Widcyber
👁 0
Tamanho 18
Fonte
Tema
0% lido
Animais Racionais
Capítulo 59 de 60
Capítulo 59
✍️ Diogo Silva ·📅 09 Jul. 2021 ·👁 0 leituras

Melissa localiza Maria mexendo nas coisas da residência.

Melissa: Vó, o que anda aprontando?

Maria: Organizando os pertences do Gustavo. Tentando arranjar uma pista dele no meio da bagunça.

Melissa: Simplesmente sumiu do mapa depois que a Cacá o expulsou por causa da venda de drogas.

Maria: Pois é. Havia esperança que o Gustavo se transformasse quando veio morar conosco e aceitou o emprego na balada, no entanto me enganei amargamente.

Melissa: Que papel é esse? ― vasculha no armário e mostra pra Maria.

Maria: Possui o endereço de algum lugar anotado.

Melissa: Endereço? Melhor guardar na bolsa, pode ser importante.

Maria: Onde pretende ir tão bonita, Mel?

Melissa: Trabalhar na boate, me distrair um pouco.

Maria: Não se arrisque, menina! Olha o tamanho da sua barriga! Pensa na gravidez!

Melissa: Tomarei cuidado, prometo!

Laura preparava o jantar na cozinha e ouviu a campainha tocar na sua moradia alugada.

Laura: Beto? Entre, amor! A porta está encostada! ― grita de costas.

Carolina: Eu reconheço a voz de longe, há vinte anos. Laura! ― reclama indignada ao invadir o local junto com Beto e Laura se vira surpresa diante da presença dela.

Laura: O que veio fazer aqui? ― encara Carolina.

Carolina: Teve coragem de se aproximar do meu filho, vagabunda?

Beto: Diz que é mentira, Priscila! Diz que você não é a Laura, diz, por favor!

Laura: Beto...

Carolina: Vou te matar, desgraçada! ― pega uma faca da mesa e aponta no pescoço de Laura.

Laura: Você é uma otária! Ainda não percebeu que abrigou uma serpente na própria casa?

Beto: Mãe, se controla! Não cometa nenhuma loucura!

Na frente de Laura, Carolina se recorda de Roberto caindo no chão após o disparo e da despedida do amado que faleceu em seus braços. Então, se afasta e começa a passar mal, uma tontura domina a mente.

Beto: Ei! A senhora tá nervosa, fala comigo! ― resolve acudir Carolina ao notá-la se escorando na parede. Laura aproveita a oportunidade e foge.

Zeca chega ao casarão da propriedade Corais e questiona Joel na sala.

Zeca: Cadê a Carol? Hein, aleijado?

Joel: Me respeita, Zeca!

Zeca: Aleijado, sim! Um inválido parasita que se alojou na fazenda! ― encosta a boca perto do ouvido de Joel.

Joel: Estou de saco cheio pra responder as suas provocações! A Carolina descobriu que a namorada do Beto é a Laura e correu desesperada atrás dela.

Zeca: Descobriu?

Joel: Preocupado, Zeca? Parece até que sabia de algo!

Zeca: Sei que a sua máscara vai cair, Joel. Cedo ou tarde, vai cair. Ansioso pra assistir de camarote.

Joel: Me acusando do quê?

Zeca: Não imagina mesmo?

Beto: Difícil acreditar no que aconteceu... Uma pessoa me manipular perfeitamente durante meses... Sou um tremendo idiota! ― interrompe o assunto de Zeca e Joel, seguido de Carolina também. 

Zeca: É da Laura que você se refere, Beto?

Beto: Quem mais seria? O Joel te contou sobre a burrada que eu me enfiei? ― abraça Zeca.

Joel: Enfrentaram a falsa Priscila? O que rolou?

Carolina: Repugnante rever a bandida outra vez... Surgiram lembranças que lutei bastante pra apagar da memória... Disperdicei a chance de acabar com ela!

Beto: Que bom, né? Não vale a pena se sujar com o sangue da ordinária!

Joel: Carol, a vingança não traria o Roberto de volta, nem as décadas que se perderam! Só sofrimento a você!

Carolina: Certo, Joel! Porém na explosão de raiva que eu tava... Raiva, porque saiu impune do crime que pescreveu!

Joel: Não tome uma atitude sem ao menos analisar as consequências! Se comportaria exatamente da maneira que o Rodrigo agiu no passado!

Zeca: O que ocorreu com a Laura?

Carolina: Escapou, Zeca. Se aproveitou que desmaiei e desapareceu!

Joel: Viu, Beto? A razão de você abandonar o vilarejo?

Beto: Se desejasse realmente me destruir, já teria feito. Agora é que eu não tiro os pés de São Roque, enquanto não entender o que ela planejava!

