Widcyber
👁 0
Tamanho 18
Fonte
Tema
0% lido
No Rumo da Vida
Capítulo 60 de 75
Capítulo 60
✍️ Anderson Silva ·📅 21 Dec. 2018 ·👁 0 leituras

"Todos da Mesma Família"

(quando Frederico continuava explicando sua história com Felipe para Carla, a mesma, estava tenta absorver a informação, já que ela e Felipe são irmãos, e a curta relação que eles viveram resultou em uma gravidez, trazendo Pedro ao mundo) FREDERICO – Eu conheci a mãe dele, na época da faculdade. Tivemos um curto relacionamento, até cada um ir para o seu canto. Eu soube da existência dele tem pouco tempo também. Mas se eu quero recomeçar com vocês, tenho que contar toda a verdade. Então vocês tem que saber, que eu tenho um outro filho. CARLA – (chocada) Ele é seu filho? FREDERICO – É! CARLA – (começa fica nervosa, levanta do sofá rapidamente, e começa a chorar) Não é verdade. Não pode ser. FREDERICO – (se levanta) Mas nunca trair a mãe de vocês. Na época, eu nem a conhecia ainda. Só quando meu namoro com essa garota terminou, que fui conheci a mãe de vocês. CARLA – Seu filho. Meu irmão. FREDERICO – É. Meio que seu meio-irmão. CARLA – (em choque) Porque o senhor está fazendo isso?! FREDERICO – O que houve filha? (confusa ao vê-la chorando naquele estado) (Karina e Lucas chegam sem nenhum barulho) LUCAS – Será que alguém sentiu nossa falta? KARINA – Não sei. Sei que adorei o nosso dia. LUCAS – Também. (os dois se beijam) Vamos lá para o quarto, terminar esse dia embaixo do chuveiro? KARINA – Daqui a pouco. Vou logo na cozinha. Pode ir subindo que logo subo em seguida. LUCAS – Está bem. Não demora. (outro beijo, e depois Karina vai para a cozinha, e Lucas para o seu quarto) FREDERICO – (preocupado por ver a filha naquele estado de choque) O que está acontecendo filha? CARLA – (começa andar pela sala) A vida não pode ser tão dura assim comigo. Ela não pode. (Frederico se aproxima dela, mas Carla logo o impede de toca-la. Chorando e nervosa, sobe as escadas, até seu quarto, direto para o banheiro, Frederico logo atrás) FREDERICO – O que está acontecendo filha? Carla? O que houve? JUNIOR – Algum problema? (entrando no quarto) Parece que ouvi a Carla chorando? FREDERICO – Eu não sei. Carla começou a chorar do nada, e veio correndo para o banheiro. Carla, abre a porta filha? Conta para mim o que está acontecendo. JUNIOR – Acho melhor chamar a Paula, ela sendo irmã, talvez descubra o que está acontecendo. (saindo do quarto) FREDERICO – Obrigado. (Frederico continua batendo na porta do banheiro) Filha, deixa eu entrar? Conta para mim o que está acontecendo? (Carla está no chão, abraçando suas pernas, chorando) (Camila e Adriana estão na cozinha conversando ainda sobre o assunto Junior/Ana) CAMILA – É, acho que agora o Junior tem chances de ficar com a filha dele. ADRIANA – Eu sempre achei. Ninguém vai tirar a Ana dele. Não vou permitir. CAMILA – Por que essa determinação toda em ajudar o Junior? ADRIANA – Eu devo isso para Joana. CAMILA – Você deve isso ou porque você ainda gosta do Junior? ADRIANA – Eu não sinto nada pelo Junior, Camila. E antes que você comece, vou me deitar. Hoje foi um dia muito cansativo para mim. CAMILA – Acho bom mesmo, que amanha você tem faculdade. Não vai perder essa oportunidade, Adriana. ADRIANA – (brinca) Eu sei mamãe, eu sei. Boa noite. CAMILA – (rindo) Boa noite.

Amanhecendo...

