VERNISSAGE – CAPÍTULO 25 CENA 01 – MANHÃ – GALERIA ART’ VIDA – ATELIÊ: CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR: Fe anda flagra Daniel e Heloísa se beijando Fe anda, indignada: Mas o que esta acontecendo aqui? Os dois se assustam. *Trilha Musical tensão
Fe anda, avançando em Heloísa: Eu vou acabar com você sua vagabunda! Elas começam a brigar com puxões de cabelo, tapas e se jogam no chão e começam a se rolar. Daniel intervêm e puxa Fe anda Daniel: Chega, Fe anda. Ta ficando louca, é? Fe anda olha com raiva para Heloísa, que está encostada em uma mesa toda machucada e descabelada. Fe anda: Eu vou acabar com você. Com vocês. Bem que a Helena me avisou. Heloísa da um tapa na cara de Fe anda. Heloísa: Limpe sua boca antes de falar de minha irmã! Fe anda: Sua Cretina! – as duas retomam a briga e novamente são separadas por Daniel. Daniel: Chega! Fe anda, Fora daqui! Fora! Ela vai até o quadro de Helena e o rasga inteirinho. Daniel: Sua louca, olha o que você fez! Fe anda: Isso ainda é pouco. Vocês vão me pagar! Me pagar caro. Fe anda Sai. CENA 02 – CASA DE CAMPO DE ARISTIDES E OFÉLIA – MANHÃ:
Aristides está em um jardim lendo um poema. Aristides: Que a força do medo que tenho Não me impeça de ver o que anseio; Que a morte de tudo em que acredito Não me tape os ouvidos e a boca; Porque metade de mim é o que eu grito, Mas a outra metade é silêncio... Que a música que eu ouço ao longe Seja linda, ainda que tristeza; Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada Mesmo que distante; Porque metade de mim é partida Mas a outra metade é saudade... Que as palavras que eu falo Não sejam ouvidas como prece E nem repetidas com fervor, Apenas respeitadas como a única coisa que resta A um homem inundado de sentimentos; Porque metade de mim é o que ouço Mas a outra metade é o que calo... Que essa minha vontade de ir embora Se transforme na calma e na paz que eu mereço; E que essa tensão que me corrói por dentro Seja um dia recompensada; Porque metade de mim é o que penso Mas a outra metade é um vulcão... Que o medo da solidão se afaste E que o convívio comigo mesmo Se to e ao menos suportável; Que o espelho reflita em meu rosto Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância; Porque metade de mim é a lembrança do que fui, A outra metade eu não sei... Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito E que o teu silêncio me fale cada vez mais; Porque metade de mim é abrigo Mas a outra metade é cansaço... Que a arte nos aponte uma resposta Mesmo que ela não saiba E que ninguém a tente complicar Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer; Porque metade de mim é platéia E a outra metade é canção... E que a minha loucura seja perdoada Porque metade de mim é amor E a outra metade... também.*
Ele fecha o livro. Aristides: Ah, Leninha. Que falta você me faz... Ofélia aparece e o abraça.
CENA 03 – RESTAURANTE BON’ APETIT – MEIO DIA: Mirella e Rafael almoçam juntos. Mirella: Adoro a comida daqui. Muito boa! Rafael: Eu também gosto. Mas você vai gostar mais da minha comida. Tenho certeza. Mirella: Ih nem vem, cara. Já não basta você ser convencido, agora é metido a cozinheiro? Duvido. Rafael: Ah é, Dona Mirella. Então hoje você vai provar da minha comida. Mirella: Hoje? Rafael: Sim. Hoje. Você vai jantar comigo. La no meu apartamento. Mirella: Eu vou porque quero ver você cozinhando. Rafael: Então você vai ver. Os dois continuam a almoçar.
CENA 04 – APARTAMENTO DE HELENA / HELOÍSA – MEIO DIA: Heloísa chega toda machucada e mancando. João a ajuda a sentar no sofá. João: Tia Heloísa! O que aconteceu com você Heloísa: Aquela vaca da namorada do seu pai que apareceu toda neurótica na galeria. Ela me viu se beijando com seu pai e me deu uma surra. João: O que? Você beijou meu pai? Mas como? Heloísa: Ele me pegou desprevenida. E aquela vagabunda chegou bem na hora. Heloísa tira uma pulseira de brilhantes do braço e põe sobre a mesinha de centro da sala. João fica olhando pra pulseira. Heloísa: Zoraideee! Zoraidee! Zoraide vem correndo e se assusta ao ver Heloísa naquela situação. Zoraide: Dona Helô! O que aconteceu? Heloísa: Uma tragédia, Zoraide. Uma tragédia. Mas me ajuda a subir, que lá em cima eu te conto. Zoraide a ajuda a subir. Enquanto elas sobem, João pega a pulseira que a tia esqueceu ali na mesinha e sai correndo.
