"Decisão Tomada"
FREDERICO – Estou ouvindo. THOMAS – Bem, eu vou me casar daqui algumas umas semanas e vou embora depois disso. Esses últimos meses estava orientando minha irmã a administrar à empresa, mas ela realmente não leva jeito para isso. Provavelmente, em uma semana teria falido à empresa. FREDERICO – (ri) Verdade. Mas não estou entendo, onde você quer chegar? THOMAS – Quero que você assuma à presidência da empresa, Frederico! (Adriana está na sala, e não tira os olhos do celular) ADRIANA – Eles estão demorando? HILDA – (caminha em direção à Adriana) Muito obrigada, filha. ADRIANA – A senhora não tem que me agradecer, e sim à Carla, ela quem salvou sua neta. HILDA – Mas você trouxe ela até nós. Muito obrigada mesmo assim. O Junior pode não acreditar, mas, tudo que aconteceu, estava predestinado já. ADRIANA – O que a senhora quer dizer? HILDA – Só fica perto dele, tá. Ele vai precisar muito de você do que vem por aí! (Adriana não entende o que Hilda quis dizer, e antes que perguntasse algo, celular de Hilda toca) São eles. Oi, filho. A Carla está amamentando-a?! Que bom. Não se preocupa. Deixa amentando, não importa se voltar para casa só amanhã. Importa que ela fique bem. Está bem, estaremos te esperando. (desliga) ADRIANA – Então? HILDA – Carla está dando de mamar para Ana. Depois a médica vai examina-la e decidir se voltam ou não para casa. ADRIANA – Espero que eles voltem hoje mesmo! (Luana está dando de mamar para Alice, e Verônica está com ela no quarto) VERÔNICA – Cada vez mais parecida com você! LUANA – A senhora acha mesmo? Sei lá, às vezes fico olhando para ela e fico procurando algum traço, alguma característica que se pareça comigo! VERÔNICA – O seu cabelo é igual ao dela! Os olhos... LUANA – (mudando de assunto) A senhora sabe que o Felipe virou cantor? VERÔNICA – Fiquei sabendo dessa história. Fala sério, ele acha que terá algum futuro seguindo esse rumo. Ele devia é pedir perdão para Viviane, e voltar a administrar à empresa, que por direito é dele. LUANA – Não sei não! Felipe me pareceu tão mudando, diferente, distante... VERÔNICA – Claro pelo tempo que ele ficou fora, você sinta uma certa distância entre vocês. Mas, nada impede agora, que você recuperou seu corpo, e seduzi-lo de novo. LUANA – Duvido muito que Felipe possa sentir algo por mim novamente. VERÔNICA – Eu não! Você é linda minha filha, e além do mais, você tem a menina agora para aproximá-lo de você. LUANA – É, eu vi o jeito que Felipe olhou para ela. (Luana fica séria) VERÔNICA – O que foi agora, hein? Em que você pensou? LUANA – E se o Felipe exigir um teste de paternidade com a Alice? VERÔNICA – Essa de novo. Eu não pedi para você que esquecesse isso. Se você pensar, você vai atrair mais esses pensamentos, tanto para você, como para o Felipe. Vai que Felipe nem se lembra mais dessa história. LUANA – Felipe não esqueceria algo assim. E também, se ele pedisse um teste, essa dúvida também sairia da minha cabeça. VERÔNICA – Não acredito que você tenha dúvida sobre a paternidade da Alice?! Seja sincera comigo filha. Você tem se encontrado com aquele rapaz, não tem? (Luana demora um pouco para responder) Seu silêncio respondeu... LUANA – Não, não tenho mais me encontrado com ele. Fiz o que a senhora pediu. VERÔNICA – Então aproveita, e esquece essa história. Felipe é o verdadeiro pai desta criança e ponto final. (Cláudio e Camila estão vendo um filme) CLÁUDIO – Sua amiga, cadê? CAMILA – Está na casa da Carla. Estranho que até agora ainda não voltou! CLÁUDIO – Você