(Miguel está no quarto de Karina. Ela está terminando de arrumar sua mala, e ele está sentado na cama, ao lado da mala dela) KARINA – Então você quer ficar mais um pouco? MIGUEL – Quero. Estou procurando uma pessoa. KARINA – Essa pessoa se chama Carla? MIGUEL – Ela mesma. Tenho certeza que ela voltou para o Rio. Mesmo a madrinha dela dizendo que não, ela está aqui. KARINA – Boa sorte então em sua busca maninho. Eu tenho que resolver umas coisas lá na empresa, por isso não posso ficar mais. MIGUEL – Não se preocupa, pode ir tranquila. (Carla está na sala amamentado Ana, e Junior está na cozinha, lavando as louças. Pedro acorda chorando no quarto e Paula vem trazendo ele para a Carla, ver o que ele tem. Mas quando Carla olha para o menino, ela se sente enojada, repulso e não quer segurá-lo) PAULA – O que foi Carla? Você não quer segurar seu filho? KARINA – Vamos? LUCAS – Pode ir indo amor. Só terminar aqui de amarrar meus sapatos. KARINA – Está bem. Vou estar te esperando lá em baixo. (o beija e depois desce. Minutos depois, Verônica entra no quarto) VERÔNICA – Antes de ir, preciso falar uma coisa com você. LUCAS – Eu sei sobre o que é, mãe. Não se preocupa, mês que vem começo a mandar a mesada da senhora. VERÔNICA – Eu não quero mais que você fique desviando dinheiro da empresa. (ela termina a frase, e Karina entra no quarto) KARINA – Era você? Você quem estava desviando dinheiro da empresa, Lucas? LUCAS – (surpresa) Karina? Você está quanto tempo atrás da porta? KARINA – Diz que não é verdade o que acabei de ouvir, Lucas? Que não era você quem estava roubando a empresa que meu pai e meu tio criaram? (começa a se aproximar dele e ficar com raiva ao mesmo tempo) Diz que não é verdade Lucas? Diz na minha cara que o que eu acabei de ouvir é mentira? (nervosa e com raiva, começa a bater nele. Ele não revida, e aceita os tapas. Ela para e se afasta dele, deixando-o se explicar) VERÔNICA – (tenta explicar a situação) Acho que você ouviu mal querida... KARINA – (ignora Verônica) Você não vai se defender ou vai deixar sua mamãezinha te defender? Ou vai dizer também, que isso que eu ouvi, é mentira também? LUCAS – Não. É tudo verdade. KARINA – (explode) Seu canalha, bandido, desgraçado... (começa a bater nele novamente) Você me enganou, me traiu. Canalha. Como você pode fazer isso comigo. (para de bater) LUCAS – Desculpa amor. VERÔNICA – Melhor deixar vocês conversarem. (sai do quarto) LUCAS – Desculpa amor, eu vou contar tudo para você. KARINA – Não me chama de amor. LUCAS – Eu nunca quis te roubar. Nunca quis machucar você. KARINA – É o que você está fazendo agora. Você me enganou. Me roubou. Nem sei se o nosso casamento foi verdadeiro. LUCAS – Foi. Isso foi. Eu te amo de verdade, Karina. KARINA – Então porque você me roubou, hã? Sua família não é rica? Sua família? Claro, sua família que mora na Europa e que você nunca quis me apresentar, porque são muito ocupados, na verdade não existem. Porque sua mãe é essa mulher que acabou de sair. Era para ela que você ficava mandando o dinheiro que desviava da empresa?! Para que hein? (Lucas não responde) Responde canalha. (começa a bater nele, mas logo para) Estou com uma raiva de você. LUCAS – Vamos conversar. Eu prometo de contar tudo. KARINA – Não quero saber mais nada de você. (tira a aliança do dedo) Eu vou voltar pra São Paulo sozinha. (joga a aliança em cima dele) Não se preocupa, vou fazer o favor de mandar suas coisas para você. LUCAS – Não faz isso Karina? Vamos conversar, eu te amo. KARINA – (grita) Para de mentir. Agradeça, que eu não vou contar para o Felipe, que você é o responsável. Mesmo que eu deva. Eu