Widcyber
👁 0
Tamanho 18
Fonte
Tema
0% lido
No Rumo da Vida
Capítulo 43 de 75
Capítulo 43
✍️ Anderson Silva ·📅 12 Nov. 2018 ·👁 0 leituras

"Casamento Negado"

VERÔNICA – (irônica) Faltava apenas você para reunião, querido. FELIPE – O que o Fred faz aqui? VERÔNICA – Ele é o nosso convidado especial, não poderia faltar nesta noite. FELIPE – E qual o motivo disso? Estamos comemorando alguma coisa? VIVIANE – (se aproxima de Felipe, antes que Verônica falasse mais alguma coisa) É apenas um jantar filho. Eu convidei o Frederico, porque como ele é novo na cidade, e vocês se deram muito bem, achei que não teria nenhum problema. FELIPE – O Fred é bem vindo nesta casa. Bom, vou tomar um banho, e desço. (Felipe sobe para o quarto, e os outros esperam na sala) (Diego e Carla estão sentados à mesa um frente ao outro, esperando Rosário terminar o jantar. Paula entra na cozinha, senta ao lado da irmã e a percebe meio triste) PAULA – Está tudo bem? (Carla confirmar com a cabeça) Você parece triste? ROSÁRIO – Pronto. (apaga o fogo do fogão) Vai chamar sua irmã Diego. ROBERTA – (entrando na cozinha) Não precisa, cheguei já. CARLA – Quer ajudar para servir madrinha? ROSÁRIO – Não precisa filha. ROBERTA – O que você tem Carla? (também percebe ela triste) CARLA – Tenho nada gente. DIEGO – Será que vocês duas podem deixar a Carla um pouco. (Paula e Roberta continuam desconfiada, mas param de fazer perguntas) (Todos estão na cozinha agora jantando) FREDERICO – Sua mãe era muito boa em matemática na época. PAULO – Continua sendo, porque quando eu tinha dúvida nos deveres da escola, era sempre para ela que eu procurava ajuda. FREDERICO – E o pai de vocês? PAULO – Nosso pai não tinha tempo para família dele. VERÔNICA – Não é verdade Paulo. O Fernando, nunca deixou vocês desamparado. Sempre que tinha um problema, era ele quem resolvia. PAULO – Mas cadê ele quando era nosso aniversário? Nos dias dos pais? Natal? Passeio nos fins de semanas? Em nenhum desses momentos ele estava lá. VIVIANE – Filho, Fernando foi um ótimo para vocês. FELIPE – A senhora que acha. VERÔNICA – Mas não vamos falar nisso, né verdade. FELIPE – Você tem filhos Fred? FREDERICO – Tenho. Tenho duas meninas da primeira relação. E descobri recentemente, que tenho mais um filho. FELIPE – Eles moram no rio? FREDERICO – As meninas, acredito que ainda moram. Reencontrei uma, dias atrás. FELIPE – E o rapaz? FREDERICO – Ele mora. Só que ele não sabe que eu sou o pai dele... ainda. (olha para Viviane) LUANA – E por que você ainda não o procurou? FREDERICO – Estou esperando o momento certo. Não é todo dia que encontramos um filho por aí. VIVIANE – (tentando mudar de assunto) Reparou como sua esposa está linda Felipe? FELIPE – Não. Nem reparei. FREDERICO – Como não reparar com uma garota linda dessa. Você tem muita sorte, em ter escolhido ela como sua esposa Felipe. LUANA – Obrigada pelo elogio. VERÔNICA – Tem a quem puxar. FREDERICO – (provoca Verônica) Sabia que conheci seu pai, Luana. LUANA – Sério? A mamãe, nunca me falou dele. FREDERICO – A gente pode marcar qualquer dia, e conto tudo que você quiser saber sobre ele. (Verônica não gosta do rumo desta conversa) VERÔNICA – Se ela quiser saber algo sobre o pai, ela vai perguntar a mim. FREDERICO – Verdade, afinal, você era casado com ele, até o falecimento dele. PAULO – Impressão minha ou desde que começou esse jantar, que está rolando uma tensão entre vocês? (todos se calam, até o celular de Felipe tocar) FELIPE – Desculpe, tenho que atender. É da empresa. Oi! (levanta da mesa) PAULO – Papai fazia o mesmo. Todo telefonema da empresa, ele saia. Querem apostar como ele não volta mais? FREDERICO – Seu irmão só precisa de um tempo. (Estão terminando de jantar, Carla continua triste, mas disfarçando, Paula e Roberta continuam desconfiadas, e Diego continua encarando Carla) ROSÁRIO – Amanha tenho que recebe uns fornecedores, e preciso que você vá cedo para o comercio Diego. Preciso de alguém lá para receber a mercadoria. DIEGO – Ok mamãe. ROSÁRIO – (olha para a Carla, que quase não comeu nada) Está tudo bem filha? Você mal tocou na comida. DIEGO – É que, ela deve está nervosa, com a novidade. PAULA – (curiosa) Que novidade? DIEGO – Anda meu