"Vamos Sair?"
SÉRGIO – Não vai falar? (desliga o telefone, e caminha para o quarto. O telefone toca novamente, ele então retorna para sala) Alô? LUANA – Eu liguei, pra convidar vocês para o aniversário do Felipe amanha. SÉRGIO – Quem fala? É você Luana? LUANA – Vai ser aqui em casa, às 8 da noite. Não conta nada para o Felipe, que vai ser uma festa surpresa! SÉRGIO – Eu não sei se vou poder ir. LUANA – Bem, o convite foi dado, vocês que decidem. SÉRGIO – Eu vou ver. Mas não garanto nada. (Luana desliga. Sérgio olha um pouco para o telefone, pensa em algo, e vai para o quarto) CAMILA – Adorei o papo! CLÁUDIO – Também! É bom conversar com você, quando você não está me esbarrando por aí! CAMILA – Minha cabeça sempre lembra isso! (passa a mão sobre a testa) CLÁUDIO – Quase não tem cicatriz! (os dois se encaram um tempo, ele se aproxima do rosto dela, mas ela desvia) CAMILA – É bom eu ir. CLÁUDIO – Eu te levo até em casa. (os dois continuam o caminho, sem olhar um para o outro novamente. Tempo depois os dois estão em frente ao apartamento dela) Pronto, entregue! CAMILA – Gostei do nosso passeio. Foi melhor do que ficar em casa o dia inteiro, sem fazer nada. CLÁUDIO – Precisando de outro igual esse, sabe onde me encontrar. CAMILA – (ela confirma com a cabeça e sorrir) Tchau! CLÁUDIO – Tchau. (Camila sobe para o seu apartamento, enquanto Cláudio vai embora) DIEGO – (invadido o quarto da Carla) Podemos conversar agora? CARLA – Que invasão é essa? DIEGO – Eu quero saber o que você quer com aquele cara? CARLA – Não acredito que você invadiu meu quarto, para falar desse assunto? DIEGO – Estou esperando? CARLA – Olha Diego... Não temos nada. Eu posso conhecer quem eu quiser, e sair com quem eu quiser. E você não tem nada haver com isso! DIEGO – Tenho sim, porque eu sou o pai desta criança! CARLA – Você não é o pai desta criança! E nem vai ser. DIEGO – Quer dizer que você vai deixar um estranho ser o pai de seu filho? CARLA – Ele não é um estranho, é meu amigo. E daí se ele for o pai desta criança? DIEGO – Então tá confessando? CARLA – Por favor, saia do meu quarto Diego. DIEGO – Eu não vou permitir que você entregue nosso filho pra um estranho! CARLA – SAI AGORA DO MEU QUARTO!! DIEGO – Eu sou o pai dessa criança Carla e ninguém vai tomar isso de mim! (ele sai e Carla se deita na cama chorando) (Beatriz chega em casa, com uns papeis nas mãos. Frederico está na sala, ainda esperando a resposta do futuro de seu casamento) FREDERICO – Que bom que você chegou amor? (tenta dar um abraço nela, mas ela desvia) Onde você estava? E que papeis são esses? BEATRIZ – Aqui estar à prova! FREDERICO – Que prova? BEATRIZ – Eu sou estérea! Fiz o exame, e eu não posso ter filhos! FREDERICO – Eu posso ver esse exame? BEATRIZ – Tá aí prova. (entrega nas mãos dele) Esse tempo todo era eu que não podia ter filhos. FREDERICO – Não se culpe amor. BEATRIZ – Não me chama de amor. FREDERICO – A gente pode ter nossos filhos ainda! BEATRIZ – Você não saber ler? Não está vendo que eu sou estérea. Esse tempo todo eu estava com medo de o problema ser meu... de que a gente não podia construir nossa família, por minha causa... FREDERICO – Não diz isso Beatriz... (se aproxima dela, tenta segurar suas mãos, mas ela não permite) BEATRIZ – É a verdade Frederico... Eu não posso ter filhos. FREDERICO – Não podemos ter um filho no modo natural, mas podemos adotar! BEATRIZ – Adotar? Tivemos esta conversa, quando desconfiava que o problema era seu. E o que você fez? Colocou de lado. Que adotar não é uma boa ideia, que tentássemos mais, que um dia a gente conseguia ter nosso filho. Agora que o problema é meu, você pensa em adotar? FREDERICO – O problema não é esse Beatriz, a questão é nossa felicidade. Nosso sonho de ter um filho? BEATRIZ – Meu sonho de ter um filho! Porque você já tem um né? Ou mais? Eu não sei quantas mulheres vocês já teve na vida. Devia