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Capítulo 7 de 32
Capítulo 7
✍️ Tales D. ·📅 03 Feb. 2020 ·👁 0 leituras
CENA 1/ INTERIOR/ DIA/ MANSÃO RIOS/ COZINHA          Ana Alice chega no cômodo e Judite, sua empregada, está limpando uma mesa.          ANA ALICE – Judite, que bom que voltou! Como foi lá em Cabo Frio? Como tá a netinha?          JUDITE – Bom dia, dona Ana! Foi pra lá de bom e a Clarinha é a coisa mais linda! Tirei muita foto dela, só falta revelar.          ANA ALICE – Eu imagino, não tem coisa mais fofa que um bebezinho. Podiam ficar assim pra sempre, né? Depois que cresce, só dá trabalho...          JUDITE – Mas bebê também dá muito!          ANA ALICE – Enfim, filho dá trabalho, não tem jeito!          Elas riem. Judite seca suas mãos depois de limpar a mesa e chega mais perto da patroa.          JUDITE – Dona Ana, eu sei que eu já pedi muita coisa pra senhora... Mas será que posso pedir outro favor?          ANA ALICE – Pode falar.          JUDITE – (fala baixo) É que hoje meu filho sai da cadeia... E eu queria ir lá, vai ser no horário da tarde... Posso sair mais cedo?          ANA ALICE – Que isso, Judite! Nem precisa pedir, nunca que eu ia negar isso.          JUDITE – Ah, muito obrigada.          ANA ALICE – De nada... É uma pena seu filho ter cumprido esse tempo todo, sem ter cometido nenhum crime...          JUDITE – Um ano! Por causa de uma coisa que ele não fez... a senhora sabe da história... Mas o que importa é que ele vai sair!          ANA ALICE – Isso ai!          De repente, elas se assustam com barulhos de coisas quebrando, vindos do quarto de Giselle.          JUDITE – Será a dona Giselle?          ANA ALICE – Só pode! (vai saindo) Não tô dizendo que filho só dá trabalho!          Judite ri.          CORTA PARA/ CENA 2/ INTERIOR/ DIA/ MANSÃO RIOS/ QUARTO DE GISELLE          Giselle está extremamente nervosa, suada e ofegante. Há alguns vasos e artigos de decoração quebrados. Ela lança o ultimo vaso inteiro do quarto na Tv, onde vemos Marisa apresentando seu programa, e quebra a tela do eletrônico. Nesse momento sua mãe entra, assustada com a bagunça.          ANA ALICE – Você tá maluca, Giselle!          GISELLE – (gritando) Aquela ordinária da Marisa! Ela me paga, eu vou matar aquela vagabunda!          ANA ALICE – (olhando tudo em volta) Meu deus, você destruiu o quarto todo! O que aconteceu minha filha?          GISELLE – A traíra da Marisa destruiu minha carreira, só isso! O que eu vou fazer agora?          ANA ALICE – (pega nos braços da filha e senta com ela na cama) Como assim? Me explica direito? O que ela fez?          GISELLE – Ela divulgou um áudio comprometedor ao meu respeito, naquele programinha dela! Ordinária! Nem sei como ela conseguiu aquilo...          ANA ALICE – Mas você tem que se controlar, Giselle!          GISELLE – (se levanta e roda no quarto) Controlar nada! Vou ligar pra ela. Cadê meu celular? (procura por alguns segundos) Aqui! (ela disca o número e espera)          ANA ALICE – O que de tão grave assim tinha nesse áudio, filha?          GISELLE – Ah, não enche agora mãe! Me deixa! (desliga o celular depois de tanto esperar) Ah sem vergonha não me atende! Merda! (pensa alguns instantes) Ela deve tá gravando. Vou na emissora! (vai pegar sua bolsa)          ANA ALICE – Filha, não vai sair nesse estado! Você nem vestida direito tá!          GISELLE – (se olha e vai no banheiro) É verdade! Não podem me ver mal vestida.          ANA ALICE – Independente da roupa, filha, eu não vou deixar você sair desse jeito!          GISELLE – (em off, gritando) Nem você nem ninguém vai me impedir de fazer o maior barraco com a Marisa naquela emissora!          