"Eu Tenho que Resolver Isso"
FERNANDA – Porque você fez isso? (o empurra interrompendo o beijo) CLÁUDIO – Queria ter certeza de que você não sente nada por mim! FERNANDA – Não pode haver nada entre nós, Cláudio. Será que você não ver isso? CLÁUDIO – Não, eu não vejo Fernanda. Até você me contar a verdade. (a segura pelo braço e a olha bem nos olhos) Seja sincera comigo, você realmente não me ama? FERNANDA – (sem titubear) Não. Não, eu não te amo. (se solta dele e se afasta) Será que preciso dizer quantas vezes para você entender que não pode haver nenhum sentimento entre a gente. (pega sua mala e caminha até a porta) Eu vou perder meu voo! A Vitoria está lá em baixo me esperando. Adeus, Cláudio. (e vai embora) CLÁUDIO – Adeus. (Luana está deitada em seu quarto e pensa em Sérgio. Seu pensamento termina e ela começa passar a mão em sua barriga. Viviane bate na porta) VIVIANE – Oi, posso entrar? LUANA – Claro! VIVIANE – Eu trouxe algo para você comer. (coloca a bandeja ao lado dela) Já que não desceu pra tomar café. LUANA – Não precisava, eu estou sem fome. VIVIANE – Você não pode ficar sem comer filha. Toma pelo menos esse suco. E porque você não abriu essas janelas ainda... (caminha em direção as janela e as abre) ...entrar um pouco de ar nesse quarto. (volta pra perto dela) O que foi filha? Parece triste? Está sentido falta do Felipe? Eu sei que ele passa o dia todo naquela empresa, mas ele gosta de você e dessa criança que você esta esperando. LUANA – Não tem haver com Felipe. VIVIANE – Então qual é problema? LUANA – Nada, só acordei um pouco indisposta mesmo. VIVIANE – Tem certeza filha? Tem certeza que não é nada? LUANA – Tenho. VIVIANE – Então vamos levantar, nem pense que eu vou deixar você passar o dia inteiro nessa cama. Vai fazer mal pra criança. Anda (puxa as cobertas e a tenta tirar da cama) Levanta, vai para o banheiro, tome um bom banho... (Carla e Camila conversam no quarto) CARLA – Eu falei com a Roberta, ela vai marcar uma consulta para mim. CAMILA – Para quando? CARLA – Eu não sei. Quando ela chegar, disse que vai me conta os detalhes. CAMILA – Será que ela não vai contar pra ninguém? CARLA – Acredito que não, mesmo assim, daqui a pouco todos vão saber que estou grávida mesmo. CAMILA – Se bem que falta só sua madrinha né! CARLA – Verdade! Me sinto mal por não ter contado pra ela ainda. CAMILA – E porque você não conta? Quem sabe ela não pode ajudar? CARLA – Acho que tá na hora dela saber, né? Mas primeiro quero saber o sexo dele ou dela. CAMILA – Se for menina você prefere dar que nome? CARLA – Não pensei ainda. Isso é bom com a presença de um pai! (seu celular toca) É o Miguel. Alô! MIGUEL PELO TELEFONE – Oi. Eu te novo, liguei cedo demais? CARLA – Não, porque? MIGUEL PELO TELEFONE – É que... queria saber se hoje você está disponível para o nosso passeio? CARLA – É... infelizmente hoje não vai dar. Minha amiga está aqui, e ela não conhece nada em São Paulo, então não posso deixá-la sozinha. MIGUEL PELO TELEFONE – Entendo. Então, deixa para uma próxima. CARLA – Tchau. (desliga e fica pensativa olhando para o celular) CAMILA – Ficou arrependida em não ter aceitado? CARLA – Não posso. Não posso deixar você sozinha. CAMILA – Eu já estou bem grandinha e não preciso de nenhuma baba. Vai fazer bem pra você sair um pouco, conhecer pessoas novas, vai te distrair desses seus problemas. CARLA – Ele disse que marcaríamos outro dia! CAMILA – Paciente ele, né? Duas vezes que você o dispensa e ainda ele vai esperar. Se não fosse seu "amigo", diria que ele gosta de você. CARLA – Ele é só um amigo. Nada mais que isso, viu sua mente fértil. THOMAS – Aqui está as planilhas que te pedi ontem. FREDERICO – Pode deixar aí. Depois eu vejo. THOMAS – Veio cedo hoje. O que foi? Não queria olhar para minha cara depois do que eu descobri de você? FREDERICO – Do que você está falando? THOMAS – Agora vai se fazer de esquecido? Sabe que se você não resolver logo essa situação, minha irmã vai ficar sabendo de tudo. FREDERICO – Eu já te pedi um tempo. THOMAS – E o seu tempo está correndo. (sai da sala e Frederico pega o celular) FREDERICO – Oi! Eu sei que você disse para eu não te ligar, mas o assunto é sério. Precisamos nós encontrar. Pode ser naquele mesmo