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Animais Racionais
Capítulo 11 de 60
Capítulo 11
✍️ Diogo Silva ·📅 17 Mar. 2021 ·👁 0 leituras

Amanhece. O galo canta e anuncia o dia. No casarão da fazenda Corais, Carolina e Isadora estavam na cozinha quando Roberto aparece de repente.

Isadora: Quer um cafezinho senhor Roberto? Está quase pronto. – diz ao reparar na presença dele alguns segundos depois.

Roberto: Não, obrigado Isa. Queria mesmo falar com a Carolina.

Carolina: Desculpa senhor Roberto, mas não dá, tô ajudando a Isa preparar o café, deixa pra outra hora.

Roberto: Por favor, Carolina. A Isa pode terminar sozinha, né Isa?

Isadora: Claro, posso sim, vai Carolina.

Roberto: Prometo que será rápido.

Carolina: Tá. – os dois saem da cozinha, Roberto pega na mão de Carolina e a leva pra fora do casarão.

Roberto: Vem.

Carolina: Pra onde está me levando?

Roberto: Suba no cavalo, vou te mostrar um lugar calmo pra conversar. – monta no cavalo e estende a mão pra ela subir.

Eles se afastam do casarão. Roberto chega numa região onde tem um riacho e árvores frutíferas ao redor.

Carolina: Por que paramos tão longe?

Roberto: Gostaria que conhecesse uma parte da fazenda, vinha na infância e venho sempre que posso para ouvir o barulho das águas, dos passarinhos, a tranquilidade da natureza.

Carolina: Espera! Eu conheço esse lugar! Também estive algumas vezes quando criança pra pegar manga! – ela deu um sorriso ao avistar a árvore à frente.

Roberto: Sabia. O motivo que te trouxe. Você era a menina de trancinhas que vi passar por aqui quinze anos antes. Você lembra?

Carolina se recorda de quando era pequena, andava na mata e viu um garoto alguns metros a frente que gritou pra ela: “Ei, quem é você?”. Em seguida correu assustada e sumiu pelas folhagens. 

Carolina: Sim é verdade, lembro. Tava perdida e minha mãe ficou uma fúria ao me encontrar.

Roberto: Tinha uns dez anos na época e você parecia ter seis, sete anos. Agora tenho vinte e cinco, qual a sua idade?

Carolina: Vinte e dois. Mas como sabe que era eu?

Roberto: Seus olhos. Ao esbarrar em você na primeira vez no casarão, nem percebi. Mas te vendo novamente, reparei no seu olhar e lembrei daquela menina assustada que desapareceu quando chamei.

Carolina: Com medo saí correndo.

Roberto: Quando você correu, deixou cair isso. – tira algo do bolso e a entrega.

Carolina se admira ao pegar a corrente.

Carolina: É a correntinha com a foto do meu pai que morreu na infância. Eu derrubei aquele dia... – após olhar, pendura no pescoço com cuidado.

Roberto: Eu guardei por todos os anos. Não imaginava que encontraria a mesma garotinha outra vez.

Ela responde com um sorriso singelo.

Carolina: Acho melhor eu voltar ao casarão, completar o meu serviço. Seus pais devem ter acordado. Obrigada pela correntinha, nem sei o que dizer... - se afasta, mas ele a segura pelo braço.

Roberto: Espera! Quero que me perdoe pela maneira que tratei você ontem...

Carolina: Relaxa.

Roberto: Não! Eu sei que te magoei, fui preconceituoso, mandei você calar a boca... Nem te ajudei a recolher os cacos... Tô arrependido de verdade! A convivência com meu pai vem me to ando um homem que nem ele... Perdão.

Carolina: Você já mostrou que é uma boa pessoa. Nem imagino o que o Juca teria feito comigo se não tivesse aparecido pra me ajudar.

Roberto: Juca? É o nome do miserável que te perseguia?

Carolina: Foi o meu namorado até virar um bandido e se envolver no tráfico de cocaína, armas, assaltos... Mas ele nunca aceitou a separação.

Roberto: Se precisar de qualquer coisa, pode contar comigo.

Carolina: Obrigada.

Roberto reto a a lembrança e não resiste. Tira algumas tranças do rosto de Carolina, a observa intensamente, principalmente nos olhos que despertou o passado.

Em alguns segundos ele a beija com vontade, então entrelaçam os seus corpos. Roberto começa a tirar a camisa enquanto trocam carícias e beijos, se livra do longo vestido de Carolina. Em pouco tempo estavam nus, deitam na grama e nada mais importa no momento.

...

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Música de encerramento: John Legend - All Of Me Tema: Carolina e Roberto

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