Widcyber
👁 0
Tamanho 18
Fonte
Tema
0% lido
Animais Racionais
Capítulo 22 de 60
Capítulo 22
✍️ Diogo Silva ·📅 12 Apr. 2021 ·👁 0 leituras

Carolina fica paralisada por alguns segundos ao ver Roberto com uma das mãos no seio de Laura.

Carolina: Não imaginava, decepcionada Roberto...

Roberto: Carolina não é o que você tá pensando... Carolina! – Roberto persegue Carolina que sai apressada do celeiro.

Carolina: Me esquece!

Roberto: Posso explicar? – a segura pelo braço.

Roberto: Eu estava lá te esperando pra almoçar e ela apareceu tirando a roupa...

Carolina: Me solta!

Roberto: Acredita em mim! Não vamos começar desse jeito...

Carolina: A gente nunca deveria ter começado, essa é a verdade.

Roberto: Espera! Você vai desistir por causa disso?

Carolina: É um dos motivos! O Edu tem razão, não vale a pena você largar o seu noivado pra ficar com uma pessoa que mal conhece...

Roberto: Pare de arranjar desculpas! Pare de se importar com o que os outros falam, pense no melhor pra nós...

Carolina: O melhor é mantermos distância.

Roberto: Por que está fugindo de mim? Carolina! Preparei a comida com carinho pra você...

Depois de alguns minutos de caminhada, Carolina chega ao bar e esbarra na mãe servindo um cliente.

Maria: Filha, tá tudo bem?

Carolina: Não deixa o Roberto entrar aqui, tá?

Maria: O que aconteceu?

Carolina: Quero ficar sozinha. – fecha a casa, logo em seguida vem Roberto.

Roberto: Carolina!

Maria: Roberto...

Roberto: Tenho que falar com ela dona Maria...

Maria: Vá embora, a Carol está nervosa.

Roberto desapontado, desiste de prosseguir.

De volta à fazenda, Laura vestiu a blusa e localiza Isadora na varanda do casarão.

Laura: Obrigada por me avisar que o Roberto encontraria a sua irmã no celeiro. Acho que estraguei o romance.

Isadora: Assim que soube do almoço te liguei pra atrapalhar o casal, mas não fiz por você e sim pelos planos do seu pai. Não vou permitir que a Carolina destrua o que foi planejado por tanto tempo.

Laura: Claro.

Laura dirige o carro velho. Zeca espiava de longe e vem perto da esposa.

Zeca: O que você fofocava com a loira, hein?

Isadora: Nada demais Zeca, não tem trabalho pra fazer?

Zeca: Sei muito bem Isa que você esconde alguma coisa de mim!

Isadora: Não venha com as suas paranóias Zeca.

Zeca: Não me faça de bobo! – o céu troveja e chove forte.

Roberto chama Carolina pela janela que ela trancou.

Roberto: Carolina, me escuta! – não teve resposta.

A tempestade piora, Roberto resolve voltar pela trilha. No trajeto ensopado da chuva, se lembra da infância quando viu aquela menina de trancinhas que encontrou perdida e da linda mulher que ela se to ou ao vê-la nua durante a transa que tiveram.

Ao pisar no casarão encontra o pai fumando na sala.

Jorge: Pelo visto, deu tudo errado.

Roberto: Não me encha o saco. – no quarto, tira a roupa molhada e deita pelado na cama.

Na região do estoque secreto de armas e drogas, Gustavo persegue Guilherme na mata.

Gustavo: Guilherme!

Guilherme: Nem tente me enrolar, você passou dos limites Gustavo, tá na hora de acabar com seus crimes!

Gustavo pega uma garrafa de vidro vazia encostada na parede do casebre e quebra na cabeça de Guilherme que cai no chão atordoado.

Guilherme: Ai... Minha cabeça... Você tá louco?

Juca: Termine o serviço. – aparece de repente e desce da moto. Entrega um revólver a Gustavo que olha assustado.

Gustavo: Você quer que eu...

Juca: Anda logo!

Gustavo: É meu irmão, não posso...

Juca: Atira ou eu mesmo mato vocês dois.

Guilherme: Não Gustavo, por favor! – sente o disparo fatal no peito e dá os seus últimos suspiros.

Gustavo continua com a arma apontada para o irmão sem reação. Ao perceber o que fez, abaixa devagar.

