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Dois destinos
Capítulo 11 de 21
Capítulo 11
✍️ Marcelo Maia ·📅 12 Dec. 2018 ·👁 0 leituras

DO AUTOR

Marcelo Maia

CENA 01 – Continuação Capítulo Anterior/ Shopping. Adma acelera o carro para atropelar o casal, que ao ver o carro em alta velocidade pulam no canteiro. Perso – Amor, tudo bem? Elis – Sim, e você? Perso – Estou bem. Machucou-se? Elis – Apenas uns arranhões. Estou bem. A multidão começa a se formar, curiosos tentando ajudar o casal. Senhora – Vocês estão bem? Elis – Sim, estamos sim. Obrigada senhora. Perso – Certeza que você está bem amor? Elis – Sim meu amor, apenas dolorida, mas estou ótima. Perso – Algo estranho aconteceu, isso foi uma queima de arquivo. Elis – Tenho absoluta certeza. CENA 02 – Mercado MVida/ Noite/ Vestiário. Entrando no vestiário, e da de cara com Marta. Vi – Tava bom de mais para ser verdade. Marta – O que foi querida, não gostou do que viu? Vi – Devo gostar? Marta – Logico né querida, você mesma sabe que sou bem melhor que você. Em tudo, pode perguntar para o Lu. Vi – Do que você está falando sua loca. Marta – Ahhhh, você não sabe?... Jura mesmo que não sabe sínica. Vi – Acho melhor você me respeitar querida, não sou da sua laia. Marta – sorrindo alto – Laia?... querida você nem isso tem, pobre suburbana. Vi – É serio mesmo que você quer brigar por pouca coisa?... É serio mesmo filha. Tive um dia exaustivo e só quero ir para casa. Pessoas começam entrar no vestiário e as duas continuam a brigar. Marta – Gata, você não foi mulher para roubar meu marido. Agora tem que ser para me enfrentar. Vi – Mas eu não roubei ninguém meu amor. Até aonde eu sei sou solteira. Marta – Roubou sim, você é safada, uma cachorra. Vi – Opaaaaaa, alto lar gata, você está maluca. Me respeite sua qualquer. Marta – Tá achando que eu sou você sua talarica, fura olho. Luciano – Entra e vê a briga. – O que está havendo aqui. Marta – Ahhhhh chegou o protagonista. Luciano – Do que você está falando Marta, você sabe que não pode ofender uma colega de trabalho. Marta – Você ficou louco foi?... Eu colega desse energúmeno? Jamais né, ela é uma ladrona de maridos, é meninas, cuidado com isso aí. Ela AMA roubar homens. Se faz de santinha, mas no fundo tem um fogo. –sorrindo – Fogo é pouco, tem um vulcão. Vi – Desculpa, mas eu não sou obrigada a passar por isso, não saio de casa para brigar. Mas sim para trabalhar. Marta – Safada, você sai de casa para ir atrás de homens isso sim. Sua rapariga safada. Luciano – Cala a boca Marta, você está falando merda. Marta – Mas não foi isso que aconteceu meu amor. Luciano – Você está pagando mico, quer se aparecer é? Marta – Deveria? Luciano – Não há necessidade disso! Marta – Mas tinha necessidade de me largar para ficar com essa vagabunda. Bi – Calma aqui queridinha. Você respeita a minha amiga, ela não é igual a você. Marta – Sorrindo – Cê jura bixinha? Bi – Acha que está me ofendendo me chamando de bicha?... Meu amor, isso é um elogio. Já você. Marta – Já eu o que em seu doente. Bi – Você deve se dar o respeito. Sempre dando piti, não tem um pingo de vergonha na cara, sua falsa. Marta – Seu nojento, desonrado. Bi – Rindo alto – Sua quenga da 18. Marta – Imediatamente se cala e olha fixo para Bi – O que se tá falando? Luciano – Chega de brigar pelo amor de Deus, chega! Bi – Claro que chega. Um beijo queridos. Todos saem da sala, ficando apenas Marta. Marta – Como ele descobriu a 18? – Se perguntando. CENA 03 – Mansão Marion/ Manhã/ INT. / Quanrto.   