Widcyber
👁 0
Tamanho 18
Fonte
Tema
0% lido
Eterno canto
Capítulo 35 de 46
Episódio 35
✍️ Charlotte Marx ·📅 05 Oct. 2020 ·👁 0 leituras
Capítulo escrito por: Charlotte Marx Classificação indicativa:  Lucas é levado pelos policiais até a viatura. - Deve estar havendo algum engano, eu sou inocente! O delegado gargalha. - É o que todos dizem quando vão para delegacia! Lá ninguém é culpado! Os outros policiais riem com a ironia do chefe. O homem continua. - Não adianta negar, nós já descobrimos sua falsificação de identidade, o banco de dados de digitais nos revelou tudo. Recebemos hoje de manhã a conclusão de um primeiro laudo do IML de Vitória capital e descobrimos que suas impressões estavam na corda cerrada que culminou na morte de Fernanda Van Gogh. O mocinho protesta. - Mas isso é um absurdo, eu jamais faria coisa dessas! Armaram para mim e só conheço uma pessoa no mundo capaz de ser tão baixa o suficiente: Sam Van Gogh, o filho da... O delegado o esmurrou. - Não fale assim dele! É um dos poucos que sabem dar prazer para um homem nos dias atuais. O cardiologista ficou boquiaberto com aquela revelação, mas não conseguiu se defender foi jogado dentro da viatura e levado por outros policiais. Passado alguns minutos, as três viaturas que foram buscar o jovem estacionam em frente à delegacia, na qual, dezenas de repórteres aguardam ansiosamente por uma palavra de Lucas Carvalho. O mocinho tenta pedir ajuda a eles, dizendo ser inocente, mas o delegado o impede de prestar declarações o levando para dentro do prédio, o qual em um das salas Cristiano faz sua primeira defesa na cidade justificando o motivo de uma mãe de família ter roubado leite no supermercado para sustentar seus filhos. Ao escutar o tumulto dos repórteres, precipita-se para o corredor e embranquece ao ver Lucas vivo. Os dois agora estavam frente a frente.

***

Elvira está terminando sua massagem oriental em sua sauna quando Ruth entra correndo avisando que seu advogado Rapozzo queria confessá-la algo urgente. A empresária se assusta com a reação de sua empregada e resolve atendê-lo, ficando chocada ao ligar a televisão de seu quarto, acordando seu marido aos berros, com a reportagem feita pela emissora Novilíngua de que seu filho forjara a própria morte.

***

Lucas não consegue encarar Cristiano nos olhos, vira o rosto para o lado. - Por favor, me levem logo para cela! Cristiano, no entanto, os impede. - Eu não estou acreditando no que eu estou vendo! Você teve a audácia de forjar a própria morte? De enganar todo mundo com aquele velório? Sem se importar com o sentimento das pessoas que te amavam? Do que você é feito? De gelo? Lucas não responde, começa a chorar. Berra para os policiais. - O que estão esperando, caralho! Não querem me prender, pois então me levem logo! Os policiais abrem caminho e empurram o advogado para o lado, o qual sofre ao constatar que se apaixonara por um monstro.

***

Débora está vasculhando a cômoda de seu quarto, quando encontra seu vestido Lilás, então seus pais realmente haviam achado a roupa que seu irmão mais novo lhe dera no aniversário de 20 anos, juntando sua mesada! Lucas realmente era uma pessoa incrível, ainda mais na sua sede de querer fazer o bem, abrir os olhos dos manipulados, de continuar o legado de seu pai. Emocionou-se ao lembrar-se do irmão e torceu para que seus planos tivessem êxito em breve. Foi quando a porta de seu quarto se escancarou e Jesus e Laila entraram apressados. A bailarina se desesperou. - O que foi gente? Que cara são essas? Laila disparou. - O plano de Lucas foi descoberto, ele foi preso por falsidade ideológica e acusado de matar uma mulher. A ex-leucêmica de vinte oito anos gelou.

***

Denise está tomando café na padaria-hotel, famosíssima na cidade, em frente à mansão dos Van Gogh quando mira a pequena televisão no teto e engasga com o pedaço de pão ao descobrir que seu amigo fora preso. Ela pede rapidamente um copo de água e enquanto se recupera avista do outro lado da rua, Robson e Sam abraçados, descobrindo que eles reataram e mais: que o flautista traíra seu próprio amor de infância.

