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Doces mentiras
Capítulo 38 de 40
Capítulo 38
✍️ Alberto Sant'Anna ·📅 06 May. 2026 ·👁 0 leituras
Na mansão Brito de Carvalho... Almeida já havia terminado de ler o testamento, quando Maurício questionou o que Inácio tinha deixado para ele. Almeida: - Você está com algum problema auditivo Maurício? Acaba de chegar o último desejo de Inácio para você. Maurício: - Perdeu a noção do perigo Almeida? Maria Estela se manifesta. Maria Estela: - Alguém pode me explicar que palhaçada é essa em minha casa? Dr. Almeida, conclua e você Maurício conforme-se que Inácio não te deixou nada, você nem da família é! Neste momento a delegada Adriana e alguns policiais entram no recinto. Todos se assustam. Sônia: - O que é isso? Adriana: - Isso é um mandado de prisão senhora. Maurício Almeida Muniz, você está preso por fraude, lavagem de dinheiro e é suspeito pelo assassinato de Inácio Brito de Carvalho e de Suzana Reis. Maurício:- Vocês não podem me prender, eu sou inocente. Adriana: - Tô sabendo! Levem esse sujeito daqui! – dá as ordens aos policiais. Maurício é levado para a viatura e os ânimos estão exaltados. Eduardo corre em direção aos policiais e consegue dar um soco em Maurício. Eduardo: - Isso é por tudo que você fez de ruim seu canalha! Você vai apodrecer na cadeia! Sônia corre para tentar conter o filho. Sônia: - Não filho! Deixe esse homem, ele é um bandido e se realmente tiver alguma coisa a ver com a morte do seu pai ele vai pagar. Ingrid: - Não acredito nisso, o Maurício, é um criminoso. Maria Estela: - Pois acredite! Seu pai nunca foi seletivo em relação as amizades. Carla vai saindo de fininho, mas Adriana a aborda. Adriana: - A senhora é noiva de Maurício? Carla: - Sim, eu sou, mas estão cometendo um grande erro! Ele é inocente. Adriana ri debochando. Adriana: - Seu noivo não é inocente e você sabe disso, então torça pra eu não encontrar nada que lhe incrimine também dona... Carla: - Carla! Meu nome é Carla! Boa sorte na sua procura, com licença. Carla sai rapidamente sem que ninguém perceba. Ela realmente tirou o corpo fora da situação. Adriana volta para falar com a família. Adriana: - Obrigado a todos vocês pela cooperação, manterei vocês da família informados das investigações, as provas que temos são das fraudes praticadas por Maurício. Maria Estela: - Meu filho morreu de morte natural segundo o hospital. Adriana: - Na verdade dona Maria Estela, suspeitamos de um veneno que não pode ser detectado na perícia e faz com que os médicos aleguem morte natural. Maria Estela: - Deus queira que esse maldito não tenha cometido tal barbárie contra meu filho, mas de qualquer forma farei de tudo para que ele termine seus dias na prisão. Sônia, Ingrid e Eduardo escutam tudo atentamente. Adriana: - Mais uma vez, muito obrigado e até mais. Maria Estela: - Até mais delegada. Todos ainda estão em choque e perplexos com os últimos acontecimentos. No prédio onde Maurício mora... Carla chega para buscar umas roupas no flat, mas ao chegar à porta do apartamento tem uma surpresa. Carla: - Quem são vocês? O que estão fazendo? Eu vou chamar a polícia! Policial: - Nós somos da polícia dona, este apartamento está interditado a partir de agora, estamos fazendo buscas e uma investigação minuciosa no local. Carla: - Isso é um absurdo! Eu só preciso pegar umas roupas meu senhor! Policial: - Sinto muito senhora, nada pode ser retirado daqui. O flat está sob a custódia da polícia federal. Carla não se conforma, mas acaba acatando a ordem da polícia e vai embora. Na saída da mansão Brito de Carvalho... Almeida se despede da família e ao sair da mansão recebe uma misteriosa ligação em seu celular. Almeida: - Um já foi! Sim, sim da maneira que combinamos, eu aguardo novo contato. No apartamento de Ingrid... A publicitária e seu irmão conversavam. Ingrid: - Te confesso que ainda tô perplexa com os últimos acontecimentos, não gosto nem de pensar que logo o Maurício teve alguma coisa com a morte do papai. Eduardo: - Aquele lá é um canalha! Eu sempre disse ao meu pai mana, sempre, mas ele nunca me deu ouvidos. Ingrid: - Queria tanto que meu pai tivesse aqui, nunca fomos tão próximos, mas ele era um cara legal. Eduardo: - E pensar que ele morreu sem estar falando comigo, tenho certeza que toda a história do meu noivado de fachada com Graziela foi Maurício quem revelou também. A campainha toca e interrompe os dois. Ingrid: - Cê tá esperando alguém? Eduardo: - Eu não. Ingrid vai abrir a porta e tem uma bela surpresa. Ingrid: - Billy? Billy segurava um ramalhete de flores. Billy: - Já andou de moto moça? Ingrid sorri. De volta à mansão Brito de Carvalho... Sônia chama por Ofélia que não vem. Sônia: - Ofélia?! Maria Estela: - Dei folga o resto do dia para Ofélia. Sônia: - Ofélia não sairia assim sem falar comigo. Maria Estela: - Pra você ver minha querida. Sônia: - Deu folga para o Jonas também? Maria Estela: - Não, este felizmente eu demiti. Sônia: - Como a senhora pôde fazer isso sem me consultar? Maria Estela: - Chega Sônia! Chega! Eu demiti seu amante antes que Verinha fizesse um escândalo maior. Sônia: - A senhora também com isso? Eu nunca tive nada com aquele rapaz! Eu exijo respeito! Maria Estela: - Não adianta negar Sônia, o único iludido aqui era meu filho, que Deus o tenha, porque eu já tinha notado as investidas daquele rapaz há tempos e você lá, sem rejeitar os avanços dele. Sônia: - A senhora que merecia estar num hospício, olha pra o que está dizendo! Eu amava meu marido e nunca Jonas me desrespeitou. Maria Estela: - Eu conheço bem as mulheres do seu tipo, sonsas, gostam de gastar o dinheiro dos trouxas dos maridos com os garotões. Sônia: - Eu não admito! A senhora está indo longe demais! Maria Estela: - Você é e sempre foi uma aproveitadora Sônia, mas agora está livre para gastar a herança deixada pelo meu filho com qualquer homem que você quiser. Sônia: - Monstro! É isso que a senhora é, Inácio acabou de morrer e você não respeita nem a minha dor. Maria Estela: - Me chame do que quiser, já você sempre será uma adúltera! Sônia: - Pelo menos eu não casei grávida dona Maria Estela, nunca dei golpe em ninguém como há boatos a seu respeito. Falsa moralista! Maria Estela não aguenta ouvir a verdade e dá uma bofetada em Sônia. Maria Estela: - Não fale do que você não sabe! Sônia passa a mão pelo rosto e em seguida devolve a bofetada em Maria Estela. Sônia: - Nunca mais encoste a mão em mim Maria Estela! Maria Estela: - Você vai se arrepender Sônia. