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A Nossa Canção
Capítulo 41 de 51
Capítulo 41
✍️ Anderson Silva ·📅 13 May. 2026 ·👁 1 leituras

"Mais Uma Vez"

Daqui seis meses...

(os alunos vêm e vão naturalmente, é apenas mais um dia normal, como outro qualquer. Elisa e Mônica caminham pelo o corredor, atentas para qualquer momento os garotos começarem o “show” deles) MÔNICA – (se aproxima dela) Não tá achando isso aqui pacato demais? ELISA – Realmente. Eles receberam nossa mensagem de que estávamos prontas para hoje. Achei que já chegaríamos, com algum espetáculo deles. MÔNICA – Será que eles ainda não chegaram? ELISA – Não sei. (para de andar, pega o celular) Vou mandar uma mensagem aqui para o Arthur. (antes que começasse a digitar, um grupo de garotos saem de uma das salas. Um deles está com um som no ombro, se posiciona bem no meio do corredor. O rapaz coloca o som no chão, os garotos se reúnem logo atrás. Ambos estão caracterizados com roupas descoladas, acessórios e tudo mais. Os demais alunos reparam aquilo tudo, Arthur saí da mesma sala de onde os garotos saíram. Caminha até o som no chão, observa as garotas a sua frente) MÔNICA – Convencido. Obvio que eles iriam chamar mais amiguinhos. ELISA – Relaxa, aja naturalmente! Seja o que for que eles mostrem para o pessoal, finja que não está achando grande coisa. (Arthur olha para os demais garotos, dá play na música) (especialmente nesta cena, será disponibilizado duas versões da música. A primeira é a música oficial e a segunda é a versão cover, para deixar a história um pouco mais real. Escolha a sua favorita e diverta-se)

