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A Nossa Canção
Capítulo 8 de 51
Capítulo 08
✍️ Anderson Silva ·📅 25 Feb. 2026 ·👁 2 leituras

"Caso Indefinido"

Daqui seis meses...

(Pedro saiu com seus colegas de apartamento para comerem alguma coisa fora. Os três escolheram a lanchonete favorita de Samuka. Mônica e Elisa foram juntos também) ARTHUR – Vocês viram o espetáculo que a turma da Ayla fez? Recriarem uma cena do Rei Leão. Fala sério! PEDRO – Eu gostei. ARTHUR – Você é calouro, Pedro. Não entende a rixa que tem entre as turmas. PEDRO – Existe uma rixa? MÔNICA – Na verdade isso não é uma rixa entre turmas, é mais entre Ayla e Arthur. SAMUKA – É que no ranking dos melhores cantores do semestre, Ayla e Arthur estão empatados. PEDRO – Ranking dos melhores cantores? SAMUKA – A cada semestre ocorre internamente entre os alunos uma votação para definir qual o melhor cantor da universidade. No fundo acho isso uma grande perda de tempo. ARTHUR – Fala isso porque nunca saiu do 7° lugar. ELISA – Eu concordo com o Sam. Eu estou em 5° mas para que isso? Para que uma lista dizendo quem é melhor, quem é pior. Para mim isso tudo é uma grande bobagem. PEDRO – Também acho. Todos ali são bons. Se não fossem, não estariam ali. ARTHUR – Pedro... você acabou de entrar! É só questão de tempo que ali é uma peneira. Só os melhores irão para o mercado. Só os melhores conseguirão fama e sucesso. MÔNICA – (foca-se em Pedro) Pedro, por favor não escute o que o Arthur tá falando. Continue sendo você mesmo, está bem?! ARTHUR – Mas se a Ayla acha que não estamos planejando algo grande, ela está muito enganada. Amanha ela vai ver o que a minha turma reservou.

Amanhecendo...

(Pedro entra na sala de dança, direto para o fundo. Coloca sua mochila no chão, começa a fazer alguns alongamentos, igual outros alunos. Maya se aproxima dele) MAYA – Oi! (se alonga ao lado dele) PEDRO – Oi. MAYA – Onde você está morando? PEDRO – Estou dividindo um apartamento com outros dois amigos. MAYA – Eles estudam aqui? PEDRO – Sim. Não sei se você os já viu por aí. Samuka e Arthur. MAYA – Você mora com o Arthur? PEDRO – O conhece? MAYA – É claro que o conheço. Quem não o conhece nesta universidade? Foi escolhido três vezes consecutiva como o melhor artista daqui. PEDRO – (fica incomodando por estar falando nesse assunto novamente) Que bom. MAYA – Esse aí já tem um lugar na Broadway quando sair! (fica um curto silêncio entre os dois, Pedro termina de se alongar, senta-se na arquibancada encosta-se na parede. Maya senta-se ao lado dele) Já escolheu sua música? PEDRO – Para que? MAYA – Ué? É nessa Sexta que os alunos se apresentaram no auditório. Vai me dizer que você não vai querer participar? PEDRO – (confuso) Do que? MAYA – Qual é, Pedro? Vai me dizer que você não pesquisou nada, não procurou entender como as coisas funcionam aqui? PEDRO – Eu não. Vi pra cá, para aprender música. E não para ficar competindo. MAYA – (levanta-se) Pois saiba, que para onde você for, você só verá competição. Olhe ao seu redor. Todos aqui dariam suas vidas para alguns minutinhos de fama. Se eu fosse você, começaria a abrir os olhos e se preparava, antes que seja devorado pelo pessoal! (se afasta dele em direção a sua mochila. Pedro a observa, pensativo)

Agora...

