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No Rumo da Vida
Capítulo 8 de 75
Capítulo 8
✍️ Anderson Silva ·📅 22 Aug. 2018 ·👁 0 leituras

"Proposta"

(Carla e Paula estão no quarto, ainda continuam conversando sobre o pai) PAULA – Eu também quero voltar para o Rio. Ele é meu pai também, Carla! CARLA – Não vamos brigar Paula, você vai ficar aqui com minha madrinha. Eu também não vou demorar muito, se a copia dessa carta ainda está em casa. PAULA – Você não está me enganando? E se você vai para procurar nosso pai? CARLA – Confia em mim. A gente vai procurá-lo juntas. (Cláudio deixa Luana na boate, em seguida sai com seus amigos. Sérgio, Adriano e Roberto também estão nessa mesma boate. Luana começa a beber, se animar e novamente esbarra com Sérgio. Ele sabe quem é ela, mas ela não lembra dele, por causa do efeito da bebida. Ela puxa ele pra pista e os dois ficam novamente. Porém, dessa vez a relação deles não ficou só na boate. Sérgio leva Luana para seu apartamento, sem que os meninos percebessem)

Amanhecendo...

(Sérgio leva Luana para fora do apartamento, tentando não acordar ninguém) LUANA – Tem certeza que ninguém descobriu a gente aqui? SÉRGIO – Tenho! Os rapazes devem está dormindo ainda, eles não costumam acordar essa hora! LUANA – Vamos nos ver ainda? (fica em frente a ele) SÉRGIO – Realmente você não sabe quem eu sou? LUANA – Deveria? (o beija) SÉRGIO – Melhor você ir, se o pessoal acorda e te pega aqui, vão ficar pegando no meu pé. LUANA – Então tá! (se beijam de novo) Tchau. SÉRGIO – Tchau! (fecha à porta e quando se vira, se depara com Adriano) ADRIANO – Pensou que ia esconder da gente? SÉRGIO – (assustado) O que faz aí? ADRIANO – Estava vendo você se despedir de sua "namorada"? Seria esse o nome? SÉRGIO – Ela não é minha namorada. (caminha para à cozinha, Adriano vai logo atrás) ADRIANO – Não é? Cara, você dormiu com a noiva do Felipe, nosso amigo... SÉRGIO – Eles não são noivos, quer dizer acho que não. ADRIANO – Eu só sei, que está na hora de você contar a real para o Felipe! SÉRGIO – Eu não sei. Quer saber, estou cansado, vou voltar a dormir, quando acordar, decido o que faço. Bom dia. ADRIANO – Bom dia. (Sérgio vai para o quarto meio chateado) (Camila levanta primeiro que as outras. Caminha até o sofá, e se deita. Logo depois, campainha toca, ela vendo que as meninas não ouviram decide abrir a porta) CAMILA – Quem é? (ninguém responde e ela abre mesmo assim) BIANCA – Olá filha! Estava com saudades da mamãe? CAMILA – O que você está fazendo aqui? BIANCA – Não vai convidar sua mãe para entrar? CAMILA – Você não entra aqui. (empurra à porta e Bianca a impede de fechar) BIANCA – Que é isso filhinha, você não vai virar as costa logo agora para sua mãe, né? CAMILA – (gritando) Sai daqui, me deixa em paz. BIANCA – Olha aqui... (empurra à porta com força e entra dentro de casa) ...sua garota chata. Eu sou sua mãe, você tem que me respeitar. CAMILA – Você não é minha mãe, minha mãe morreu. BIANCA – Eu sou sua mãe sim. Você queira ou não. Continua a mesma de sempre né? Mal criada, desobediente, só que agora estou aqui, para te educar como devia. ADRIANA – O que é que está acontecendo aqui? (aparece na sala) JOANA – Camila. (corre até ela, que já estava chorando) BIANCA – Bom dia meninas. CAMILA – (chorando) Mandem ela embora daqui. Eu não quero ela aqui. ADRIANA – Você não ouviu, você não é bem vinda aqui. BIANCA – Eu acho que vocês não sabem quem eu sou ainda. Sou a mãe dessa ingrata que fez tudo por