She got a body like an hourglass 1 But I can give it to you all the time She got a booty like a Cadillac But I can send you into overdrive, oh You've been waiting for that Step on up, swing your bat See, anybody could be bad to you You need a good girl to blow your mind, yeah Bang bang into the room, I know you want it 2 Bang bang all over you, I’ll let you have it Wait a minute, let me take you there Wait a minute 'till ya Bang bang; there goes your heart, I know you want it Back, back seat of my car, I’ll let you have it Wait a minute, let me take you there Wait a minute 'till ya She might've let you hold her hand in school 3 But I'mma show you how to graduate No, I don't need to hear you talk the talk Just come and show me what your momma gave ya I heard you've got a very big (shh) Mouth, but don’t say a thing See, anybody could be good to you You need a bad girl to blow your mind Bang bang into the room, I know you want it 4 Bang bang all over you, I’ll let you have it Wait a minute, let me take you there Wait a minute 'till ya Bang bang; there goes your heart, I know you want it Back, back seat of my car, I’ll let you have it Wait a minute, let me take you there (you know what, girls?) Wait a minute 'till ya (let me show you how to do it) It’s Myx moscato, it’s frizz in a bottle 5 It’s Nicki Full Throttle, it’s oh, oh Swimming in The Grotto, we winning in the lotto We dipping in the powder blue, four door Kitten so good, it's dripping on wood Get a ride in the engine that could go Batman, robbin' it, bang bang, cockin' it Queen Nicki dominant, prominent It's me, Jessie, and Ari, if they test me, they sorry Ride his uh like a Harley then pull off in his Ferrari If he hanging we banging, phone ranging, he slanging It ain't karaoke night but get the mic ‘cause I'm singing Uh, B to the A to the N to the G to the hey Uh, B to the A to the N to the G to the hey See, anybody could be good to you You need a bad girl to blow your mind Your mind, hey (okay) Bang bang into the room, I know you want it 6 Bang bang all over you, I’ll let you have it Wait a minute, let me take you there Wait a minute 'till ya Bang bang; there goes your heart, I know you want it Back, back seat of my car, I’ll let you have it Wait a minute, let me take you there Wait a minute 'till ya Bang bang into the room, I know you want it Bang bang all over you, I’ll let you have it Yo, I said, bang, bang, bang, b-bang, bang Bang, bang, bang, bang, b-bang, bang Bang bang; there goes your heart, I know you want it Back, back seat of my car, I’ll let you have it Wait a minute, let me take you there Wait a minute 'till ya 1. Arthur lança um olhar desafiador para as meninas e caminha pelo o corredor. O grupo de garotos batem palmas e dançam. Pedro e Samuka saí da mesma sala que Arthur, se enturmam com o pessoal. As meninas os observam, fingem não estarem surpresas. 2. Arthur e Pedro cantam em direções opostas, ambos estão animados. Em poucos segundos, o corredor se aglomera de alunos e professores. Alguns até dançam junto com o pessoal, Arthur tira proveito disso e provoca as garotas. 3. Pedro vai até um grupo de garotas e canta junto delas. Arthur e Samuka andam pelo o corredor, animando os alunos. O grupo de garotos dançam ao fundo, cuidam do som para ninguém esbarrar nele e acabar com a música. Pedro e Arthur se aproximam, cantam juntos. 4. Juntos, os dois se aproximam das garotas que fingem que não é nada demais a apresentação dos garotos. Os dois a provocam, depois se separam. Samuka se aproxima do grupo de garotos, canta sua parte lá. 5. Samuka caminha em direção as garotas, provoca especialmente Mônica. Arthur e Pedro estão dançando logo atrás dele. Nessa altura da música, todos jã estão contagiados pela a euforia dos garotos e estão se divertindo. 6. Os três garotos se separam, indo cada um para uma direção diferente. Todos estão batendo palmas, dançando e se divertindo. Elisa e Mônica continuam imóveis durante a música inteira. Os garotos se aproximam do som, encerram a apresentação, cada um fazendo uma pose diferente. São ovacionados pelo o pessoal da universidade. (Alice está compondo uma nova música, sua avó bate na porta do estúdio) VIVIANE – Licença, querida. (entra, logo atrás vem Gaspar) Alguém veio te fazer uma visita. GASPAR – Oi, Alice. ALICE – Gaspar? O que você está fazendo aqui? GASPAR – Ué, depois que a minha paciente deixou a fisioterapia de lado, eu vim ver como ela estar. ALICE – Nada mudou. Ainda contínuo nessa cadeira. GASPAR – Se não tivesse parado... (percebe que ela se irritou) VIVIANE – Tenta convencê-la, doutor. GASPAR – Por favor, pode me chamar de Gaspar. Aqui estou como um cidadão normal. VIVIANE – Desculpe... Gaspar. Você aceita comer alguma coisa, beber...? GASPAR – Não, obrigado. VIVIANE – Tudo bem. Então vou deixar vocês conversarem. GASPAR – Obrigado. (Viviane saí do estúdio, Gaspar se aproxima de Alice, a observa) Compondo? ALICE – (séria) Sim. GASPAR – Posso ver? ALICE – Não. (esconde a letra) O que você quer, Gaspar? GASPAR – Só vim conversar. (senta-se na outra cadeira) Bater um papo, talvez você estivesse precisando de alguém para se abrir um pouco. ALICE – E porque eu me abriria com você? A gente mal se conhece. Você me ajudou com a fisioterapia durante alguns meses apenas e nada mais. GASPAR – Sei lá... meio que criei um elo entre paciente e médico. Isso não aconteceu com você? ALICE – Não, não aconteceu. (os dois ficam em silêncio) GASPAR – Teve notícias de seu irmão? ALICE – (foca na letra da música novamente) Eu não falo com ele desde que participei daquele programa. GASPAR – Está tudo bem com vocês? ALICE – Está. Eu acho... a gente meio que se desentendeu. GASPAR – Eu vi o programa. Ele parece que ficou chateado com você. ALICE – Estou esperando o pedido de desculpas dele. GASPAR – E se ele não der, você não mandará nenhuma mensagem para ele, né?! ALICE – Sim. GASPAR – (ri) Típico de você. ALICE – (a Gaspar) O que você disse? GASPAR – Nada. (Alice volta para a letra de sua música, os dois ficam em silêncio, Gaspar a observa) (Samuka, Arthur e Pedro saem da universidade comemorando o número que deram hoje mais cedo. Passam por alguns alunos, que os parabenizam) SAMUKA – É, turma... essa vitória está no papo. Não tem como as meninas mandaram melhor que a gente. PEDRO – Acho melhor não cantarmos vitória antes do tempo, gente. ARTHUR – Tá torcendo contra é, Pedro? PEDRO – Não, só acho que não é bom acharmos que ganhamos, sem ver o que elas têm para mostrar. SAMUKA – Independente do que elas mostrem, essa vitória é nossa. (uma banda está organizada ao fundo do pátio, os garotos reparam) Olha só, parece que a apresentação delas vai começar. (os demais alunos começam se aglomerar, Elisa e Mônica aparecem, ambas vestidas em estilo rock. As duas se entreolham, a banda começa a tocar) (especialmente nesta cena, será disponibilizado duas versões da música. A primeira é a música oficial e a segunda é a versão cover, para deixar a história um pouco mais real. Escolha a sua favorita e diverta-se)

