"Sumiço"
LUANA – Responde garota? O que você está procurando aqui? VITORIA – Nada. LUANA – Como nada? Se eu te peguei mexendo nas minhas coisas. Alguma coisa você quer? Acho que eu sei o que é. (caminha até seu guarda roupa e retira o teste) É isso, né? É o teste que você estava procurando? VITORIA – E se for? LUANA – Boba, pode pegar. (joga em cima dela) Pode fazer o que quiser. Faço outro teste e vai dar positivo do mesmo jeito. VITORIA – Claro, a titia vai falsificá-lo sempre. LUANA – Até que você é inteligente, prima. VITORIA – Mais do que você, priminha. LUANA – Olha aqui, acho que você esqueceu o aviso que à mamãe deu. Bico calado ou você vai sofrer as consequências. VITORIA – Não tenho medo. Pode dizer pra titia, que não vou me calar. A verdade vai vir, cedo ou tarde. LUANA – É o que a gente vai ver. (elas se encaram por um tempo, até que Vitoria sai do quarto) (Camila e Joana chegam ambas sorrindo) ADRIANA – Finalmente vocês chegaram. Posso saber onde vocês foram que quando cheguei não encontrei nenhuma? CAMILA – Estávamos na lanchonete. ADRIANA – Se divertiram lá? CAMILA – Lá é agradável, sempre que tiver fome agora, vou comer lá. ADRIANA – Que bom, então suponho que as duas já comeram, né. Enquanto eu tava aqui, morrendo de fome, esperando por vocês. JOANA – O que foi Adriana, não sabe cozinhar? ADRIANA – Sei, porém estava esperando vocês para podermos comer juntas. CAMILA – Realmente, a gente deveria ter avisado. Desculpa, Adriana. ADRIANA – É o mínimo, né! E agora, vou comer o que? CAMILA – Posso ver o que é que tem lá dentro e fazer alguma coisa pra gente. JOANA – Eu não quero. CAMILA – Eu ainda estou com um pouco de fome. Então vou preparar alguma coisa pra nós, Adriana! Você vem me ajudar? ADRIANA – Eu vou lá daqui a pouco. CAMILA – Está bem. Ah Joana, depois quero o endereço da mãe do Junior! Quero dar uma passadinha lá. ADRIANA – O que você vai fazer na casa da mãe do Junior? CAMILA – Você não sabia? A mãe dele é cartomante. (vai para cozinha) ADRIANA – E você já conheceu a mãe dele, Joana? JOANA – Já! ADRIANA – Fazendo amizade com à sogra. JOANA – Que foi? Parece que você ficou um pouco com ciúmes? ADRIANA – E por que eu teria ciúmes? JOANA – Ah, não sei. Quem sabe por que você queria está no meu lugar, com um cara bonito, tendo uma sogra que te adora. ADRIANA – (rir) Só você mesmo, Joana. Dizer que estou com ciúmes de uma ex paquera minha. E mesmo assim, se eu quisesse, o Junior voltava correndo atrás de mim, só num instalar de dedos. JOANA – Eu não sei não. Ele está em outra agora, já te esqueceu querida. ADRIANA – Duvida, Joana? Olha, que eu sempre consigo aquilo que eu quero! (Adriana vai para a cozinha. Joana fica pensativa depois da conversa e vai para o quarto) (Adriano e Roberto estão na sala vendo TV, quando Sérgio entra, ainda tentando ligar para Luana) ADRIANO – Cara, ela não vai te atender! SÉRGIO – Ela teve ter esquecido o celular desligado em algum lugar ou perdeu. ADRIANO – Cara, esquece isso. Ela vai casar com o Felipe... SÉRGIO – Não vai! (interrompe) Ela gosta de mim. ADRIANO – Está bem! Depois não diga que a gente não avisou. SÉRGIO – Vou tentar de novo. (liga de novo, mas como das outras vezes, cai na caixa postal) Não está atendendo. (sai para rua) ROBERTO – Essa história ainda não vai acabar bem, escuta o que eu tô te dizendo. (Carla chega em casa, após passar à manha inteira procurando emprego) PAULA – Então, como foi? CARLA – Não arrumei nada. Mas não vou desistir, amanha vou procurar de novo. PAULA – A Rosário queria falar com você. CARLA – Comigo? O que será que ela quer? PAULA – Eu não