lugar! Ok, daqui uma hora te encontro lá. (Cláudio chega em casa e é bem "recepcionado" pela sua mãe) VERÔNICA – Finalmente chegou? Engraçado que nós mães, damos nossas vidas para cuidar dos filhos e quando eles crescem, se tornam ingratos com a gente. CLÁUDIO – Não quero discutir, mamãe. VERÔNICA – Não tem ninguém discutindo aqui querido, filho! Então, você agora pode me dizer o que foi fazer em São Paulo? CLÁUDIO – Já que a senhora quer tanto saber, eu conto! Eu fui atrás das meninas. Da Fernanda e da Vitoria. Depois que a Fernanda sumiu daqui, à Vitoria foi atrás dela. A Fernanda acabou indo para São Paulo. A Vitoria me ligou, avisando que elas estavam hospedadas em um hotel por lá. Eu fui lá apenas, entender porque ela tinha fugido de casa e tentar chamá-las de volta. VERÔNICA – Não acredito que você foi atrás daquelas duas, pedido ainda para que elas voltem para minha casa? CLÁUDIO – Elas são suas sobrinhas mamãe, não devia falar assim. VERÔNICA – E onde elas estão? CLÁUDIO – Voltaram para Goiânia. VERÔNICA – Que bom. CLÁUDIO – Agora, vou para o meu quarto, tomar um banho. VERÔNICA – Está com fome? Posso pedir que preparem alguma coisa para você. CLÁUDIO – Não, não precisa, obrigado. (Cláudio sobe para o quarto) (depois de ser dispensado mais uma vez pela Carla, Miguel ficou em casa vendo TV. Karina e Lucas vem descendo as escadas bem juntinhos) MIGUEL – Não vai para empresa hoje, irmãzinha? LUCAS – Hoje não meu cunhado. Temos planos melhores do que ficar naquela empresa. (beija Karina) MIGUEL – Só você mesmo para conseguir tirar a Karina de dentro daquela empresa. KARINA – Não é verdade. Hoje, o pessoal dar conta sem mim lá. E mesmo assim, estou precisando de um tempinho com meu marido. MIGUEL – E eu posso saber onde o casal perfeito vai? LUCAS – É surpresa ainda. Mas ela vai adorar. KARINA – Sabe que eu não gosto de surpresa, mas... como você disse que eu vou gostar. Eu confio em você. LUCAS – Então vamos. Tchau cunhado. E não espere a gente KARINA – Tchau irmão. MIGUEL – Tchau, e divirtam-se! (Karina e Lucas saem aos beijos, Miguel volta a ver TV) (Frederico está sentado em um banco, ansioso, olhando para o relógio do braço. Afinal, ele saiu da empresa, escondido de Thomas. Viviane chega) FREDERICO – Que bom que você veio. VIVIANE – Eu não posso demorar. Então qual é o problema? FREDERICO – O meu cunhado viu o teste de paternidade! VIVIANE – (surpresa) Como você permitiu isso, Frederico? A verônica estava certa, eu não devia ter confiado em você e ter mantido essa dúvida só comigo. FREDERICO – Calma Viviane. Ele me deu um tempo. Eu consegui inventar uma história pra ele e acabei conseguido com que ele me desse um tempo antes de contar para Beatriz. VIVIANE – Mesmo assim Frederico, o Felipe não pode descobrir que não é filho do Fernando. Se seu cunhado conta pra sua esposa, logo ela vai atrás dele e até de mim. FREDERICO – Ele não vai contar porque eu já sei como resolver isso. Não se preocupa, ninguém vai saber dessa história. Confia em mim? VIVIANE – Depois dessa, não sei se consigo confiar mais em você. FREDERICO – Eu vou resolver isso, tá bem. Não se preocupa. Eu marquei esse encontro, porque eu queria encontrar com o Felipe e queria sua permissão. VIVIANE – Nem pensar, não antes que você resolva essa burrada que você fez. FREDERICO – Pode deixar, vou pensar em uma forma de fugir dele. VIVIANE – Então, depois a gente pensa em um encontro entre você e Felipe. (vai embora, deixando Frederico pensativo) VERÔNICA – Você e o Felipe já escolheram o nome da criança? LUANA – Não sabemos nem o sexo do bebe ainda mamãe. VERÔNICA – E o que você está esperando pra resolver isso? LUANA – Ainda é cedo, nem completei dois meses ainda. VERÔNICA – Mas sua barriga já está começando a aparecer, tem certeza que você está contando esses dias direito filha? LUANA – Tenho mamãe, quem está grávida sou eu ou a senhora? VERÔNICA – Tá bom! Não vou perguntar mais. Cadê a Viviane? LUANA – Não sei, deve ter saído. Ela tem saído todos os dias cedo, diz que é recomendação do médico. (Verônica fica desconfiada) VERÔNICA – Ela sai todos os dias e não avisa à ninguém para onde vai? LUANA – Ela diz que vai caminhar. Agora não sei aonde. (Viviane chega em