Tommy used to work on the docks 1 Union's been on strike, he's down on his luck It's tough, so tough Gina works the diner all day Working for her man, she brings home her pay For love, for love She says: We've got to hold on to what we've got 2 'Cause it doesn't make a difference if we make it or not We've got each other and that's a lot For love, we'll give it a shot Oh, we're halfway there Oh, oh, living on a prayer Take my hand, we'll make it, I swear Oh, oh, living on a prayer Tommy's got his six string in hock 3 Now he's holding in what he used to make it talk So tough, it's tough Gina dreams of running away When she cries in the night Tommy whispers Baby, it's okay, someday We've got to hold on to what we've got 4 'Cause it doesn't make a difference if we make it or not We've got each other and that's a lot For love, we'll give it a shot Oh, we're halfway there Oh, oh, living on a prayer Take my hand, we'll make it, I swear Oh, oh, living on a prayer Living on a prayer We've got to hold on, ready or not 5 You live for the fight when that's all that you've got Oh, we're halfway there Oh, oh, living on a prayer Take my hand, we'll make it, I swear Oh, oh, living on a prayer Oh, halfway there Oh, oh, living on a prayer Take my hand and we'll make it, I swear Oh, oh, living on a prayer Oh, we're halfway there Woah, living on a prayer 1. Elisa e Mônica dançam seguindo o ritmo rock roll da música. As duas se separam, indo em direção opostas. Os meninos as observam e o único que começa a curtir a apresentação delas, é Pedro. 2. Mônica caminha pelo o gramado, os alunos logo começam a se aglomerar. Elisa que está do outro lado, canta olhando para Mônica. As duas se aproximam uma da outra, completamente animadas. 3. As duas se separam novamente. Elisa caminha até onde os garotos, e dessa vez ela os provoca. Pedro está dançando em estilo da música, Arthur e Samuka olham para ele, querendo entender de que lado ele está. Elisa se aproxima de Mônica e as duas cantam e dançam juntas. 4. Assim como a música dos garotos, os alunos também se divertem nesta. Por ser um espaço aberto, eles têm mais liberdade para dançarem. Elisa e Mônica caminham pelo o gramado. Arthur e Samuka não querem dar o braço a torcer, então continuam vendo a apresentação das meninas de cara emburrada. Pedro, ao contrário deles, está se divertindo desde quando a música começou. 5. Elisa e Mônica se aproximam, caminham até a banda. Ficam os segundos finais da música lá. Observam todos se divertindo no gramado, com exceção dos garotos. Isso as deixa animadas, se eles ficaram assim, significa que elas estão mandando bem. A apresentação se encerra, com todos entusiasmados com elas.

Mais tarde...

(os cincos decidiram comer algo após a universidade, comentam sobre as apresentações que fizeram hoje pela manhã) PEDRO – Vocês arrebentaram naquela música, meninas. Parabéns, de verdade. (Arthur e Samuka dão uma mal-encarada nele) Sem dúvida vai ser uma decisão difícil para o pessoal. SAMUKA – É... vocês até de cantaram bem. ARTHUR – Só que a gente foi melhor e essa vitória será nossa. MÔNICA – Vocês bem que poderiam ser um pouco mais humildes, igual o Pedro, e aceitar que a gente mandou bem. ARTHUR – E quem está dizendo que vocês não mandaram? ELISA – O fato é que só amanhã saberemos quem foi o melhor. (faz carinho na nuca de Arthur)

Agora...