só quero que você nunca mais apareça em minha vida. LUCAS – Eu vou morar aonde? KARINA – Você não tem sua mãe aqui? Mora com ela e me esquece. Ou não vou me arrepender e vou contar tudo, e você vai sair direto daqui para a cadeira. (Karina sai do quarto, e ele senta na cama chorando) MIGUEL – Eu vou com vocês até o aeroporto. KARINA – Vou voltar pra São Paulo sozinha Miguel! MIGUEL – Mas e o Lucas? KARINA – O Lucas vai ficar aqui, na casa da mãe dele. (olha para Verônica, que disfarça ao olhar para a Luana) MIGUEL – Mãe dele? Mas os pais dele, não moram na Europa? KARINA – É, só que descobri que eles se mudaram para o Rio. MIGUEL – Então porque você não fica, assim conhecemos a família dele. KARINA – Não quero, quer dizer, não posso. O pessoal precisa de mim lá. Vamos, se você vem, está na hora. Tchau tia, desculpa está indo embora assim tão depressa. VIVIANE – Eu entendo, filha. Boa viagem. KARINA – Obrigada. MIGUEL – Eu te ajudo com essa bolsa. (Miguel pega a mala de Karina e caminha em direção aporta) KARINA – Obrigada. Tchau a todos. VERÔNICA – Tchau. LUANA – Tchau, Karina. (Miguel e Karina vão embora, Viviane vai até a cozinha, e Lucas vem descendo as escadas) VERÔNICA – O que foi que houve lá em cima? LUCAS – Acabou tudo. Satisfeita? (Carla levanta do sofá, e se distância um pouco da Paula, e do filho que continua chorando) CARLA – Claro que não, Paula. PAULA – Então segura o Pedro, não ver que ele está sentido alguma coisa. CARLA – Estou amamentando a Ana agora, será que você pode ver o que ele tem para mim. PAULA – Carla, eu não sou a mãe dele. Você que tem que ver o  que seu filho está sentido. (Junior termina de lavar as louças, e vai até a sala) JUNIOR – Eu já terminei aqui Carla, você pode me entregar ela agora. (Carla entrega Ana para o Junior, e Paula vai até ela, entregar Pedro. Ela demora um pouco para receber o menino, Paula insiste, e o coloca nos braços dela. Carla não olha para o menino, mantém seu rosto ao lado oposto de Pedro) PAULA – O que está acontecendo Carla? Parece que não quer segurar seu filho? (Carla segura o menino, mas não olha para ele. Ela não aguenta mais, e entrega o menino de volta para a Paula, que ainda não parou de chorar) CARLA – Eu não consigo. Desculpa, mas eu não consigo. (corre para o quarto chorando) PAULA – Carla, o que houve? O Pedro ainda está chorando, Carla? JUNIOR – Acho que o que está acontecendo tem haver com a conversa que ela teve com o pai ontem. PAULA – Ela não quis me contar ontem, mas hoje vou descobrir o que está acontecendo. O menino está sentido alguma coisa, ela tem que ver o que está acontecendo. (vai atrás dela) VERÔNICA – Vocês se separaram? LUCAS – O que a senhora acha? Perdi a pessoa que mais amava na vida. VERÔNICA – Você não pode deixar isso acontecer. Corre atrás dela, e luta pelo o seu casamento. Você não ver o que vamos perder, se esse casamento terminar? LUCAS – Será que só pensar em você mesma? Não ver que não tem mais jeito. A Karina descobriu tudo, acabou mamãe, chega de receber dinheiro. (Felipe chega no exato momento que Lucas pronuncia está frase) FELIPE – Chega de receber que dinheiro Verônica? E o que está acontecendo aqui? (todos ficam sem palavras. Luana se aproxima dele, tentando disfarçar) LUANA – Chegou amor? (tenta beijá-lo) FELIPE – (se afastando dela) Cheguei. E queria entender o que está acontecendo aqui? Eu ouvi você chamar a Verônica de mãe? E que dinheiro é esse que você vai parar de mandar para ela? LUCAS – Já perdi tudo mesmo. VERÔNICA – (vendo que Lucas iria contar a verdade, começa ficar nervosa, e tenta inventar algo) Não acredita nele Felipe, ele