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Um Sonho Intenso
Capítulo 5 de 20
Capítulo 5
✍️ Luiz Lisboa ·📅 12 Aug. 2020 ·👁 0 leituras

Na fazenda de Fagundes, os amigos já estão se reunindo para se alegrarem com a chegada de Antunes.

RAIMUNDO: Vamos logo, Serena. Por causa de sua demora o coronel Fagundes vai me chamar a atenção .

SERENA: Tô indo! Hoje tenho que me apresentar bonita. Vai ter muita gente, assim me verão toda linda!

JULIO: Tá bom mamãe. A senhora já está linda. Vamos embora.

RAIMUNDO: Agora vamos?

SERENA: Se fossem mulher queria ver vocês terem essa pressa toda.

RAIMUNDO: Você atrasou tanto e não alcançou seu objetivo.

SERENA: E você que não gosta nem de tomar banho.

JULIO: Vocês dois podiam parar com essas insinuações. Dá um tempo.

Assim a família se dirige para a casa grande. Fagundes está recepcionando o seu compadre Pereira e família que acaba de chegar.

FAGUNDES: Meu amigo compadre, se achegue. Bem vinda comadre Mariana .

MARIANA: Obrigada compadre.

FAGUNDES: Mas, afinal, cadê a filha Adelaide?

MARIANA: Está a conversar com o vosso filho.

FAGUNDES: Isso é bom meus compadres.

Enquanto estão todos envolvidos com a acolhida dos convidados, Tonho, um és escravo da fazendo, chega sorrateiramente e vá até a cozinha onde está Quirina.

TONHO: Quirina! Estou aqui como você está?

QUIRINA: Tonho! Quanto tempo. O coronel viu você chegar?

TONHO: Viu não. Cheguei às escondidas. Precisava de lhe dar uma notícia. Então aproveitei a festa para vir aqui, sem ser notado.

QUIRINA: Notícia? Que notícia?

TONHO: O José, seu irmão, finalmente saiu da cadeia hoje.

QUIRINA: (muda seu semblante com a notícia) O José está solto?

TONHO: Sim Quirina, ele já cumpriu sua pena pela morte do maldito feitor Brum. Você não ficou alegre com a notícia?

QUIRINA: Sim Tonho, claro que fiquei. Mas junto com essa notícia, me veio também a recordação da promessa que José fez ao coronel no dia que ele foi preso.

TONHO: Que promessa Quirina?

QUIRINA: Ele jurou matar o coronel assim que saísse da cadeia.

TONHO: Então é isso!

QUIRINA: Isso o que?

TONHO: Ele me disse que agora ele estava livre pra fazer algo que ele deveria ter feito no passado para depois fugir daqui.

QUIRINA: De volta toda a minha dor do passado. Fale pra ele Tonho que preciso muito conversar com ele.

TONHO: Tá bom, agora preciso ir.

Tonho sai e vai embora sem que Fagundes o veja. No pátio da casa grande, todos se alegram com a família pela chegada de Antunes. E o mesmo, já está estafado dos assédios de Adelaide.

ADELAIDE: Lembra de quando éramos crianças e vivíamos correndo pelos campos aqui da fazenda? Que tempo bom. Estou com vontade de fazer tudo novamente.

ANTUNES: Fazer tudo o que? Você não acha que já estamos bem crescidos pra ficar brincando por aí?

ADELAIDE: Mas podemos mudar aquelas brincadeiras de criança, para brincadeiras de gente grande.

ANTUNES: Penso que é melhor a gente ir para perto de todos. Quero dar atenção aos meu velhos amigos.

As mães Helena e Mariana, sentadas  nas cadeiras expostas no pátio conversam de tudo um pouco. E principalmente ...

MARIANA: É tão bom ver nossos filhos já adultos e já querendo formar uma família.

HELENA: Como assim comadre?

MARIANA: Veja nossos filhos! Que casal bonito formam. Seu filho Antunes é o genro que toda mãe de donzelas gostaria de ter.

HELENA: É minha comadre isso não depende só da vontade das mães. A comadre está me entendendo.

MARIANA: Mas os nossos filhos tem tudo para serem felizes no amor. Casal perfeito.

Enquanto isso, lá na vila, Tonho acaba de chegar em casa ...

MARIA: Demorou Tonho pra voltar!

TONHO: Daqui na fazenda é puxado pra quem vai a pé.

MARIA: E Quirina, como está?

TONHO: Bem. Ficou preocupada quando disse que José está solto... Por falar em José, onde ele está?

MARIA: Saiu faz tempo, disse que ía no boteco do Tonico.

TONHO: Quirina quer falar com ele antes que ele faça qualquer besteira.

No boteco, está rolando uma prosa entre Tunico e José.

TUNICO: Você precisa pensar direitinho José. Qualquer vacilo, você volta pra cadeia. Além disso o coronel é peixe grande.

JOSÉ: Vou matar aquele cão e sumir pelo Brasil afora. Ninguém vai me colocar as mãos.

TUNICO: Você teve sua liberdade tão sonhada e foi pra cadeia na mesma hora. Agora está livre da prisão e quer viver fugindo. Pensa direito homem. Vai aproveitar sua liberdade. Seus companheiros de escravidão hoje estão todos bem, vivendo livres por aí. Veja o Tonho e Maria, estão tranquilos aqui na vila.

JOSE: Sou homem de palavra seu Tunico. Um dia jurei em alto e bom som que iria matar aquele homem, agora tenho que cumprir meu juramento.

TUNICO: Meu amigo José, não é feio rever nossas decisões, quando as mesmas são para nos fazer regredir. Pense bem. Hoje você é livre, se fizer o que está planejando, voltará a ser escravo, mas desta vez escravo de suas atitudes impensadas.

CONTINUA...

No próximo capítulo, Sara inicia a busca pela sua mãe. Antunes e Helena caminham pela fazenda e relembram da escravidão. Coronel Fagundes vai à vila e encontra com José e Tonho no boteco de Tunico.

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Cap. 1 Capítulo 1 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 4 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 8 Cap. 9 Capítulo 9 Cap. 10 Capítulo 10 Cap. 11 Capítulo 12 Cap. 12 Capítulo 12 Cap. 13 Capítulo 16 Cap. 14 Capítulo 18 Cap. 15 Capítulo 15 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 17 Cap. 18 Capítulo 18 Cap. 19 Capítulo 19 Cap. 20 Capítulo 20 NOVO
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