Ana Alice preocupada.          CORTA PARA/ CENA 3/ STOCKSHOTS/ INT. E EXT./ DIA          Sonoplastia: Oops!... I did it again – Britney Spears          Takes de diversas pessoas em suas casas e em locais públicos, assistindo à Tv, surpresos com o áudio exibido no “POP +”. Elas comentam com pessoas ao lado, algumas riem, outras ficam horrorizadas.          CORTE RÁPIDO PARA/ CENA 4/ INTERIOR/ DIA/ SUPERMERCADO DOIS IRMÃOS          Laerte caminha ao lado do gerente até o escritório do estabelecimento e para, perto de algumas prateleiras, ao ver na tv a repercussão do áudio de Giselle.          Fim do áudio em fade out.          LAERTE – (falando baixo) Essa menina só faz merda...          MANOEL – (sem entender) Oi?          LAERTE – Nada, vamos!          Enquanto os dois sobem as escadas até o escritório, Camila vem correndo no meio das prateleiras e chama pelo empresário.          CAMILA – Laerte! Oi! (ela também sobe as escadas até chegar a ele) Preciso muito falar com senhor!          Laerte sem entender e o gerente Manoel com expressão de total reprovação pela atitude de Camila.          LAERTE – O que quer comigo?          MANOEL – Como você sai assim do caixa, Camila. Você tá impossível!          CAMILA – Desculpe, eu sei que não devia... Mas eu preciso muito entregar isso pro Laerte (mostra o gravador).          LAERTE – Pra que isso? Gravou alguma reclamação sobre o trabalho! (ri, ironicamente)          CAMILA – Não. Eu tentei te entregar sábado, no show da sua filha, mas acabei não conseguindo... Então decidi gravar de novo. É uma música minha.          LAERTE – (pega o gravador) Música?          MANOEL – Música? Como assim? Dá um jeito de voltar a trabalhar, Camila...          CAMILA – (confiante) É. Soube que estava procurando uma nova cantora pra agenciar, e eu queria te mostrar meu talento.          LAERTE – (indiferente) Ah, bacana... Talvez eu ouça. (ele volta a subir as escadas, com o gravador)          MANOEL – (fala baixo, nervoso) Volta pro caixa, anda!          O gerente acompanha Laerte e Camila volta, ainda muito confiante.          CORTA PARA/ CENA 5/ INT. E EXT/ DIA/ PADARIA DA TERÊ             Vemos da fachada da padaria de Terezinha, o movimento no bairro e Olinda, chegando no estabelecimento.          Dentro da padaria, Tarcísio limpa a mesa de onde acabaram de sair um casal de clientes, e se aproxima de Terezinha, no balcão.          TEREZINHA – Sua ajuda aqui tá sendo “maravilhótima”, Tarcísio! Às vezes fico doida aqui, sozinha.          TARCÍSIO – Tô amando te ajudar, bom pra passar o tempo...          TEREZINHA – Não tô reclamando não tá? Mas por que decidiu vir pro Rio tão cedo? É outubro ainda... Sua faculdade começa quando?          TARCÍSIO – Final de fevereiro... (pensativo) Mas já tava difícil ficar lá no interior...          TEREZINHA – Por que? Problema com a família?          TARCÍSIO – Família sempre dá algum problema né, tia. Mas minha mãe/          Terezinha corta ao ver Olinda entrar, insatisfeita.          TEREZINHA – Bom dia, Olinda!          OLINDA – Bom dia. (se senta e suspira) Ah, que dor!          TEREZINHA – Dor onde? Tá passando mal?          OLINDA – Dorzinha aqui na barriga, nada demais... Mas as vezes dá uma pontada. Deve ser alguma coisa que eu comi. Me vê um café aí.          TEREZINHA – Pega ali pra ela, Tarcísio. Esse aqui é o filho da minha cunhada Dulce, Olinda! Lembra?          OLINDA – Como cresceu, né? (pega o café da mão dele) Tá um homão já!          TARCÍSIO – Que isso... Como tá a Camila?          OLINDA – Tá bem... Passa lá em casa qualquer dia. (pausa) E o Kaio, Terê? Soube da história dele com a minha filha...          