sei. CARLA – Eu só vou tomar um banho e vou falar com ela. Estou com os pés doendo, de tanto andar. PAULA – Se você quiser vou contigo amanha, te ajudar pelo menos? CARLA – Não precisa! Você vai ficar aqui e se prepara pra estudar. A madrinha já te matriculou no curso? PAULA – Já. Vou começar segunda-feira. CARLA – Bom. (sobe para o quarto) (Adriana entra na lanchonete, vai até o balcão e surpreende Junior) ADRIANA – Oi! JUNIOR – O que está fazendo aqui? ADRIANA – Pelo que eu saiba, isto é uma lanchonete. O que mais que podia está fazendo aqui? JUNIOR – (fingi anotar alguma coisa) Se você quer comer, tem mesas disponíveis ali. Só sentar, que alguém vai te atender. ADRIANA – Mas você já está me atendendo. JUNIOR – Eu estou ocupado agora. ADRIANA – Que foi? Parece que você está com medo de mim? JUNIOR – Medo de você? ADRIANA – Sim. Se não é verdade porque você não está olhando nos meus olhos? JUNIOR – (olha nos olhos dela) Viu. Não tenho medo de você. ADRIANA – Será mesmo? (ela o surpreende e o beija) VERÔNICA – Eu não estou acreditando que aquela garota disso isso? LUANA – Disse, mamãe! Além de pegar ela mexendo nas minhas coisas, ela disse com todas as letras, que não tinha medo da gente. VERÔNICA – Essa garota está precisando de uma lição. LUANA – O que a senhora pensa em fazer? VERÔNICA – Estou pensando ainda... LUANA – Pois pense rápido, que se a senhora visse os olhos dela, a senhora saberia que ela não estava brincando. VERÔNICA – Calma, não vai ser uma fedelha que vai estragar nossos planos, logo agora que estarmos tão perto. CARLA – A Paula disse que a senhora queria falar comigo? ROSÁRIO – Entra filha. (Rosário estava mexendo em algumas coisas em cima da cama. Carla entra e senta ao lado dessas coisas) Antes deu tocar no assunto que chamei você, soube que você saiu hoje para procurar emprego? CARLA – Estou precisando de dinheiro para comprar uma coisa. ROSÁRIO – Você não precisa trabalhar filha, só me pedir, que eu compro pra você! CARLA – Eu não quero, madrinha. Preciso conseguir as coisas com o meu próprio esforço. ROSÁRIO – Não será incomodo nenhum, ajudar você filha. CARLA – Eu sei, mas prefiro ter meu próprio dinheiro, com o meu próprio trabalho. ROSÁRIO – Está bem! Mas não era para isso que chamei você até aqui. CARLA – Então o que é? ROSÁRIO – É sobre o seu pai! CARLA – O que tem ele? ROSÁRIO – Você precisa ver a versão dele. (pega uma caixa que estava ao lado dela e retira um envelope, com uma caixinha de dentro) CARLA – Que caixinha é essa madrinha? ROSÁRIO – Como você realmente quer saber dessa historia, achei que deveria entregar isso para você? CARLA – O que é que tem aqui dentro? ROSÁRIO – É melhor você abrir e descobrir. (Carla abre a caixinha e tira uma medalhinha dentro dela) CARLA – Que medalha é essa? ROSÁRIO – É do seu pai. Ele deixou junto com uma carta, no dia que abandonou vocês! CARLA – Esta é a carta. ROSÁRIO – É! (Carla abre o envelope, pega a carta e começa a ler) "Perdão Cintia, mas talvez quando você chegar em casa, não estarei mais aqui. Estou saindo de casa! Não é nada com você, nem com as meninas, pelo contrário, gosto muito delas e queria de verdade acompanhar os seus passos. Mas infelizmente não dar. Me apaixonei por uma outra mulher e vou fugir com ela hoje à noite. Vivemos uma história linda, que resultou em duas joias, mas tudo um dia acaba. E para que as meninas não presenciem uma discussão nossa, decidi escrever esta carta e partir sem me despedir de ninguém. Se as meninas sentirem minha falta, você pode dizer que morri ou que fiz uma viagem para longe e que não vou voltar mais. Enfim, não