enlouqueceu. LUCAS – Enlouqueceu a senhora, em querer manter isso. Ela é minha mãe Felipe, e era eu quem estava desviando dinheiro da empresa. (Carla se trancou no quarto, e Paula está na porta, tentando entrar, Pedro continua chorando) PAULA – Carla abre a porta? Olha só como o Pedro está chorando? Ele está sentido alguma coisa Carla. (Pedro chora muito. Se Paula colocasse a mão na cabeça dele, perceberia que ele está mais quente que o normal) Se você não abrir essa porta, vou ter que pedir para o Junior arromba-la, Carla. O que está acontecendo minha irmã? Por que você não quer olhar seu filho? CARLA – (chorando) Sair daqui, Paula!!! Eu não consigo. Leva ele daqui. Eu não consigo, eu não consigo. (Paula vendo que agora está acontecendo alguma coisa, decide voltar para sala) PAULA – Você segura ele aqui por favor Junior? JUNIOR – Calma aí. (Junior segura a Ana, com cuidado em um braço, e com o outro recebe Pedro da Paula. Paula pega seu celular e faz uma ligação) Para quem você vai ligar? PAULA – Para o papai. (Junior estranha algo no Pedro, e encosta, sua bochecha no rosto do menino, e percebe que ele está com febre) JUNIOR – Paula, o menino está ardendo em febre? PAULA – O quê? (Paula corre para conferir, colocar a mão no menino, e confirma) JUNIOR – Você não percebeu isso? PAULA – Não. Alô, papai. Corre para cá, a Carla pirou, e o Pedro está ardendo em febre. E eu não sei o que fazer. FELIPE – Seu canalha. (dar um murro na cara dele) Você estava roubando a empresa do meu pai. (Luana o segura, e o impede de dar outro em Lucas) LUCAS – Era eu sim. Eu casei com sua prima por interesse. E esses anos todo, fiquei mandando esse dinheiro, para ela. VERÔNICA – Mentira, Felipe. Não me coloca nessa história seu ladrão. LUANA – É verdade. Felipe. FELIPE – (chocado) Você sabia? LUANA – Não. Quer dizer, soube tem pouco tempo também. FELIPE – Claro, vocês tudo fazem parte da mesma família. São um bando de golpistas. LUANA – Eu não fazia parte desse plano, Felipe. VERÔNICA – Minha filha não tinha ideia disso Felipe. Deixa ela fora. FELIPE – Está confessando então? Sua filha é uma golpista também ou vai me dizer, que o nosso casamento não foi por interesse, Luana? LUANA – Claro que não, a gente se casou, por que a gente se ama. FELIPE – Não vem com essa. Eu quero que vocês todos, saiam dessa casa. Não quero ver nenhum de vocês aqui. (caminha em direção a porta e a abre) VERÔNICA – Você não pode expulsar minha filha dessa casa. Ela tem direitos de ficar assim como você. FELIPE – Infelizmente ela tem. Mas vou tratar de resolver isso com meu advogado e já. Você vai lá em cima, prepara as suas coisas, e sai dessa casa. Leva só as suas coisas, as da Alice ficam. LUANA – Eu não vou deixar minha filha. FELIPE – Vai. Eu vou tomar a guardar dela de você. Não vou deixar que vocês corrompam minha filha. VERÔNICA – Se minha filha vai embora, ela vai levar a filha dela. FELIPE – Ninguém vai levar a Alice daqui. Se vocês não saírem agora, vou chamar a polícia. Aí o seu filho bandido, com a quadrilha inteira, irão todos parar na cadeia. FREDERICO – (preocupado) O que está acontecendo, Paula? PAULA – Eu não sei papai. O Pedro amanheceu chorando, e Carla não deu a mínima para o filho. E agora está enfurnada no quarto. FREDERICO – E como é que está o menino? PAULA – Chorando muito, e com febre. FREDERICO – O que está acontecendo com sua irmã, para deixar o menino dessa maneira? Ela está no quarto? PAULA – Está. FREDERICO – Eu vou lá. (Frederico corre para o quarto) Filha, sou eu, o papai. Deixa eu entrar filha? (ela não responde, e ele continua batendo na porta) O Pedro está ardendo em