foi? ROSÁRIO – Foi. Mas, vamos logo terminar isso aqui, se não aquelas crianças lá em cima acordam. (campainha) ROBERTA – Deixa que eu atendo mamãe. (caminha até à porta) ROSÁRIO – Pergunta logo quem é? ROBERTA – Quem é? CAMILA – Sou eu, Camila. ROBERTA – É a Camila, mamãe. ROSÁRIO – Deixa ela entrar, quero mesmo conversar com ela. ROBERTA – Oi. (a abraça) CAMILA – Oi, que bom que vocês já vieram! ROSÁRIO – Quando se trata da minha menina, não temos tempo a perder. (abraça ela também) CAMILA – Vocês viram ela? ROSÁRIO – Ainda não. Decidimos deixar ela descansar um pouco. Filha, será que você podia deixa a gente sozinha um pouco. ROBERTA – Claro. Vou lá em cima, arrumar o quarto. ROSÁRIO – Obrigada. (Roberta sobe para o quarto) Senta aqui, não liga um pouco para bagunça, é que estamos dando uma geral na casa. CAMILA – Acho que na senhora eu posso confiar. Posso contar para você o que deixou à Carla nesse estado. ROSÁRIO – Conta filha, estou ouvindo. CAMILA – Bem, não gosto muito de enrolar, mas o pior que nem tenho ideia como contar uma coisa dessa. (pensa um pouco em como dizer, e vai direto ao ponto) A Carla entrou em depressão após saber que engravidou do irmão dela.Continua no Capítulo 65...