"Falsa Grávida"
(Joana está na sala de consulta de Hilda. Joana estica seu braço dando oportunidade para Hilda ver sua mão) JOANA – Então, o que a senhora ver? HILDA – Vejo que a sua linha da cabeça está bem equilibrada. JOANA – Deve ser. Deste de pequena tento manter tudo organizado em minha vida. Estou terminando a faculdade de administração e quando terminar, quero arrumar um emprego e construir minha família. O que a senhora ver mais? HILDA – Na linha do coração, vejo que você tem um pouco de dificuldade de se expor. Dizer o que sente, de demonstrar os seus sentimentos. Já a linha do destino, você está perto de concluir o propósito que te trouxe aqui. Já na linha da vida... (muda de expressão) JOANA – Na linha da vida...? HILDA – Bem, a linha da vida... (não responde, deixando Joana preocupada e curiosa) JOANA – O que a senhora viu, por favor, não me esconda nada. HILDA – Vamos consultar aqui nas cartas. (solta a mão dela e começa embaralhar o baralho) Porque está um pouco confusa, quem sabe elas não me ajudam a entender um pouco. JOANA – Mas as outras estavam tão detalhadas. A senhora não está me ocultando nada, né? HILDA – Corte o baralho, por favor! JOANA – (corta o baralho e Hilda começa tirar algumas cartas dele) Então, as cartas estão detalhando melhor? HILDA – (observa um pouco as cartas, com uma expressão séria) Realmente elas só me confirmaram o que eu havia visto. JOANA – E o que a senhora viu? HILDA – Você está terminando o que você veio fazer aqui nessa vida. JOANA – Isso a senhora já disse! HILDA – Eu sei... só que... (tira mais cartas) ...depois que você terminar seu destino, você deverá sair e dar espaço para que um novo destino possa ser escrito. JOANA – Não entendi essa parte? HILDA – Não se preocupa, você tem muito que fazer ainda. Vai passar por umas turbulências, mas se você for forte, você irá realizar tudo o que desejar. JOANA – Eu sinceramente... (Junior entra na sala) JUNIOR – Então, já terminaram? HILDA – Já sim, filho! JUNIOR – Podemos ir então, né Joana? JOANA – Claro. É... quanto é que devo? HILDA – Nada, filha! Não se preocupa. JUNIOR – Vamos porque já estou quase atrasado. HILDA – Foi um prazer conhece–lá. Volte mais vezes. JOANA – Claro, foi um prazer conhece-la também. JUNIOR – Que bom, então vamos. Tchau mamãe. HILDA – Tchau filho. (Hilda acompanha Junior e Joana até a saída. Depois que eles vão embora, Hilda volta para a sala de consultas e joga as cartas novamente. Sua expressão continua séria) CAMILA – A Joana não chegou ainda? ADRIANA – Não, pelo visto deve está com o namorado novo. CAMILA – De novo com essa historia. ADRIANA – Não é historia, é verdade. Dessa vez eu vi com os meus próprios olhos. CAMILA – Sério? Não, se a Joana estivesse namorando ela teria nos contado, pelo menos pra mim. ADRIANA – Eu peguei ontem à noite ela e namorado em um jantar romântico que ela ganhou. CAMILA – Mas o conhecemos? Ele é bonito? ADRIANA – Você eu não sei. Mas eu o conheço bem o bastante. CAMILA – Calma aí... Você e... ADRIANA – Ele foi um ex-ficante meu! CAMILA – Não acredito? Quem é ele? ADRIANA – É o garçom da lanchonete perto da faculdade. CAMILA – Então não conheço. ADRIANA – Se duvidar, aposto como estão os dois lá, sentados, conversando, juntinhos... CAMILA – Você falando assim, me parece que está com ciúmes. ADRIANA – Eu com ciúmes de um cara que só fiquei uma noite. (rir falsamente) CAMILA – Não sei, vai que só uma noite foi suficiente para você ficar apaixonada por ele. ADRIANA – Ah vá, Camila. Sou dessas não. É preciso mais de uma noite para me conquistar. CAMILA – É você quem está dizendo. (Frederico e Viviane estão sentados em um banco, ele tenta pegar na mão dela) VIVIANE – Não me toca. Alguém pode nós ver. FREDERICO – Quem? Só estamos nós dois aqui