"Todos da Mesma Família"
(quando Frederico continuava explicando sua história com Felipe para Carla, a mesma, estava tenta absorver a informação, já que ela e Felipe são irmãos, e a curta relação que eles viveram resultou em uma gravidez, trazendo Pedro ao mundo) FREDERICO – Eu conheci a mãe dele, na época da faculdade. Tivemos um curto relacionamento, até cada um ir para o seu canto. Eu soube da existência dele tem pouco tempo também. Mas se eu quero recomeçar com vocês, tenho que contar toda a verdade. Então vocês tem que saber, que eu tenho um outro filho. CARLA – (chocada) Ele é seu filho? FREDERICO – É! CARLA – (começa fica nervosa, levanta do sofá rapidamente, e começa a chorar) Não é verdade. Não pode ser. FREDERICO – (se levanta) Mas nunca trair a mãe de vocês. Na época, eu nem a conhecia ainda. Só quando meu namoro com essa garota terminou, que fui conheci a mãe de vocês. CARLA – Seu filho. Meu irmão. FREDERICO – É. Meio que seu meio-irmão. CARLA – (em choque) Porque o senhor está fazendo isso?! FREDERICO – O que houve filha? (confusa ao vê-la chorando naquele estado) (Karina e Lucas chegam sem nenhum barulho) LUCAS – Será que alguém sentiu nossa falta? KARINA – Não sei. Sei que adorei o nosso dia. LUCAS – Também. (os dois se beijam) Vamos lá para o quarto, terminar esse dia embaixo do chuveiro? KARINA – Daqui a pouco. Vou logo na cozinha. Pode ir subindo que logo subo em seguida. LUCAS – Está bem. Não demora. (outro beijo, e depois Karina vai para a cozinha, e Lucas para o seu quarto) FREDERICO – (preocupado por ver a filha naquele estado de choque) O que está acontecendo filha? CARLA – (começa andar pela sala) A vida não pode ser tão dura assim comigo. Ela não pode. (Frederico se aproxima dela, mas Carla logo o impede de toca-la. Chorando e nervosa, sobe as escadas, até seu quarto, direto para o banheiro, Frederico logo atrás) FREDERICO – O que está acontecendo filha? Carla? O que houve? JUNIOR – Algum problema? (entrando no quarto) Parece que ouvi a Carla chorando? FREDERICO – Eu não sei. Carla começou a chorar do nada, e veio correndo para o banheiro. Carla, abre a porta filha? Conta para mim o que está acontecendo. JUNIOR – Acho melhor chamar a Paula, ela sendo irmã, talvez descubra o que está acontecendo. (saindo do quarto) FREDERICO – Obrigado. (Frederico continua batendo na porta do banheiro) Filha, deixa eu entrar? Conta para mim o que está acontecendo? (Carla está no chão, abraçando suas pernas, chorando) (Camila e Adriana estão na cozinha conversando ainda sobre o assunto Junior/Ana) CAMILA – É, acho que agora o Junior tem chances de ficar com a filha dele. ADRIANA – Eu sempre achei. Ninguém vai tirar a Ana dele. Não vou permitir. CAMILA – Por que essa determinação toda em ajudar o Junior? ADRIANA – Eu devo isso para Joana. CAMILA – Você deve isso ou porque você ainda gosta do Junior? ADRIANA – Eu não sinto nada pelo Junior, Camila. E antes que você comece, vou me deitar. Hoje foi um dia muito cansativo para mim. CAMILA – Acho bom mesmo, que amanha você tem faculdade. Não vai perder essa oportunidade, Adriana. ADRIANA – (brinca) Eu sei mamãe, eu sei. Boa noite. CAMILA – (rindo) Boa noite.Amanhecendo...