ela, e agora, que já está grandinha pensa que não precisa mais de mim. CAMILA – (grita) Eu não preciso de você. Nunca precisei, quero você longe daqui, longe da minha vida. Volta para o inferno que você estava. BIANCA – Olha aqui sua moleca... (levanta a mão para bater nela, mas Adriana entra no meio e segura a mão dela) ADRIANA – Não ouse tocar na minha amiga. Aqui ela não está sozinha. BIANCA – Você me deve garota e eu vou cobrar. ADRIANA – Agora, se você quiser ir pro bem, à porta da rua é a serventia da casa. BIANCA – Eu vou, mas não pense que vai se livrar assim de mim viu garota. (ela vai embora) JOANA – Você está bem? (levando ela até o sofá) CAMILA – Não quero essa mulher aqui de novo. ADRIANA – Não se preocupa amiga, estamos aqui. Você não está sozinha. (Beatriz está na cozinha tomando o café da manha sozinha) THOMAS – (entrando na cozinha) Bom dia minha irmã. BEATRIZ – Bom Dia. THOMAS – Suponho que o Frederico ainda esteja deitado?! BEATRIZ – O Frederico está muito cansado. Ele tem muitos assuntos para resolver e isso o deixa muito exausto. THOMAS – Sei! Eu, ao contrario de uns e outros, que gostam de dormir até tarde, já estou indo para empresa. BEATRIZ – Não começa pegar no pé do Frederico meu irmão. Ele não está nem aqui para se defender. THOMAS – Quero saber quando você vai abrir seus olhos e perceber quem realmente é seu marido. BEATRIZ – Eu nunca entendi essa sua implicância com o Frederico? THOMAS – Eu adoraria ficar aqui e ter essa conversar, mas tenho que trabalhar minha irmã. Tchau. (dar um beijo no rosto de Beatriz e sai logo em seguida) (Rosário está terminando de arrumar a mesa, quando Carla e Paula entram na cozinha) ROSÁRIO – Que bom que vocês já desceram! Tem café na garrafa, os pães tão aqui em cima, na sacola, a manteiga tá na geladeira, leite em cima do fogão. Podem se servirem, que hoje não vai dar pra ficar com vocês, vão chegar uns fornecedores lá no comércio e tenho que está lá. CARLA – Pode ir madrinha, a gente se virá aqui. ROSÁRIO – Ok. Ah, já ia me esquecendo, Paula, estou quase conseguindo uma vaga num cursinho bem aqui perto, só preciso de uns documento seus. PAULA – De quais? ROSÁRIO – Depois falamos sobre isso, é que estou realmente atrasada! Tchau meninas, preciso correr. (sai apressada da cozinha) CARLA – Tchau. PAULA – Você sabe onde está a outra carta? (as duas se sentam e começam se servir) CARLA – Não. A única dica que sei, foi a que a mamãe escreveu na carta. PAULA – Que está no lugar onde só você e ela saberiam! CARLA – Isso. Nossa, já ia me esquecendo! PAULA – O que? CARLA – De ligar para as meninas, elas devem está achando que esqueci delas. PAULA – Será que elas vão atender agora? CARLA – Espero que sim. (corre pra sala fazer a ligação) Alô, Joana? JOANA – Olha só quem finalmente decidiu ligar? Tinha esquecido da gente era? CARLA – Nada, já tinha ligado antes, só que ninguém atendeu. JOANA – Nem te conto como as coisas estão aqui, Carla! CARLA – O que houve? Está tudo bem? JOANA – A Camila, você precisa ver como ela esta. Nervosa, espantada, nunca tinha visto ela dessa maneira. CARLA – Mas porque? JOANA – Tudo por causa da mãe dela, é uma longa historia e não sei se é bom contar pelo telefone. CARLA – Se for o assunto que estou pensando, acho que já sei. JOANA – Como assim? Você já sabia? CARLA – Já! JOANA – Quer dizer que só nos não sabíamos? CARLA – Talvez. Eu conheço a Camila mais tempo que vocês. A confiança que temos uma na outra grande. JOANA – Eu sei, só que