***

Paçoca espera o intervalo das crianças terminar e resolve dar uma caminhada pela horta do Colégio dos Sonhos a fim de diluir um pouco sua dor ao presenciar aquele beijo. Um coelho serelepe sai de uma das tocas e rodeia as pernas do ex-traficante querendo brincar e Bruno admira o doce acaso perante seu martírio. Ele esfrega a barriga cinzenta do bichinho e o pega no colo deixando afofar pelas patinhas na camiseta do rapaz o carinho recebido pelo humano. Passado isso, alguns minutos mais tardes, agora sozinho, o antigo rei das ruas de Santa Helena encontra um velho pneu amarrado em um galho de uma antiga árvore e permite-se sentar, balançando pelos ares, quando mãos maternas param o brinquedo, ele se volta: Era Joaquina. Chamou-o para conversar em um banco afastado aos fundos da propriedade e o aconselhou. - Por favor, meu filho, volta para São Paulo, não desista de lutar pelo amor de Débora! Ele hesitou. - Como? Mãe Joaquina? Como posso falar de amor, se não é recíproco, se ela pensa que eu a traí com aquela enfermeira! A freira opinou. - Quando me referi a lutar, não é necessariamente para implorar pelo amor dela, mesmo por que, é também um homem digno de ser amado, não quero que rasteje atrás dela, o que quero do fundo do meu coração, é que vá atrás, também, daquela maldita enfermeira e descubra quem está por trás disso, meu filho. Você não pode entregar os pontos assim, de mão beijada para o inimigo. Precisa lutar contra ele, por que uma hora, com a graça de Deus, você vai conseguir vencê-lo. Paçoca enxugou as lágrimas. - A senhora tem razão, não posso entregar o jogo para quem não me quer perto dela. Eu preciso provar minha inocência e reconquistá-la, custe o que custar. Joaquina o abraçou. - É assim é que se fala!

***

Lucas, o qual está numa solitária em frente às outras celas é ridicularizado pelos outros presos que o ameaçam agredi-lo por matar uma mãe de família. O sangue ferveu ainda mais nas suas artérias, naquele momento, como a mídia barata e golpista montava o circo para destituí-lo de chance de vingar a morte de seu pai, àquela hora, devia estar espalhada como manchetes dos principais jornais do país uma foto de seu pai, uma distorção de sua pessoa para que o povo não lutasse contra o status quo, contra o lobby generalizado, mas se eles pensavam que a história estaria terminar assim, estavam muito enganados. Ele iria se vingar, inclusive de Sam. No entanto, outra parte de si, estava preocupada com o desaparecimento repentino de seu amor, mas essa pergunta, logo foi respondida com o anuncia do carcereiro que uma visita o aguardava. Ele abriu a saleta e percebeu que se tratava de Denise Sampaio, a vereadora marxista da cidade, correu para abraçá-la. - Que saudades, amiga. Que bom que está aqui! Desde que cheguei, sinto-me tão aflito com tudo isso! Preciso muito que me ajude a encontrar Robson, ele não dormiu em casa, sumiu logo de... Ela não o deixou terminar frase, cortou-lhe com uma bomba: - Ele reatou com Sam. O mocinho ficou em silêncio. Ouvira direito o que ela falara? - O que você está dizendo, Denise? Ela prosseguiu. - Eu tenho quase certeza, Lucas, Robson nos traiu, entregou sua cabeça para a polícia, forjando sua participação no crime. Eu o vi, eu o vi na rua, abraçado carinhosamente com o Sam. Lucas não agüentou o baque, sentou-se passando mal. - Isso não pode ser possível, Denise. Você deve ter confundido, foi ele que me salvou, ele que chamou a ambulância para me resgatar quando eu estava inalando VX no apartamento. Não faz sentido algum, ele ter se bandeado pelo outro lado. Denise se emociona com o estado do rapaz. - Eu nunca afirmaria uma coisa dessas para você, meu amigo, se eu não tivesse tanta certeza disso! Ele estava lá sim, em frente à mansão, entrando no carro com o cara que tentou te matar, no maior grude. Ele nos enganou, Lucas, enganou-nos todo esse tempo. Lucas gritou. - Não pode ser! Não pode ser! Nãooooooooo! Soluçava descompassado com aquela revelação. Toda sua história na infância, o quanto Robson sofreu com sua partida, aquela invasão surpresa em seu apartamento, o banho juntos, a guerrinha de sabão, as declarações eram todas falsas, tudo era uma mentira deslavada, da pior espécie. Esmurrou a mesa descontrolado, atordoado, como desejou que dois se ferrassem, que os dois morressem de uma maneira lenta e cruel como o certo canto do conto machadiano A Causa Secreta. - Ele vai me pagar, Denise! Ele vai pagar caro por ter feito isso comigo! Eu vou destruir a vida dele! Ele vai se arrepender de ter me procurado aqui em Doce Recanto, você pode grifar isso que estou dizendo! Os dias dele estão contados! A justiceira social senta-se no chão e o abraça forte, pondo-o em seu colo.