(Miguel está no quarto de Karina. Ela está terminando de arrumar sua mala, e ele está sentado na cama, ao lado da mala dela) KARINA – Então você quer ficar mais um pouco? MIGUEL – Quero. Estou procurando uma pessoa. KARINA – Essa pessoa se chama Carla? MIGUEL – Ela mesma. Tenho certeza que ela voltou para o Rio. Mesmo a madrinha dela dizendo que não, ela está aqui. KARINA – Boa sorte então em sua busca maninho. Eu tenho que resolver umas coisas lá na empresa, por isso não posso ficar mais. MIGUEL – Não se preocupa, pode ir tranquila. (Carla está na sala amamentado Ana, e Junior está na cozinha, lavando as louças. Pedro acorda chorando no quarto e Paula vem trazendo ele para a Carla, ver o que ele tem. Mas quando Carla olha para o menino, ela se sente enojada, repulso e não quer segurá-lo) PAULA – O que foi Carla? Você não quer segurar seu filho? KARINA – Vamos? LUCAS – Pode ir indo amor. Só terminar aqui de amarrar meus sapatos. KARINA – Está bem. Vou estar te esperando lá em baixo. (o beija e depois desce. Minutos depois, Verônica entra no quarto) VERÔNICA – Antes de ir, preciso falar uma coisa com você. LUCAS – Eu sei sobre o que é, mãe. Não se preocupa, mês que vem começo a mandar a mesada da senhora. VERÔNICA – Eu não quero mais que você fique desviando dinheiro da empresa. (ela termina a frase, e Karina entra no quarto) KARINA – Era você? Você quem estava desviando dinheiro da empresa, Lucas? LUCAS – (surpresa) Karina? Você está quanto tempo atrás da porta? KARINA – Diz que não é verdade o que acabei de ouvir, Lucas? Que não era você quem estava roubando a empresa que meu pai e meu tio criaram? (começa a se aproximar dele e ficar com raiva ao mesmo tempo) Diz que não é verdade Lucas? Diz na minha cara que o que eu acabei de ouvir é mentira? (nervosa e com raiva, começa a bater nele. Ele não revida, e aceita os tapas. Ela para e se afasta dele, deixando-o se explicar) VERÔNICA – (tenta explicar a situação) Acho que você ouviu mal querida... KARINA – (ignora Verônica) Você não vai se defender ou vai deixar sua mamãezinha te defender? Ou vai dizer também, que isso que eu ouvi, é mentira também? LUCAS – Não. É tudo verdade. KARINA – (explode) Seu canalha, bandido, desgraçado... (começa a bater nele novamente) Você me enganou, me traiu. Canalha. Como você pode fazer isso comigo. (para de bater) LUCAS – Desculpa amor. VERÔNICA – Melhor deixar vocês conversarem. (sai do quarto) LUCAS – Desculpa amor, eu vou contar tudo para você. KARINA – Não me chama de amor. LUCAS – Eu nunca quis te roubar. Nunca quis machucar você. KARINA – É o que você está fazendo agora. Você me enganou. Me roubou. Nem sei se o nosso casamento foi verdadeiro. LUCAS – Foi. Isso foi. Eu te amo de verdade, Karina. KARINA – Então porque você me roubou, hã? Sua família não é rica? Sua família? Claro, sua família que mora na Europa e que você nunca quis me apresentar, porque são muito ocupados, na verdade não existem. Porque sua mãe é essa mulher que acabou de sair. Era para ela que você ficava mandando o dinheiro que desviava da empresa?! Para que hein? (Lucas não responde) Responde canalha. (começa a bater nele, mas logo para) Estou com uma raiva de você. LUCAS – Vamos conversar. Eu prometo de contar tudo. KARINA – Não quero saber mais nada de você. (tira a aliança do dedo) Eu vou voltar pra São Paulo sozinha. (joga a aliança em cima dele) Não se preocupa, vou fazer o favor de mandar suas coisas para você. LUCAS – Não faz isso Karina? Vamos conversar, eu te amo. KARINA – (grita) Para de mentir. Agradeça, que eu não vou contar para o Felipe, que você é o responsável. Mesmo que eu deva. Eu só quero que você nunca mais apareça em minha vida. LUCAS – Eu vou morar aonde? KARINA – Você não tem sua mãe aqui? Mora com ela e me esquece. Ou não vou me arrepender e vou contar tudo, e você vai sair direto daqui para a cadeira. (Karina sai do quarto, e ele senta na cama chorando) MIGUEL – Eu vou com vocês até o aeroporto. KARINA – Vou voltar pra São Paulo sozinha Miguel! MIGUEL – Mas e o Lucas? KARINA – O Lucas vai ficar aqui, na casa da mãe dele. (olha para Verônica, que disfarça ao olhar para a Luana) MIGUEL – Mãe dele? Mas os pais dele, não moram na Europa? KARINA – É, só que descobri que eles se mudaram para o Rio. MIGUEL – Então porque você não fica, assim conhecemos a família