febre, e não para de chorar. Vamos ver o que ele está sentindo filha? Carla, você está me ouvindo? (ela continua sem responder, apenas deitada na cama, com os olhos fechados e chorando, Frederico volta para sala) Ela não abriu. JUNIOR – Não podemos deixar o menino assim. Se a Carla não quer ver o filho, temos que levar ele para o hospital. FREDERICO – Ele está certo. Vem comigo Paula. (pega o Pedro dos braços dela) Vamos leva-lo ao hospital, depois resolvemos o assunto da Carla. PAULA – Mas as coisas dele, está no quarto. JUNIOR – Vocês podem pegar o da Ana. Eu vou lá em cima pegar. (Junior entrega Ana para a Paula, e corre para o quarto. Tempo depois, ele volta para a sala com as coisas da Ana) PAULA – Obrigada Junior. Você fica com a Carla. Se ela decidir descer, avisa que a gente levou o Pedro para o hospital. JUNIOR – Pode deixar. (Paula e Frederico saem. Junior decide ir lá em cima, até o quarto da Carla. Coloca o ouvido na porta, mas não bate. Decide voltar para sala, pega o telefone e faz uma ligação. Após fazer uma ligação, rapidamente Camila aparece na casa da Carla) CAMILA – O que foi que houve Junior? JUNIOR – Eu não sei. Eu liguei para você, porque sendo a melhor amiga dela, talvez descubra o que está acontecendo. CAMILA – Ela está no quarto? JUNIOR – Está. (Camila corre para o quarto) CAMILA – Carla? Abre a porta amiga. Eu vim te ajudar, deixa eu entrar. (Carla ouve a voz da amiga, se levanta da cama, e corre para abri-la. Ela puxa Camila rapidamente para dentro do quarto, e logo em seguida, fecha a porta) O que está acontecendo amiga? CARLA – Me abraça, Camila. (Camila a abraça, e Carla cai no choro) CAMILA – O que houve amiga? Por que você está assim, nervosa? CARLA – Eu tenho um filho do meu próprio irmão, Camila. Engravidei do meu próprio irmão.

Continua no Capítulo 61...

AVISO: devido o recesso que ocorrerá entre os dias 24/12/2018 a 06/01/2019 aqui na CyberTV, os capítulos de No Rumo da Vida só voltarão a ser exibidos a partir do dia 07/01/2019. Sendo assim, caros leitores, até Janeiro com as emoções finais e o inicio de Sua Canção! Boas Festas à todos!
← Capítulo anterior
Capítulo 59
← anterior
Próximo capítulo →
Capítulo 61
próximo →
Índice de capítulos
Ver obra completa →
Cap. 1 Capítulo 1 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 4 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 8 Cap. 9 Capítulo 9 Cap. 10 Capítulo 10 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 12 Cap. 13 Capítulo 13 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 15 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 17 Cap. 18 Capítulo 18 Cap. 19 Capítulo 19 Cap. 20 Capítulo 20 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo 32 Cap. 33 Capítulo 33 Cap. 34 Capítulo 34 Cap. 35 Capítulo 35 Cap. 36 Capítulo 36 Cap. 37 Capítulo 37 Cap. 38 Capítulo 38 Cap. 39 Capítulo 39 Cap. 40 Capítulo 40 Cap. 41 Capítulo 41 Cap. 42 Capítulo 42 Cap. 43 Capítulo 43 Cap. 44 Capítulo 44 Cap. 45 Capítulo 45 Cap. 46 Capítulo 46 Cap. 47 Capítulo 47 Cap. 48 Capítulo 48 Cap. 49 Capítulo 49 Cap. 50 Capítulo 50 Cap. 51 Capítulo 51 Cap. 52 Capítulo 52 Cap. 53 Capítulo 53 Cap. 54 Capítulo 54 Cap. 55 Capítulo 55 Cap. 56 Capítulo 56 Cap. 57 Capítulo 57 Cap. 58 Capítulo 58 Cap. 59 Capítulo 59 Cap. 60 Capítulo 60 Cap. 61 Capítulo 61 Cap. 62 Capítulo 62 Cap. 63 Capítulo 63 Cap. 64 Capítulo 64 Cap. 65 Capítulo 65 Cap. 66 Capítulo 66 Cap. 67 Capítulo 67 Cap. 68 Capítulo 68 Cap. 69 Capítulo 69 Cap. 70 Capítulo 70 Cap. 71 Capítulo 71 Cap. 72 Capítulo 72 Cap. 73 Capítulo 73 Cap. 74 Capítulo 74 Cap. 75 Capítulo 75 NOVO
Comentários do capítulo
Faça login para comentar