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Partes de Mim
Capítulo 5 de 60
Capítulo 5
✍️ Ramon Silva ·📅 05 Jun. 2019 ·👁 0 leituras

PARTES DE MIM

NOVELA DE:

RAMON SILVA

ESCRITA POR:

RAMON SILVA

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO

ALFREDO

ALVINHA

GLÓRIA

MARIA

MARTA

SOL

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS:

DELEGADO, DIRETOR (HOSPITAL), ENFERMEIRA, MÉDICO, RECEPCIONISTA.

  CENA 01. HOSPITAL. CORREDOR. INT. DIA. Continuação imediata da cena 20 do capítulo anterior. ENFERMEIRA    — Sim eu estava cuidando dos seus filhos! Mas eu não tenho nada a ver com o sumiço deles! ALFREDO     —  E quem está te acusando de ter ou não alguma coisa a ver com o sequestro dos nossos filhos? Não sei pra você, Sol, mas isso soou estranho! SOL               —  Pois é! Pra mim também! ENFERMEIRA    — Gente pelo amor de Deus! Eu tenho família pra sustentar! Não me acusem de uma coisa que eu não fiz! SOL               —  Nós não estamos te acusando de nada! Estávamos apenas te fazendo uma pergunta! ALFREDO     —  Pois é! Você é que está aí dizendo que não fez nada e nos acusando de estar te acusando! SOL               —  Acho que o Delegado tem que falar com ela! ALFREDO     —  Também acho! Os dois vão caminhando e a enfermeira aflitíssima arremata. ENFERMEIRA    — (P/si) Ai meu Deus... No que eu fui me meter, hein!? Ela vai caminhando. CORTA PARA: CENA 02. HOSPITAL. SALA DE ESPERA. INT. DIA. Delegado ali conversando com o Diretor. Sol e Alfredo vêm. ALFREDO     —  Você tem que falar com a enfermeira que estava cuidando dos nossos filhos ontem! DELEGADO —  Sim, nós faremos isso! ALFREDO     —  Mas vê se faz rápido, hein! Ela está muito estranha! SOL               —  Tá mesmo! Nós fizemos uma simples pergunta a ela e ela logo veio dizendo que não tinha nada a ver com o sequestro! DELEGADO —  Vou falar com ela então! O delegado vai andando. DIRETOR      —  Olha... Eu quero que vocês saibam que enquanto não tivermos uma resposta, não descansaremos! SOL               —  (Duvidando) Sei! Vamos Alfredo! O diretor bufa e vai atrás do Delegado. CORTA PARA: CENA 03. AVENIDA PAULISTA. EXT. DIA. Vários curiosos ali. O motorista do caminhão falando com dois policias fora de áudio. Glória sendo resgatada das ferragens por uma equipe de bombeiros. Eles a levam até a ambulância. CAM mostra detalhadamente o rosto de Glória desmaiada e todo ensanguentado. Eles a colocam dentro da ambulância que sai disparada. Os curiosos ficam ali fazendo comentários entre si. Fechamos no carro, com a parte do motorista todo amassado. Instantes. Tensão. CORTA PARA: CENA 04. HOSPITAL. QUARTO. INT. DIA. A enfermeira ali. O delegado entra. DELEGADO —  Você é a Maria de Fátima? ENFERMEIRA    — Sim sou eu! O que você quer? DELEGADO —  Eu sou o delegado responsável pelo sequestro dos gêmeos e queria uma palavrinha com você. Fecha na enfermeira nervosíssima. Instantes. Suspense. Tensão. CORTA PARA: CENA 05. MANSÃO MORAES. SALA DE ESTAR. INT. DIA. Alfredo e Sol chegam da rua. SOL               —  Só de pensar que agora eu poderia estar chegando do hospital com os meus filhos em meus braços, chega a dar até uma aflição aqui dentro! ALFREDO     —  Eu sei, meu amor! Mas se Deus quiser, nós vamos ter os nossos filhos aqui junto da gente pra sempre! SOL               —  E a mamãe, hein? Ela ficou arrasada! ALFREDO     —  Minha mãe também! Ela disse que vinha aqui, mas acho que ela não conseguiu sair do trabalho! SOL               —  Em falar nas mães... (Chama) Mamãe? Mamãe a senhora tá em casa? ALFREDO     —  Ué! Será que ela não veio pra casa? SOL               —  Estranho! ALFREDO     —  Vou perguntar ao jardineiro se ele a viu. Alfredo sai. SOL               —  (P/si, aflita) Ai Jesus... Mamãe não tá em casa! Onde será que ela se meteu, hein? CORTA PARA: CENA 06. HOSPITAL. CORREDOR. INT. DIA. A equipe dos bombeiros chegam com Glória e passam pelo diretor que se assusta ao vê-la ali naquele estado. DIRETOR      —  O que aconteceu com essa senhora? Ela estava aqui agora pouco! BOMBEIRO  —  Ela sofreu um acidente gravíssimo de carro! DIRETOR      —  Levem-na para a emergência que eu vou ligar para a família