TEREZINHA – Ah, comadre, Kaio nem fala direito comigo! Só sei que ele se declarou!          TARCÍSIO – Ele me contou... Mas ela só quer amizade com ele.          OLINDA – É o que eles sempre foram, né? Cresceram juntos, correndo nessa pracinha ai!          TARCÍSIO – Pois é... Mas o Kaio tinha outros sentimentos...          OLINDA – Tadinho... Eu adoraria que os dois namorassem, mas se minha filha não quer... Fazer o que! O que importa é não acabar a amizade.          TEREZINHA – Isso que é importante.          OLINDA – (termina o café num gole só) Ih, preciso ir. Tenho diária hoje lá em copa...          TEREZINHA – Vai com deus!          TARCÍSIO – Tchau!          Olinda sai, com a mão na barriga.          CORTA PARA/ CENA 6/ EXTERIOR/ DIA/ UFRJ          Entardece na cidade. Takes aéreos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De longe, vemos Kaio e Henrique caminhando juntos. CENA 7/ INTERIOR/ DIA/ UFRJ          Kaio e Henrique caminham pelo corredor, com pouca movimentação.          HENRIQUE – Cara, fique boladão que tu saiu sem mim.          KAIO – Ué, qual problema? Se eu te chamasse você nem ia poder, por causa da sua namorada.          HENRIQUE – Não, tô solteiro já.          KAIO – Putz. Sabia que não ia durar muito!          HENRIQUE – Mas voltando aqui... Eu sempre te chamo pra sair e você nunca vai, mas com seu primo foi fácil, fácil...          KAIO – Mas é por que ele insistiu muito...          HENRIQUE – Sei... Me diz uma coisa aqui... Aquele Tarcísio é bicha?          KAIO – (surpreso) Por que tá perguntando isso?          HENRIQUE – Tava na cara né, aquele jeitinho dele.          KAIO – Hum... Ele é gay sim, ele me disse naquela noite.          HENRIQUE – (ri) Imagina o pessoal da sala sabendo que você tá saindo com seu primo viadinho.          KAIO – (nervoso) Que isso, cara? Não tô te reconhecendo, ta parecendo moleque da 5° série!          HENRIQUE – Ih, ficou nervosinho...          KAIO – Piada boba. (ele anda mais rápido, deixando Henrique pra trás)          HENRIQUE – Qual foi, Kaio!? Pera aí.          Henrique tenta alcançá-lo.          CORTA PARA/ CENA 8/ EXTERIOR/ DIA/           Sonoplastia: Drama          Vemos a fachada da cadeia, devidamente protegida, e um grande portão. Judite, a empregada de Ana Alice, se aproxima devagar, e para em frente, esperançosa e feliz.          Segundos depois, o portão se abre e dele sai JOSIAS (29 anos, pele parda, cabelos curtos e encrespados), filho da empregada. Eles se abraçam fortemente.          JUDITE – (chorando) Oh meu filho... Que saudade eu tava.          JOSIAS – (chorando) Também, mãe...          Eles continuam abraçados por alguns segundos, até que Judite põe as mãos no rosto dele e fala confiante.          JUDITE – Agora é vida nova, né?          JOSIAS – (sorrindo e limpando as lágrimas) Vida nova!          Fim do áudio em fade out.          CORTA PARA/ CENA 9/ EXTERIOR/ DIA          Takes da movimentação nas ruas do Rio de Janeiro. Vemos um carro sendo conduzido de forma estranha numa longa avenida.          CORTE RÁPIDO PARA/          Completamente descontrolada, Giselle dirige seu carro. Ela entra em uma rua menos movimentada, estaciona de maneira incorreta, em frente a um grande prédio. É a emissora de tv, onde é gravado o programa “POP +”, apresentado por Marisa.          Nervosa, ela desce do carro e passa por uma linda fachada decorada com pinheiros e flores.          CORTE RÁPIDO PARA/ CENA 10/ INTERIOR/ DIA/ EMISSORA/ RECEPÇÃO          Giselle chega na recepção, de decoração chique e moderna. Há uma recepcionista, sentada atrás de uma mesa de escritório, ao lado uma mesinha de centro, rodeada por algumas poltronas e perto da porta, um segurança.          