Juca: Ótimo. E agradeça por estar vivo. Deveria ter matado você por ele descobrir nosso esconderijo. Dessa vez passou. Me devolve o revólver. Busque a pá e uma enxada nos fundos.

Moisés andava na beira das ruas do vilarejo empurrando sua carrocinha junto do cachorro de estimação, bebe a pinga que furtou do bar de Maria. Senta na calçada ao tomar um gole. Catarina o segue.

Catarina: Senhor Moisés?

Moisés: O que foi? Não quero ninguém me perturbando.

Catarina: O senhor sabe da Mel? Ela não apareceu na escola, tô preocupada...

Moisés: Não sei dela não, não sei! Sai.

Catarina: Mas...

Moisés: Quero beber em paz! – grita embriagado.

Catarina: O senhor roubou do bar, né? Me dá a garrafa senhor Moisés! – é empurrada por ele.

Moisés: Não! Ninguém tira minha pinga!

Catarina se afasta e o barbudo se deleita novamente na cachaça.

Após fumar um cigarro na sala, observa o enorme retrato da esposa pendurado na parede. Jorge sobe as escadas e bate duas vezes na porta do cômodo de Roberto. Nota que está encostada, então abre e analisa o filho deitado.

Jorge: Já tive a sua idade e vários romances. Não adianta ficar aí emburrado. Aproveite pra corrigir o erro que cometeu, procure a Laura e peça desculpas. A sua mãe gostava bastante dela... Roberto? – Roberto ignora, se levanta, coloca uma roupa seca do armário e abandona o pai.

Carlos tem visões da morte de Helena. Ao guardar o carro na garagem da sua residência, ele se recorda do dia da tragédia, o momento que viu a cena no penhasco.

Ao virar para o banheiro, vê Helena suja de sangue com um vestido branco e cabelos soltos. Ele põe as mãos no rosto desesperado. 

Carlos: Não, de novo não. Ah meu Deus, o que eu faço? – sente um vento frio e a cortina balançando sem parar. A assombração dela desfila no corredor e Carlos arremessa um abajur no fantasma que desaparece.

Carlos: Cai fora! Nãooo! – ao notar as mãos cobertas de sangue.

Carlos: Só a cocaína pode me salvar! – derruba objetos no armário, toma um pouco de vodca e rasga a sacolinha de cápsulas que leva pra mesa. Senta, cheira o pó com satisfação e alívio.

Gustavo arrasta Guilherme enquanto Juca cava um buraco.

Juca: Jogue o corpo!

Com dificuldade Gustavo despeja na cova.

Juca: Enterra ele.

Juca: Tomara que não se repita ou o próximo pode ser você. – Juca põe o capacete e pilota a motocicleta. Gustavo termina de cobrir a terra.

...

Música de encerramento: Charlie Brown Jr - Só os loucos sabem Tema: Gustavo e Guilherme, Gustavo

← Capítulo anterior
Capítulo 21
← anterior
Próximo capítulo →
Capítulo 23
próximo →
Índice de capítulos
Ver obra completa →
Cap. 1 Capítulo 2 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 6 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 16 Cap. 9 Capítulo 25 Cap. 10 Capítulo 26 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 39 Cap. 13 Capítulo 40 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 44 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 47 Cap. 18 Capítulo 48 Cap. 19 Capítulo 50 Cap. 20 Capítulo 57 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo 32 Cap. 33 Capítulo 33 Cap. 34 Capítulo 34 Cap. 35 Capítulo 35 Cap. 36 Capítulo 36 Cap. 37 Capítulo 37 Cap. 38 Capítulo 38 Cap. 39 Capítulo 39 Cap. 40 Capítulo 40 Cap. 41 Capítulo 41 Cap. 42 Capítulo 42 Cap. 43 Capítulo 43 Cap. 44 Capítulo 44 Cap. 45 Capítulo 45 Cap. 46 Capítulo 46 Cap. 47 Capítulo 47 Cap. 48 Capítulo 48 Cap. 49 Capítulo 49 Cap. 50 Capítulo 50 Cap. 51 Capítulo 51 Cap. 52 Capítulo 52 Cap. 53 Capítulo 53 Cap. 54 Capítulo 54 Cap. 55 Capítulo 55 Cap. 56 Capítulo 56 Cap. 57 Capítulo 57 Cap. 58 Capítulo 58 Cap. 59 Capítulo 59 Cap. 60 Capítulo 60 NOVO
Comentários do capítulo
Faça login para comentar