Widcyber
👁 0
Tamanho 18
Fonte
Tema
0% lido
Nova chance para amar
Capítulo 12 de 42
Capítulo 12
✍️ Ramon Silva ·📅 18 May. 2020 ·👁 0 leituras

NOVA CHANCE PARA AMAR

Novela de Ramon Silva

Escrita Por:

Ramon Silva

Direção Geral:

Wellington Viana

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO

AMANDA

BEATRIZ

BELINHA

EDILEUSA

ELISA

GUSTAVINHO

JOSIAS

KLÉBER

LAURA

MARCELO

MARCOS

MOREIRA

RAMIRO

REGINA

RICK

RODRIGO

SÉRGIO

SEVERO

VIVIANE

CENA 01. CASA LAURA E SEVERO. SALA. INT. DIA. Continuação imediata da última cena do capítulo anterior. ELISA                —    Será que é tão difícil pra você entender que eu preciso de um tempo?! Tem mesmo que ficar enfiado no bar aí de frente pra tomar conta da minha vida?! MARCOS          —    Elisa, me escuta, por favor! ELISA                —    Não! Eu não tenho nada pra falar com você Marcos! Quando será que você vai entender isso?! MARCOS          —    Eu sei que você me pediu pra ficar longe/ ELISA                —    (Corta) Sabe, mas não faz o que eu pedir! MARCOS          —    Você não quer mais ver a minha cara e eu te dou total razão para tal... Mas você não pode me proibir de ver o meu filho! CAM mostra Gustavinho a olhar. ELISA                —    Como é que é? MARCOS          —    É isso mesmo que você ouviu! Eu sou pai e tenho o direito de passar um tempo com meu filho! Fecha em Elisa séria. Instantes. Tensão. CORTA PARA: CENA 02. MANSÃO VIEIRA. COZINHA. INT. DIA. Rick chega à cozinha e Edileusa está a cozinhar. EDILEUSA        —    Já chegaram? RICK                  —    Chegamos agora há pouco. EDILEUSA        —    E como é a Viviane? Pelas fotos que tem dela pela casa, é uma mulher muito linda! RICK                  —    Linda ela é mesmo. EDILEUSA        —    Aqui presa nessa cozinha não tive nem como ver ela chegar. RICK                  —    Se preocupa não que eu acho que ela vai ficar de vez. EDILEUSA        —    Nossa! Imagine ter uma ex-modelo morando aqui, Rick... RICK                  —    Eu imagino... De biquíni na piscina. EDILEUSA        —    Tira teu burro da chuva que ela tem marido. E pelo jeito é um homem muito rico. RICK                  —    Ah, sim. O seu Rodrigo. Até que é gente boa, ele. EDILEUSA        —    (Ansiosa) Não vejo a hora de falar com ela. RICK                  —    Por que essa ansiedade, mulher? EDILEUSA        —    Como ainda me pergunta isso? Ela é uma ex-modelo famosa no mundo todo! RICK                  —    Ah é? Tem certeza mesmo que ela é famosa no mundo todo? No aeroporto não vi nenhum fã se aproximar, nem nada. EDILEUSA        —    Você não sabe de nada! Quando vê ela desfilando,  não fique de queixo caído. Edileusa começa a desfilar pela cozinha e Rick fica a sorrir de tal cena. Instantes. CORTA PARA: CENA 03. CASA LAURA E SEVERO. SALA. INT. DIA. Continuação imediata da cena 01. MARCOS          —    Veja bem Elisa... Mesmo que a gente se separe, o Gustavinho é o elo que ainda nos mantém um próximo ao outro. ELISA                —    Fala a verdade, Marcos! Você tá fazendo isso pra me atingir, não é? MARCOS          —    Claro que não! Apenas estou querendo o meu direito, que é ver e passar um tempo com meu filho! Casamento acaba, mas um filho nunca deixa de ser filho. GUSTAVINHO —    (Reclama) Mãe.. ELISA                —    Filho você vai ter que ir com seu pai. GUSTAVINHO —    Mas mãe/ ELISA                —    (Corta) Vai, filho. Ele tem o direito de passar um tempo com você. Do jeito que é, ainda pode dizer por aí que eu não deixo e querer tomar você de mim! MARCOS          —    Não envenene o menino contra mim, Elisa! Você sabe muito bem que quem fica com a guarda é a mãe. ELISA                —    (P/Gustavinho) A noite você volta pra mamãe, tá? GUSTAVINHO —    Tá bom. MARCOS          —    Vem, filho. Vamos nos divertir muito. Os dois saem. Elisa vai fechar a porta ELISA                —    (P/si) Desgraçado! Querendo me atingir usando o meu filho! CORTA PARA: CENA 04. MANSÃO VIEIRA. SALA DE ESTAR. INT. DIA. Rodrigo sentado pensativo. Viviane desce a escada. VIVIANE            —    O que foi aquilo Rodrigo? RODRIGO         —    Oi, meu amor. O que você disse? VIVIANE            —    Estava falando com você na maior quando saiu sério do quarto e não disse nada. RODRIGO         —    Desculpa. VIVIANE            —    (Senta no colo do amado) O que tá acontecendo, meu amor? Pode falar. RODRIGO         —    É que... Voltar ao Brasil depois de quinze anos, tudo se passa como um filme na sua cabeça. VIVIANE            —    (Beija o rosto dele) Ôh, meu amor... Eu sei que a sua saída do Brasil para a França não foi nada agradável, mas... Tenta enxergar que agora é uma nova vida. Quinze anos depois você tem novas possibilidades. RODRIGO         —    Eu sei, Viviane. Mas só pelo simples fato de chegar ao Santos Dumont, foi como nostalgiar minha vida inteira. Não foi lá o último local que pisei antes de embarcar para a França, mas é um aeroporto. Enfim! VIVIANE            —    Mas agora tudo vai ser diferente. Você vai ser só. Ela dá um beijinho nele. CORTA PARA: CENA 05. BAR DO TIO JÔ. INT. DIA. Marcos e Gustavinho sentados a uma mesa. Josias vem de a cozinha atendê-los. JOSIAS              —    Hoje o Gustavinho tá passando o dia com o pai, é? MARCOS          —    Pois é, Jô. Fui lá conversar com a Elisa e exigir passar um tempo com o meu filho. Afinal, eu sou pai e tenho esse direito. JOSIAS              —    Concordo! Mas você sabe que agir dessa forma pode não ter sido bom pra você, né? MARCOS          —    Como assim, Jô? JOSIAS              —    Depois a gente fala disso. MARCOS          —    Então, Jô. Traz aquela coxinha marota pro meu filhão aqui. JOSIAS              —    A mais gordinha será dele. GUSTAVINHO —    E um refrigerante. MARCOS          —    Ouviu, né, Jô? JOSIAS              —    Pode deixar. Josias vai buscar o pedido. MARCOS          —    Filho... Marcos coloca a mão sobre a do filho, mas ele assustado retira. Instantes. CORTA PARA: CENA 06. FÁBRICA FABRISTILO. PRODUÇÃO. INT. DIA. Moreira e mais um Segurança arrastando o corpo de Hilda. Regina acompanhando tudo de perto. Mulheres continuam a trabalhar e a tentar ignorar tal cena. Belinha desvia o olhar para Regina a todo instante. REGINA             —    Leva a moribunda daqui. MOREIRA         —    E o que fazemos depois, dona Regina? REGINA             —    Deixa jogado lá parte de trás do pátio mesmo. Quando o Kléber chegar, ele ver o que faz com os restos mortais da velha! MOREIRA         —    Sim, senhora. Moreira e o segurança saem levando o corpo de Hilda. REGINA                 (P/Todos) Pessoas morrem, pessoas nascem... Assim é o ciclo da vida amados. Agora produção! E lembrem-se: produção é o que interessa! Nem que para isso, alguém como a dona Hilda, morra trabalhando! Regina dirige-se até a escada e Kléber chega. KLÉBER           —    Mais uma empacotou? REGINA             —    Pois é. Depois trate de descartar esse corpo. KLÉBER           —    Beleza. Vim te falar como foi lá no bairro. REGINA             —    Ah, sim. Vamos subindo. Os dois sobem a escada para o escritório. Corta para Belinha e Amanda: BELINHA          —    (Chora) Dona Hilda não merecia isso. Ela era tão legal. Isso não tá certo! AMANDA           —    Filha... Eu entendo a sua revolta com tudo isso, mas temos que trabalhar! Volte à produção. Sérgio vem puxando um porta-paletes com vários produtos acabados e ao ver a filha chorando, preocupa-se. Instantes. CORTA PARA: CENA 07. FÁBRICA FABRISTILO. ESCRITÓRIO