ter ouvido meu irmão, e não ter me casado com você! FREDERICO – Seu irmão é um otário, que tem inveja do nosso casamento. Já que ele não conseguiu manter o dele, ele quer acabar com o nosso. BEATRIZ – Acabou, Frederico! Procure outro lugar para ficar! FREDERICO – Você está se separando de mim? BEATRIZ – Por enquanto vamos morar em casas separadas. Não quero mais você aqui. FREDERICO – Está bem. Você está certa. Eu errei, tem toda razão. Vou arrumar minhas coisas. BEATRIZ – Rápido. (Frederico sobe para o quarto, arrumar suas coisas, enquanto Beatriz continua em pé na sala, olhando para o lado) (Paula entra no quarto e encontra a irmã chorando em cima da cama) PAULA – O que foi Carla, porque você está chorando? CARLA – Não é nada! (limpa as lagrimas do rosto) Deve ser os hormônios da gravidez! PAULA – Tá acontecendo alguma coisa Carla, e você não quer me contar! CARLA – Não é nada, Paula. Vamos, daqui a pouco eu volto para o trabalho! PAULA – Antes preciso conversar algo com você. CARLA – O que você quer conversar? PAULA – Você quer que eu acompanhe na sua ultra amanha? CARLA – Não precisa, você tem curso, não pode ficar faltando por nada. PAULA – Não é por nada, eu vou saber o sexo do meu sobrinho ou sobrinha! CARLA – Eu sei, mas mesmo assim, você não precisa se preocupar. Eu já vou com a Roberta, ela já vai me fazer companhia. PAULA – Valeu mesmo, prefere ir com ela do que a irmã! CARLA – Olhas as crises de ciúmes. Por acaso você sabe qual é o hospital que vamos? PAULA – Não! CARLA – Então, Roberta conhece São Paulo, nós não. PAULA – Tá bom, você me convenceu. Mas eu quero ser a primeira pessoa a saber ok. CARLA – Pode deixa, que você será umas das primeiras pessoas a saber o sexo dessa criança. Agora vamos, que daqui a pouco volto para loja. (Adriano e Roberto chegam ao apartamento, e encontram Sérgio deitado no sofá, voando longe) ADRIANO – Decidimos seguir o seu conselho Sérgio. Deixamos essa monotonia de passar o dia no sofá e fomos conhecer gente nova. Sérgio, tá ouvindo? (o cutuca, que o desperta de seus pensamentos) ROBERTO – Tá pensando em que cara? SÉRGIO – Fomos convidados para o aniversário surpresa do Felipe, amanha na casa dele. ADRIANO – Ele quem convidou? ROBERTO – Oh mané, se é aniversário surpresa, o Felipe não pode saber. E se ele não pode saber, ele não pode convidar para o seu aniversário surpresa né. SÉRGIO – Foi a Luana! ROBERTO – Por isso que você tá assim, longe...? ADRIANO – Quando você vai contar pra ele? SÉRGIO – Eu não sei. Nem sei se vou para esse aniversário! ADRIANO – Seria uma grande desfeita com o Felipe. SÉRGIO – Eu sei, mas o que você acha? Ir no aniversário do meu próprio amigo, e encarar a mulher dele, que eu peguei quando eles eram noivos ainda. ROBERTO – Só você não olhar pra ela! SÉRGIO – (irônico) Será muito fácil. ROBERTO – Fala sério, você sente alguma coisa pela Luana? SÉRGIO – Não! Acho que não! ADRIANO – Então cara, você vai sim. O Felipe é nosso amigo, só ignora isso, que vai dar tudo certo. (Frederico vem descendo as escadas carregando suas malas) FREDERICO – Eu deixei apenas as roupas que você comprou para mim. BEATRIZ – Leve tudo, não precisa deixar nada. Eu comprei elas de presente para você, então elas são suas. FREDERICO – Então eu vou lá busca-las. BEATRIZ – Deixa, depois mando o motorista deixar no hotel que você estiver hospedado. FREDERICO – (ele deixa suas coisas ao lado do sofá, e se aproxima dela) Eu sinceramente não imaginaria que terminaríamos assim Beatriz. BEATRIZ – Seu táxi já está lá fora te esperando. FREDERICO – Você chamou um táxi? Entendo, você não quer que eu passe mais nenhum minuto nessa casa. (volta para trás, pega suas coisas e caminha até a porta) Estou indo Beatriz, espero que você seja feliz. (Beatriz nem olha e nem responde ele, que sai logo em seguida) (Lucas e Karina estão no banho. Lucas termina primeiro e vai para o quarto se arrumar. Seu telefone toca, em numero restrito, mas ele sabe muito bem quem está ligando) LUCAS – Eu já falei pra você não me ligar. Amanha mesmo eu vou depositar esse dinheiro na sua contar... KARINA – Que dinheiro amor? (ela sai do banho e pega a ultima parte da conversa) Com quem você está falando? LUCAS – (disfarçando) Amanha o dinheiro vai está na sua conta Rodolfo, depois a gente se fala! KARINA – Quem é Rodolfo? LUCAS – É o novo fornecedor da empresa. KARINA – Não fique sabendo dele? LUCAS – Ele é novo. KARINA – E que dinheiro é esse que você vai depositar na conta dele? LUCAS – É o pagamento da primeira remessa que eu pedi. KARINA – Você iria me contar isso quando? LUCAS – Quando tudo isso estivesse pronto! Agora para com essas perguntas, e vamos terminar de nos arrumar, seu irmão já deve está lá na sala esperando a gente para almoçar. LUANA – (entrando na cozinha) Pronto, acabei de convidar os últimos amigos do Felipe. VIVIANE - Que ótimo, filha! Agora estou esperando o Paulo, pra ver se ele conseguiu fazer aquele servicinho que eu pedi. (campainha toca, a empregada vai atender e Verônica entra) LUANA – Mamãe? O que a senhora está fazendo aqui? VERÔNICA – Vim visitar você filhinha. Sozinha naquela casa, tá um maior tédio. O que vocês estão fazendo? LUANA – Estamos organizando a festa de aniversario do Felipe. VERÔNICA – É verdade, amanhã é o aniversário dele. VIVIANE – E agora que você chegou, você podia nos ajudar? VERÔNICA – Podem dizer, que faço qualquer coisa para o meu genro preferido. JUNIOR – Eu vi a Camila hoje na lanchonete. E ela não estava sozinha... JOANA – Bem arrumou outra amiga. JUNIOR – Não era mulher. JOANA – Era um homem? Namorado? JUNIOR – Não sei. Ela me apresentou ele somente como um amigo. JOANA – Será que ela tá namorando e não me contou nada? Se bem que a gente tá brigada... JUNIOR – Eu não aprovo essa briga de vocês. Eu não entendo porque você não vai lá pedir desculpa pra ela? JOANA – Ela que tem que vir até mim pedir desculpa! JUNIOR – Para com esse orgulho. Vai lá e retoma a amizade com sua amiga. JOANA – Ela que tem que vir atrás de mim. E vamos parar de falar dela, se não vou ficar com raiva de você também. JUNIOR – Você fica toda vermelhinha, quando tá com raiva. (beija ela) JOANA – Não vejo nenhuma graça nisso.Anoitecendo...
CAMILA – Finalmente limpo. (se joga no sofá... seu telefone toca] Alô! CLÁUDIO – Ocupada? CAMILA – Agora não! CLÁUDIO – Estava pensando em te chamar para tomar um sorvete hoje à noite. CAMILA – Daqui uma hora você passa aqui! CLÁUDIO – Na verdade estava pensando se podia ser agora? Estou aqui em baixo! CAMILA – O que? CLÁUDIO – Olha pela janela! (Camila levanta do sofá, corre até a janela, e ver Cláudio lá em baixo, acenando para ela) Estou aqui em baixo já um tempinho, tava criando coragem para te ligar! CAMILA – Você não quer subir? Ou prefere ficar aí em baixo? CLÁUDIO – (meio surpreso) Você tá me convidado pra subir? CAMILA – Acho que sim? CLÁUDIO – Então tá! (desliga o telefone, e vai até o apartamento dela... campainha) Demorei muito? CAMILA – Entra! Vou só tomar um banho, me arrumar, e a gente desce. Quiser pode assistir alguma coisa na TV. CLÁUDIO – Não obrigado. Eu espero aqui mesmo. CAMILA – Então tá! Não demoro. (Camila deixa Cláudio na sala, e corre para o quarto se aprontar. Cláudio se senta no sofá, e fica esperando) ROBERTA – Pronta pra manha? Temos que sair depois da mamãe! CARLA – Eu estou pronta, consegui uma folga no trabalho. ROBERTA – Ok, eu também já tenho uma desculpa, pra chegar tarde no mercado. PAULA – Queria ir com vocês. CARLA – Já falamos sobre isso, Paula! Não se preocupa, na hora que eu descobrir o sexo da criança, você será uma das primeiras à saber. Vou ligar pra Camila, avisar pra ela, que está tudo certo pra manha. PAULA – Aproveita e conta a novidade para ela. (Carla liga para Camila, mas