Widcyber
👁 0
Tamanho 18
Fonte
Tema
0% lido
Animais Racionais
Capítulo 49 de 60
Capítulo 49
✍️ Diogo Silva ·📅 16 Jun. 2021 ·👁 0 leituras

Maria se admira diante da reação de Isadora que recebe Ana com braços abertos.

Maria: Coragem de ofender a sua família? Achei que tinha mudado o comportamento durante o período que passou na penitenciária.

Carolina: Isa, estávamos ansiosos pra te ver, já que você não permitia a visita! É assim que nos recebe?

Isadora: A única pessoa que me interessa é a Ana. Do resto, apenas distância! Jamais entenderam a razão de matar o Carlos!

Carolina: Não haverá nenhum amor do mundo justificando o que fez! Por mais que amasse o Rodrigo, foi cúmplice de um psicopata! Ainda assassinou duas mulheres na cadeia, que só aumentou seus crimes!

Isadora: Cala a boca! Sem paciência pra ficar ouvindo sermão! Tô caindo fora junto com a Ana.

Zeca: Você não pode levá-la, nem pense nisso, Isa!

Ana: Eu decido! A menininha de antigamente cresceu! Perdeu totalmente a moral agora que está namorando a tia Carol!

Isadora: Desconfiava. Que a Carolina faça bom proveito do caipira!

Catarina dirigia o carro no centro do vilarejo, acompanhada de Melissa.

Melissa: Não quis encontrar a Isadora? É hoje que ela largava a prisão, né?

Catarina: Pra quê, Mel? Ser maltratada como sempre fui? Não sei qual a necessidade da pergunta.

Melissa: É a sua mãe!

Catarina: Uma mãe que nunca me aceitou! Nunca me tratou igual filha.

Melissa: Qual o motivo de tanta pressa?

Catarina: A Labella me ligou informando pra ir imediatamente na boate.

Melissa: O que houve?

Catarina: Descubro em breve, chegando... Deus do céu! — se surpreende ao observar a situação do local.

Melissa: Nossa...

Labella: Finalmente vocês vieram!

Catarina: O que ocorreu? — ao reparar a faixada rabiscada com diversas frases: “gayzada maldita”, “arderão no fogo do infe o”, “bando de lixo”, “sapatonas desgraçadas”, “merecem morrer”, entre outros xingamentos espalhados na porta arrombada, diversas cadeiras, copos e vidros quebrados.

Labella: Vim cedo para a limpeza e me deparei com o lugar destruído!

Melissa: Que horror... Um trabalhão organizar...

Labella: Quem teria feito uma sacanagem dessas? Prejuízo enorme!

Catarina: Palhaçada!

Melissa: O importante é arrumarmos rápido a bade a pra inauguração!

Catarina: Correto Mel, a noite promete! Não vamos desistir!

Labella: Através de paciência e esforço, conseguiremos corrigir o desastre.

Melissa: Mãos a obra! Precisamos terminar antes do anoitecer!

No casarão da fazenda Corais, Ana agiliza enfiando as roupas na mala.

Carolina: Ana, não abandone a gente, por favor! Podemos conversar? — entra no quarto com Zeca e tenta impedir que ela prossiga.

Ana: Não há nada pra dizer, decepcionada com vocês!

Zeca: Pare de drama! A Isadora que provocou! Você notou o jeito dela na saída?

Ana: Dá um desconto! Acusaram a coitada e atiraram pedras! Se arrependeu do que fez! Queria muito que voltasse com ela!

Zeca: Voltar? O amor que existia pela Isa acabou! Eu e a Carol nos apaixonamos. Todos compreenderam, menos você que resolveu se mostrar rebelde! Não vá com a Isadora, ela não presta! Tava tão tranquilo você morando conosco!

Ana: Eu vou sim, sou vacinada e maior de dezoito anos, não manda em mim! — corre para o táxi que buzinou.

Beto: Deixa a insuportável! Um alívio se livrar da chata!

Carolina: Não diga asneira, Beto, é sua prima! Tomara que a Isa não jogue ela no caminho do mal.

Beto: Tomar um banho, logo terá balada!

Zeca: Verdade! É o dia da estreia!

Beto: Que tal vocês irem comigo, hein?

Zeca: Eu aceitava! Convença a Carol!

Carolina: Capaz Zeca! Não tenho idade pra esse tipo de coisa! Se cuida lá, filhote!

Beto: Beleza!

Ana localiza Isadora na rodoviária de São Roque aguardando o horário de partida do ônibus.

Isadora: Pegou o dinheiro?