(todos olham para Pedro, não entendem como uma música que ele escutou em um sonho, vai despertar Alice) VIVIANE – Eu não acho que vão deixar você cantar aqui dentro, querido? PEDRO – Mas eu não vou cantar aqui, vó. Vou cantar para a Alice, lá no quarto dela. Por isso eu preciso entrar. FELIPE – Espera, filho... (se aproxima dele) ... eu sei que você e sua irmã tem uma ligação forte com a música, talvez isso dê certo, mas o médico ainda não a liberou para receber visitas. PEDRO – Então o chamamos aqui e conversaremos com ele. PAULA – As coisas também não são assim, querido. PEDRO – Vocês não estão me entendo. Eu sei que assim que a Alice me ouvir, ela vai acordar. (Felipe e Paula se entreolham, no fundo acreditam nele) FELIPE – Precisamos conversar com o médico primeiramente. Para depois ele autorizar a sua entrada. PEDRO – Tá, vamos então. Vamos logo conversar com esse médico, antes que seja tarde. (caminha até o atendimento, Felipe vai com ele) FELIPE – Espera, Pedro... não é assim... PAULA – (se aproxima de Viviane) Esse aí enquanto não cantar para a Alice hoje, não vai sossegar. (Viviane sorri) (Alice vem descendo as escadas, o motorista e dois seguranças vem descendo logo atrás, cada um com duas malas) FELIPE – Deixem tudo no carro que logo mais vamos sair, hein. (passam por ele, em direção a saída. Alice fica ao lado do sofá, Felipe vai até ela) Tem certeza de que pegou tudo, filha? ALICE – Tenho sim, pai. FELIPE – Ótimo. Sabe que está viagem é de ida apenas. Não iremos voltar tão cedo pra cá. (Alice olha para a sala, a saudade começa a bater) ALICE – Vou sentir saudades daqui. (olha para um porta-retrato, com uma fotografia de sua família) FELIPE – (se aproxima dela, a toca no ombro) Para onde vamos, será bem melhor do que aqui. (sorri) (Junior continua olhando para filha, na espera da resposta dela) ANA – Eu pensei muito, analisei todas as possibilidades e... (pausa) JUNIOR – Pode dizer, filha. Independente do que você tenha escolhida, eu ficarei feliz. ANA – Eu escolhi ir para Madrid, morar com o tio Gustavo. (obvio que Junior fica decepcionado, mas tenta disfarçar) JUNIOR – (tenta forçar um sorriso de alegria, mas não consegue) Eu fico feliz, filha... (olha para a mesa, levanta-se em seguida) Eu vou... (Ana levanta-se rapidamente, caminha até ele e o abraça) ANA – Eu te amo, pai! (Junior retribui, abraçando-a mais forte, sente vontade de chorar) (o médico e Pedro entram no quarto de Alice, caminham até a cama) MÉDICO – O estranho que já era pra ela ter acordado. PEDRO – (segura na mão dela) Ela vai acordar, assim que me ouvir cantar. (solta a mão dela, senta-se com cuidado na cama, coloca o violão em cima de uma perna, a observa) Eu sonhei que estava sozinho em um lugar, chamava por alguém e ninguém me escutava. Então comecei a ouvir você cantando essa música. Eu sei que aquilo era um sonho, porque só nele para você cantar um tipo de música assim. (ri) Mas, foi graças a ela que eu consegui te encontrar e eu não me senti mais sozinho. (olha para o violão) Então, acho que se eu cantar ela pra você... você também não se sentirá sozinha e voltará para gente. (começa a tocar, o médico fica ao lado, observando tudo)