pensei que a gente éramos amiga. CARLA – Olha o ciúmes, Joana. É serio, queria está aí apoiando ela. JOANA – Ela está passando os dias deitada no quarto, perdeu duas aulas na faculdade e não sei o que eu faço mais. CARLA – Tentem distrair ela e não deixem que essa mulher vá aí procura-la. JOANA – O pior é que ela já veio aqui. E tiveram uma discussão feia. Mas, mudando de assunto, como estão aí? Já se adaptaram? CARLA – Paula ainda está se adaptando, mas vamos chegar lá. Bem, vou ter que desligar, o telefone é da minha madrinha e não quero que a conta venha alta aqui. Mas outro dia ligo de novo e espero que vocês me atendam viu. JOANA – Ver se não demora pra ligar, ta? Beijos. Tchau. (Luana chega em casa e diferente da ultima vez, ela tenta não fazer muito barulho. Ela sobe as escadas com calma, mas mesmo assim, ela é flagrada por sua mãe) VERÔNICA – Isso são horas de chegar? (saindo da cozinha) LUANA – Anda, dar logo o seu sermão que eu quero ir para o meu quarto dormir! VERÔNICA – Eu não vou dar sermão nenhum. Quero que você suba para seu quarto, tome um banho, se arrume e desça, que a gente vai para casa do Felipe. LUANA – Fazer? VERÔNICA – Esqueceu que não mostramos o resultado do teste ainda? Vamos até lá resolver de vez essa situação. Até tudo estiver acertado, não vamos parar de ir lá. LUANA – Então boa sorte. (sobe para o quarto) VERÔNICA – Hoje esse noivado continua ou não me chamo Verônica. (Joana entra na lanchonete e logo é atendida por Junior) JUNIOR – (sério) Já escolheu o que vai pedir? JOANA – Na verdade eu queria conversar. JUNIOR – Pois acho que você veio ao lugar errado. Eu não sou psicólogo e isso é uma lanchonete. Já que não vai pedir nada, com licença. (sai deixando ela sozinha constrangida na mesa) (Viviane pensa em Frederico e nem repara Paulo entrando em seu quarto, com outra bandeja de café da manha para ela) PAULO – Eu posso saber por que a senhora não desceu para tomar seu café da manha? VIVIANE – Estava sem fome filho. PAULO – Mas a senhora tem que comer alguma coisa, por mais pouca que seja. (coloca à bandeja sobre ela) Posso sabe em que a senhora estava pensando, que nem me percebeu entrando em seu quarto? VIVIANE – Estava pensando naquela mulher que veio aqui ontem. Teve algo que ela me disse, que não saí da minha cabeça. PAULO – O que foi que ela disse? VIVIANE – É melhor dizer quando seu irmão chegar. Esse assunto também é do interesse dele. (Bianca se encontra num banquinho de uma praça, comendo um cachorro quente) BIANCA – É Bianca, essa sua vidinha de miséria logo vai acabar, graças a seu potinho de ouro, que vai te tirar dessa ruína. Só preciso convencê-la. E acho que já sei como! (Joana chega em casa, triste com o fora que levou do Junior) ADRIANA – Posso saber onde a mocinha estava? JOANA – Como se você se preocupasse onde eu vou ou com quem estou? ADRIANA – Então você estava com alguém? Me conta tudo, é gatinho? JOANA – Ah vai sonhando que vou te dizer. ADRIANA – É sério? Então tá, deixa que descubro sozinha. JOANA – Mudando de assunto, a Carla ligou! ADRIANA – Lembrou da gente foi? Quando ela ligou? JOANA – Um pouco mais cedo! Conversamos pouco, mas ela disse que está tudo bem com ela e a Paula. Já estão instaladas na casa da madrinha dela e estão se adaptando em São Paulo! ADRIANA – Ela pelo menos disse quando vai ligar de novo? JOANA – Não disse. Mas de qualquer forma, ela está bem e lembrou da gente. (vai para o quarto, deixando a Adriana sozinha na sala)

Anoitecendo...