***

Sam estaciona seu conversível rosa - veneno em frente à faculdade e Robson desce, abrindo a porta para o vilão sair, este arruma o topete e ambos de preto e óculos escuros enfrentam a equipe de entrevistadores. Uma repórter tenta colher informações. - Como vocês podem verificar os rumores de rompimento do namoro não passavam de boatos, o casal acaba de chegar e... Por favor, Sam Van Gogh, nos dê uma palavrinha sobre a prisão de Lucas Carvalho, filho de George Carvalho, o professor marxista que morreu assassinado nessa faculdade. Qual é sua expectativa sobre a prisão do possível assassino de sua mãe? Sam pronunciou dissimulado, enquanto Robson abraçado a ele protegia-o semelhante a um guarda-costas. - Eu espero, sinceramente, que a justiça mantenha essa decisão até o final, lugar de bandido é na cadeia, apodrecendo até morrer e esse infeliz tem que pagar caro pelo que ele fez! Agora com licença! Eles afastam os repórteres e finalmente conseguem se adentrar na faculdade avistam no fim do corredor Sofia os observando que desata a correr para biblioteca quando percebe que foi descoberta. Os dois correm até ela e Sam a empurra contra uma prateleira, livros e mais livros desatam sobre sua cabeça. Robson puxa-lhe pela gola e Sam a estapeia. - Escuta aqui, sua naja! Se você dar uma de boque-rota e confessar que nos ajudou entregando as digitais da faca para aquele nosso amiguinho legista! No mesmo dia, a gente despacha você para o inferno, ouviu bem? Então pare de nos observar! Por que já foi muito bem remunerada por isso! A diretora chega nesse instante. - O que está acontecendo aqui? Sam muda sua expressão, fingindo-se estar ajudando a bibliotecária se levantar. - Ela tropeçou, coitadinha! Foi pegar um livro para mim! A diretora o abraçou. - Ai, meu querido! Como você é bom! Nem sei como Sofia pode estar te amolando num momento como esse de luto para você! Perdoem nosso comportamento! Pelo ombro da Maria tonelada, ele troca olhares de tédio com o namorado. Robson ri. Assim que a diretora ajuda a mulher a se levantar e sai dando-lhe uma bronca. Sam comemora a virada com Robson, trocando um amasso selvagem entre as prateleiras. MAIS TARDE... Joaquina está em seu quarto tirando seu cochilo da tarde, quando recebe uma notificação em seu celular, a velhaca percebe que se trata de Débora e se desespera ao descobrir que Lucas foi preso, ainda mais por um crime hediondo que tinha certeza que seu filho jamais havia cometido. Ela grita. - Minha Nossa Senhora de Fátima! Paçoca e Irmã Cassandra invadem o quarto da diretora, preocupados. - Olha só, meu filho, o que Débora acabou de me contar. Ele lê a mensagem no visor e choca-se ao descobrir que armaram para Lucas.

***

Marília abre os olhos de supetão, levanta- se na cama, como seus membros estavam dormentes, seus olhos exigiam por mais sono, avistou a cômoda da cabeceira e percebeu que havia pelo menos uns cinco frascos vazios de remédios psiquiátricos para insônia tarja preta. Recordou-se da discussão que tivera com seu filho adotivo, teria sido dias atrás? Ele a dopara, mas por quê? Ao chegar ao final do corredor, na sala, o motivo clareou: ela ameaçara denunciar o sumiço de Luana! E fora impedida!