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã 1 Mais uma vez, eu sei Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã Espera que o sol já vem Tem gente que está do mesmo lado que você 2 Mas deveria estar do lado de lá Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar Tem gente enganando a gente Veja a nossa vida como está Mas eu sei que um dia a gente aprende Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo Quem acredita sempre alcança! Mas é claro que o sol vai voltar amanhã 3 Mais uma vez, eu sei Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã Espera que o sol já vem Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena 4 Acreditar no sonho que se tem Ou que seus planos nunca vão dar certo Ou que você nunca vai ser alguém Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar Mas eu sei que um dia a gente aprende Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! 1. Pedro toca o violão, começa a cantar e olha para sua irmã. Gaspar está ao lado dele, toca na cabeça de Alice e desaparece. O médico fica em silêncio do outro lado da cama, apenas o observa. 2. No subconsciente de Alice, ela está em um aeroporto, na fila de embarque. Todos a sua volta parecem felizes, escuta seu pai e seu irmão conversando sobre como será bom morar em Nova York. Gaspar aparece um pouco longe dali, observa tudo.  A música que Pedro está cantando lá fora, começa a ser ouvida pela Alice. Ela olha para o irmão ao lado, conversando com Felipe e não entende o que está acontecendo. A música continua mais alta, ela olha ao redor e percebe todos agindo normal. Tem medo de que esteja ficando louca e isso seja apenas coisa de suca cabeça. Alice abaixa a cabeça, fecha os olhos, pede para a música parar. 3. Ao abrir os olhos e levantar a cabeça, ela dá de cara com Pedro parado em meio ao saguão, tocando violão e cantando. Todas as pessoas desapareceram, incluindo sua família. Pedro se aproxima dela, Alice fica um pouco assustada sem entender o que estava acontecendo. Conforme seu irmão se aproximava, o cenário do aeroporto ia desaparecendo. Atrás dele, ia sendo criado apenas um lugar totalmente branco. 4. Pedro e Alice ficam frente a frente, ele sorri. O espaço todo ficou branco, independente para onde olhasse. Vendo o irmão ali perto, percebe que ele é diferente, de que ele é o verdadeiro. Gaspar continua de longe, observa tudo. Pedro encerra a música, coloca o violão ao lado, se aproxima um pouco mais dela. PEDRO - Vamos pra casa? (sorri, segura na mão dela, nesse mesmo instante uma luz intensa fica entre os dois. Alice desperta no hospital) MÉDICO - (surpreso) Deu certo?! ALICE - (sonolenta) Onde eu estou? (Pedro levanta-se, feliz) MÉDICO - Oi, Alice. Você está no hospital. Você sofreu um acidente, você se lembra disso? (flashes do acidente passam na cabeça dela, começa a doer) ALICE - Sim, lembro. (passa a mão na cabeça) Minha cabeça está doendo muito. MÉDICO - Calma, precisamos fazer alguns exames em você. (grita) Enfermeiras! Enfermeiras, por favor. ALICE - Eu não estou sentindo as minhas pernas. Por que eu não estou sentindo as minhas pernas. (ergue sua cabeça, tenta mover suas pernas. O médico e Pedro se entreolham) (Alice passar por alguns exames, tanto na cabeça como em suas pernas. Pela a expressão do médico, as coisas não estão tão boas assim)

Anoitecendo...

(Felipe está sentado na cama ao lado de Alice, que continua deitada) FELIPE – Quer dizer que você ouviu a voz do Pedro e acordou?! ALICE – Isso. Eu não sei que tipo de sonho maluco que eu tava tendo, mas a gente meio que estava se mudando para Nova York. O pessoal por lá também eram meio malucos, sei lá. FELIPE – (ri) Malucos? Como assim? (antes que ela respondesse, o médico entra no quarto) MÉDICO – Licença. (caminha até a cama, Felipe se levanta) Como você está? ALICE – Cansada de ficar deitada. Então... o senhor descobriu porque ainda não consigo mexer as minhas pernas? (Felipe fica apreensivo, presta atenção no doutor) MÉDICO – Infelizmente não trago uma boa notícia. (olha para Felipe, em seguida olha para Alice. Ele conta para ela o que aconteceu, a gravidade do acidente e da paralisia das pernas. Alice entra em choque com tudo o que ouve)

Dias depois...