GISELLE – A Marisa Moreira ainda está gravando? Pode ver pra mim queridinha.          RECEPCIONISTA – Boa tarde! Só um instante... (olha no computador)          GISELLE – (nervosa) Dá pra ser rápido, amor?          RECEPCIONISTA – Hoje ela iria gravar até as 16 horas.          GISELLE – (olha no relógio) Então ela já deve tá chegando...          CORTE RÁPIDO PARA/          Marisa caminha pelo corredor da emissora, acompanhada por Armando, visivelmente abalada.          MARISA – Olha, eu acho que preferia ter perdido meu emprego do que ter feito essa trairagem com a Giselle...          ARMANDO – Agora é tarde né... A bomba já explodiu!          MARISA – Ela é quem vai explodir comigo!          ARMANDO – Tomara! Aí você fala isso no programa também.          MARISA – Para de palhaçada, Armando.          ARMANDO – (animado) Hoje o programa com certeza foi recorde de audiência. Se bobear, tem até jornalistas aí fora.          Marisa e Armando chegam na recepção e ela fica surpresa com a presença e a abordagem de Giselle.          GISELLE – Tá aí, a vagabunda!          MARISA – Calma Gi/          Giselle avança pra cima de Marisa, que se esconde dos tapas dela, atrás de Armando.          GISELLE - Sua traíra, piranha! Eu vou te esquartejar!          Armando tenta segurar Giselle, a recepcionista fica chocada com o barraco, o segurança se aproxima e pega nos braços da cantora.          GISELLE – (tentando se soltar das mãos do segurança) Eu vou acabar com sua raça!          MARISA – Giselle, pelo amor de deus, eu não tive escolha...          ARMANDO – Ninguém aqui tem culpa se você só fala merda, o cantorazinha fracassada!          GISELLE – Cala a boca seu ridículo! Meu assunto é com essa amiga da onça ai!          MARISA – Amiga, eu juro que eu não queria ter feito aquilo...          GISELLE – Sua falsa! (grita e esperneia) Me solta que eu preciso dar na cara dessa mulher! Me solta!          ARMANDO – Leva essa louca pra fora por favor? Anda!          O segurança acata as ordens de Armando e vai levando Giselle, que continua a gritar. Funcionários na emissora observam o escândalo.          CORTE RÁPIDO PARA/          O segurança bota Giselle na rua. Marisa, Armando e os funcionários atrás. Rua pouco movimentada, mas com dois paparazzi perto de um carro, que começam a tirar fotos das loucuras de Giselle.          GISELLE – (gritando) Eu vou acabar com todos vocês! Isso não vai ficar assim! (se vira pros paparazzi e tenta os agredir) Vão tirar fotos da mãe de vocês! Seus fofoqueiros de merda! (dá o dedo do meio para as câmeras) Vagabundos!          Nesse momento, um carro freia bruscamente no meio da rua. É Aristóteles, que desce rapidamente e pega Giselle pelos braços.          GISELLE – Que isso? Me larga!          ARISTÓTELES – (levando-a a força até o carro) Vamos embora daqui! Anda! Chega de escândalo!          GISELLE – Solta, eu ainda não acabei!          O empresário consegue, finalmente, leva-la até o carro e dá partida. Os paparazzi fotografam tudo, se divertindo com o barraco. Marisa permanece chocada.          MARISA – Que horror...          ARMANDO – (feliz) Essa semana o “POP+” vai superar até “O Clone” na audiência!          CORTA PARA/ CENA 10/ INTERIOR/ DIA/ SUPERMERCADO DOIS IRMÃOS          Camila está trabalhando e termina de passar as comprar de uma cliente. Ao vir o próximo, ela se surpreende ao notar que é Bruno.          CAMILA – Ué, tá fazendo o que por aqui?          BRUNO – Minha mãe pediu pra comprar umas coisas no mercado, aí decidi vir um pouquinho mais longe pra te ver.          CAMILA – Nossa! (ri) Que honra.          