dela. Eles levam ela pra emergência. Fecha no diretor ali apreensivo. CORTA PARA: CENA 07. CASA DE MARIA. COZINHA. INT. DIA. Maria com Marta ali almoçando mocotó. MARTA        —  Nossa, Maria! Mas esse mocotó está divino! MARIA          —  Eu sei! Sempre levei jeito pra cozinhar! MARTA        —  Fazia muito tempo que eu não comia uma comida tão deliciosa quanto essa! MARIA          —  Que isso, Marta? Você está sendo modesta. Você manda super bem na cozinha que eu sei. MARTA        —  Mando! Mas eu nunca conseguiria fazer um mocotó tão bom quanto este! MARIA          —  Você ganhava a vida lá em SP fazendo o quê? MARTA        —  Como empregada doméstica! MARIA          —  Então você cozinhava bem! MARTA        —  Sim, mas não era essa deliciosidade aqui! Atenção Sonoplastia: Entra aqui o som de um bebê chorando em off. MARIA          —  Ih... Se prepara pra trocar fralda suja! MARTA        —  Pois é! Depois dos filhos, você vive pra eles! MARIA          —  Vive não, né? Vegeta! MARTA        —  Deixa eu ir lá ver o que é dessa vez! Ela vai para a sala e Maria permanece ali comendo. CORTA PARA: CENA 08. HOSPITAL. QUARTO. INT. DIA. Continuação imediata da cena 04. ENFERMEIRA    — O que você quer dessa vez? Eu não tenho nada a ver com isso! DELEGADO —  Se acalme que eu não estou aqui para te acusar de nada. Estou aqui para fazer algumas perguntas! ENFERMEIRA    — Pois então faça logo as perguntas que eu ainda tenho vinte pacientes nesse turno. DELEGADO —  Ontem, você trabalhou até que horas? ENFERMEIRA    — Até umas quatro da manhã, por quê? DELEGADO —  E os gêmeos ainda estavam na incubadora? ENFERMEIRA    — Claro que sim! Se eles não estivessem, eu teria acionado a direção e a segurança. DELEGADO —  Sei. Mas os seguranças disseram que não viram você deixar o hospital. Por onde você saiu? Fecha na enfermeira. Instantes. Suspense. Tensão. CORTA PARA: CENA 09. MANSÃO MORAES. SALA DE ESTAR. INT. DIA. Sol ali sentada aflita. Alfredo entra. ALFREDO     —  Nada! Parece que sua mãe não voltou desde a hora em que ligamos pra ela ir ao hospital! SOL               —  Ai Jesus! Será que aconteceu alguma coisa com a mamãe? ALFREDO     —  Não! Ela deve tá bem. Só deve tá por aí espairecendo um pouco! SOL               —  Espairecer... Se tem uma coisa que mamãe não faz é isso! Tô achando que aconteceu alguma coisa com ela! Atenção Sonoplastia: O tel. fixo toca. SOL               —  Você atende, Alfredo! Se for notícia ruim eu nem quero saber! Ele vai atender. ALFREDO     —  (Ao tel.) Alô? Sim é da casa dela. (Reage forte) Como é que é? SOL               —  (Curiosa) O que aconteceu, amor? Ele faz sinal para ela esperar. ALFREDO     —  (Ao tel.) Ai Jesus... Tá bom! Pode deixa que já estamos a caminho! Ele desliga. SOL               —  O que aconteceu, Alfredo? ALFREDO     —  A sua mãe está no hospital! SOL               —  Mas como assim? O que a mamãe está fazendo no hospital? ALFREDO     —  Vamos que no caminho eu te explico! Não podemos perder tempo! Os dois saem apressados. CORTA PARA: CENA 10. HOSPITAL. QUARTO. INT. DIA. Continuação imediata da cena 08. ENFERMEIRA    — Tá vendo só? Depois ainda me diz que não tá aqui pra me acusar de nada! DELEGADO —  Claro que não! Agora... Se a senhora está tão incomodada com perguntas simples, então nós temos um problema aqui! ENFERMEIRA    — Eu não tenho nada a ver com isso, doutor! DELEGADO —  Então por que está hesitando em responder? Diz logo que não tem nada a ver e pronto e acabou! ENFERMEIRA    — Tá! Eu não tenho nada a ver com isso. DELEGADO —  Ok! Agora me responda... Por onde você saiu? ENFERMEIRA    — Pelos fundos! DELEGADO —  Por quê? ENFERMEIRA    — Porque eu quis sair por lá! DELEGADO —  Vamos lá enfermeira... Eu não tenho o dia todo! A cada minuto que se passa, eu tenho certeza que você está envolvida no sequestro dessas crianças! ENFERMEIRA    — Não! Claro que não! Falando assim, você até me ofende! DELEGADO —  Então me dê um motivo plausível pra você ter saído pela porta dos fundos. Fecha na enfermeira nervosíssima. Instantes. Suspense. Tensão. CORTA PARA: CENA 11. HOSPITAL. SALA DE ESPERA. INT. DIA. Sol e Alfredo chegam e vão até a recepcionista. SOL               —  Será que teria como você ver pra mim a paciente Glória Moraes? RECEPCIONISTA — Ela está em cirurgia! SOL               —  Ai meu Deus! Então o caso dela é grave! Alfredo abraça a amada e arremata. ALFREDO     —  (P/Recepcionista) Mas tem algum médico pra falar com a gente sobre o que aconteceu? RECEPCIONISTA — No momento não! Todos estão envolvidos com a cirurgia. Logo após o término, eu aviso que vocês estão aqui. ALFREDO     —  Tá bom, obrigado! Os dois vão se sentar. ALFREDO     —  Calma, meu amor! Vamos ter fé que vai dá tudo certo! SOL               —  Poxa, parece mesmo que o universo está conspirando contra mim. Os meus filhos somem, a mamãe sofre um acidente. (Olha pro teto) Por que Deus? Por quê? O delegado vem com a enfermeira algemada. Alfredo e Sol se aproximam dos dois e os abordam. ALFREDO     —  É essa mulher aí a responsável pelo sumiço dos meus filhos? SOL               —  (Batendo nela) Sua vaca! Filha da mãe! Por sua causa os meus filhos estão por aí Deus lá sabe onde! ENFERMEIRA    — Me solta sua louca! Alfredo segura Sol. ALFREDO     —  Calma, meu amor! DELEGADO —  Nós ainda não sabemos se ela tem alguma coisa haver com o sumiço dos seus filhos. Estou levando ela para uma averiguação! Vamos! Os dois saem. SOL               —  Não acredito que essa desgraçada é a responsável por tudo isso! ALFREDO     —  Calma, meu amor! O Delegado disse que ainda não sabe se ela tem algum envolvimento com o caso! Fecha em Sol ali com raiva CORTA PARA: CENA 12. HOSPITAL. CENTRO CIRÚRGICO. INT. DIA. Uma equipe médica ali realizando a cirurgia de Glória que está desacordada. Instantes. Tensão. CORTA PARA: CENA 13. CIDADE DE SÃO PAULO. EXT. ANOITECER. Takes descontínuos do anoitecer em 1999. CORTA PARA: CENA 14. HOSPITAL. SALA DE ESPERA. INT. NOITE. Alfredo com Sol ali aflitos. SOL               —  Ai essa demora tá me matando.... ALFREDO     —  Calma, meu amor! Vamos orar para que dê tudo certo! SOL               —  Será que você só sabe dizer isso, Alfredo? “Calma meu amor!”. Calma! Calma! Calma! ALFREDO     —  E você queria que eu dissesse o quê? Se descontrola, se descabela e quebra tudo do hospital! É isso que você queria eu dissesse? SOL               —  Não! Mas também ficar mandando ter calma o tempo todo não dá, né?! ALFREDO     —  É a única coisa que podemos fazer. Ter calma e esperar com paciência. SOL               —  Ih... Olha. Às vezes essa sua calmaria toda me mata. ALFREDO     —  Bem melhor do que tá aí toda aflita! SOL               —  Claro! É a minha mãe que está lá dentro! Será que você tem noção da gravidade da coisa? (Tom) Se não tem então cala a droga dessa sua boca! ALFREDO     —  Sol, acho que aqui não é o local apropriado para iniciarmos uma discussão! SOL               —  Concordo! Os dois se encaram seriamente. CORTA PARA: CENA 15. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INT. NOITE. Enfermeira ali sentada. Delegado arrematando e andando de um lado para o outro. DELEGADO —  É, enfermeira Maria de Fátima... Eu acho melhor você ir abrindo o bico! O circo está se fechando e até agora você é a única suspeita! ENFERMEIRA    — Posso até ser! Mas eu não tenho envolvimento algum com isso. DELEGADO —  Eu não posso provar nada e muito menos te prender sem ter provas... Mas quero que você fique sabendo de uma coisa. Enquanto não solucionarmos este caso... Continuaremos a investigar! ENFERMEIRA    — Podem continuar! Por mim tudo bem. Eu não tenho nada a ver com isso mesmo. DELEGADO —  Tá, mas vamos àquela pergunta que você ainda não me respondeu. Por que você saiu pela porta dos fundos? ENFERMEIRA    — Pelo amor de Deus gente! Eu já disse que me deu vontade de sair por lá. DELEGADO —  Sim, mas convenhamos aqui que é muito estranho uma pessoa dar vontade de sair pela porta dos fundos justamente no dia do sequestro. ENFERMEIRA    — Pois é, né, mas não tem como vocês me prenderem sem provas, portanto, com licença! Ela se levanta e já vai saindo. DELEGADO —  Aonde você pensa que vai? Nós ainda não terminamos! ENFERMEIRA    —  Ah não? Mas eu já terminei! Ela sai e o delegado permanece ali sério e meneando a cabeça negativamente. Instantes. Tensão. CORTA PARA:

INTERVALO COMERCIAL

CENA 16. RIO DE JANEIRO. EXT. NOITE. Takes descontínuos da cidade maravilhosa em 1999. No último deles a fachada da casa de Maria. CORTA PARA: CENA 17. CASA DE MARIA. SALA. INT. NOITE. Atenção Edição: Ligar no áudio com a cena anterior. Maria e Marta ali com os bebês no colo. Elas estão dando mamadeiras a eles. MARIA          —  E aí? Já pensou nos nomes pra essas crianças? MARTA        —  Ainda não amiga! Mas que sugestões você me dá? MARIA          —  Eu acho lindo o nome Edson e Enzo. MARTA        —  (Faz careta) Nossa! Mas que horror! Não gosto desses nomes não! MARIA          —  Não? Então que nomes você está pensando em colocar? MARTA        —  Ah, sei lá! Eu acho que Miguel e Gabriel... Ou Thiago... Sei lá! São tantos nomes que eu fico até confusa! MARIA          —  Pois é! Tá aí uma das piores partes, ter que dar um nome ao filho. MARTA        —  E tomar cuidado, né! Pra que mais tarde você não fique se culpando pelo nome que escolheu! MARIA          —  Verdade! Deve ser uma difícil decisão!! Marta meneia a cabeça concordando e as duas continuam a amamentar as crianças. Instantes. CORTA PARA: CENA 18. HOSPITAL. SALA DE ESPERA. INT. NOITE. Alfredo e Sol ali sentados de costas um para o outro. SOL               —  Chega, Alfredo! Acho que no momento em que estamos passando, não dá pra ficar de birra. ALFREDO     —  Concordo! Mas você tem que entender que cada um tem o seu tempo e o seu jeito de fazer as coisas. SOL               —  Eu sei! Eu sei e eu entendo! Me desculpe! O médico se aproxima. MÉDICO       —  Vocês são parentes da dona Glória Moraes? SOL               —  Sim, somos nós! ALFREDO     —  E então, doutor? Como a minha sogra está? Closes alternados em todos. Instantes. Suspense. Tensão. CORTA PARA: CENA 19. RUA INDETERMINADA DE SP. EXT. NOITE. Rua movimentada. Maria de Fátima caminhando, quando arremata. ENFERMEIRA    — (P/si) Droga! Não sei o que é que eu faço agora... Seu eu fugir, aí mesmo que vão apontar o alvo pra mim: “Foi ela”. Mas se eu ficar, vou ser presa do mesmo jeito! (Indecisa) Ai meu Deus. O que eu faço? Ela atravessa a rua. ENFERMEIRA    — (P/si) Pra quê eu fui me meter com essas coisas? Quando a Marta me fez a proposta eu deveria ter negado o pedido dela! Eu não deveria ter feito isso! Será que se eu me entregar, a minha pena será menor? Não sei! Não sei! Não sei o que fazer! Ela passa pela CAM. CORTA PARA: CENA 20. CASA DE MARIA. SALA. INT. NOITE. Marta ali na sala sozinha ninando o “filho”. MARTA        —  (P/si) Será que a Maria de Fátima ficou de boa? Tomara! Espero que não tenha sujado pro lado dela! (Sorrir) Afinal de contas, é desse tipo de enfermeira que a gente precisa! (P/bebê) É meu filho... Você deu trabalho... Mas agora seremos só você e eu! Sem aquele povinho pra se intrometer! Finalmente... Minha família! CAM detalha o rosto da criança. Instantes. Tensão. CORTA PARA: CENA 21. HOSPITAL. SALA DE ESPERA. INT. NOITE. Continuação imediata da cena 40. MÉDICO       —  A dona Glória agora está bem! Reação dos dois aliviados. MÉDICO       —  Ela sofreu um traumatismo craniano, mas agora o estado dela é estável. SOL               —  Graças a Deus! MÉDICO       —  Foi um milagre ela ter sofrido só o traumatismo craniano. A batida com o caminhão foi forte. SOL               —  Caminhão? MÉDICO       —  É. Vocês não estavam sabendo, não? Eles meneiam a cabeça que não. MÉDICO       —  Parece que a dona Glória estava meio atordoada pelo que aconteceu e estava fora de si. Ultrapassou o