(Alice recebeu alta dois dias depois de ter despertado. Ela voltou para casa e tem passado os últimos dias em seu quarto, recebendo ajuda de sua família) VIVIANE – (retira a bandeja do café de manhã da cama) Tem certeza de que está satisfeita, querida? ALICE – Tenho sim. VIVIANE – Está bem. Qualquer coisa, só me chamar. (saí do quarto, Alice olha para suas pernas, faz um esforço para mexê-las. Sem resultado, olha para uma cadeira de roda ao fundo no quarto, sente uma mistura de raiva e tristeza) (Ana caminha pelo o pátio, indo em direção a Alan sentado sozinho em um dos bancos) ANA – Oi, Alan. ALAN – (levanta-se) Oi. ANA – Como você está? ALAN – Bem e você? ANA – Estou bem. Amanhã é a sua audição de dança, né?! Preparado? ALAN – Confesso que estou um pouco ansioso, mas tudo tranquilo. ANA – Queria estar lá, para te apoiar. Pena que é uma audição fechada. (Alan senta-se novamente, os dois ficam em silêncio) Cadê aquela sua amiga? ALAN – Eu quis ficar sozinho hoje. ANA – (senta-se ao lado dele) Entendi. (os dois voltam a ficar em silêncio, prestam atenção nos demais alunos) ALAN – O resultado da primeira fase do vestibular foi divulgado hoje. Você passou? ANA – Passei. Só que não vou fazer a próxima etapa. ALAN – Por que não? ANA – Eu vou morar em Madrid, ano que vem. (Alan a observa) ALAN – Decidiu ficar com o seu tio, então? ANA – Decidi. Lá talvez tenha mais oportunidades do que aqui. ALAN – Possivelmente. (olha para os alunos) Com o dinheiro que seu tio tem, oportunidades que não irão faltar. ANA – Também estou indo nem é por causa disso. Na verdade... (olha para ele) ... não tem mais nada que me prende aqui. (os dois se entreolham, Alan levanta-se) ALAN – Espero que seja feliz em Madrid. (caminha em direção a escola de cabeça baixa. Ana continua sentada no banco, o observa) (Larissa entra no salão animada e ansiosa, caminha até o balcão onde está Nathaniel) LARISSA – Bom dia, bom dia... meu querido, Nathan. (beija a bochecha dele) Finalmente o grande dia chegou. NATHANIEL – Bom dia. Gosto assim, de te ver animada. LARISSA – E hoje estou. Hoje começa a parte ao vivo do programa de música... (rodopia pelo salão) Não vejo a hora de subir naquele palco e mostrar para todos que me criticaram o tamanho da minha voz. (se aproxima do balcão) Hoje eu vou conseguir calar todos que falaram mal de mim. Pode apostar no que eu estou dizendo, Nathan. (se afasta, caminha pelo o salão animada. Nathaniel a observa, sorri) (Alice está deitada em sua cama, olhando para o teto. Em sua cabeça se passam mil e uma bobagens. Pedro entra no quarto) PEDRO – Licença, estou entrando. ALICE – (limpa uma lágrima que escorreu em seu rosto, finge um sorriso) Oi. PEDRO – Deve está sendo um tédio ficar o dia aqui nesse quarto, né não? (senta-se ao lado dela, coloca a mochila no chão) ALICE – Você nem imagina. PEDRO – (olha para a cadeira de rodas) O que você acha de a gente dar uma volta pelo o jardim? ALICE – Nem pensar que eu vou sentar naquele cadeira idiota. Prefiro ficar eternamente nessa cama, do que sentar ali. PEDRO – Você não pode ficar assim, Alice. Você tem uma a vida pra continuar. Tem seus shows, a escola... ALICE – (vira o rosto para o lado, sente vontade de chorar) Eu vou desistir disso tudo. Eu vou deixar a escola, vou deixar a música... PEDRO – Ei, que é isso? (segura no rosto dela, fazendo-a olhar para ele) Que irmã fraca é essa que eu tenho? Que no primeiro tropeço da vida, já desiste. ALICE – Você fala isso, porque não é você que pode ficar o resto da vida sem andar. PEDRO – Bom, pelo menos ainda teria uma vida para seguir. ALICE – Você não me entende, por isso diz isso. PEDRO – Eu só acho que você está pegando muito pesado consigo mesma. Você tá aqui, com a gente. Imagina o quão incrível seria você voltar para os seus fãs, subir nos palcos de cadeira de rodas. Você superar isso, pode servir como inspiração para outras pessoas que também estão na mesma situação que você. ALICE – Todos irão sentir pena de mim, isso sim. PEDRO – Não diz isso... ALICE – Eu já tomei a minha decisão, Pedro. Acabou a Alice Almeida. Minha vida acabou. Estou condenada a passar meus últimos dias nessa cama idiota. (vira o rosto novamente para o lado, chora. Pedro apenas a observa, querendo ajudá-la)

Continua no capítulo 42...

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