(Larissa e Nathaniel chegam à lanchonete, encontram Otávio e Eduardo. Sentam-se a mesa juntos deles) LARISSA – Desculpem a demora gente. É que acabamos passando um pouco do nosso ponto no ônibus. OTÁVIO – Sem problema. A gente pediu umas batatas. Vocês não querer pedir uma para vocês? LARISSA – Daqui a pouco. (olha para Eduardo) Oi. EDUARDO – Oi. LARISSA – (foca-se em Otávio novamente) Então? Que música iremos cantar hoje? OTÁVIO – (com uma batata na boca) Esperava que você já tivesse alguma. Afinal, você quem me chamou. LARISSA – Conheço tantas músicas, que acabei não pensando em uma. OTÁVIO – Você pode ir até a máquina de karaokê daqui e escolher uma. LARISSA – É. Pode ser. (volta a olhar para Eduardo, levanta-se, caminha até a máquina de karaokê) NATHANIEL – (repara que Eduardo não tira os olhos dela, cutuca Otávio) Será que hoje saí? OTÁVIO – (sorri, já imaginado o que seja) Eu espero que sim. Não quero voltar pra casa e ter que ficar ouvindo os suspiros deste aí deitado no sofá. EDUARDO – Sobre o que vocês estão falando? OTÁVIO – (finge estar passando mal) Acho que comi batatas fritas demais. Acho que não vou conseguir cantar com a Larissa. EDUARDO – O que você está sentindo? OTÁVIO – Não sei, devia ter pegado leve com as batatas. (ri) Poxa, parece que a Larissa vai ter que ensaiar sozinha hoje. A coitada veio de tão longe até aqui por um parceiro de dueto. Bem que você podia cantar com ela, né? NATHANIEL – Adorei a ideia, Otávio! EDUARDO – Qual é gente? Vocês estão de zoação comigo, né?! OTÁVIO – É sério. No estado que eu estou aqui, não vou conseguir ficar nem 10 segundos em pé no palco. E é só uma música, vai?! O que tem de mais nisso. (Larissa retorna para a mesa) LARISSSA – Encontrei uma que funciona perfeitamente em dueto. NATHANIEL – Mudança de parceiro, Larissa! LARISSA – Como assim? NATHANIEL – O Otávio não está se sentindo bem. LARISSA – Você me parece muito bem, Otávio? OTÁVIO – (esfregando a mal na barriga, faz algumas caretas) Não estou. Parece que exagerei um pouco nas batatas fritas. NATHANIEL – Então... para não perdermos a viagem vindo até aqui, ele deu a ideia do Eduardo cantar com você. (os dois se entreolham) EDUARDO – Isso é zoação deles. Otávio está bem. OTÁVIO – É sério, gente. As batatas me fizeram mal. (começa a fingir que estar com dor) Ai, ai que dor! LARISSA – Se está doendo assim, não acha melhor te levarmos para o hospital? OTÁVIO – Não. Melhor não. EDUARDO – (ri) Viu. OTÁVIO – Esse mal estar vai passar logo. Qual é gente? É só uma música. (Larissa e Eduardo se entreolham novamente) Não vai matar ninguém. LARISSA – Eu realmente estou com vontade de cantar está música. E ela só funciona com um parceiro ao lado. EDUARDO – Por mim tudo bem. (os dois sorriem, levantam-se) Fique aqui. Já que você estar passando mal assim. OTÁVIO – Pode ficar tranquilo, que daqui eu não saio. (sorri. Larissa e Eduardo sobem para o palco, ficam um ao lado do outro a música começa a tocar)