amor, conta para elas. ROBERTA – (surpresa) Meu amor??? PAULA – Que novidade é essa Carla? DIEGO – Anda amor... ou você prefere que eu mesmo conte? (Carla olha para ele, tentando esconder a mistura de nojo, raiva e medo... olha para baixo novamente, limpa uma lágrima que saiu) Ficou emocionada. Então tá, eu conto. (fica em pé) Eu e a Carla estamos namorando família. PAULA – O quê?? DIEGO – E como a senhora é a responsável por ela agora, eu queria pedir a mão dela em casamento? (caminha em direção a Carla e ajoelha em frente dela) ROSÁRIO – Eu acho que perdi alguma coisa? Isso é sério Carla? PAULA – Não, não é verdade? Diz o que está acontecendo Carla? (Carla não responde nada, continua de cabeça baixa, e começa a chorar) DIEGO – Olha só... (se levanta rapidamente, e fica ao lado dela, fazendo carinho em sua cabeça) ...ficou emocionada. PAULA – Carla, olha para mim! Isso é verdade? Vocês estão namorando? CARLA – (limpa o rosto, levanta a cabeça e olha para a irmã) É verdade Roberta. Eu vou me casar com o Diego. A gente se ama. ROSÁRIO – Como assim? Vocês vão se casar, do nada? DIEGO – Não é do nada mamãe. Desde de criança nos amamos, sempre gostamos um do outro. A Carla pode ter indo embora, mas agora, ela voltou e vamos nos casar. ROSÁRIO – Você não está tomando este passo, por causa dessas crianças está filha? (segura na mão dela, e Carla olha para sua madrinha querendo contar a verdade. Ela quer chorar, mas segura e responde) CARLA – Não madrinha. DIEGO - Nos amamos mamãe, será que é difícil entender isso? ROSÁRIO – É sim meu filho. Eu sei que vocês tiveram um namoro de infância, vocês podem até sentir algo especial um pelo outro. Mas não é amor, pode ser outro tipo de amor, mas não é esse amor, que há entre um homem e uma mulher. DIEGO – A senhora, não aprova nosso casamento? ROSÁRIO – Sinto muito filho, mas não. Até vocês me contarem, por que motivo disso, eu não aprovo. DIEGO – Será que o nosso amor não basta? ROSÁRIO – Não. Você quer dizer alguma coisa filha? (Carla nega com a cabeça, e continua com ela baixa, vendo que não conseguiria segurar o choro, levanta da mesa, e corre para o quarto) PAULA – Carla espera. (se levanta e vai atrás da irmã) DIEGO – Está vendo. O que a senhora fez não aprovado nosso casamento? (Carla se joga em cima da cama, e cai no choro. Paula logo atrás dela, entra e senta ao lado da irmã na cama) PAULA – Agora que estamos só nós duas, você vai me contar que história é essa de casamento! (Frederico e Verônica estão à sós na cozinha conversando) VERÔNICA – Nem pensa em falar nada sobre o pai da Luana. FREDERICO – Por que esse medo, Verônica? Qual o problema a Luana saber sobre o pai dela? FELIPE – (encontra eles) Achei você. Atrapalho alguma coisa? VERÔNICA – Nada querido, já estávamos indo para sala. (todos voltam para à sala) FREDERICO – Bom, está tarde. Meu hotel não é perto daqui, então é melhor ir indo. Obrigado pelo convite Viviane. FELIPE – Você pode vir quando quiser Fred. VERÔNICA – É bom avisar antes. VIVIANE – Eu acompanho você até à porta. FREDERICO – Boa noite para vocês. (na porta) Está vendo como ele gosta de mim. Essa é a oportunidade de você contar para ele. VIVIANE – Preciso me encontrar com você amanhã, no mesmo lugar. FREDERICO – Para quê? VIVIANE – Só apareça amanhã. Boa noite. (fecha à porta e volta para sala) FELIPE – Bem, acho que vou me deitar. Tenho que acordar cedo amanhã. LUANA – Eu também vou. FELIPE – Boa noite, mamãe. (beija o rosto de sua mãe e sobe para o quarto) VIVIANE – Boa noite, filho. LUANA – Boa noite. (caminha apressada até a escada, tentando acompanhar Felipe) PAULO – Eu vou indo também. Tenho uma atividade para resolver ainda. Boa noite. VERÔNICA – Boa noite. VIVIANE – Boa noite. filho. (todos sobem, Verônica e Viviane ficam sozinhas na sala) Você quer que o motorista vá te deixar em casa? VERÔNICA – Não precisa. Eu vi de carro. VIVIANE - Mas não acha perigoso você ir dirigindo essa hora? VERÔNICA – Eu sou boa ao volante. Até amiga, foi ótimo o jantar. VIVIANE – Eu acompanho você até a porta. VERÔNICA – Boa noite. VIVIANE – Boa noite. (Verônica vai embora, e Viviane para não fica sozinha, também decide se deitar e sobe para o quarto)

Amanhecendo...

(Paula levanta primeiro que Carla, quando volta do banheiro, percebe que a irmã já acordou) PAULA – Bom dia. CARLA – Bom dia. PAULA – Você vai contar que maluquice foi aquela de ontem à noite? CARLA – Não tenho tempo, Paula. (se levanta e caminha em direção ao banheiro) Estou atrasada. (vendo que não descobriria nada da irmã, Paula sai do quarto e desce para a sala onde encontra Diego) PAULA – Bom que te encontrei sozinho Diego! Você pode me explicar o que foi que aconteceu ontem? DIEGO – A Carla não explicou para você?! PAULA – Não. DIEGO – Eu e sua irmã nós amamos... PAULA – Isso não é verdade. (interrompe) Você talvez, mas minha irmã não te ama. DIEGO – Olha Paula, eu não estou com tempo para ficar falando do que eu sinto ou deixo de sentir pela sua irmã. (sobe para o quarto, deixando Paula sozinha na sala) (Viviane vem descendo as escadas devagar, mas é surpreendida por Paulo) PAULO – Onde a senhora vai? VIVIANE – O que você está fazendo aí filho? PAULO – Não consegui dormir muito na noite passada, então vi para cá, assistir TV. A senhora ia sair? VIVIANE – Eu vou ver meu amigo. PAULO – O Fred? Por que ele é o único amigo da senhora que eu conheço? VIVIANE – Ele mesmo. Eu não demoro filho. Tchau. (sai antes que Paulo perguntasse mais alguma coisa) PAULO – Tchau. CLÁUDIO – (animado) Bom dia, bom dia. VERÔNICA – Bom dia filho. Feliz? CLÁUDIO – Muito. Prepara o almoço, que hoje ela vem almoçar com a gente. VERÔNICA – Sua amiga? CLÁUDIO – Foi uma luta convencer ela vir almoçar aqui, mas consegui. VERÔNICA – Que bom. Assim, vou poder conhecer melhor essa garota. Não se preocupa, que vou caprichar no almoço. GUSTAVO – Então isso ficou sério? CAMILA – Não. Ele só que me apresentar para a família dele, só isso. GUSTAVO – Pois é a primeira vez que eu vejo alguém preparando um almoço para apresentar uma amiga para família. CAMILA – Por que eu não posso arrumar um amigo, que todo mundo pensa besteira. Você, a Joana, a Carla... GUSTAVO – Falando nela, ela ainda mora na mesma casa? CAMILA – Não. Ela está morando em São Paulo agora. Após a morte da mãe, ela e a irmã não tinha como sustentar aquela casa sozinhas, então foram passar um tempo na casa da madrinha dela. GUSTAVO – Poxa. A Adriana sumiu, a Carla foi embora. Pensei que iria ver o quarteto reunido novamente. CAMILA – É, mas não vai. Cada uma foi para um canto agora. (Frederico está de frente para Viviane, ele segura à mão dela e ela permite) VIVIANE – Eu não vou contar mais para o Felipe que você é o pai dele. FREDERICO – (solta a mão dela) Mas tínhamos um combinado Viviane! VIVIANE – Eu sei, mas, cheguei à conclusão, de que ele não precisa saber disso agora. FREDERICO – Como assim? Eu sou o pai dele. Eu vou me aproximar do meu filho. VIVIANE – Você pode fazer isso sendo amigo dele. Ele gosta de você assim. Sendo o amigo da mãe dele. FREDERICO – Não. Se você não vai contar, eu conto. VIVIANE – Me escuta, por favor. Você imaginou, caso o Felipe descubra que você é o pai dele, o que ele vai fazer? Vai que ele não receba bem essa informação? Ele pode odiar você, até a mim, que escondi isso dele. Ele gostava muito do pai, Frederico. Certo que eles, não tiveram uma relação normal de pai e filho, mas o Felipe ficou muito chocando quando soube que o pai havia morrido. FREDERICO – Eu sou o pai dele. VIVIANE - Felipe cresceu acreditando em uma coisa. A vida inteira era o Fernando que ele tinha como exemplo. FREDERICO – Pelo que me pareceu ontem, ele não era um bom exemplo para os meninos. VIVIANE – O que eu estou tentando dizer é que, o Felipe talvez não aceite bem essa informação. Que ele possa ficar contra a