acha que ela fugiu de novo? CAMILA – Acho que não. Elas devem estar colocando o papo em dia. CLÁUDIO – Então, deve chegar a qualquer momento! CAMILA – Provavelmente. CLÁUDIO – Que pena! CAMILA – Por que? CLÁUDIO – Queria tá fazendo algo agora, mas tenho medo de sua amiga chegar e nós flagrar aqui. CAMILA – Seu pervertido... (se afasta dele, dar um tapa de leve em seu ombro e sorrir)... então isso de ficar abraçadinhos no sofá, assistindo filme, era só um pretexto? CLÁUDIO – Bem, não estava me referindo a isso, você quem pensou... (volta abraça-la) E, se você tivesse deixado continuar o que estava falando, entenderia que o que eu queria fazer com você era apenas isso. (a puxa para perto e a beija, segundos depois ele encerra o beijo) Então, vamos continuar vendo o filme ou... CAMILA – Acho que fazer isso tá melhor que o filme. (o beija) (Junior chega em casa, com sua filha) JUNIOR – Olha só quem voltou!? HILDA – Oh minha neta. JUNIOR – Você quer ver a vovó filha? (entrega para Hilda) HILDA – Ela está bem mais esperta, filho. JUNIOR – É. Obrigado, Carla. CARLA – Que isso. Filha da Joana, minha melhor amiga. Era o mínimo que eu podia fazer. ADRIANA – Eu posso ver. (Adriana se aproxima de Hilda) Ela é linda. (Junior pega Ana de volta) JUNIOR – Colocar ela para dormir. HILDA – Deixa que eu coloco filho. (pega ela novamente de Junior) Boa noite meninas. (sobe para o quarto) CARLA – Boa noite. ADRIANA – Boa noite. CARLA – Bem, acho que está na hora de irmos, né Adriana?! O Pedro deve está enlouquecendo à Paula querendo comer. JUNIOR – É o nome do seu filho? CARLA – É. JUNIOR – Bonito nome. CARLA – Obrigada. Quem sabe o Pedro e a Ana, não sejam amigos quando crescerem?! JUNIOR – Talvez. Se a gente voltar para o Rio de novo. ADRIANA – Vocês vão embora? JUNIOR – Eu iria ficar mais um pouco, espera à Ana sair do hospital, mas como ela saiu hoje, talvez amanhã mesmo mudaremos. (Adriana fica meio triste ao ouvir isso) CARLA – Pena. JUNIOR – A Joana iria gostar dessa ajuda que vocês estão dando. CARLA – Certamente sim. Temos que ir agora, mas, se precisar novamente estamos aqui. JUNIOR – Obrigado novamente, Carla. Nem sei o que faria, se não fosse a ajuda de vocês. (Junior abraça a Carla dessa vez, e as acompanha até à porta. No caminho até a porta, ele e a Adriana, não se olham e nem se falam) CARLA – Tchau, Junior. JUNIOR – Tchau. (elas vão embora, Junior entra e sobe para o quarto ver a filha) THOMAS – Então, aceita minha proposta? FREDERICO – Eu não sei, Thomas. Não sei se sou a pessoa certa para fazer isso. (Beatriz vem descendo as escadas) THOMAS - Você tem até amanhã para me dar uma resposta. Se minha irmã te deu uma chance, porque eu não! BEATRIZ – Pronto. O Samuka já está na cama. Então, sobre o que vocês conversavam? THOMAS – Nada demais minha irmã. Bem acho que já vou indo. Tenho que resolver uma papelada amanhã na empresa. FREDERICO – Eu também acho que já vou. THOMAS – Quiser te dou uma carona? FREDERICO – Obrigado. BEATRIZ – Ah, que pena. Pensei que ficaria conversando um pouquinho com você dois sem nenhuma briga no meio. THOMAS – Isso era no passado, agora, parece ser diferente. BEATRIZ – Bom ver vocês se tornando amigos. Então, acompanho vocês até à porta. (Beatriz os acompanha até à porta) THOMAS – Tchau, irmã. BEATRIZ – Tchau, e eu quero conhecer logo essa mulher. THOMAS – Em breve, você será a primeira à conhece-la. FREDERICO – Tchau. O jantar estava ótimo. BEATRIZ – O próximo quero que traga suas filhas. FREDERICO – Pode deixar.Amanhecendo...