***

A campainha do quarto de Cristiano ressoa e ele atende. Era ninguém menos que sua mãe: Gumercinda! - Mãe! Como eu estava com saudades de você! E a abraça forte. Ela emociona-se com o gesto do filho e revela que trouxe nhoque, seu prato predileto. Depois de prepará-lo no fogão embutido do local, ela o serve, em cima da pequena mesa circular, próximo a porta. - Suponho que dizer que eu estava certa, só vai piorar as coisas, pois então me conte filho, não guarde nada para você, bote esse mágoa para fora, liberte-se finalmente dessa maldição! E pegou suas mãos, ele beijou as dela. ANOITECE...   Lucas chega pela segunda vez, no último horário para visitas e se amedronta ao rever seus pais adotivos: Elvira e Pedro o fitavam com certa amência e ao mesmo tempo feridos na alma. A empresária quebrou o silêncio, permitindo sua voz ressoar pela saleta. - Nos diz só uma coisa, de que esse teatro te adiantou? Closet no rosto do mocinho encurralado. *** Denise e Ezequiel aguardam, do outro lado da rua, ansiosos o tocar do último sinal, anunciando o término das aulas. Sam e Robson não demoram a sair. O bandido se enfurece. - Enquanto meu amigo está pagando por um crime que não cometeu, esses dois estão aí no bem bom. Eu vou quebrar a cara desses dois, desgraçados! Denise o segura pela blusa. - Você ficou maluco? Se fizer isso, vai botar tudo isso a perder! Vamos, ligue o carro, precisamos vigiar esses dois, minha intuição me diz que essa traição de Robson já estava sendo planejado há muito tempo, a mim eles queriam tirar o Lucas de circulação para interromper as investigações da morte de George, mas se for isso, eles estão enganados! Pelo meu amigo, eu vou até o fim dessa história, nem que me custe à vida! Eles partiram assim que o conversível zarpou para a portaria. Não demorou mais de vinte minutos quando descobriram o destino: a antiga estação de tratamento de água. Denise deixou escapar. - Bingo!

***

Um forte temporal assola a região de Manaus, naquela noite, quando Joaquina está preparando a programação do próximo feriado para as crianças. É nesse instante que a campainha ressoa, ela aguarda um instante, mas seu segurança não aparece, então resolve descer as escadas, ao ouvir a campainha tocar novamente, acende a luz do pátio central e se encaminha para o portão, quando se apavora ao ver o portão escancarado e o profissional morto enforcado no alto. Uma voz surge em suas costas. - Esse homem que você arrumou, não está com nada, irmã? A outra se vira, chocando-se ao ver que Malva estava viva e de posse de um gigolô. CONTINUA...  -'' ''>-'.' ''>
← Capítulo anterior
Episódio 34
← anterior
Próximo capítulo →
Episódio 36
próximo →
Índice de capítulos
Ver obra completa →
Cap. 1 Episódio 2 Cap. 2 Episódio 2 Cap. 3 Episódio 3 Cap. 4 Episódio 4 Cap. 5 Episódio 5 Cap. 6 Episódio 6 Cap. 7 Episódio 7 Cap. 8 Episódio 8 Cap. 9 Episódio 9 Cap. 10 Episódio 10 Cap. 11 Episódio 11 Cap. 12 Episódio 12 Cap. 13 Episódio 13 Cap. 14 Episódio 14 Cap. 15 Episódio 15 Cap. 16 Episódio 16 Cap. 17 Episódio 17 Cap. 18 Episódio 18 Cap. 19 Episódio 19 Cap. 20 Episódio 20 Cap. 21 Episódio 21 Cap. 22 Episódio 22 Cap. 23 Episódio 23 Cap. 24 Episódio 24 Cap. 25 Episódio 25 Cap. 26 Episódio 26 Cap. 27 Episódio 27 Cap. 28 Episódio 28 Cap. 29 Episódio 29 Cap. 30 Episódio 30 Cap. 31 Episódio 31 Cap. 32 Episódio 32 Cap. 33 Episódio 33 Cap. 34 Episódio 34 Cap. 35 Episódio 35 Cap. 36 Episódio 36 Cap. 37 Episódio 37 Cap. 38 Episódio 38 Cap. 39 Episódio 39 Cap. 40 Episódio 40 Cap. 41 Episódio 41 Cap. 42 Episódio 42 Cap. 43 Episódio 43 Cap. 44 Episódio 44 Cap. 45 Episódio 45 Cap. 46 Episódio 46 NOVO
Comentários do capítulo
Faça login para comentar