Carolina: Negativo, rapaz! E não ouse teimar! Amanhã vamos partir!

Laura estaciona na garagem do galpão secreto e cumprimenta Juca na entrada.

Juca: Laura?

Laura: Preciso do esconderijo por uma noite. A Carolina me encontrou!

Juca: Merda!

Laura: Cansei de esperar. Temos que atacar!

Juca: Finalmente o momento de por as minhas mãos na Carolina.

Amanhece. Joel, Carolina, Zeca e Beto estão reunidos à mesa tomando café.

Carolina: Termine de comer logo, Beto! Arrumou as malas pra viajar?

Beto: A Laura brincou com os meus sentimentos! Não consigo engolir o fato de que a assassina do meu pai biológico era a Priscila... Intrigado com o que ela comentou ontem na discussão!

Zeca: Do que se trata, Beto?

Beto: A Laura informou que havia uma serpente circulando entre nós.

Carolina: É verdade, Beto...

Joel: Talvez, falasse de mim.

Carolina: Como assim, Joel?

Joel: Tenho um segredo terrível pra desabafar. Não é a hora certa, mas vem sendo complicado carregar tanta culpa intalada na garganta! Infelizmente errei, um erro que nos conectou, Carolina. Por dinheiro, ajudei a Laura a se livrar do Jorge inte ado no hospital naquela época!

Carolina: O quê?

Joel: Gostaria de revelar tudo antes, Carol! Eu juro! Fui um covarde! Me arrependo demais!

Beto: Canalha! Estragou a possibilidade do meu avô estar vivo! ― se levanta furioso e agarra a gola da camisa de Joel.

Zeca: Decepção! Hein, Joel?

Carolina: Foi capaz de armar essa sacanagem, Joel? Confiava em você!

Joel: Carol... Perdão... ― pronuncia chorando.

Carolina: Me iludindo o tempo todo... Certeza que se infiltrou na nossa família a pedido da Laura!

Beto: Te botar pra fora imediatamente, miserável! Canalha! Você e a Laura se merecem! ― derruba Joel e o arrasta em direção do quintal, situação na qual chovia forte.

Joel: Calma, Beto! Beto! Me escuta!

Beto: Seu lixo, maldito! ― arremessa a cadeira de rodas de Joel na grama e se tranca angustiado no quarto.

Zeca: Beto!

Beto: Quero ficar sozinho!

Joel: Me perdoem... ― implora por vários minutos na chuva e sujo de lama, na maior dificuldade pra se movimentar, Carolina decidiu auxiliá-lo.

Carolina: Você jamais deveria esconder isso da gente, Joel!

Joel: Carol... Sinto vergonha, muita vergonha... Não imagina quanto dói te confessar o que eu fiz...

Carolina: Acho que o seu celular estragou. Chamando um táxi pra te buscar. Apesar do nojo de você, é deprimente abandoná-lo aí na sarjeta. 

Juca: Largue o telefone imediatamente, Carolina! ― ordena com um revólver na mira de Carolina, acompanhado de Laura e Zeca.

...

Música de encerramento: Recaírei - Os barões da pisadinha Tema: bar da Maria

← Capítulo anterior
Capítulo 58
← anterior
Próximo capítulo →
Capítulo 60
próximo →
Índice de capítulos
Ver obra completa →
Cap. 1 Capítulo 2 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 6 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 16 Cap. 9 Capítulo 25 Cap. 10 Capítulo 26 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 39 Cap. 13 Capítulo 40 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 44 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 47 Cap. 18 Capítulo 48 Cap. 19 Capítulo 50 Cap. 20 Capítulo 57 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo 32 Cap. 33 Capítulo 33 Cap. 34 Capítulo 34 Cap. 35 Capítulo 35 Cap. 36 Capítulo 36 Cap. 37 Capítulo 37 Cap. 38 Capítulo 38 Cap. 39 Capítulo 39 Cap. 40 Capítulo 40 Cap. 41 Capítulo 41 Cap. 42 Capítulo 42 Cap. 43 Capítulo 43 Cap. 44 Capítulo 44 Cap. 45 Capítulo 45 Cap. 46 Capítulo 46 Cap. 47 Capítulo 47 Cap. 48 Capítulo 48 Cap. 49 Capítulo 49 Cap. 50 Capítulo 50 Cap. 51 Capítulo 51 Cap. 52 Capítulo 52 Cap. 53 Capítulo 53 Cap. 54 Capítulo 54 Cap. 55 Capítulo 55 Cap. 56 Capítulo 56 Cap. 57 Capítulo 57 Cap. 58 Capítulo 58 Cap. 59 Capítulo 59 Cap. 60 Capítulo 60 NOVO
Comentários do capítulo
Faça login para comentar