Ana: Sim. Roubei do caixa da igreja e o restante que guardei nas últimas décadas. Várias semanas iludindo os fiéis na obra de caridade. Eu sei que é pecado, no entanto Deus me perdoará, é por uma ótima causa. Não é bastante grana! Deve durar alguns meses se economizarmos!

Isadora: Espero que dure até eu arranjar um emprego na capital.

Catarina: Ana! — aparece de repente.

Ana: Cacá?

Catarina: O Beto me ligou avisando que você estava partindo com a Isadora.

Isadora: Não pronuncia um oi, Catarina?

Catarina: Pra senhora me humilhar? Afinal, por sua culpa que a Ana se transformou num monstro!

Ana: Monstro?

Catarina: Me poupe, santinha! Eu sei de tudo, Ana! Vi as câmeras de segurança que não percebeu!

Ana: Câmera de segurança?

Catarina: Denunciaria você pra polícia se não fosse o fato de ser a própria irmã! Seu grupinho de crentelhos vandalizaram e reviraram o meu estabelecimento, mancharam as paredes com spray e palavras preconceituosas!

Ana: Não me arrependo. Deus apoia o que fiz.

Catarina: Não use o nome de Deus em vão! Digo com prazer que preparamos uma grande festa! Pena de você, Ana! Está sendo influenciada por alguém que não enxerga limite realmente!

Isadora: Terminou Catarina? Suma daqui! Desaparece aberração!

ISADORA

Beto desce as escadas do casarão arrumado e beija a testa de Carolina e Zeca que assistiam televisão na sala.

Carolina: Não jantou, Beto?

Beto: Valeu mãezinha, indo curtir o show da Cacá e Mel! Tchau pai!

Carolina: Beto, quantas vezes eu te falei pra não chamar o Zeca de pai?

Beto: Por que insiste no assunto? Caramba! Ele ajudou na criação desde que eu era pequeno!

Carolina: Não importa! O Roberto não teve oportunidade porque o destino não permitiu!

Beto: Chega! Não falarei sobre morto! Basta colocar o mesmo nome do defunto pra me lembrar da época!

Carolina: Beto...

Zeca: Não implica com ele, Carol!

Ana e Isadora entram na casa que alugaram na zona leste de São Paulo.

Isadora: Um infe o onde nós duas viemos parar! Nojento!

Ana: É o que o restou.

Isadora: Implore ao Zeca pra continuar pagando a sua mesada, escutou, Ana?

Ana: Ok.

A noite se destaca no interior de São Paulo. Beto aprecia as luzes coloridas e a decoração do ambiente agitado no meio de São Roque. Ele cumprimenta Catarina e Melissa que comemoravam no bar.

Melissa: Seja bem vindo, Beto!

Catarina: Fique à vontade!

Beto: Cadê a cachaça?

Melissa: O Gustavo te serve! Gustavo!

Gustavo: O que deseja?

Beto: Uma vodca com energético!

Laura: Minha bebida preferida! — senta ao lado de Beto no balcão que se impressiona com a presença dela.

...

Música de encerramento: Believer - Imagine Dragons Tema: Livre

← Capítulo anterior
Capítulo 48
← anterior
Próximo capítulo →
Capítulo 50
próximo →
Índice de capítulos
Ver obra completa →
Cap. 1 Capítulo 2 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 6 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 16 Cap. 9 Capítulo 25 Cap. 10 Capítulo 26 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 39 Cap. 13 Capítulo 40 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 44 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 47 Cap. 18 Capítulo 48 Cap. 19 Capítulo 50 Cap. 20 Capítulo 57 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo 32 Cap. 33 Capítulo 33 Cap. 34 Capítulo 34 Cap. 35 Capítulo 35 Cap. 36 Capítulo 36 Cap. 37 Capítulo 37 Cap. 38 Capítulo 38 Cap. 39 Capítulo 39 Cap. 40 Capítulo 40 Cap. 41 Capítulo 41 Cap. 42 Capítulo 42 Cap. 43 Capítulo 43 Cap. 44 Capítulo 44 Cap. 45 Capítulo 45 Cap. 46 Capítulo 46 Cap. 47 Capítulo 47 Cap. 48 Capítulo 48 Cap. 49 Capítulo 49 Cap. 50 Capítulo 50 Cap. 51 Capítulo 51 Cap. 52 Capítulo 52 Cap. 53 Capítulo 53 Cap. 54 Capítulo 54 Cap. 55 Capítulo 55 Cap. 56 Capítulo 56 Cap. 57 Capítulo 57 Cap. 58 Capítulo 58 Cap. 59 Capítulo 59 Cap. 60 Capítulo 60 NOVO
Comentários do capítulo
Faça login para comentar