dele. KARINA – Não quero, quer dizer, não posso. O pessoal precisa de mim lá. Vamos, se você vem, está na hora. Tchau tia, desculpa está indo embora assim tão depressa. VIVIANE – Eu entendo, filha. Boa viagem. KARINA – Obrigada. MIGUEL – Eu te ajudo com essa bolsa. (Miguel pega a mala de Karina e caminha em direção aporta) KARINA – Obrigada. Tchau a todos. VERÔNICA – Tchau. LUANA – Tchau, Karina. (Miguel e Karina vão embora, Viviane vai até a cozinha, e Lucas vem descendo as escadas) VERÔNICA – O que foi que houve lá em cima? LUCAS – Acabou tudo. Satisfeita? (Carla levanta do sofá, e se distância um pouco da Paula, e do filho que continua chorando) CARLA – Claro que não, Paula. PAULA – Então segura o Pedro, não ver que ele está sentido alguma coisa. CARLA – Estou amamentando a Ana agora, será que você pode ver o que ele tem para mim. PAULA – Carla, eu não sou a mãe dele. Você que tem que ver o que seu filho está sentido. (Junior termina de lavar as louças, e vai até a sala) JUNIOR – Eu já terminei aqui Carla, você pode me entregar ela agora. (Carla entrega Ana para o Junior, e Paula vai até ela, entregar Pedro. Ela demora um pouco para receber o menino, Paula insiste, e o coloca nos braços dela. Carla não olha para o menino, mantém seu rosto ao lado oposto de Pedro) PAULA – O que está acontecendo Carla? Parece que não quer segurar seu filho? (Carla segura o menino, mas não olha para ele. Ela não aguenta mais, e entrega o menino de volta para a Paula, que ainda não parou de chorar) CARLA – Eu não consigo. Desculpa, mas eu não consigo. (corre para o quarto chorando) PAULA – Carla, o que houve? O Pedro ainda está chorando, Carla? JUNIOR – Acho que o que está acontecendo tem haver com a conversa que ela teve com o pai ontem. PAULA – Ela não quis me contar ontem, mas hoje vou descobrir o que está acontecendo. O menino está sentido alguma coisa, ela tem que ver o que está acontecendo. (vai atrás dela) VERÔNICA – Vocês se separaram? LUCAS – O que a senhora acha? Perdi a pessoa que mais amava na vida. VERÔNICA – Você não pode deixar isso acontecer. Corre atrás dela, e luta pelo o seu casamento. Você não ver o que vamos perder, se esse casamento terminar? LUCAS – Será que só pensar em você mesma? Não ver que não tem mais jeito. A Karina descobriu tudo, acabou mamãe, chega de receber dinheiro. (Felipe chega no exato momento que Lucas pronuncia está frase) FELIPE – Chega de receber que dinheiro Verônica? E o que está acontecendo aqui? (todos ficam sem palavras. Luana se aproxima dele, tentando disfarçar) LUANA – Chegou amor? (tenta beijá-lo) FELIPE – (se afastando dela) Cheguei. E queria entender o que está acontecendo aqui? Eu ouvi você chamar a Verônica de mãe? E que dinheiro é esse que você vai parar de mandar para ela? LUCAS – Já perdi tudo mesmo. VERÔNICA – (vendo que Lucas iria contar a verdade, começa ficar nervosa, e tenta inventar algo) Não acredita nele Felipe, ele enlouqueceu. LUCAS – Enlouqueceu a senhora, em querer manter isso. Ela é minha mãe Felipe, e era eu quem estava desviando dinheiro da empresa. (Carla se trancou no quarto, e Paula está na porta, tentando entrar, Pedro continua chorando) PAULA – Carla abre a porta? Olha só como o Pedro está chorando? Ele está sentido alguma coisa Carla. (Pedro chora muito. Se Paula colocasse a mão na cabeça dele, perceberia que ele está mais quente que o normal) Se você não abrir essa porta, vou ter que pedir para o Junior arromba-la, Carla. O que está acontecendo minha irmã? Por que você não quer olhar seu filho? CARLA – (chorando) Sair daqui, Paula!!! Eu não consigo. Leva ele daqui. Eu não consigo, eu não consigo. (Paula vendo que agora está acontecendo alguma coisa, decide voltar para sala) PAULA – Você segura ele aqui por favor Junior? JUNIOR – Calma aí. (Junior segura a Ana, com cuidado em um braço, e com o outro recebe Pedro da Paula. Paula pega seu celular e faz uma ligação) Para quem você vai ligar? PAULA – Para o papai. (Junior estranha algo no Pedro, e encosta, sua bochecha no rosto do menino, e percebe que ele está com febre) JUNIOR – Paula, o menino está ardendo em febre? PAULA – O quê? (Paula corre para conferir, colocar a mão no menino, e confirma) JUNIOR – Você não percebeu isso? PAULA – Não. Alô, papai. Corre para cá, a Carla pirou, e o Pedro está ardendo em febre. E eu não sei o que