vou deixar vocês desamparadas, estou deixando uma medalhinha de ouro, que recebi da minha avó. Vocês podem vendê-la, não sei se vai dar muito dinheiro, mas vai ajudar por um tempo. É isso, se cuida. Você e minhas meninas. Eu amo muito elas, não esqueça disso. Frederico." JUNIOR – (empurra ela de cima do balcão) Que é isso, maluca? ADRIANA – Que foi? Vai dizer que não estava com saudades do meu beijo? JUNIOR – Claro que não. ADRIANA – Não adianta fingir, eu sei que você gostou. Se quiser outro, você tem meu número. (pisca pra ele e vai embora logo em seguida) (Vitoria entra no quarto e se depara com suas malas ao lado de sua cama e Verônica sentada na cadeira) VERÔNICA – Olá sobrinha, esta pronta para uma pequena viagem? VITORIA – O que minhas malas estão fazendo arrumadas? VERÔNICA – É normal elas estarem arrumadas, quando se vamos fazer uma viagem. VITORIA – Mas eu não vou viajar! VERÔNICA – Quem disse? (chega o segurança da Verônica) Que bom que chegou. Pode levá-la, não queremos que ela se atrase! (ele segura no braço da garota e a puxa à força para sala) VITORIA – Me larga, não vou lugar algum com você. (descendo as escadas à força. Verônica logo atrás) VERÔNICA – Sem folia garota e você vai sim. Quem mandou você se meter onde não devia. VITORIA – Por causa disso, né! Pois fique sabendo que se eu sumir, vão sentir por minha falta, vão todos ficar me procurando. VERÔNICA – Eu não sei quem. E mesmo assim, posso simplesmente dizer que você fez suas malas e saiu de casa sem dizer nada pra ninguém. VITORIA – A Fernanda não iria acreditar nisso. VERÔNICA – Chega de blá blá blá, anda leva ela. Depois você vem aqui e leva as malas. VITORIA – Me larga, se não eu grito. (batendo no segurança, mas nenhum resultado) VERÔNICA – Escuta aqui menina, é melhor você ir por bem, sem agressão ou você vai por mal, e se for o caso... já não estará em minhas mãos. VITORIA – Agora sim à verdadeira mascara da senhora apareceu. (as duas se encaram por um tempo) VERÔNICA – Leva ela logo, antes que alguém chegue. VITORIA – Me larga, deixa que eu vou sozinha. (o segurança, à puxa mais forte pelo braço) Você está me machucando, me larga. (ele à coloca dentro do carro e logo em seguida sai com ela) (Junior está deitado no sofá e pensa no beijo que Adriana deu nele, hoje à tarde) HILDA – Está tudo bem filho? Chegou em casa, deitou no sofá, ficou ai quietinho! JUNIOR – Não é nada, mamãe. Só pensando um pouco. (após ler a carta deixada por seu pai, Carla fica observando a medalhinha deixado por ele) CARLA – Essa medalhinha era do meu pai? ROSÁRIO – Era. Ele deixou para sua mãe, para que ajudasse vocês por um tempo. CARLA – E porque a mamãe não a vendeu? ROSÁRIO – Não sei. Isso ela não quis me contar. Talvez, para mostrar pra vocês, quando se tornassem adultas e quando soubessem da verdade. Agora ela está com você! Você decide o que fazer com ela. CARLA – E o que a senhora me sugere? ROSÁRIO – Eu não sei, filha. Faça o que o seu coração mandar. CARLA – Queria que minha mãe estivesse aqui. ROSÁRIO – E quem disse que ela não está?! Pode não está fisicamente, mas está espiritualmente sempre olhando por vocês. (elas ficam em silêncio, Carla continua observando a medalhinha) Bem, a medalhinha está entregue, se você quiser ficar aqui um pouco, refletindo sobre o que está escrito aí na carta, fica à vontade, filha. Eu vou lá pra baixo. CARLA – Tá madrinha. (Rosário sai do quarto e deixa Carla sentada na cama. Carla ler a carta novamente)Anoitecendo...