Adma – O que foi aquilo ontem? Eu ainda não consegui entender o porque fez isso? Davi – Eu não fiz nada... Apenas pedir para você fazer. E você fez. Adma – Fiz por amor. Davi – Por isso que eu amo você. Tudo você faz, nunca se recusa. Por mais cruel que seja você faz. Adma – Tudo por amor. Sempre por amor. Davi – Te amo sua maluca. Adma – Eu te amo muito mais... – Sorrindo. Davi – O que foi? Adma – Estou sorrindo do nosso amor bandido. Davi – Sorrindo – Você é maluca mesmo. Adma – Somos né. Davi – É somos tantas coisas nesta vida louca. Adma – Sim, e escondemos tantas coisas também. Davi – Achando a conversa entranha começa a desconversar – Do que você está falando? Adma – Eu?... Davi – Sim, eu não entendi o que você quer dizer. Adma – Sorrindo – Eu quero saber sobre o seu passado. Davi – Se você  contar o seu, talvez eu lhe diga. Adma – Jamais. Davi – Então jamais irei lhe falar. Adma – Ok, respeito. Davi – saindo do quarto – Vou ter nossa princesa. Adma – Eu ainda vou ter você em minhas mãos. CENA 04 – Casa Elis & Perso/ Tarde/ INT. Elis – Amor... tive uma ideia. Perso – Qual? Diz! Elis – Além da Juliana está na empresa, vamos colocar a sua avó para atormentar a bruxa. Perso – Perfeito. Mas como eu vou me apresentar a ela? Elis – Você não precisa ir, eu vou sozinha. Perso – Perfeito. Eu apoio. Elis – Amanhã mesmo eu começo a fazer isso. Quero ver aquela maldita pagando. Perso – Não se esqueça do irmão mau. Elis – Sorrindo – Qual dos dois? Perso – Sorrindo – Os dois. Elis – Meu vilão favorito. Perso – Minha justiceira. Elis – Amor, minha irmã vai vir em casa hoje. Perso – A Juliana? Elis – Sim, só tenho ela amor. Perso – Então hoje teremos novidades. Elis – Sim, hoje vamos colocar nossa vingança em pratica. Perso – Perfeito. Ao anoitecer, toca a campainha. Elis – Pode entrar minha irmã, seja bem vinda. Juliana – Obrigada Lis, licença. Elis – Não precisa nem pedir né Ju. Juliana – Que saudades minha linda. – Abraça Elis. Elis – Sim muito tempo. Juliana – Eu nunca vim aqui. Sempre ouvia você falando da casa, mas nunca tive a oportunidade de vir ve-la. Elis – Mas agora está tendo. Esporo que seja bem recebida. É simples, mas é muito aconchegante. Perso – Licença. Juliana – Perso?... Perso – Sim, e você é a Juliana? Juliana – Sim, eu mesma. Que prazer lhe conhecer. Perso – O prazer é todo meu, sua irmã sempre falou de você, da sua beleza, da sua simpatia. Realmente ela acertou em tudo. Juliana – A satisfação é minha. Elis – Sente minha irmã. Quer alguma coisa, um suco, uma água, ou café? Juliana – No momento não Lis. Perso – Olha, não vou mentir não, estou ansioso para saber boas novas. Juliana – Olhando bem você, não tem nada haver com seu irmão mesmo. Corte de cabelo diferente, olhos. Perso – Caráter também. Elis – Isso eu posso garantir. Afinal são dez anos. Juliana – Eu imagino para você como foi esses dez infinitos anos. Perso – Você imagina. Eu paguei pelo que não fiz. Mas ganhei o maior presente da vida, a melhor mulher do mundo. Juliana – Tirando esse presente que é minha irmã chata né. Perso – Eu amo demais ela, você não pode imaginar. Juliana – Eu posso sim. – sorrindo – Ela sempre dizia. E sempre lia as castas. Elis – Ahhhhhh você dizia que era a mamãe. Juliana – Eu só não queria apanhar Lis. Perso – Fiquei envergonhado. Elis – Imagina meu amor. – Beija. Juliana – Mas estou disposta a ajuda-lo Perso. Perso – Está mesmo? Juliana – Sim, em seu nome também quero fazer justiça. Elis – Obrigado mesmo irmã. Juliana – Mas preciso saber de você, tudo o que você sabe. Perso – Eu te conto tudo logico. Mas até onde sei claro. Juliana – Marion te odeia? Perso – Não sei exatamente, porque você ouviu isso dela? Juliana – Não com essas palavras, mas senti muita raiva quando o Senhor Marcelo falou seu nome. Perso – Cuidado em, outro picareta. Não lembro muito dele, mais sei que não presta. Tem um péssimo passado. Juliana – Vocês são bem semelhantes. Perso – Quem? Juliana – Deixa para lá, continuando... Perso – Esse Marcelo, eu sempre achei que fosse amante da minha mãe, mas nunca descobri. Mas tenho certeza que sim. Juliana – Os dois vivem juntos. Isso eu não posso negar. Perso – É estranhos amigos ficarem tão juntos. Ou acha normal? Juliana – Dependendo da amizade é normal. Perso – Mas igual a deles é de se desconfiar... Enfim. Juliana – Seu irmão voltou. Perso – Aquele lixo. Juliana – Sim, e voltou casado, com uma mulher arrogante toda tatuada. Perso – Como é o nome dela? Juliana – Adma. Perso – Se assusta – Prima