CENA 05 – DELEGACIA DE ESPERANÇA – TARDE: Daniel vai até a delegacia depor. Na sala do delegado... Delegado Paredes: Então você me confirma que a Dona Helena Rangel estava sob o efeito de álcool no dia de sua morte. Daniel: Sim. E ela já estava bem alterada. Delegado Paredes: Seu Daniel, eu vou te mostrar alguns objetos que encontramos na galeria e o senhor me informa se reconhece. Ele pega o copo de Helena e o mostra. Delegado Paredes: Esse copo? Daniel: Esse era o copo que a Helena estava segurando quando teve o mal súbito. O delegado pega o fraco de veneno. Delegado Paredes: E esse frasco? Daniel: Isso eu não sei o que é. Delegado Paredes: Você tem certeza que não conhece? Daniel: Absoluta, doutor. Delegado Paredes: Pois saiba, sr. Daniel, que isso é um frasco de veneno. Foram feitos exames com esses objetos e foi encontrada a mesma substancia nos dois. Daniel: Isso quer dizer que? Delegado Paredes: Isso quer dizer que a dona Helena foi envenenada. Daniel fica assustado e tem um flash Back.
FLASH BACK: Daniel: Pois é... Chegou atrasada, foi até a sala dela e não voltou até agora. Pior, os convidados estão perguntando dela e eu não sei mais o que responder. Fe anda: Bem o tipinho dela. Mas hoje ela vai ter o que merece. Daniel: o que? Fe anda: Nada... Nada não. FIM DO FLASH BACK.
Daniel: Não pode ser! Close no olhar desesperado de Daniel.
AS HORAS SE AVANÇAM E ANOITECE EM ESPERANÇA. *Trilha musical – Viva la Vida - Coldplay CENA 06 – APARTAMENTO DE HELOÍSA – NOITE:
Fe anda está diabolicamente nervosa, jogando vasos e objetos contra a parede, e gritando feito uma louca. Fe anda: Eu te odeio, Heloísa, eu te odeio, Daniel, Eu te odeio!!! De repente, entra Bruno e segura a moça Bruno: Que é isso, Fe anda, olha esse lugar! Fe anda, nervosa: Eu vou acabar com eles, Bruno. Eu vou acabar com eles. Bruno: Eles quem, Fe anda? Fe anda: Com o Daniel e a Heloísa. Eu vi eles aos beijos na Galeria. Mas isso não vai ficar assim. Não vai! Bruno: Calma, meu amor, calma. – ele abraça a moça, que vai se acalmando. Fe anda: Eu vou acabar com eles. Eu vou. Bruno: Vai, vai sim. Mas agora, fica calma. Close no olhar maquiavélico de Fe anda.
CENA 07 – APARTAMENTO DE RAFAEL– NOITE: Rafael mora sozinho em seu apartamento. O imóvel é bem mode o, sofisticado e está muito bem arrumado e organizado Mirella: Arrumou o apartamento só por que eu vinha aqui, né danadinho?! Rafael: Claro que não, moça. Saiba que soy muito prendado e organizado. Até por que se eu não fazer, quem fará por mim? Mirella: Huuum. Meus parabéns. – eles trocam um beijo. Rafael: Vamos lá pra cozinha, vou servir o jantar. Eles vão. Lá, o rapaz serve o jantar em uma mesa a luz de velas muito bem decorada. Mirella: Olha ele! Pelo menos a mesa arrumou direitinho. Rafael, servindo a moça: Voil. Penne ao molho branco. Mirella, provando o alimento: Huum. Nada mal, cheff. Rafael: Eu sabia que você ia gostar. Os dois continuam a jantar. Eles terminam a refeição e vão pra sala. Mirella: Muito lindo o seu apartamento. Rafael: Vamos lá, deixa eu te mostrar o quarto. Eles vão. Lá, ela encontra um quarto totalmente arrumado e mega organizado. Mirella: Nossa, Rafa. Me surpreendeu hein. Essa sua carinha aí não mostra essa super organização. Rafael: E eu ainda vou te surpreender ainda mais. Rafael começa a beijar a moça. Os dois se deitam na cama, começam a se despir e se amam pela primeira vez. Mas Mirella mal sabe que, ao amanhecer, será realmente surpreendida por Rafael. *Trilha Musical: When I was Your Men (Bruno Mars)
CENA 08 – APARTAMENTO DE HELENA/HELOÍSA – NOITE: Heloísa está dormindo quando acorda com o som da campainha. Ela coloca um roupão e desce para atender. É Daniel. Heloisa, assustada: Daniel? O que você ta fazendo aqui? Daniel: Eu não consigo parar de pensar em você. Eu to apaixonado por você, Heloísa. Heloísa fica sem reação
A imagem congela e se transforma em um quadro pintado a óleo em uma grande exposição, juntamente com os quadros dos capítulos anteriores.
(*) poema de Oswaldo Montenegro
FIM DO CAPÍTULO 25