nessa praça. VIVIANE – Fala logo. Por que só agora você voltou? FREDERICO – Eu li num jornal que o Fernando havia morrido. VIVIANE – Sei, isso saiu em quase todos os jornais. FREDERICO – Então, quis ver se você estava bem? Se estava precisando de algo nesse momento difícil? VIVIANE – Estou bem. Tenho meus filhos para me apoiar nesse momento. FREDERICO – Filhos? VIVIANE – Sim. Dois. O mais novo que você conheceu naquele dia. E outro mais velho! FREDERICO – Seus e do Fernando? VIVIANE – Claro, de quem mais seria? FREDERICO – Meu talvez! Já que tivemos uma linda história no passado. VIVIANE – Só que essa história ficou no passado. (Frederico tenta tocar nela novamente, mas ela volta a se afastar) FREDERICO – Porque você está me tratando assim tão fria? Nem parece com aquela garota doce e alegre que conheci anos atrás. VIVIANE – A garotinha cresceu, após ter sido abandonada por um cara, que a iludiu, que dizia que iria viver ao seu lado para vida toda. FREDERICO – Eu não estou entendendo? VIVIANE – É melhor eu ir, já que conversamos tudo o que tínhamos para conversar. (se levanta para ir embora, mas ele a segura pelo braço e a beija) (Joana chega ao apartamento pensativa) ADRIANA – Olha só quem chegou. Então, tava com o namoradinho? JOANA – Ele ainda não é meu namorado, ainda... mas pra que esconder, já que você descobriu tudo. Sim, eu estava com o Junior. ADRIANA – Finalmente confessou. JOANA – Confessei Adriana, satisfeita? É o carinha da lanchonete! O mesmo que você deixou falando sozinho, dando um gelo, depois da noite que vocês ficaram juntos. ADRIANA – Não se preocupa, pode ficar com o gatinho. Eu já aproveitei, o que tinha que aproveitar. (sai da sala, deixando-a sozinha) VIVIANE – (empurra Frederico e dar um tapa na cara dele) Nunca mais faça isso de novo. FREDERICO – Porque você fez isso? VIVIANE – O que a gente viveu acabou, há 20 anos atrás. FREDERICO – Eu não sei por que você está agindo assim, mas estou aqui agora! E estou afim de continuarmos nossa história. VIVIANE – Não temos mais o que continuar. (dessa vez vai embora e Frederico não entende o que a deixou assim) (após ter passado a manha inteira com Luana, Sérgio continua deitado no sofá, e acabou perdendo a aula da faculdade) ROBERTO – (Roberto e Adriano chegam ao apartamento) Olha só como está o cara, deitado no sofá de boa! ADRIANO – Podemos saber por que você não foi pra faculdade? (Sérgio não percebe os amigos, por ainda está pensado em Luana) ROBERTO – Ei cara? Atenção aqui. Está tudo bem? SÉRGIO – E aí galera, já chegaram? ADRIANO – Já e estou aguardado a resposta da minha pergunta? SÉRGIO – Que pergunta? ROBERTO – Adriano, esquece que este aí não prestou atenção no que a gente disse! SÉRGIO – Prestei não galera, estava com a cabeça ocupada. ROBERTO – Em que? Ou melhor, em quem? SÉRGIO – Na garota da minha vida! ADRIANO – Já começou. SÉRGIO – A gente vai ficar junto, podem apostar nisso. ROBERTO – Cara, ela está noiva do nosso amigo, o Felipe. Não tem nem chances... SÉRGIO – Ela saiu daqui não faz muito tempo. ADRIANO – O que? A Luana estava aqui? SÉRGIO – Tava e passamos a manha juntos, agarradinho neste mesmo sofá. ROBERTO – Cara, você e a Luana ficaram ai nesse sofá? SÉRGIO – É o que estou dizendo, não é?! ADRIANO – Você perdeu à cabeça? A Luana vai se casar com o Felipe. Sabe quem é o Felipe? O nosso amigo, de infância. O nosso irmão, camarada? SÉRGIO – Eu sei quem é o Felipe e não estaria fazendo isso, se não soubesse que à Luana irá terminar tudo com ele! ROBERTO – Quem te garante isso? SÉRGIO – A própria me disse. ROBERTO – E se o Felipe saber disso antes? SÉRGIO – Quando isso acontecer, já vou está junto com ela e ninguém vai nos atrapalhar. (levanta do sofá e caminha em direção à cozinha) ADRIANO – Espero que