REGINA. INT. DIA. Regina e Kléber sentados. Regina a olhar a foto de Camila no cel. REGINA             —    Não entendo o entusiasmo nessa garota! KLÉBER               Como não, Regina? Ela tem tudo para ser o que a gente precisa. Ela parece modelo. REGINA             —    Hum... Fala a verdade, Kléber. Ficou de olho nela por sua beleza. KLÉBER           —    Também. Mas ela se encaixa perfeitamente nos nossos padrões. REGINA             —    Desde que dê produção, já que isso é o que nos interessa. Antes até de beleza, charme, essas coisas... KLÉBER               Sim. Mas falando do corpo. Quem foi? REGINA             —    Dona Hilda. Parece que a véia não aguentou e pacotô. KLÉBER           —    (Sorrir) Dona Hilda também já tinha dado o que tinha que dá já. REGINA             —    Realmente. Agora suma com esse corpo antes que sejamos obrigados a respirar podridão. KLÉBER           —    Pode deixar. CORTA RÁPIDO PARA: CENA 08. MATAGAL ATRÁS DA FÁBRICA. EXT. DIA. Kléber e Moreira ali cavando uma cova. Corpo enrolado em vários sacos grandes de lixo preto. MOREIRA         —    Até que eu gostava da dona Hilda. KLÉBER           —    Ela não causava problemas. Agora me ajude aqui. Ambos colocam o corpo na cova e Kléber começa a jogar terra por cima. MOREIRA         —    Kléber? KLÉBER           —    O que é Moreira? Fala! MOREIRA         —    Você não tem medo desse verdadeiro cemitério clandestino a céu aberto ser descoberto, não? KLÉBER               Não! Até porque essa área aqui é deserta. Ninguém vem pra esses lados. Agora vê se para de falar e me ajuda a terminar isso aqui. Moreira pega uma pá e ajuda a enterrar. CAM abe o plano no corpo sendo enterrado. Instantes. CORTA PARA: CENA 09. RIO DE JANEIRO. STOCK-SHOTS. EXT. ANOITECER. Takes da orla da praia da Barra da Tijuca, Cristo Redentor, Trânsito do início de noite. Fachada da Mansão Vieira. Carro de Ramiro se aproxima. Ele e Marcelo saltam e entram. CORTA PARA: CENA 10. MANSÃO VIEIRA. SALA DE ESTAR. INT. NOITE. Beatriz ali a mexer no cel. com dificuldade. Ramiro e Marcelo entram. BEATRIZ           —    Ah! Já estava aqui tentando ligar pra você. Mas esses celulares são uma porcaria para os mais velhos usarem. (Mostra o cel.) Olha essas letrinhas que miúdas. RAMIRO            —    (Debocha) Se alguém necessitar de socorro e você tiver que ligar do celular, morre. BEATRIZ           —    Debocha mesmo Ramiro. RAMIRO            —    Rodrigo e Viviane já chegaram? BEATRIZ           —    Já. Estão no quarto descansando. Viviane desce a escada. VIVIANE            —    Tio. RAMIRO            —    Minha sobrinha querida! Os dois se abraçam e se beijam no rosto. RAMIRO            —    Como foi de viagem? VIVIANE            —    Bem. E esse daqui deve ser o meu primo Marcelo? Os dois se abraçam. VIVIANE            —    Tá um homem já, e lindo também. MARCELO        —    (Sem graça) Obrigado. RAMIRO            —    Bom isso ele puxou de mim! Beleza é o que não falta ao pai dele! BEATRIZ           —    Ai, Ramiro, como você se acha, hein! Todos sorriem RAMIRO            —    Ué. Por acaso estou falando alguma mentira? E o Rodrigo, Viviane? VIVIANE            —    Está deitado descansando. Ter voltado ao Brasil aonde tudo de ruim aconteceu na vivida dele há quinze anos, mexeu um pouco com ele. RAMIRO            —    Bom, então eu vou subir. Viviane, depois vá até o escritório que quero conversar com você. VIVIANE            —    Tá bom, tio. Ramiro sobe a escada. MARCELO        —    E eu vou seguir esse cheirinho delicioso que vem da cozinha. Marcelo vai para a cozinha. VIVIANE            —    Até o jeito sereno do Marcelo falar é igual ao de Maristela. BEATRIZ           —    Esse daí é um mosca morta igual à Maristela. Fecha em Viviane que sorrir. Instantes. CORTA PARA: CENA 11. MANSÃO VIEIRA. QUARTO VIVIANE E RODRIGO. INT. NOITE. Rodrigo sentado na cama pensativo. Instantes. CORTA PARA: CENA 12. CASA LETÍCIA. SALA. INT. DIA. INSERT da cena 12, do capítulo 02. Rodrigo ali ao tel. Fixo. RODRIGO         —    (Ao tel.) Tudo bem. Se você quer assim, mas saiba que vai ser uma luta grande. Letícia chega da rua. LETÍCIA            —    Precisamos conversar, filho. RODRIGO         —    (Ao tel.) Depois eu te ligo. Ele desliga. LETÍCIA            —    Filho/ RODRIGO         —    (Corta) Mãe, se for pra conversar sobre o que eu já falei com meu tio... Vamos nos poupar desse desgaste, por favor. LETÍCIA            —    Olha, eu sei que você se apaixonou por essa menina. E eu te entendo. Eu já tive a sua idade também. Mas será mesmo que vale a pena esse amor de vocês dois? RODRIGO         —    Por mim vale sim. LETÍCIA            —    Eu estou querendo dizer pra você, filho, que por mais que algum dia eu e o seu tio aceite isso, ainda tem a família da menina. O Severo é cabeça dura. RODRIGO         —    Acho que não mais que o tio Jô. LETÍCIA            —    Pensando por esse lado você tem razão, filho. RODRIGO         —    Eu sinceramente estou meio confuso com isso tudo, mãe. Porque o que eu sinto pela Elisa, eu nunca senti por garota alguma. LETÍCIA            —    É, meu filho... Você ama mesmo essa menina. (Abraça ele) Vamos dar um jeito. RODRIGO         —    (Feliz) Sério, mãe? LETÍCIA            —    Sim, mas eu não posso prometer nada! Dá pra ver que essa menina é muito importante pra você. RODRIGO         —    E ela é, mãe. LETÍCIA            —    Bom, agora eu preciso ir. Passei aqui só pra pegar a minha bolsa. Estou indo ao Ceasa. Não quer vir comigo, filho? RODRIGO         —    Acho melhor não, mãe. Esse lance de terem descoberto tudo me deixou meio pra baixo. LETÍCIA            —    (Aperta a bochecha dele) Mas não fica assim, meu menininho... RODRIGO         —    (Sorrir) Ai, mãe, para! Eu tenho 17 anos. LETÍCIA            —    Mas pra mim você continua sendo o meu filhinho de 2, 3 anos... Tchau, filho. RODRIGO         —    Tchau, mãe. Ela pega a bolsa sobre uma cadeira e sai. Rodrigo liga a TV. CORTA PARA: CENA 13. MANSÃO VIEIRA. QUARTO VIVIANE E RODRIGO. INT. NOITE. Continuação da cena 11. RODRIGO         —    (P/si, sorrir) ‘Meu menininho’... Rodrigo fica ali nostálgico. Instantes. CORTA PARA: CENA 14. CASA LAURA E SEVERO. SALA. INT. NOITE. Elisa a olhar pela janela. ELISA                —    (P/si) Pelo menos não levou meu filho pra muito longe. CAM mostra táxi de severo parando. Ele e Laura saltam e pegam as sacolas das compras e entram. ELISA                —    (Indo para a porta) Finalmente estão chegando desse bendito mercado! Elisa abre a porta. Laura entra seguida de Severo. LAURA              —    Ai, filha, segura essa sacola que eu tô morrendo com esse peso! ELISA                —    Mas que demora foi essa? E a senhor ainda disse que voltaria antes das duas da tarde. LAURA              —    Pois é, minha filha. Mas seu pai demorou pra me buscar! SEVERO           —    Nada de ficar jogando a culpa em mim, Laura! O marcado que tava um verdadeiro campo de guerra! ELISA                —    Também, mãe. A senhora quer ir justo no mercado, que quando está em aniversário, as pessoas até se estapeiam! LAURA              —    Mas é claro, minha filha! As coisas lá estavam muito em conta. SEVERO           —    Nunca vi povo mais mal-educado! Parecia que tinha declarado à terceira guerra mundial e aquela era a última fonte de comida! ELISA                    (Sorrir) Só o senhor mesmo, pai. Eles se encaminham para a cozinha. CORTA PARA: CENA 15. CASA LAURA E SEVERO. COZINHA. INT. NOITE. Laura guardando as compras no