(Sérgio estava lendo um livro e de repente começa a pensar em Luana. Roberto entra na sala e ver o amigo viajando nas nuvens) ROBERTO – Pensando nela? SÉRGIO – O quê? (cai na real) Não viaja, Roberto. (fecha o livro, joga em cima do sofá e vai para cozinha) ROBERTO – Eu viajando! (seguindo ele) Estou com meus dois pés bem colados no chão amigo, agora já você... SÉRGIO – (irritado) Qual é, Roberto? Vocês agora vão ficar toda hora pegando no meu pé por causa disso? ROBERTO – Calma cara.  Parei por aqui. SÉRGIO – Assim espero. Convenceram o Felipe? Ele vai fazer o show amanha? ROBERTO – Não. Eu e o Adriano ligamos para ele, tentamos de tudo, mas ele realmente está convencido em seguir a carreira do pai. SÉRGIO – O que faremos agora? Precisamos de um vocalista. ROBERTO – Infelizmente, o jeito é cancelar. Não acredito cara. O primeiro show da banda, e desistimos dele assim tão fácil. SÉRGIO – Também não precisa ficar assim. Essa banda é mais do Felipe do que nossa. Era o sonho dele, se ele quis desistir, o problema é dele. ROBERTO – Uau, você falando assim, parece até que tá com raiva dele. SÉRGIO – Só estou sendo sincero. Se o Felipe realmente amasse essa banda, como ele tanto dizia, não jogaria tudo fora assim tão fácil. (sai da cozinha, deixando Roberto sozinho) (Verônica desce as escadas e é elogiada por seu filho que está na sala com Vitoria e Fernanda) CLÁUDIO – Nossa, que musa é essa? VERÔNICA – Obrigada, filho! VITORIA – Arrumou um namorado foi tia? VERÔNICA – Não querida. Vou jantar na casa do Felipe hoje. Vamos comemorar o retorno do noivado da Luana! CLÁUDIO – Eles voltaram, não estava sabendo disso? VERÔNICA – Voltaram, esses dois se amam, não aguentam ficar muito tempo separados. FERNANDA – E onde está a Luana? VERÔNICA – Ainda lá em cima, ela tem que está linda pra hoje. VITORIA – A senhora me parece tão feliz com retorno desse noivado? VERÔNICA – Que mãe não fica feliz ao ver sua filha feliz, construindo sua própria família com quem ama. FERNANDA – E que envelope é esse em suas mãos tia? VERÔNICA – É um documento que irá garantir minha felicidade essa noite. (Luana vem descendo as escadas) LUANA – (nada animada) Está bem para senhora? VERÔNICA – É... só que está faltando um sorrisinho em seu rosto não? VITORIA – Verdade Luana, ao contrário de sua mãe, você perece está bem triste com esse noivado. O que foi? Não quer mais casar? VERÔNICA – Não diga bobagens menina. Luana está morrendo de felicidade por dentro, é que ela não gosta de expor sua felicidade, para não provocar inveja para outras pessoas que queriam está em seu lugar. VITORIA – Imagino. LUANA – Será que podemos ir? VERÔNICA – Vamos filha, já perdermos muito tempo. (Verônica e Luana caminham até à porta e vão embora) FERNANDA – É estamos sozinhos. Então vamos comer? CLÁUDIO – O pior é que eu tinha uns planos de sair com um pessoal... (olhando para o celular) ...só que não deu muito certo. VITORIA – E porque você não sai com a Fernanda? Ela me disse que tinha um filme bom em cartaz e queria assistir. Ela até me convidou pra ir, mas estou com uma dor de cabeça e infelizmente não posso acompanhá-la. Porque você não a acompanha até o cinema? CLÁUDIO – Se você quiser minha companhia durante um filme todo, eu aceito. (Fernanda não sabe o que dizer, gagueja alguma coisa, mas Vitoria