Adma. Elis – Você conhece? Perso – Logico, ela é nossa prima. Um pouco mais velha, mas é do nosso sangue, pelo menos era isso que ouvíamos. Elis – Então seu irmão casou com sua prima é isso? Juliana – Sim, e tem uma filha. É uma pestinha, desculpa o termo. Perso – Quanta coisa... Elis – O que mais você sabe? Perso – Conte-me tudo. Juliana – Esses dias em uma reunião, entrou dois acionistas na empresa, e a senhora sua mãe não gostou. Ela ficou furiosa, está até hoje. Perso – Franzindo a sobrancelhas questiona – Sabe os nomes? Juliana – Catarina e Pedro. Perso – Sorri e levanta – Catarina é a mãe da Adma. Foi casada com o irmão da minha avó. Porém ela sempre teve dinheiro, diferente do meu finado tio Sandro. Já o Pedro vocês não vão acreditar. Elis – Você também o conhece? Perso – Não, mais ouvia do meu Tio Bruno. Juliana – E quem ele é? Porque agora eu fiquei curiosa. Perso – O ex-namorado da minha mãe na infância. Elis – Então a cobra tem passado. Juliana – Pelo que estou vendo é bem obscuro. Perso – É muito mais do que vocês imaginam. Se vocês acham que pagar por algo que não fiz durante dez anos e ela não me ajudar é um absurdo vocês não viram nada. Aqui não presta mesmo, tenho medo dela até hoje. Juliana – Só para completar, acho que sei o ponto fraco de tudo. Perso – Como você é ágil. – sorrindo – diz o que achou? Juliana – O Davi, ele está começando a cair na minha rede. Acho que é a melhor forma para conseguir o que queremos. Perso – Perfeito, com ele vamos destruir tudo. CENA 05 – Mansão Marion/ Noite/ Sala de Jantar/ INT. Marion – Melody, diz pra vovó como foi seu passeio no shopping? Adma – Porque quer saber isso? Marion – Curiosidade, não posso perguntar querida? Davi – Calma mãe, ela não perguntou por mau. Marion – Sorrindo – Eu também não respondi por mau. Só perguntei à minha netinha como foi o dia dela!... Não posso? Davi -... Claro que pode. Adma – Desculpe querida, não foi porque eu quis. Davi – Conte a sua avó como foi seu dia minha princesa. Melody – Foi legal vovó, andamos nas lojas. Eu não sabia que no Brasil tinha McDonald’s. Eu amo esses lanches vó. Adma – Realmente você ama né minha princesa. Davi – Foi muito bom o passeio mesmo. Melody – Só teve um momento que ficou estranho vovó. Marion – Ae?... O que aconteceu? Melody – Eu vi um rapaz parecido com o meu pai. Marion – Imediatamente olha para Melody e deixa a xícara cair no chão – Parecido? Melody – Sim, idêntico. Marion – Que história é essa Davi?... Ela viu quem? Davi – Eu não sei mãe, ela quem estava falando. Realmente eu não sei. Marion – Então até ela viu. Davi – Acredito que sim minha mãe. Adma – Mas não aconteceu nada demais minha sogra está tudo OK. CENA 06 – Mansão/ Dia/ Escritório/ INT. Marion – Que história é essa que a pestinha viu? Davi – Diz ela que viu o Perso. Marion – Aonde? Você viu também?... Não acredito. Davi – Não, eu não vi ele. E você não acredita em que? Marion – Essa praga saiu para perturbar agente, só pode. Davi – Não pode pensar assim, as vezes ela estava enganada né. Marion – Gritando – Realmente você é uma anta né. Você acha que ele não quer se vingar. Você cometeu um crime e ele pagou. Davi – Nada é perfeito. Marion – Nada do que você é perfeito Davi, você não sabe fazer nada. Não tem nem a capacidade para arruma uma namorada, e faz essa merda. Davi – Não sou igual à você! Marion – Você se refere a hoje em via né, porque antes você era assim. Davi – Não mãe, algo errado tem. Acredito que não seja ele. Marion – Espero que não seja mesmo... Agora some daqui, me deixa em paz. Acordei muito, mais muito amarga hoje. Davi – Claro, mas não quebra nada. Marion – Sorrindo – Suma logo daqui, pretendo não te ver hoje. Davi – Saindo da sala – Só uma pergunta, acho que agora é o momento propício para está pergunta. Marion – Fala logo... Davi – Cadê o tio Bruno. Marion – Quer ir ao encontro dele?... Se desejar meu amor eu lhe mostro o caminho. Davi, assustado bate a porta e diz: - Louca.
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