armário, Elisa passando a ela os mantimentos e Severo tirando tudo das sacolas. ELISA                —    Uma promoçãozinha é sempre bom, mas daí agir como um bando de meliantes não dá, né? SEVERO           —    Exatamente, minha filha. O que falta nesse povo é educação, saber respeitar o outro, agir com empatia e não pensar somente em si próprio. LAURA              —    São épocas sombrias, meu amor! SEVERO           —    E o Gustavinho, Elisa? LAURA              —    Pois é. Cadê meu neto? Comprei aquele biscoito que ele adora. ELISA                —    (Sem jeito) Então... O Marcos veio aqui e levou o Gustavinho. LAURA              —    Como é que é? SEVERO           —    Aquele energúmeno sequestrou o meu neto? ELISA                —    Não, pai! Calma. Eu deixei o Gustavinho passar uma tarde com ele. LAURA              —    Mas por que, minha filha? E se ele fizer algum mal ao meu neto?! SEVERO           —    Eu acabo com a raça daquele desgraçado! ELISA                —    Querendo ou não ele é pai e tem o direito de ficar com o Gustavinho. Se eu proibir ele pode entrar com uma ação e eu posso até perder a guarda do meu filho. Closes alternados em Severo e Laura indignados. Instantes. CORTA PARA: CENA 16. BAR DO TIO JÔ. INT. NOITE. Bar vazio. Somente Marcos e Gustavinho sentados a uma mesa. Jô do balcão a observar. MARCOS          —    Filho, eu quero que você saiba que eu não sou esse monstro, tá? GUSTAVINHO —    Mas e todas as vezes que eu ouvi a mamãe gritando e pedindo pra você parar...? MARCOS          —    (Mente) Filho, isso daí é uma brincadeira nossa! Você acha mesmo que se eu agredisse a sua mãe, eu já não teria feito alguma coisa com você também? GUSTAVINHO —    Se bem que o senhor às vezes me assusta. MARCOS          —    Desculpa filho. Eu só quero o seu melhor e o seu bem. Às vezes a forma como demonstro isso pode ser estranho ou parecer até agressiva. Se o papai te fez alguma vez sentir medo, você me desculpa? Ele meneia a cabeça que sim. Marcos dá um abraço no filho. Josias sorrir a observar a cena. Instantes. CORTA PARA: CENA 17. MANSÃO VIEIRA. ESCRITÓRIO. INT. NOITE. Ramiro e Viviane sentados. RAMIRO            —    Confiei na sua palavra, mas fiquei aqui preocupado. VIVIANE            —    Se preocupa não, tio. Tudo foi queimado e não há mais evidência alguma que possa vir a comprometer o senhor. RAMIRO            —    Melhor assim. Coitado do Rodrigo ainda foi suspeito de participar dos trambiques do Pierre, né? VIVIANE            —    Pois é, tio. Foram dias tensos, mas o doutor Alexandre com sua defesa excelente provou que Rodrigo ela leigo nos trambiques de Pierre. RAMIRO            —    Não falei que doutor Alexandre era competente? Eles continuam a conversar fora de áudio. Instantes. CORTA PARA: CENA 18. MANSÃO VIEIRA. SALA DE ESTAR. INT. NOITE. Beatriz ao tel. Fixo. BEATRIZ           —    (Ao tel.) Boa noite. É da agência Empreguim Certo? O que eu desejo? Antes de qualquer coisa, que vocês mudem esse nome terrível! E logo após isso, eu gostaria de solicitar algumas moças para uma entrevista amanhã. Sim, quero gente competente e com experiência. Sem tempo pra ensinar serviçal a ser serviçal! CORTA PARA: CENA 19. CASA LAURA E SEVERO. SALA. INT. NOITE. Campainha toca. Elisa vem da cozinha e abre a porta. É Marcos e Gustavinho. ELISA                —    Filho! Como foi? GUSTAVINHO —    Muito bom. Gustavinho entra e se senta no sofá. MARCOS          —    Viu? Como você pôde ver, eu não fiz nada com o nosso filho. ELISA                —    Até porque você teria que ser um canalha maior ainda pra me atingir usando nosso filho! Severo vem do quarto. SEVERO           —    Meu neto voltou! (Vê Marcos) O que esse cara tá fazendo na porta da minha casa? MARCOS          —    Já estou de saída, seu Severo! SEVERO           —    Muito cara de pau de aparecer aqui depois de tudo que aconteceu! MARCOS          —    Elisa, depois eu converso com você sobre os dias que eu quero passar com o Gustavinho. Marcos sai, com Severo arrematando. SEVERO           —    Isso mesmo! Saia da minha casa! Aqui não tem espaço pra canalhas como você! Essa aqui é uma casa de família digna, direita! Atenção Sonoplastia: tel. fixo toca. Elisa vai atender. Laura vem da cozinha. LAURA              —    Que escândalo do Severo é esse, gente? SEVERO           —    Aquele canalha do Marcos aqui na minha porta! Não quero ele aqui! ELISA                —    (Ao tel., feliz) Sério? Mas quando? Pode deixar que estarei lá. Muito obrigada mesmo. Tchau! Ela desliga. LAURA              —    Que felicidade é essa, minha filha? SEVERO           —    É. Parece que recebe uma notícia boa. ELISA                —    Boa não, pai, ótima! Era da agência Empreguim Certo. Eu tenho uma entrevista de emprego amanhã! Todos ficam feliz por Elisa e comemoram fora de áudio. Instantes. CORTA PARA: CENA 20. RIO DE JANEIRO. STOCK-SHOTS. EXT. AMANHECER. Takes do nascer do sol na Pedra do Arpoador, banhistas que lotam a praia de Ipanema. Instantes. CORTA PARA: CENA 21. MANSÃO VIEIRA. PORTÃO PRINCIPAL. EXT. DIA. Táxi de Severo se aproxima e para. SEVERO           —    É aqui mesmo, filha? ELISA                    É sim, pai. Não viu o nome do condomínio na entrada? SEVERO               (Impressionado) Uau! Vai trabalhar numa mansão. ELISA                —    Se Deus quiser esse: ‘vai trabalhar’, vai se concretizar na minha vida, pai. SEVERO           —    Vai sim, filha. Boa sorte! ELISA                —    Brigada, seu Severinho. Elisa dá um beijo no rosto do pai e sai do táxi. Ela toca o interfone. Severo buzina e afasta. CORTA PARA: CENA 22. MANSÃO VIEIRA. COZINHA. INT. DIA. Elisa e mais duas mulheres ali. Uma estilo punk e a outra de chinelo, bermuda e camiseta. Fecha em Elisa aflita. Instantes. CORTA PARA: CENA 23. MANSÃO VIEIRA. SALA DE ESTAR. INT. DIA. Beatriz sentada frente à mulher Punk. Edileusa a parte a observar. BEATRIZ           —    Escuta aqui, minha filha... Você acha mesmo que será contratada vestida dessa forma? MULHER PUNK —            O que tem de errado com meu estilo, dona? BEATRIZ           —    Tudo! Isso aqui é uma casa de família e não um show do Rock in Rio! MULHER PUNK —            Isso que a dona tá fazendo é descriminação, sabia? BEATRIZ           —    Não interessa o que seja! Agora aponha-se fora daqui! Sem noção! EDILEUSA        —    Vem, eu te levo até a saída. CORTE DESCONTÍNUO: Beatriz frente à mulher vestida à vontade. BEATRIZ           —    Uma me vem pra cá vestida toda de preto, roqueira e você me vem achando que está aonde? Na praia, no bar da esquina da tua casa? Fora daqui! A mulher sai com Edileusa assustada com Beatriz. BEATRIZ           —    (Olhando para o papel) Só falta essa Elisa agora. Espero que não seja mais uma que não sabe se vestir adequadamente para uma entrevista e emprego! Sabia que não devia acreditar numa agência com o nome: Empreguim Certo! Rodrigo e Viviane descem a escada. VIVIANE            —    Mamãe, estamos saindo. BEATRIZ           —    Aonde estão indo? VIVIANE            —    Dá uma passeada pela orla e ver o que mais o Rio tem a nos oferecer, né, meu bem? RODRIGO         —    É. Elisa vem da cozinha, junto de Edileusa. EDILEUSA        —    Ela vai fazer a entrevista com você agora mesmo. RODRIGO         —    Acho melhor irmos logo, né? Elisa para e fica a olhar Rodrigo. Atenção Sonoplastia: Quando um Grande Amor de faz. Rodrigo, em, SLOW MOTION, olha para Elisa. Closes alternados no casal. Instantes. Suspense. Tensão. Reencontro. CORTA PARA:

 FIM DO DÉCIMO SEGUNDO CAPÍTULO

← Capítulo anterior
Capítulo 11
← anterior
Próximo capítulo →
Capítulo 13
próximo →
Índice de capítulos
Ver obra completa →
Cap. 1 Capítulo 1 Cap. 2 Capítulo 2 Cap. 3 Capítulo 3 Cap. 4 Capítulo 4 Cap. 5 Capítulo 5 Cap. 6 Capítulo 6 Cap. 7 Capítulo 7 Cap. 8 Capítulo 8 Cap. 9 Capítulo 9 Cap. 10 Capítulo 10 Cap. 11 Capítulo 11 Cap. 12 Capítulo 12 Cap. 13 Capítulo 13 Cap. 14 Capítulo 14 Cap. 15 Capítulo 15 Cap. 16 Capítulo 16 Cap. 17 Capítulo 17 Cap. 18 Capítulo 18 Cap. 19 Capítulo 19 Cap. 20 Capítulo 20 Cap. 21 Capítulo 21 Cap. 22 Capítulo 22 Cap. 23 Capítulo 23 Cap. 24 Capítulo 24 Cap. 25 Capítulo 25 Cap. 26 Capítulo 26 Cap. 27 Capítulo 27 Cap. 28 Capítulo 28 Cap. 29 Capítulo 29 Cap. 30 Capítulo 30 Cap. 31 Capítulo 31 Cap. 32 Capítulo 32 Cap. 33 Capítulo 33 Cap. 34 Capítulo 34 Cap. 35 Capítulo 35 Cap. 36 Capítulo 36 Cap. 37 Capítulo 37 Cap. 38 Capítulo 38 Cap. 39 Capítulo 39 Cap. 40 Capítulo 40 Cap. 41 Capítulo 41 Cap. 42 Capítulo 42 NOVO
Comentários do capítulo
Faça login para comentar