(Luana está dando de amamentar para Alice, quando Felipe bate na porta do quarto) FELIPE – Posso entrar? LUANA – Claro. (Felipe entra, e se aproxima delas) Ver como ela é calminha? FELIPE – Ela é linda. LUANA – Você decidiu? FELIPE – Decidi. Assim que encerrar os shows que estão marcados, irei dar um tempo. LUANA – Você vai voltar para gente então? FELIPE – Eu me apaixonei por essa menina, deste que eu à vi. Não posso deixar que ela cresça sem a presença de um pai. LUANA – (alegre) Ficamos felizes em saber que você vai ficar com a gente. FELIPE – Vou, mas isso não significa que vai ter alguma coisa entre a gente, Luana. Eu não esqueci o que aconteceu entre você e o Sérgio e não esqueci do nosso acordo. LUANA – (alegria logo acaba) Você vai continuar com isso? FELIPE – Eu só me casei com você para ficar perto dela. Eu não te amo Luana, não escondo e você sabe. LUANA – Será que você pode nos dar licença, preciso coloca-la para dormir. FELIPE – Quero que você também saiba, que não vou desistir da música. Eu só irei dar um tempo, mas pretendo retornar. (Felipe aproveita, dar um beijo em sua filha e sai do quarto) CARLA – Fiquei com pena do Junior. Sozinho, ter que cuidar daquela menina. E ainda ela é uma recém-nascida. Precisa de alimento materno, nesses primeiros meses. PAULA – Mas você pode fazer nada Carla, já que ele vai embora hoje. CARLA – Quem sabe eu não posso. (pega seu celular e faz uma ligação) HILDA – Pegou tudo filho? JUNIOR – Peguei. HILDA – O carro da mudança daqui a pouco chega. Eu vou colocar ela para dormir, e quando chegar, você me chama. Quero arrumar tudo, ver se não esquecemos nada. JUNIOR – Claro, mamãe. (feliz) Ela está tão espertinha hoje de manhã, né. HILDA – Graças às meninas. A gente devia deixar elas ver a Ana, antes de irmos. JUNIOR – Melhor não, mamãe. Quando menos ficarem apegadas com ela, mais rápido elas esquecem. HILDA – Você quer que ela esqueça da Ana ou de você? JUNIOR – Do que a senhora está falando? HILDA – Eu vou colocar ela para dormir. (sobe para o quarto e dar um leve sorriso ao subir as escadas) (Roberto entra na sala e encontra Sérgio voando em seus pensamentos) ROBERTO – Voando muito? (Sérgio não escute, ele o cutuca no ombro) Cuidado para não cair! SÉRGIO – Não sei o que fazer da minha vida agora! ROBERTO – Ué, não era você que tinha tudo planejado? Que iria se casar com a Luana, iria trabalhar na área que escolheu, montar sua família... SÉRGIO – Isso era antes de descobrir que eu era um idiota. ROBERTO – Do que você está falando? ADRIANO – (entrando na sala) Ele finalmente percebeu que a Luana gosta do Felipe. ROBERTO – Lógico, se ela não gostasse dele, ela teria terminado o casamento, nesse período que ele saiu de casa. ADRIANO – Só que ele percebeu isso só agora. SÉRGIO – Vocês vão parar de jogar isso na minha cara? ROBERTO – Mas que a gente veio avisando esse tempo todo, isso a gente veio! SÉRGIO – Eu sei. Eu fui um idiota mesmo em não ouvi vocês. ADRIANO – Cara, seja o que você for fazer, você vai sempre poder contar com a gente. ROBERTO – (brinca) Vamos está aqui quando quebrar à cara na próxima vez. ADRIANO – Somos irmãos e irmãos servem para isso, quebrando a cara ou não, vamos estar sempre do seu lado parceiro. SÉRGIO – Valeu.(Junior leva as últimas caixas para o caminhão de mudança, enquanto Hilda está na cozinha com Ana nos braços, verificando se não esqueceu nada. Junior entra na cozinha) HILDA – Levou tudo filho? JUNIOR – Acho que sim mamãe. HILDA – Ok. Eu também estou vendo aqui, e acho que não estamos esquecendo nada. Já olhou nos quartos? JUNIOR – Já. Não esquecemos nada neles também! HILDA – Ok. Então, segura aqui a Ana, que vou instruir o motorista, para onde levar as nossas coisas. JUNIOR – A senhora não vai com ele? HILDA – Iria, se fosse sozinha. Mas como vocês vão, iremos depois. JUNIOR – Então tá. (Hilda entrega Ana para o Junior, e vai até lá fora, falar com o motorista... como à porta estava aberta, Adriana vai entrando na sala, e encontra Junior caminhando ao redor dela, conversando com sua filha) JUNIOR – Cidade nova filha. Vida nova. Não se preocupa, vai dar tudo certo para gente. Vamos recomeçar longe daqui. ADRIANA – Você é um ótimo pai, Junior! JUNIOR – (surpreso) Adriana? O que está fazendo aqui? ADRIANA – Vim te fazer uma proposta. E peço que você escute com calma.
Continua no Capítulo 55....