Ainda não me acostumei 1 A ficar sem teu calor pra dividir meu cobertor Ainda não me desapeguei, mô Você me levou pro céu depois voou Me diz o que fazer com todo esse amor Se ele é todo seu e eu não posso te dar Me diz qual é a graça de um jardim sem flor De um pássaro que não pode voar Ainda não me acostumei 2 A ficar sem teu calor pra dividir meu cobertor Ainda não me desapeguei, mô Você me levou pro céu depois voou Me diz o que fazer com todo esse amor Se ele é todo seu e eu não posso te dar Me diz qual é a graça de um jardim sem flor De um pássaro que não pode voar Ainda não me acostumei A ficar sem teu calor pra dividir meu cobertor Ainda não me desapeguei, mô Você me levou pro céu depois voou Eu e você 3 Aconteceu tão de repente Quanto o beijo que eu roubei Foi melhor do que a gente imaginava Mas a vida é feita de momentos E por melhor que seja um dia acaba Sentimentos se transbordam em palavras Eu escrevo pra você Ainda não me acostumei 4 A ficar sem teu calor pra dividir meu cobertor Ainda não me desapeguei, mô Você me levou pro céu depois voou Vou fazer de um papel, um avião Pra te mandar essa canção de amor Avião de papel Avião de papel Voou Avião de papel Avião de papel Voou Avião de papel Avião de papel 1. Larissa e Eduardo começam a cantar um ao lado do outro, ambos olhando para frente. No termino do primeiro trecho, os dois sorriem e se separam, cada um indo para o lado oposto do palco, viram-se um para o outro. 2. Otávio e Nathaniel estão  em baixo, curtindo a sintonia do casal cantando em cima do palco. Otávio volta a comer as batatas fritas, sorrindo. 3. Após cantarem um tempo separados, porém de frente para o outro, Eduardo e Larissa vão se aproximando. Param de andar quando ficam bem no centro do palco. 4. Os dois sorriem, Larissa se envergonha e volta a ficar de frente para os clientes da lanchonete. Eduardo faz os mesmo, os dois trocam alguns olhares durante o termino da música, porém continuam de frente para os clientes. (Alice continua olhando para Manuela, surpresa com ela em sua casa) MANUELA – Será que eu posso entrar? ALICE – Eu não tenho tempo agora, Manuela. Seja o que você quer falar comigo, diga aqui mesmo. E seja breve, por favor. Preciso acertar muitas coisas ainda do meu show para Sul. MANUELA – Fazendo tantos shows assim? ALICE – Depois que eu ganhei o programa, o sucesso veio até mim rapidinho. MANUELA – É justamente sobre o programa que eu vim conversar com você. ALICE – O que tem ele? MANUELA – Eu me inscrevi para participar de Sua Canção. Eu fui selecionada, fiz a gravação para o primeiro programa que irá ao ar em algumas semanas. ALICE – Nossa, por essa eu não esperava. Quem diria que uma esqui... (lembra de sua promessa) ... que você iria conseguir entrar para um programa de música. MANUELA – Eu também jamais imaginei que iria participar de um. ALICE – E o que você quer de mim? Quer que eu te dê seguidores? (ri) É isso? MANUELA – Não, não é. Na verdade, eu quero um conselho. ALICE – Um conselho? MANUELA – Sim. Eu quero ganhar este programa. No entanto, parece que a minha estreia não foi muito boa. Tenho medo de não cair tão bem no gosto do público. ALICE – Vamos ser realistas, né Manuela? Você ganhar um programa igual ao Sua Canção, com outras dezenas de gente tão talentosas quanto eu, é impossível. Possivelmente, você será eliminada na primeira fase eliminatória. (ri, Manuela abaixa a cabeça um pouco constrangida) MANUELA – Eu sei que não canto tão bem quanto você e que tem muita mais gente talentosa do que eu. (ergue a cabeça novamente, confiante) Só que eu farei de tudo para chegar até a final. E mostrarei para você que eu também consigo ganhá-lo. ALICE – (ri) Ok. Se você quer viver nesse mundinho de fantasias, vá em frente. Depois não diga que eu não avisei. Agora se é só isso, me dê licença que tenho muito o que fazer. (fecha a porta na cara dela, caminha em direção a cozinha) MANUELA – (observa a porta por alguns segundos) Você vai ver, Alice. Eu darei o meu melhor para te superar. (saí de frente da porta, em direção a saída) GASPAR - (Arael se afasta de Gaspar) Eu pensei bem, conversei com Ele e tive a permissão de voltar para a terra como humano. ARAEL – Então Ele permitiu? GASPAR – Permitiu. ARAEL – Ok. (vira-se para Gaspar novamente) Se a autorização veio de lá de cima, quem sou eu para contrariar uma vontade superior. Mass antes me responda uma coisa. GASPAR – O que? ARAEL – Você irá voltar para terra como humano para se aproximar de Pedro. E quanto a Alice? Sua outra protegida. Você irá deixá-la sozinha? GASPAR – Não exatamente. Eu me aproximarei dos dois. ARAEL – Entendi. E posso saber como você irá protegê-los? GASPAR – Como assim? ARAEL – Se você voltar na forma humana para a terra, você não terá mais poderes. Se alguma coisa acontecer com algum dos dois, como você irá ajudá-los? GASPAR – (sorri) Não se preocupe, Arael. Eu estarei lá para protegê-los. ARAEL – Já que é você que está dizendo. (começa a caminhar) Boa sorte em sua nova vida! (desaparece atrás de Gaspar) (Larissa e Eduardo estão conversando entre si, bastante entrosado um com o outro. Nathaniel o observa, enquanto Otávio escutava tudo comendo batata frita) EDUARDO – (feliz) Nem preciso dizer que a Laila ficou furiosa após eu contar que o cliente conseguiu a pizza de graça. Por um minuto apenas de atraso. LARISSA – (rindo) Se bem que você não teve culpa, né. EDUARDO – É. Essa foi a única vez que atrasei uma pizza. (repara em Otávio comendo) Parece que ficou melhor, né Otávio? LARISSA – Estou vendo. Devorou as batatas que sobraram rapidinho. OTÁVIO – Acho que foi a música que vocês cantaram. (brinca) Ela é milagrosa. EDUARDO – Sei. NATHANIEL – Já que você está melhor, Otávio... que tal me acompanhar num dueto. OTÁVIO – Opa, só se for agora. LARISSA – Ah, com ele você quer cantar agora, né? (os dois levantam-se, sorrindo. Nathaniel o ajuda até o palco, em seguida caminha até a máquina de karaokê, escolhe uma música e volta para o palco. Larissa e Eduardo se entreolham, prestam atenção no garotos)