fazer. FELIPE – Seu canalha. (dar um murro na cara dele) Você estava roubando a empresa do meu pai. (Luana o segura, e o impede de dar outro em Lucas) LUCAS – Era eu sim. Eu casei com sua prima por interesse. E esses anos todo, fiquei mandando esse dinheiro, para ela. VERÔNICA – Mentira, Felipe. Não me coloca nessa história seu ladrão. LUANA – É verdade. Felipe. FELIPE – (chocado) Você sabia? LUANA – Não. Quer dizer, soube tem pouco tempo também. FELIPE – Claro, vocês tudo fazem parte da mesma família. São um bando de golpistas. LUANA – Eu não fazia parte desse plano, Felipe. VERÔNICA – Minha filha não tinha ideia disso Felipe. Deixa ela fora. FELIPE – Está confessando então? Sua filha é uma golpista também ou vai me dizer, que o nosso casamento não foi por interesse, Luana? LUANA – Claro que não, a gente se casou, por que a gente se ama. FELIPE – Não vem com essa. Eu quero que vocês todos, saiam dessa casa. Não quero ver nenhum de vocês aqui. (caminha em direção a porta e a abre) VERÔNICA – Você não pode expulsar minha filha dessa casa. Ela tem direitos de ficar assim como você. FELIPE – Infelizmente ela tem. Mas vou tratar de resolver isso com meu advogado e já. Você vai lá em cima, prepara as suas coisas, e sai dessa casa. Leva só as suas coisas, as da Alice ficam. LUANA – Eu não vou deixar minha filha. FELIPE – Vai. Eu vou tomar a guardar dela de você. Não vou deixar que vocês corrompam minha filha. VERÔNICA – Se minha filha vai embora, ela vai levar a filha dela. FELIPE – Ninguém vai levar a Alice daqui. Se vocês não saírem agora, vou chamar a polícia. Aí o seu filho bandido, com a quadrilha inteira, irão todos parar na cadeia. FREDERICO – (preocupado) O que está acontecendo, Paula? PAULA – Eu não sei papai. O Pedro amanheceu chorando, e Carla não deu a mínima para o filho. E agora está enfurnada no quarto. FREDERICO – E como é que está o menino? PAULA – Chorando muito, e com febre. FREDERICO – O que está acontecendo com sua irmã, para deixar o menino dessa maneira? Ela está no quarto? PAULA – Está. FREDERICO – Eu vou lá. (Frederico corre para o quarto) Filha, sou eu, o papai. Deixa eu entrar filha? (ela não responde, e ele continua batendo na porta) O Pedro está ardendo em febre, e não para de chorar. Vamos ver o que ele está sentindo filha? Carla, você está me ouvindo? (ela continua sem responder, apenas deitada na cama, com os olhos fechados e chorando, Frederico volta para sala) Ela não abriu. JUNIOR – Não podemos deixar o menino assim. Se a Carla não quer ver o filho, temos que levar ele para o hospital. FREDERICO – Ele está certo. Vem comigo Paula. (pega o Pedro dos braços dela) Vamos leva-lo ao hospital, depois resolvemos o assunto da Carla. PAULA – Mas as coisas dele, está no quarto. JUNIOR – Vocês podem pegar o da Ana. Eu vou lá em cima pegar. (Junior entrega Ana para a Paula, e corre para o quarto. Tempo depois, ele volta para a sala com as coisas da Ana) PAULA – Obrigada Junior. Você fica com a Carla. Se ela decidir descer, avisa que a gente levou o Pedro para o hospital. JUNIOR – Pode deixar. (Paula e Frederico saem. Junior decide ir lá em cima, até o quarto da Carla. Coloca o ouvido na porta, mas não bate. Decide voltar para sala, pega o telefone e faz uma ligação. Após fazer uma ligação, rapidamente Camila aparece na casa da Carla) CAMILA – O que foi que houve Junior? JUNIOR – Eu não sei. Eu liguei para você, porque sendo a melhor amiga dela, talvez descubra o que está acontecendo. CAMILA – Ela está no quarto? JUNIOR – Está. (Camila corre para o quarto) CAMILA – Carla? Abre a porta amiga. Eu vim te ajudar, deixa eu entrar. (Carla ouve a voz da amiga, se levanta da cama, e corre para abri-la. Ela puxa Camila rapidamente para dentro do quarto, e logo em seguida, fecha a porta) O que está acontecendo amiga? CARLA – Me abraça, Camila. (Camila a abraça, e Carla cai no choro) CAMILA – O que houve amiga? Por que você está assim, nervosa? CARLA – Eu tenho um filho do meu próprio irmão, Camila. Engravidei do meu próprio irmão.Continua no Capítulo 61...
AVISO: devido o recesso que ocorrerá entre os dias 24/12/2018 a 06/01/2019 aqui na CyberTV, os capítulos de No Rumo da Vida só voltarão a ser exibidos a partir do dia 07/01/2019. Sendo assim, caros leitores, até Janeiro com as emoções finais e o inicio de Sua Canção! Boas Festas à todos!