você não esteja se enganando com isso viu parceiro. DIEGO – (batendo na porta) Posso entrar? CARLA – Entra. DIEGO – Queria ter uma conversa contigo? CARLA – Eu também. DIEGO – É sobre aquilo que aconteceu naquele dia... CARLA – (interrompe) Antes que você toque nesse assunto, queria te dizer uma coisa. DIEGO – Estou ouvindo. CARLA – É bom que você saiba que... o que tivemos quando criança, ficou naquela época. DIEGO – Carla... CARLA – Espera, deixa eu terminar. Eramos criança Diego e não tínhamos uma ideia do mundo como temos agora. Foi lindo o que vivemos, mas foi passageiro, acabou. Ficou no passado. Ficou na nossa infância. DIEGO – Pra mim não... (se aproximando dela) CARLA – Pra mim foi. Eu cresci e aquele sentimento sumiu. Hoje o que eu sinto por você, é só um carinho de amigo. DIEGO – Amigo? CARLA – Sim um amigo, que gosto e admiro. DIEGO – Pois não sinto o mesmo. O que eu sinto por você é muito maior que uma amizade. CARLA – Sinto muito então, Diego. Pois é esse o meu sentimento, você queira ou não. DIEGO – Não acredito que você esqueceu tudo que passamos juntos quando criança? CARLA – Eu não esqueci, só não sinto o mesmo que naquela época. DIEGO – Eu não acredito. Você está dizendo isso por falar. Você vai ver, que é só dar um empurrãozinho ai dentro do seu coração, que tudo isso volta. (se aproxima mais dela) CARLA – Se você não aceitar meus sentimentos, terei que ir embora. DIEGO – Não! (pensa um pouco e se afasta) Está bem. Vou tentar tirar isso dentro de mim. Mas isso não significa que eu vá conseguir. (sai do quarto) (Viviane chega em casa e sua tentativa de não ser descoberta, é falhada por seu filho, Paulo) PAULO – Posso saber onde à senhora estava? VIVIANE – Fui dar um passeio. Cansada de ficar o dia todo aqui em casa. PAULO – E porque a senhora não disse pra mim? Eu iria com a senhora, melhor do que sair por aí sozinha. VIVIANE – Eu não queria incomodar, filho. Você e seu irmão, já estão fazendo muito por mim. E não quero que vocês esqueçam de viver suas vidas. PAULO – A nossa vida agora, é se preocupar com à senhora. A senhora não devia ter saído sozinha e que na próxima avise pelo pra mim ou o Felipe. VIVIANE – Sabe como estou me sentido? PAULO – Como? VIVIANE – Como se tivéssemos trocado os papéis. Eu sou a criança e vocês os adultos. PAULO – É mais ou menos isso agora. Vamos comer, à senhora já passou da hora. (Viviane rir e os dois vão para à cozinha) (Verônica está sentada sobre a cama, olhando algumas roupas que Luana comprou. Luana está em frente ao espelho, experimentando um vestido) VERÔNICA – Você comprou pouca roupa para o tempo que você ficou fora. LUANA – É que fui em várias lojas, mamãe. VERÔNICA – Sei. Amanha vamos à igreja. LUANA – A senhora já quer marcar a data? VERÔNICA – Claro. Temos quer por em pratica isso o mais rápido possível. LUANA – Verdade, se não a barriga começa à crescer e alguém desconfie. VERÔNICA – Isso mesmo, filha. LUANA – Ainda tem à ideia de usar uma barriga falsa? VERÔNICA – Se você engravidar de verdade antes, talvez não precisemos de uma barriga falsa. (Vitoria que está passando pelo corredor, ouve à conversar e invade o quarto) VITORIA – Barriga falsa? Quer dizer que à Luana não está grávida? LUANA – Você estava ouvindo à conversa de trás da porta, menina? VITORIA – Eu entendi bem? Você não está grávida, Luana? VERÔNICA – Claro que ela está grávida. Seja o que for que você tenha ouvido, você ouviu errado. Aliás, sua mãe não te ensinou que é feio ficar ouvindo à conversa dos outros. VITORIA – Não é mais feio do que fingir uma falsa gravidez para conseguir casar com um cara. LUANA – Você não sabe de nada menina. VITORIA – Sei. E eu ouvi muito bem o papo da "gravidez falsa". VERÔNICA – E daí se à Luana não estiver grávida. O que você