você, contra a mim, que mentiu para ele a vida inteira. FREDERICO – Então você está me sugerindo que eu esqueça dele? Que eu abandone os meus direitos de pai? VIVIANE – Não, não é isso Frederico, nós vamos contar para ele sim, um dia. Não agora, esse não é o momento. FREDERICO – Quando será então? VIVIANE – Não sei. Mas quando esse momento chegar, eu mesma farei questão de contar. FREDERICO – Eu não sei, Viviane. Tínhamos combinado, eu não estou entendo agora essa conversa sua? Preciso pensar. VIVIANE – Eu vou dar esse tempo para você pensar, mas pense com cuidado, pense o melhor para o Felipe. (Miguel está na sala, pensando em Carla, quando Lucas vem descendo as escadas) LUCAS – Estudando cunhado? (vendo que o Miguel não ouviu, cutuca ela) Ei está pensando em alguém? MIGUEL – Tentando estudar aqui. LUCAS – Sei, deve estar bem concentrado, porque nem percebeu eu te chamando. MIGUEL – Ser adulto não é fácil. LUCAS – Descobriu isso agora amigo. O que foi que houve? MIGUEL – (ele pensa em contar a verdade para ele, mas não diz nada) Nada demais. Onde está minha irmã. LUCAS – Descendo. MIGUEL – Alguma pista nova de quem andava tirando dinheiro da empresa? LUCAS – Ainda não, nem sei se vamos encontrar esse bandido. (Adriano entra na cozinha e encontra Sérgio lendo o jornal) ADRIANO – (surpreso) Lendo o jornal? SÉRGIO – Procurando uma vaga de emprego. ADRIANO – Sério? SÉRGIO – Sério. Eu preciso de um para poder sustentar minha família. Enquanto eu ainda não me formar, preciso fazer uns bicos. ADRIANO – E se esse filho não for seu, pensou isso já? SÉRGIO – Esse filho é meu, Adriano. ADRIANO – Certo, você é de maior, vacinado, sabe o que faz da vida. (Cláudio chega em sua casa com Camila) CLÁUDIO – Relaxa, minha mãe parece ser durona e tal, mas vocês vão se dar bem. CAMILA – Esse almoço é só para me apresentar como amiga, né? CLÁUDIO – Claro ou somos mais do que amigos? CAMILA – Não, somos só amigos. CLÁUDIO – Então. (Verônica vem descendo as escadas) Mamãe, essa é a Camila, minha amiga. VERÔNICA – Seja bem vinda Camila, é um prazer conhece-la.

Continua no Capítulo 44...

← Capítulo anterior
Capítulo 42
← anterior
Próximo capítulo →
Capítulo 44
próximo →
Índice de capítulos
Ver obra completa →
Cap. 1 Capítulo 1 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 4 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 8 Cap. 9 Capítulo 9 Cap. 10 Capítulo 10 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 12 Cap. 13 Capítulo 13 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 15 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 17 Cap. 18 Capítulo 18 Cap. 19 Capítulo 19 Cap. 20 Capítulo 20 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo 32 Cap. 33 Capítulo 33 Cap. 34 Capítulo 34 Cap. 35 Capítulo 35 Cap. 36 Capítulo 36 Cap. 37 Capítulo 37 Cap. 38 Capítulo 38 Cap. 39 Capítulo 39 Cap. 40 Capítulo 40 Cap. 41 Capítulo 41 Cap. 42 Capítulo 42 Cap. 43 Capítulo 43 Cap. 44 Capítulo 44 Cap. 45 Capítulo 45 Cap. 46 Capítulo 46 Cap. 47 Capítulo 47 Cap. 48 Capítulo 48 Cap. 49 Capítulo 49 Cap. 50 Capítulo 50 Cap. 51 Capítulo 51 Cap. 52 Capítulo 52 Cap. 53 Capítulo 53 Cap. 54 Capítulo 54 Cap. 55 Capítulo 55 Cap. 56 Capítulo 56 Cap. 57 Capítulo 57 Cap. 58 Capítulo 58 Cap. 59 Capítulo 59 Cap. 60 Capítulo 60 Cap. 61 Capítulo 61 Cap. 62 Capítulo 62 Cap. 63 Capítulo 63 Cap. 64 Capítulo 64 Cap. 65 Capítulo 65 Cap. 66 Capítulo 66 Cap. 67 Capítulo 67 Cap. 68 Capítulo 68 Cap. 69 Capítulo 69 Cap. 70 Capítulo 70 Cap. 71 Capítulo 71 Cap. 72 Capítulo 72 Cap. 73 Capítulo 73 Cap. 74 Capítulo 74 Cap. 75 Capítulo 75 NOVO
Comentários do capítulo
Faça login para comentar