Será que alguém explica a nossa relação 1 Um caso indefinido, mas rola paixão Adoro esse perigo, mexe demais comigo Mas não te tenho em minhas mãos Se você quiser 2 Podemos ser um caso indefinido ou nada mais Apenas bons amigos, namorar, casar, ter filhos Passar a vida inteira juntos E vai saber se um dia seremos nós Nenhum beijo, para calar nossa voz Um minuto, uma hora, não importa o tempo Se estamos sós Se você quiser 3 A gente casa ou namora A gente fica ou enrola O que eu mais quero é que você me queira Por um momento ou pra vida inteira 1. Otávio e Nathaniel também cantam um do lado do outro. Na mesa, durante a música, Eduardo e Larissa trocam alguns olhares. 2. Nathaniel caminha um pouco pelo palco, volta para sua posição inicial em seguida. Na segunda parte da música, o trecho que Otávio canta, é dado para Nathaniel. 3. Ao chegarem no refrão, alguns clientes começam a cantar junto com eles. Incluindo Larissa e Eduardo, que se entreolham fixamente. Ao termino da música, os garotos são aplaudidos. Nathaniel abraça seu companheiro de dueto, ambos sorrindo.

Mais Tarde...

(Pedro e Caio estão terminando de comer uma pizza, ambos sentados no chão) CAIO – Assim... não tenho um estilo de desenho. Simplesmente, gosto de desenhar aquilo que tenho vontade. Seja paisagem, coisas da minha cabeça... (ri) PEDRO – Já desenhou pessoas? CAIO – Já. (levanta-se, procura por um desenho, no meio de vários dentro de uma caixa. Encontra, volta para o chão novamente) Este aqui. (entrega para Pedro) PEDRO – Sua mãe. Uau! Ficou incrível. Você mostrou para ela? CAIO – Não. E eu vou dizer o que? Que foi eu quem desenhei?! PEDRO – Sim. Aí ela veria o quão você é bom nisso. CAIO – (pega o desenho da mão dele) Não, Pedro. (volta para a cama, guarda o desenho, fecha a caixa) Espero que essa história fique só entre a gente, está bem. Ninguém pode saber disso. Caso contrário, nunca mais falarei com você. E isso mostra de uma vez, como esse negócio de amizade não existe. PEDRO – (levanta-se também, fica de frente para ele) Eu prometi que não irei contar para ninguém. Então pode confiar em mim! Agora vamos logo acabar com essa pizza, que preciso voltar para casa. Vou jantar na casa do meu pai hoje, então não posso me atrasar. CAIO – Vamos lá. (os dois voltam para o chão, pegando os últimos pedaços de pizza e os devora) (desde que saiu da casa de Alice, Manuela passou o dia deitado em sua cama, pensativa) MANUELA – (lembra da gravação do programa e do que os jurados disseram para ela, senta-se em seguida) Preciso treinar! É isso. (levanta-se, caminha até seu computador) A fama não virá até você sozinha. Então você precisa ir atrás dela. (solta uma música em seu celular, começa a dançar em seu quarto)

Anoitecendo...