vai fazer? VITORIA – Simples, vou contar pra todo mundo, que vocês estão querendo dar um golpe da barriga nesse Felipe. LUANA – Com que prova querida? VITORIA – Hoje em dia um simples teste de gravidez resolve isso. VERÔNICA – É, só que a gente já fez o teste. E deu positivo. (Luana pega o teste que estava dentro de uma gaveta e mostra para Vitoria) Viu, está aí prova. VITORIA – Vocês devem ter falsificado este teste. VERÔNICA – Não falsificamos teste nenhum. A Luana está grávida, temos o teste comprovando e tudo resolvido. VITORIA – Tem nada resolvido. Eu tenho certeza do que ouvi! E vou sim falar pra todo mundo. VERÔNICA – Olha aqui garota! (segura o braço dela forte) VITORIA – A senhora está me machucando! VERÔNICA – E eu vou machucar mais se você não fechar essa boca. VITORIA – Agora está tirando a mascará, titia? Cansou de fingir, foi? VERÔNICA – Tem ninguém fingindo aqui, menina. E ouça o que vou te falar. Estou sendo muito boazinha com você e sua irmã, mas se essa historia vazar daqui de dentro. Tenho até pena do que posso fazer com vocês! VITORIA – Isso é uma ameaça? VERÔNICA – Considere como você quiser? (larga o braço dela) VITORIA – É bom saber quem realmente são vocês. Assim pelo menos sei que estava metida em um ninho de cobras. VERÔNICA – E não queira ser picada por esta cobra. VITORIA – Pode ficar tranquila, titia. Não vou contar nada do que ouvi aqui. VERÔNICA – Boa garota. Agora se quiser nos dar licença, temos que continuar uma conversa que foi interrompida. VITORIA – Divirtam-se! VERÔNICA – Ah e não se esqueça. Boca fechado não entra mosca. (Vitoria sai do quarto) LUANA – E agora mamãe? Se ela contar pra alguém? VERÔNICA – Você não viu do jeito que ela saiu daqui? Assustada! E mesmo assim, tenho tudo planejado. Temos esse teste como prova. LUANA – E se pedirem outro teste? VERÔNICA – A gente falsifica novamente. Filha relaxa, vamos pensar logo numa data? Tava pensando quem sabe daqui um mês...Amanhecendo...
JOANA – (entrando na cozinha) Bom dia. CAMILA – Bom dia, apaixonada. JOANA – Deixa adivinhar. A Adriana falou pra você que estou saindo com um cara? CAMILA – Sim. Você devia ter pelo menos me contado, né? JOANA – Queria garantir logo que desse certo. Começamos meio mal e tava tentando resolver. CAMILA – Deixa adivinhar, tem a ver com a Adriana? JOANA – Tem. Mas depois te conto tudo. E como anda o assunto com a sua mãe? Você ainda falou com ela depois daquele dia? CAMILA – Falei. E acho que foi definitivo. JOANA – E o que ela queria com você? CAMILA – Queria que eu fosse a uma tal casa e falasse que era filha de um ricaço que morreu, para que herdasse uma parte da fortuna desse cara. JOANA – Mas esse cara é seu pai de verdade? CAMILA – Eu não sei! E também não quero saber. JOANA – E ela desistiu assim tão fácil? CAMILA – Acredito que sim. Mas, se ela voltar a me procurar, vai receber a mesma resposta. FERNANDA – (pasma com o que acaba de ouvi da irmã) Não acredito, Vitoria! Tem certeza de que foi isso realmente que você ouviu? VITORIA – Tenho! Peguei as duas, nessa história. O pior é que elas tem um teste de gravidez, que comprova que à Luana está grávida! FERNANDA – Mesmo assim, não acredito que nossa tia e a nossa prima, criariam uma historia dessas. VITORIA – Elas me ameaçaram se eu contasse isso para alguém. Mas se elas pensam que vou ficar de bico calado, estão muito enganadas. FERNANDA – É melhor deixar isso quieto, Vitoria. Isso não tem nada haver com a gente. Se você se meter nessa historia, você só vai está procurando briga com elas. VITORIA – Não, irmã. Você acha justo elas enganarem um cara para ficarem com o dinheiro dele? FERNANDA – Não, não acho, mas... VITORIA – Então. Eu só preciso de provas. E eu vou acabar com o esse planinho delas. (Sérgio está na