casa) VERÔNICA – Estava caminhando Viviane? VIVIANE – É... (diz meio surpresa com a pergunta) São recomendações médicas. O que faz aqui Verônica? VERÔNICA – Vim ver minha filha. VIVIANE – O Paulo está em casa, Luana? LUANA – Não. Ele não chegou deste ontem? VIVIANE – Chegou, é que ele voltou a sair novamente. Bom, se vocês me dão licença, vou tomar um banho. LUANA – Claro! (Viviane sobe para o quarto) VERÔNICA – Está acontecendo alguma coisa com o Paulo? LUANA – A senhora nem sabe, mamãe. Ele e o Felipe estão brigando quase toda hora. Não conseguem mais se entender. Essa já é a segunda vez que ele sai de casa e não avisa ninguém para onde vai. VERÔNICA – Depois que o Fernando morreu, essa família tem ficado uma bagunça. Ele era o único que colocava essa família nos trilhos. ADRIANO – Está lembrado que o aniversário do Felipe é nesta quinta né! ROBERTO – Sim, vamos planejar alguma coisa. ADRIANO – Até que podemos planejar algo, mas saber se ele vai topar, é outra história. (campainha toca) Quem será? (abre e encontra uma surpresa) Sérgio, como assim cara? (se abraçam) SÉRGIO – É, eu decidi voltar um pouco antes. Queria saber com vocês estavam sobrevivendo, sem mim. (Sérgio entra. Roberto também o abraça) ROBERTO – Como pode ver, estamos bem. SÉRGIO – Estou vendo, nenhum cômodo incendiado, nenhuma marcar de explosão... ADRIANO – Engraçadinho. ROBERTO – Antes de você chegar, estávamos falando que o aniversário do Felipe é na quinta, e estamos pensando se faremos ou não alguma coisa para ele. ADRIANO – Como o melhor festeiro chegou, o que você acha Sérgio? SÉRGIO – É, boa ideia. ROBERTO – Mas, e aquela história entre você e a Luana? (Sérgio fica pensativo) ADRIANO – É, afinal ele está casado com a Luana, se fazermos uma festa para ele, ela provavelmente virá junto. ROBERTO – Felipe não sabe que você e a Luana... SÉRGIO – Não. ADRIANO – Você ainda gosta da Luana? SÉRGIO – Não, claro que não. Tivemos só um caso. ADRIANO – Você não acha que esse é o momento de contar para ele, então? SÉRGIO – Eu não posso chegar nele e falar: Beleza cara, pois é, tenho uma coisa pra te contar. Semanas antes de você se casar, eu vivia tendo um caso com a Luana, mais não leva mal não, a nossa amizade continua a mesma, beleza! ADRIANO – Está com medo do Felipe deixa de ser seu amigo? SÉRGIO – Não é só isso. Dele também terminar o casamento por minha causa. Eu não quero ser o responsável pelo os dois se separarem. ROBERTO – Até que eu te entendo o Sérgio, e olhando por esse lado, realmente é melhor não contar nada. E o que você pensa em fazer? (Sérgio volta a ficar pensativo) SÉRGIO – Eu vou até casa dele. (caminha em direção à porta) ADRIANO – Mas você acabou de chegar, cara? SÉRGIO – Eu sei, mas eu preciso resolver isso. (sai) (Paulo está sentado na areia. Ao lado dele, está Bianca, só que ele não sabe quem é ela) PAULO – Meu irmão faz com minha mãe a mesma coisa que meu pai fazia. Ela está cega e não ver que cada dia o Felipe está parecendo com ele. Minha mãe gosta de ficar sendo humilhada por esses homens. Primeiro o papai, agora o Felipe. BIANCA – Mas você não é assim né, querido? (passando a mão em seu cabelo) PAULO – Obrigado. Você tem sido uma grande amiga, eu não estava aguentando mais segurar isso dentro de mim. BIANCA – Sempre que você quiser se abrir com alguém, pode contar sempre comigo, viu querido. (continua passando a mão na cabeça dele) PAULO – Tá na hora deu ir. Obrigado por me ouvir. (ele beija o rosto dela e vai embora. Ele não percebe, mas Bianca está com alguns fios de cabelo dele em suas mãos) BIANCA – De nada querido. Eu que agradeço pelo presente! (olhando para os fios de cabelo na mão) (Verônica e Luana continuam conversando na sala) VERÔNICA – Que horas o Felipe volta da empresa? LUANA – Isso se ele voltar pra almoçar, mas não deve demorar! (campainha toca. A empregada vai atender à porta) SÉRGIO – Bom dia, o Felipe está? EMPREGADA – Ele está na empresa, mas deve está chegando. SÉRGIO – Posso entrar pra esperar ele? (ela o deixar entrar) O que eu tenho pra falar com ele não pode ser adiado. (Luana reconhece a fala e logo ver quem é) LUANA – O que você está fazendo aqui?Continua no Capítulo 26...
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