é quem responde) VITORIA – Ela aceita sim, né Fernanda? FERNANDA – Claro, quer dizer... se não atrapalha seus planos? CLÁUDIO – Meus planos já foram atrapalhados. Vai ser bom pegar um cineminha, ainda mais com minha prima. E eu também não estou afim de ficar em casa. Então, você vai se arrumar ou vai assim mesmo? VITORIA – Ela vai se arrumar. Vou com ela pra ela andar mais rápido, você aguarde aí. Vamos Fernanda. (a puxa pelo braço, levando escada à cima) FERNANDA – Porque você fez isso sua louca? (dar um leve tapa no ombro de sua irmã) VITORIA – Aí! Você devia me agradecer, em vez de ficar me agredindo. Se não fizesse nada, você nunca iria chegar no nosso primo. Agora aproveita, que planejei isso e ver se pega ele. (Fernanda finge não gosta do que sua irmã fez, mas no fundo, ela gostou sim) (Joana vai até o quarto da Adriana e repara que ela está no banho. Ela aproveita e pega o celular da amiga que estava em cima da cama. Procura o contato do Junior, o anota em seu braço e põe o celular no mesmo lugar. Sai do quarto, já na cozinha, digita o número em seu celular e liga para o rapaz) JUNIOR – Não conheço esse número. Alô! Quem fala? JOANA – Oi, aqui é a Joana, a garota da lanchonete de hoje de manha. JUNIOR – O que você quer? Como conseguiu meu número? JOANA – Queria conversar com você. Será que a gente podia se encontrar na pracinha, que fica bem perto da lanchonete? JUNIOR – Estou ocupado agora, não posso ir. (desliga o celular. Ela retorna a ligação novamente e ele tem um receio de atender, mas acaba atendendo) JOANA – Por favor, só quero conversar com você. Aí depois prometo que não vou mais te procurar. (ele não responde nada por um tempo) Você topa? Alô? Está aí ainda? JUNIOR – Te encontro lá daqui meia hora. JOANA – (contente) Ok. Então te encontro lá, daqui meia hora. Tchau! Não acredito, consegui, consegui!!! Vamos ver se dar certo agora Joana. (contém a felicidade um pouco e vai para seu quarto se arrumar) CLÁUDIO – Chegamos. E parece que o filme já começou. FERNANDA – Precisamos encontrar um lugar para a gente sentar? CLÁUDIO – Claro, acho que ali está bom pra gente. (ele pega na mão dela e a leva pela escuridão do cinema, até duas poltronas no meio) Esses lugares estão bom? FERNANDA – Estão. (diz baixinho) Com você qualquer lugar fica bom. CLÁUDIO – O que você disse? FERNANDA – Você quer mais pipoca? CLÁUDIO – Quero sim. Qual é o nome desse filme mesmo? FERNANDA – Vou ser sincera, não me lembro. (rir) CLÁUDIO – Ah cabecinha de vento. Meu refri está acabando. Vou comprar mais, você quer outro ou mais pipoca? FERNANDA – Não, esse aqui dar o filme todo! CLÁUDIO – Certeza? FERNANDA – Tenho. CLÁUDIO – Então tá. Vou lá, guarda o meu lugar viu, não demoro. (Cláudio vai pegar outro refri, e sozinha, Fernanda não esconde a felicidade que está sentido) (na praça, Joana espera Junior. Como o rapaz está demorando, pensa que ele deu um bolo nela, então decide ir embora, mas antes que se levantasse para ir, Junior aparece) JOANA – Você demorou. Pensei que não ia vir? JUNIOR – Pois é, mas eu vim. Então, o que você quer? JOANA – Queria conversar com você. JUNIOR – Sobre o quê? JOANA – Senta? (Junior senta, um pouco afastado dela e olha para frente) Como que você está? JUNIOR – Bem. (uma longa pausa ocorre, Joana olha para o céu, ver a lua