sala e pensa em ligar para Luana. Pega seu celular, disca o número dela, só que cai na caixa postal. Não conseguindo, ele vai até a cozinha e tenta novamente) ADRIANO – (chega ao apartamento, joga à mochila em cima do sofá e caminha em direção à cozinha) Ligando pra ela? SÉRGIO – Estou, mas só cai na caixa de mensagem. ADRIANO – Eu avisei. SÉRGIO – Ela deve está dormindo e desligou o telefone. ADRIANO – (voltando pra sala, Sérgio logo atrás) Então tá! Cada um acredita naquilo que quer. (pega sua mochila e vai para o quarto) (Frederico vem descendo as escadas e encontra com Beatriz na sala) BEATRIZ – Já está indo, amor? FREDERICO – Já querida, se não seu irmão vai começar a pegar no meu pé, como sempre. BEATRIZ – Ele tem que entender que você é o meu marido, é o presidente daquela empresa e pode chegar à hora que quiser. FREDERICO – Não vai discutir com ele, não vale à pena. Isso tudo é preocupação de irmão mais velho. BEATRIZ – É, só que ele tem que entender que eu cresci e não preciso que ninguém me defenda. (o beija) FREDERICO – Mesmo assim, você já tem alguém que te defenda. (voltam a se beijar) Tchau. BEATRIZ – Tchau.Mais Tarde...
(Camila finalmente conhece a tal lanchonete, super frequentada por suas amigas) CAMILA – Essa é a tal lanchonete do amor? JOANA – O que? CAMILA – Nada, esquece. (as duas se sentam, na primeira mesa vazia que vêm) Então, qual deles é o seu namorado? JOANA – É já que você vai ver. (ela faz sinal para o Junior, que estava atendendo uma mesa um pouco longe delas) JUNIOR – Oi! JOANA – Oi! Queria te apresenta minha outra amiga. Camila. Camila, esse é o Junior. CAMILA – Prazer, Junior. JOANA – Prazer. CAMILA – Que coisa, Joana e Junior. J. J. Realmente, até no nome vocês combinam. JUNIOR – Então, o que vocês vão querer? JOANA – Você sabe o meu pedido. E você Camila? CAMILA – Estou sem fome! Na verdade só vim aqui, pra conhecer mesmo o famoso Junior. JOANA – Ela vai querer o mesmo que o meu. JUNIOR – Ok. É já que eu trago. (vai até o balcão) JOANA – Tem uma coisa que eu ainda não te contei. CAMILA – O que? JOANA – A mãe dele é cartomante! CAMILA – Fala sério? JOANA – Estou falando. CAMILA – Aposto como ela não tinha previsto que você e a Adriana iria pega-lo? JOANA – Isso eu não sei. CAMILA – Você já fez uma consulta com ela? JOANA – Fiz. Até que no inicio ela começou a dizer umas coisas que faziam sentido. Só que lá pro fim da consulta, ela falou coisas que eu não entendi. CAMILA – Deve ser coisas de cartomante, adivinham umas coisas e outras, confundem para que a pessoa volte novamente e elas recebam mais dinheiro. JOANA – Ela não me cobrou. CAMILA – Foi de graça a consulta? (Junior chega) JUNIOR – Pronto, aqui estão. CAMILA – (brinca) Quando você disse que não iria demorar, não imaginava que seria tão rápido assim? JUNIOR – Aqui é assim, pediu... Chegou. Licença. (vai atender outra mesa) CAMILA – Então, ela não cobrou nada de você. JOANA – Nadinha. CAMILA – E o que ela te contou? JOANA – Ah, ela começou lendo minha mão, começou a falar de umas linhas da cabeça, do coração... (Verônica e Luana chegam da igreja, ambas animadas por terem conseguido marcar a data do casamento pra daqui um mês) LUANA – Será que vai dar tempo de organizarmos tudo em apenas um mês, mamãe? VERÔNICA – Filha para de ser pessimista. Vai dar tudo certo, se preocupa apenas nessa gravidez, o resto deixa comigo. LUANA – Estou cansada de ouvir isso. Bem, vou subir para o quarto, me deu um cansaço de repente. VERÔNICA – Deve ser efeito da gravidez? LUANA – Engraçadinha. (Luana sobe para o quarto. Chegando nele, leva um susto ao ver Vitoria mexendo em suas coisas) O que significa isso? O que você está fazendo aqui garota?Continua no Capítulo 12...
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