(Fernanda vem descendo as escadas apressada) FERNANDA – Alguém ai viu a Vitoria? Ela não está no quarto? CLÁUDIO – Eu não vi ela. Na verdade, faz um bom tempo que eu não a vejo. FERNANDA – Eu ligo pra ela, mas só cai na caixa postal. VERÔNICA – Ela deve ter saindo, quem sabe? FERNANDA – Pra onde? E sem me avisar ainda. VERÔNICA – Eu não sei, vai me dizer que você não conhece sua irmã. FERNANDA – Estou preocupada. A Vitoria não é assim de sumir e não avisar para ninguém, ainda mais essa hora. CLÁUDIO – Quem sabe ela está com um namorado novo? FERNANDA – Coisa que duvido muito. Alguém para aguentar aquela marrenta, basta eu que sou irmã dela. CLÁUDIO – Quem sabe Fernanda? Ela é marrenta, mais é bonita. FERNANDA – Vou continuar tentando ligar pra ela. (Adriana está na sala, pensando no beijo que deu no Junior, com um sorriso no rosto) CAMILA – Posso saber que sorrisinho é esse? ADRIANA – Sorriso de quem tá feliz! CAMILA – E eu posso saber qual o motivo dessa felicidade? ADRIANA – Agora aí, já é querer saber de mais. Cadê à Joana? CAMILA – Tá no quarto. Dizendo ela que vai sair com o namorado. ADRIANA – Hum. (se levanta do sofá) CAMILA – Pra onde você vai? ADRIANA – Ué, para o meu quarto! (esbarra em Joana) Olha tá bonita hein? JOANA – Obrigada. Você achou mesmo? ADRIANA – Achei. JOANA – Eu e o Junior vamos tomar um sorvete e nem sabia direito o que vestir. ADRIANA – Mas está linda, mesmo assim! Aposto como ele vai ficar de boca aberta ao te ver. JOANA – O que houve com você, pra está sendo tão legal assim comigo? ADRIANA – Ué não gosta? Se quiser, posso ... JOANA – Não, esquece. Não vamos discutir, porque tenho que ir, ele já deve estar chegando... ADRIANA – Divirtam-se. (continua caminho ao seu quarto) CAMILA – Nossa, que bicho fez a Adriana ficar assim? JOANA – Também gostaria de saber. (Frederico está vendo TV e pensa em Viviane, porém é interrompido com seu cunhado entrando na sala) THOMAS – Cadê minha irmã? FREDERICO – No quarto! Está com dor de cabeça e decidiu dormir mais cedo. THOMAS – Sei. Já que estamos nos dois aqui... FREDERICO – Já vai começar? THOMAS – Calma, só quero fazer uma pergunta. FREDERICO – Pergunte. THOMAS – Você chegou hoje na empresa um pouco mais tarde do que o normal. E pelo que soube pela minha irmã, você saiu no horário normal daqui de casa. FREDERICO – E...? THOMAS – E queria saber por que você demorou tanto, já que saiu no horário de sempre? FREDERICO – Sério que você está me fazendo esta pergunta? Eu me atrasei por causa do trânsito, que tava enorme. THOMAS – Eu não sei que trânsito, já que fui e vim tranquilamente? FREDERICO – É que peguei um atalho. THOMAS – Sei... Um atalho? FREDERICO – É. Se não quer acredita, a culpa não é minha, já que é a verdade. THOMAS – Não, só quero que amanha você vá no caminho de sempre para empresa. Não é certo, o presidente chegar tarde em sua própria empresa. Que exemplo ele daria aos seus funcionários. FREDERICO – Pode ficar tranquilo, Thomas. Amanha vou chegar cedo, não se preocupa. (Frederico não responde mais nada, Thomas vai para o quarto) (após tomarem sorvete, Junior e Joana decidem fazer um passeio. Durante um bom tempo, nenhum dos dois trocam nenhuma palavra. Junior continua pensativo sobre o beijo da Adriana, de hoje à tarde) JOANA – (preocupada) Está tudo bem? (Junior não responde) Junior? Você estar aí? JUNIOR – Você está falando comigo? JOANA – E com quem mais estaria? Está acontecendo alguma coisa? Você não disse quase nada hoje à noite? JUNIOR – Não é nada. JOANA – É que durante o caminho inteiro, você estava pensativo. Pensei que tinha feito algo errado. JUNIOR – Não, você não fez nada errado. Acho que quem fez foi eu. JOANA – Do que você está falando? JUNIOR – Nada, esquece. JOANA – A noite está bonita, hein. JUNIOR – Pois, é. ADRIANA – Nossa, olha só quem eu encontrei. (dando de cara com eles) O casalzinho apaixonado. Estão aproveitando à noite? JOANA – O que você faz aqui, Adriana? ADRIANA – Eu vim dar uma volta e acabei encontrando com vocês. JOANA – Que coincidência! ADRIANA – O mundo é pequeno né, verdade. JUNIOR – Coloca pequeno nisso! ADRIANA – Disse alguma coisa, Junior? JUNIOR – Nada que fosse pra você ouvir. ADRIANA – Calma, o que houve? Porque está tão agressivo assim comigo? Nem parece o mesmo de hoje à tarde? JOANA – Como assim? JUNIOR – Nada Joana, Adriana já está indo embora, né Adriana? ADRIANA – Verdade, não quero atrapalhar à noite do casal. (Adriana sai e pisca para Junior) JOANA – Do que a Adriana está falando? JUNIOR – Esquece ela. Deve está com ciúmes, de ter visto a gente juntos, como um casal. JOANA – E olha que nem somos um casal. JUNIOR – Verdade. (os dois riem. Junior fica de frente com Joana, olha para os olhos dela e à beija) (Carla entra no quarto e já encontra Paula pronta para dormir) PAULA – Porque não foi jantar? CARLA – Fiquei sem fome. PAULA – De quem é essa medalha? CARLA – Do nosso pai. Ele deixou pra mamãe quando nos abandonou. Junto com essa outra carta, dizendo por que foi embora. PAULA – Me dar aqui. Deixa eu ler. (Carla entrega a carta para a irmã, que começa a ler) Então ele gostava da gente! CARLA – Eu não sei se gostava... ou se deixou como forma de arrependimento, por ter abandonado uma mãe sozinha, com duas crianças pequenas. PAULA – Não Carla, o papai nos amava! Veja o que ele escreveu na carta: " ...isso, se cuida. Você e minhas meninas. Eu amo muito elas, não esqueça disso..." CARLA – Isso pra mim não significa nada! PAULA – Como não? CARLA – Se ele realmente nos amasse, ele não teria nós abandonado, Paula? Ele estaria aqui agora. PAULA – Mas não sabemos os motivos que o levaram a fazer isso. CARLA – Eu não estou acreditando que você está defendendo ele? PAULA – Não é isso. Não podemos julgá-lo sem saber à parte dele da historia. CARLA – Eu não estou acreditando nisso. PAULA – Carla, me escuta. Não vamos brigar, prometemos isso uma pra outra. Só quero acreditar que o nosso pai teve um motivo forte para ter feito isso com a gente. CARLA – Você quer um motivo para ele ter feito isso? Pois eu te dou. Dinheiro! Foi isso que ele foi busca na outra. (levanta da cama e sai do quarto, com uma mistura de raiva e choro) (Fernanda está no quarto, tentando ligar para sua irmã. Vendo que ela não está atendendo, levanta da cama e decide pedir ajuda) FERNANDA – (batendo na porta e entrando) Está acordado? CLÁUDIO – Estou, entra. FERNANDA – Desculpa está batendo no seu quarto hora dessa, é que estou preocupada com à Vitoria. CLÁUDIO – Ela ainda não apareceu? FERNANDA – Não e nem está atendendo o celular. CLÁUDIO – Será que ela não está na casa de alguma amiga? FERNANDA – Quem? Se desde que chegamos, ela nunca saiu daqui para conhecer novas pessoas. Por isso estou achando estranho, ela não é de fazer isso, Cláudio. CLÁUDIO – Vai ver que ela está recompensando todo tempo que vivia aqui dentro de casa. FERNANDA – Sem piada, Cláudio. Estou preocupada de verdade. CLÁUDIO – Eu sei! Foi mal, mas vamos dar mais um tempo. Volta para o seu quarto, descansa um pouco e se ela não voltar, você me procura, que eu te ajudo a procurá-la. FERNANDA – Obrigada. É bom saber que posso contar contigo. CLÁUDIO – Estou te devendo uma né. (Fernanda sorrir) FERNANDA – Boa noite. CLÁUDIO – Boa noite. (Fernanda sai do quarto e volta para o seu ainda preocupada)Continua no Capítulo 13...