cheia, clara, linda) JOANA – A lua está linda hoje né? JUNIOR – Se você me tirou de casa para nada, sinceramente vou embora. (se levanta para ir embora) JOANA – Espera. (segura em sua mão) Eu preciso fazer uma coisa antes. JUNIOR – O que? (os dois ficam de frente um ao outro, Joana o encara por um tempo, toma coragem e o beija) (Felipe chega em casa e logo repara que tem visitas) VERÔNICA – Que bom que você chegou. Assim podemos terminar aquele assunto. LUANA – Mamãe, a senhora não ver que ele chegou agora, deve está cansando, precisando de um banho... FELIPE – Não, posso resolver isso antes. VERÔNICA – Viu filha. Então, aqui está o teste. Nem abrimos, porque queremos que você o abra. (entrega para ele. Em silêncio, abre o envelope e ver o resultado) PAULO – Então, qual o resultado irmão? FELIPE – Positivo! VERÔNICA – Eu sabia, conheço minha filha e ela está grávida, e você vai ter que assumir. (ele guarda o resultado no envelope, sem dizer nada) Ainda desconfia da gente, Felipe? Não vai dizer nada? FELIPE – Será que podíamos conversar a sós lá no escritório, Luana? VERÔNICA – Como assim a sós? Temos que resolver isso em família, aqui na frente de todo mundo. LUANA – Mamãe! Isso é um assunto meu e do Felipe, temos que resolver isso sozinhos! FELIPE – Eu vou está te esperando. (ele vai até o escritório e deixa a porta aberta) VERÔNICA – Ver lá o que vocês vão conversar, não estraga tudo. LUANA – Pode deixar, vou fazer tudo como a senhora planejou. (ela sai e antes que Verônica fosse atrás para ouvir a conversar, Paulo a impede) PAULO – A senhora não ouviu? Eles precisam conversar sozinhos! (após roubar um beijo de Junior, o mesmo empurra Joana e se afasta dela) JUNIOR – O que é isso? Tá maluca? JOANA – Desculpa, é que eu... eu queria... Desculpa. Não queria ter feito isso. JUNIOR – Você é maluca igual aquela sua amiga. Pensa que quer fazer o mesmo que ela? Está enganada. Isso não vai acontecer. (sai deixando-a sozinha) JOANA – Espera... Eu não sou igual a ela, por favor! (vendo que já era tarde, volta à se sentar no banco) E agora, fiz tudo errado. Sua burra, burra. (Cláudio volta com sua bebida) FERNANDA – Você demorou hein! A fila tava grande? CLÁUDIO – Nem tanto assim, na verdade, demorei porque encontrei uma garota na fila, aí começamos a conversar, começou a rolar um clima e marcamos para irmos em uma boate aqui perto. Você não se importar né, prima? FERNANDA – (decepcionada, mas fingi) Não, sem problemas. Eu pego um táxi depois. CLÁUDIO – Valeu prima, prometo que marcamos um outro dia, para assistirmos esse filme. FERNANDA – Não precisa, vai lá, não é bom deixar a menina esperando. CLÁUDIO – Estou indo, bom resto do filme pra você! (dar um beijo na bochecha dela e sai) FERNANDA – É... sozinha de novo. (Verônica está andando de um lado para o outro na sala, curiosa querendo saber o que tanto Luana e Felipe conversam) VERÔNICA – O que será que eles tanto conversam lá dentro? PAULO – Bem, não faz nem 5 minutos que eles entraram. VERÔNICA – Pra mim, parece que são horas. LUANA – Pronto, agora podemos conversar sem ninguém se intrometendo. FELIPE – Assim espero. LUANA – Eu não estou querendo obrigar nem nada, mas... FELIPE – Quanto você quer para me dar essa criança?

Contínua no Capítulo 09...

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