semáforo vermelho e o caminhão pegou o carro dela em cheio. ALFREDO     —  Nossa! Foi um milagre ela só ter sofrido o tal traumatismo mesmo. SOL               —  E eu posso vê-la? MÉDICO       —  Pode. Mas um de cada vez! ALFREDO     —  Vai, Sol. Depois eu entro e a vejo. SOL               —  Tá bom! Ela segue o médico. Alfredo fica ali mais aliviado com a notícia. CORTA PARA: CENA 22. HOSPITAL. QUARTO. INT. NOITE. Glória ali desacordada com alguns aparelhos. O doutor entra com Sol. MÉDICO       —  Cinco minutos! SOL               —  Pode deixar! Ele sai. Sol se aproxima da mãe. Lágrimas escorrem pelo seu rosto. Ela pega na mão da mãe e arremata. Atenção Sonoplastia: Instrumental triste entra aqui. SOL               —  (Chorando) Ôh, mãe... Por que a senhora foi inventar de sair por aí desse jeito? Como se já não bastasse o papai, agora a senhora tá aí nessa cama de hospital! Eu não sei se vou aguentar perder vocês dois! Eu não vou aguentar!!! Ela fica ali chorando. Beija a mão da mãe. Close em Glória desacordada. Instantes. Tensão. CORTA PARA: CENA 23. CASA DE MARIA. SALA. INT. NOITE. Marta ali sentada. Alvinha bate na porta. Marta abre. MARTA        —  (Surpresa) Alvinha? O que você faz por aqui? ALVINHA     —  Que cara é essa mulher? Eu moro nesse bairro também! Posso entrar? MARTA        —  Claro! Entre! Ela entra e Marta fecha a porta. ALVINHA     —  E cadê a Maria? MARTA        —  Ela tá lá dentro com as crianças! ALVINHA     —  Eu vim aqui por dois motivos. Um, eu quero conhecer os seus filhos e dois, tenho uma ótima notícia sobre o emprego. MARTA        —  Ah é? E que notícia seria essa? ALVINHA     —  A minha colega avisou o cara e ele quer que você vá pra entrevista amanhã mesmo. MARTA        —  (Feliz) Sério, Alvinha? Nossa! Mas que legal! As duas permanecem ali conversando fora de áudio. Instantes. CORTA PARA: CENA 24. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INT. NOITE. Delegado ali pensativo. DELEGADO —  (P/si) Não é possível! Tem que a ver alguma coisa que incrimine essa mulher! Eu tenho quase certeza que ela está envolvida no sequestro dessas crianças... Mas como eu posso provar uma coisa dessas? O mesmo taxista do capítulo 03, entra. TAXISTA      —  Licença, delegado! Eu queria falar com o senhor! DELEGADO —  Pois não? Entre. Sente-se! Ele entra e se senta. DELEGADO —  Pois não? No que posso te ajudar? TAXISTA      —  Eu fiquei sabendo do desaparecimento de duas crianças no rádio e eu acho que tenho algumas informações que possam ser úteis para a investigação. DELEGADO —  É mesmo? Então me conte mais! O taxista começa a falar fora de áudio. Instantes. Tensão. CORTA PARA: CENA 25. CIDADE DE SÃO PAULO. EXT. AMANHECER. Takes descontínuos do amanhecer em SP, 1999. CORTA PARA: CENA 26. RODOVIÁRIA DO TIETÊ. ÔNIBUS. INT/ EXT. DIA. Enfermeira embarca no ônibus e se senta. Ao lado dela, um homem de casaco e óculos pretos. Que é o delegado que se revela e arremata. DELEGADO —  Querendo fazer o mesmo que a sua cúmplice, é? Ela se assustada e sai correndo do ônibus. O delegado sai atrás. Corta para fora do ônibus: Delegado correndo atrás dela. Até que um policial consegue interceptá-la. DELEGADO —  A casa caiu enfermeira Maria de Fátima! Ela é algemada sob os olhares de muitos curiosos. ENFERMEIRA    — Me solta! Eu não tenho nada a ver com o sequestro! DELEGADO —  Sei! Estou cansado de ouvir isso já! Vamos! Eles vão caminhando. Close em Maria de Fátima séria sendo levada para a viatura. Instantes. Suspense. Tensão. CORTA PARA:

FIM DO 5º CAPÍTULO

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Cap. 1 Capítulo 1 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 4 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 8 Cap. 9 Capítulo 9 Cap. 10 Capítulo 10 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 12 Cap. 13 Capítulo 13 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 15 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 17 Cap. 18 Capítulo 18 Cap. 19 Capítulo 19 Cap. 20 Capítulo 20 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo 32 Cap. 33 Capítulo 33 Cap. 34 Capítulo 34 Cap. 35 Capítulo 35 Cap. 36 Capítulo 36 Cap. 37 Capítulo 37 Cap. 38 Capítulo 38 Cap. 39 Capítulo 39 Cap. 40 Capítulo 40 Cap. 41 Capítulo 41 Cap. 42 Capítulo 42 Cap. 43 Capítulo 43 Cap. 44 Capítulo 44 Cap. 45 Capítulo 45 Cap. 46 Capítulo 46 Cap. 47 Capítulo 47 Cap. 48 Capítulo 48 Cap. 49 Capítulo 49 Cap. 50 Capítulo 50 Cap. 51 Capítulo 51 Cap. 52 Capítulo 52 Cap. 53 Capítulo 53 Cap. 54 Capítulo 54 Cap. 55 Capítulo 55 Cap. 56 Capítulo 56 Cap. 57 Capítulo 57 Cap. 58 Capítulo 58 Cap. 59 Capítulo 59 Cap. 60 Capítulo 60 NOVO
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