BRUNO – Seu expediente demora a acabar?          CAMILA – Poxa... Hoje tenho que fazer hora extra.          BRUNO – (colocando o pouco que comprou na mochila) Não tem problema. Eu espero. Cantando.          CORTE RÁPIDO PARA/          Camila continua a trabalhar e observa, sorrindo, Bruno tocando violão e cantando perto de fachada do supermercado. Eles trocam alguns olhares. Volta e meia, pessoas que passam deixam um trocado na capa do violão de Bruno. Instantes.          CORTA PARA/ CENA 11/ EXTERIOR/ NOITE          Mais tarde, Camila sai do supermercado, junto com meia dúzia de funcionários, e logo atrás, o gerente Manoel fecha as portas. Bruno a observa do outro lado da rua.          CAMILA – Tchau, seu Manoel!          ENERSTO – Tchau! Vê se não me arruma mais problema.          Camila ri, atravessa a rua e encontra Bruno. Eles se beijam e caminham pela calçada.          BRUNO – Tá sendo uma má funcionária, é?          CAMILA – Ih, seu Manoel adora me implicar.          BRUN0 – Sei...          CAMILA – É que hoje o dono da rede esteve aí.          BRUNO – Sério? Pra que?          CAMILA – Sei lá, foi conversar com o gerente. Mas ele é o empresário da Giselle Rios, o cara que eu tentei entregar a música no show.          BRUNO – Ah, entendi... Hoje você conseguiu entregar.          CAMILA – (feliz) Consegui! Tô achando que dessa vez eu vou ficar famosa.          BRUNO – Ai ai... Você já sabe o que eu acho disso né?          CAMILA – Sei, Bruno. Mas é meu sonho, ué. Você vai ter que aceitar isso se quiser ficar comigo.          BRUNO – Não, tudo bem! Só que esse lance de fama não é tão bom assim.          CAMILA – E tu já foi famoso pra saber?          BRUNO – Bom/          CAMILA – (corta) Como que ser reconhecida pelo meu trabalho e ainda ganhar dinheiro com isso não é tão bom assim? É maravilhoso!          BRUNO – Mas você sabe que esses empresários só exploram os artistas né.          CAMILA – Olha... Nada do que você me falar vai me impedir de continuar com isso. É meu sonho desde criança.          BRUNO – (beija o rosto dela) Tá bom... Minha cantora!          Camila sorri e eles continuam a andar.          CORTE RÁPIDO PARA/          O casal finalmente chega em frente à casa de Camila e param no portão.          BRUNO – Amanhã a gente se vê?          CAMILA – Sim... Até hoje você não me deu seu número.          BRUNO – Não tenho celular... Mas você pode ligar lá pra pensão.          CAMILA – (tira o celular da bolsa) Pera aí. Qual é o número?          BRUNO – 32/          O telefone de Camila toca no momento em que ela ia anotar o número de Bruno.          CAMILA – (estranha) Ué, que número diferente... (atende) Alo? Oi? (pausa) O que? Minha mãe? (nervosa) Ai meu deus! Qual hospital? (pausa) Tá, tá, tô indo.          Camila desliga o telefone e fala com Bruno, desesperada.          CAMILA – Minha mãe! Desmaiou no trabalho!          BRUNO – Onde ela tá?          CAMILA – Os patrões dela levaram ela pro hospital... Meu deus, o que aconteceu com minha mãe!?          Close em Camila, muito abalada.

FIM DO CAPÍTULO

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Cap. 1 Capítulo 1 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 4 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 8 Cap. 9 Capítulo 9 Cap. 10 Capítulo 10 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 12 Cap. 13 Capítulo 13 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 15 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 17 Cap. 18 Capítulo 18 Cap. 19 Capítulo 19 Cap. 20 Capítulo 20 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo crossover NOVO
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