como ela está tomando banho, quem atende é Cláudio) Alô, Camila? CLÁUDIO – Ela está no banho, quem fala? CARLA – Uma amiga dela, quem tá falando? CLÁUDIO – Um outro amigo dela. (rir) Ela não deve demorar, quiser ligar daqui a pouco? CARLA – Então eu ligo mais tarde. Está bem, obrigada. Tchau. PAULA – Ela não estava em casa? CARLA – Tava! Tá tomando banho. PAULA – E quem atendeu? CARLA – Um "amigo" dela! Será que é aquele da rodoviária? PAULA – Muito provável. Ele não é do rio também? CARLA – Será que eles estão tendo alguma coisa? PAULA – Bem que eu estava desconfiada. Toda vez que ela falava nele, surgia um sorriso no rosto dela. CARLA – Mas acho que se ela tivesse alguma coisa com ele, ela teria me contado. PAULA – Nem tudo as amigas contam uma para outra! MIGUEL – Vão sair? KARINA – Vamos! Você não quer vir com a gente? MIGUEL – Eu não, tenho que terminar esse assunto da faculdade ainda. KARINA – Mesmo assim, faz tempo que a gente não janta fora. Vem com a gente irmãozinho? MIGUEL – Não se preocupa. Qualquer coisa, preparo algo pra comer. KARINA – Então tá, boa noite. MIGUEL – Boa noite, divirtam-se! (Karina e Lucas saem. Miguel fecha o livro que estava estudando, levanta da mesa, caminha até o sofá, pega seu telefone e liga para Carla) MIGUEL – Oi? Não aguentei esperar sua ligação, então eu mesmo decidi ligar! CARLA – É que meu dia foi intenso hoje? MIGUEL – Algum problema? CARLA – Não, nenhum! MIGUEL – Fazendo o quê? CARLA – Nada! MIGUEL – Bem, como não estamos fazendo nada, porque não, comemos uma pizza? CARLA – Melhor não, tenho que acordar cedo amanha. MIGUEL – Claro, fica para uma próxima então. Eu ligo para uma pizzaria aqui perto, sem problemas. CARLA – Bom tenho que desligar, como eu disse, tenho que acordar cedo amanha. Boa noite! MIGUEL – Boa Noite. (ele mal desliga, e já começa a digitar uma mensagem para Carla... E segundos depois, a moça recebe) CARLA - "A melhor perseverança, é daquele que não desiste. Boa Noite!" (Carla sorrir, e se deita em sua cama) CAMILA – Eu ouvi o telefone tocar. Você atendeu? CLÁUDIO – Atendi, desculpa, é que tocou, você estava ocupada... CAMILA – A pessoa que ligou disse quem era? CLÁUDIO – Não falou o nome, disse apenas que era uma amiga sua! CAMILA – Amiga minha? Será que o Junior falou, e ela ficou... CLÁUDIO – Quem? CAMILA – Nada não. Depois eu retorno para esta amiga. Então vamos? CLÁUDIO – Vamos! VIVIANE – Devo confessar que esse dia foi longo, mas conseguimos resolver tudo. LUANA – Espero que ele goste desta surpresa! VIVIANE – Ele vai gostar, vocês vão ver. (Felipe chega em casa) Ele chegou, mudem de assunto. Então quando vamos saber o sexo desta criança? FELIPE – É algo que também estou curioso para saber, mamãe. LUANA – Oi meu amor. (levanta do sofá, e se aproxima até ele para beijá-lo, mas ele vira o rosto, e ela simplesmente beija sua bochecha.) VIVIANE – Chegou cedo filho. FELIPE – Eu quis sair cedo hoje. A conversa que eu tive com o Paulo ontem, me fez refletir que eu estava passando pouco tempo com minha família. E foi aí que eu pensei que, se continuasse assim, não veria o crescimento do meu filho. E eu quero acompanhar todos os passos dele. Quero ser um ótimo pai para ele. LUANA – E você será, pode ter certeza disso. (se aproxima dele para abraçá-lo, mas ele desvia dela) FELIPE – Eu também quero saber o sexo desta criança. LUANA – Vocês não acham que ainda é cedo para saber o sexo do bebê? FELIPE – Não acho Luana, pelas minhas contas, você deve está no terceiro mês de gravidez. E nesse período já dar de saber sim, o sexo da criança. LUANA – Às vezes não dar. Porque não esperamos chegar até o quarto mês? FELIPE – Não, eu desmarquei todos os compromissos, amanha mesmo vamos fazer isso. LUANA – Amanha não dar! (diz exaltada) FELIPE – Porque amanha não dar Luana?Continua no Capítulo 31...
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