(Pedro está na sala, sentado no sofá, mexendo em seu celular. Paula vem descendo as escadas) PAULA – (caminhando até ele) Prontinho, querido. Podemos ir. PEDRO – Espera. (levanta-se) A Alice disse que o motorista deles virá aqui nos buscar. PAULA – Sério?! (sorri) Sendo assim, vamos esperar então. (caminha até o sofá, senta-se. Pedro senta-se em seguida, mexendo no celular) (Viviane está na cozinha, verificando se está tudo pronto para o jantar. Felipe entra na sala) VIVIANE – Eles já chegaram? FELIPE – Ainda não, mamãe. Mas o nosso motorista já deve estar chegando na casa deles. VIVIANE – Bom que ainda falta alguns ajustes. FELIPE – A senhora está bem empenhada nesse jantar, hein. VIVIANE – Mas é claro que estou. É um jantar em comemoração ao meu neto ter entrado na universidade. Que vó não ficaria feliz com isso?! (sorri) FELIPE – Confesso que estou feliz também, mamãe. (fica pensativo por alguns segundos) VIVIANE – Tudo bem? FELIPE – Sim. Só estava imaginando aqui umas coisas. E pensar que um dia eu já pensei em nunca mais voltar para casa. Talvez se eu tivesse continuado meu sonho, eu não estaria presenciando esse momento agora. VIVIANE – Que bom que você voltou, né! Assim posso ter a minha família reunida hoje. FELIPE – (sorri) É! (a observa terminando de arrumar algumas coisas na mesa)

Daqui seis meses...

(Pedro está no refeitório junto com Samuka e Mônica, repara em uma movimentação estranha) MÔNICA – O Arthur contou para você qual o número que ele irá apresentar? SAMUKA – Sabe que ele não conta nada para ninguém. Quando aquele ali quer fazer uma surpresa, ele faz. MÔNICA – Preparem-se que a qualquer momento ele deve estar aparecendo por aí. (Maya senta-se na mesa ao lado de Pedro) MAYA – Oi, gente! MÔNICA – Oi. SAMUKA – Oi. MAYA – Me chamo Maya e sou da turma do Pedro. MÔNICA – Caloura também. MAYA – Sim. Vocês são Samuka e Mônica, né? SAMUKA – Nos conhece? MAYA – Digamos que antes de vim para cá, eu fiz algumas pesquisas. O Pedro até mora com você, né?! SAMUKA – Até isso você encontrou na internet? PEDRO – Eu quem contei para ela. MÔNICA – Ah sim, agora te olhando bem, estou lembrando de sua audição. (assim que Mônica termina de falar, uma música começa a ser tocada e alguns alunos entram dançando no refeitório) Ih, lá vem ele! (todos prestam atenção no pessoal dançando)

I got chills, they're multiplyin' 1 And I'm losin' control 'Cause the power you're suplyin' It's electrifyin'! You better shape up 2 'Cause I need a man And my heart is set on you You better shape up You better understand To my heart, I must be true Nothin' left, nothin' left for me to do You're the one that I want (you are the one I want) 3 Oh, oh, ooh, honey The one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh, honey The one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh The one I need (the one I need) Oh, yes, indeed (yes, indeed) If you're filled with affection You're to shy to convey Meditate in my direction Feel your way I better shape up 4 'Cause you need a man (I need a man) Who can keep me satisfied I better shape up If I'm gonna prove (You better prove) That my faith is justified Are you sure? 'Cause I'm sure down deep inside You're the one that I want (you are the one I want) 5 Oh, oh, ooh, honey The one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh, honey The one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh The one I need (the one I need) Oh, yes, indeed (yes, indeed) You're the one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh, honey The one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh, honey The one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh The one I need (the one I need) Oh, yes, indeed (yes, indeed) You're the one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh, honey The one that I want (you are the one I want) Oh, oh, ooh, honey The one that I want (you are the one, the one I want) Oh, oh, ooh The one I need (the one I need) Oh, yes, indeed (yes, indeed) 1. Arthur entra dançando e cantando rodeado com alguns outros alunos no refeitório. Ele fica parado no meio, enquanto os demais alunos ficam dançando. Vira-se para entrada, onde está Elisa, também dançando. Ambos estão caracterizado igual o figurino de Grease. 2. Elisa se aproxima de Arthur cantando, bem próximo dele, Arthur a puxa pela cintura e os dois começam a dançar. Maya pega seu celular e começa a filmar tudo. 3. Arthur e Elisa começam a caminhar pelo refeitório, cantam e dançam juntos com os demais alunos. Pedro o observa, com vontade de dançar. Maya levanta-se e começa a seguir o casal vocalista, mantendo uma distância para não atrapalhar a apresentação deles. 4. O casal volta para o meio do refeitório, cantam e dançam por lá. Alguns outros alunos levantam-se de suas mesas e se juntam com eles. Vendo que Samuka e Mônica também foram dançar, Pedro faz o mesmo. Embora esteja dançando sozinho, Pedro está se divertindo. 5. Quase todos os alunos estão dançando no refeitório. Elizabath aparece, repara na alegria dos alunos, sorri. Saí do refeitório em seguida. A apresentação de Arthur e Elisa termina, com todo mundo parabenizando-os. Os dois se beijam no meio do refeitório. (Alice está deitada em uma cama, olhando para suas pernas, tentando movê-las. Faz duas semanas que está na reabilitação, no entanto, parece que não tem obtido nenhum resultado) ALICE – (forçando-se para movê-las) Anda. Move, por favor. Move! (Gaspar entra na sala nesse momento) GASPAR – Bom dia, Alice! ALICE – (desistindo de movê-las, sente vontade de chorar) O que tem de bom?! Sendo que mais um dia não consigo mover nem meus dedos. GASPAR – Relaxa, está bem. Você voltará a andar, mas para isso você precisar acreditar em você. Se você desistir agora, aí sim todo esse tratamento que estamos fazendo será jogado em vão. ALICE – Vocês falam isso porque são médicos e querem deixar os pacientes tranquilos. Mas eu sei. Eu não vou voltar a andar. Minha vida acabou. GASPAR – (um pouco rígido) Se você acha que por não andar, sua vida não tenha mais sentido. Então é bom encerramos o tratamento por aqui! (Alice olha surpresa para ele) Por que não adianta te ajudar, sendo que você mesma não quer ajuda. (Alice o observa, em silêncio)

Contínua no Capítulo 09...

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Cap. 1 Capítulo 01 Cap. 2 Capítulo 02 Cap. 3 Capítulo 03 Cap. 4 Capítulo 04 Cap. 5 Capítulo 05 Cap. 6 Capítulo 06 Cap. 7 Capítulo crossover Cap. 8 Capítulo 08 Cap. 9 Capítulo 09 Cap. 10 Capítulo 10 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 12 Cap. 13 Capítulo 13 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 15 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 17 Cap. 18 Capítulo 18 Cap. 19 Capítulo 19 Cap. 20 Capítulo 20 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo 32 Cap. 33 Capítulo 33 Cap. 34 Capítulo 34 Cap. 35 Capítulo 35 Cap. 36 Capítulo 36 Cap. 37 Capítulo 37 Cap. 38 Capítulo 38 Cap. 39 Capítulo 39 Cap. 40 Capítulo 40 Cap. 41 Capítulo 41 Cap. 42 Capítulo 42 Cap. 43 Capítulo 43 Cap. 44 Capítulo 44 Cap. 45 Capítulo 45 Cap. 46 Capítulo 46 Cap. 47 Capítulo 47 Cap. 48 Capítulo 48 Cap. 49 Capítulo 49 Cap. 50 Capítulo 50 Cap. 51 Capítulo 51 NOVO
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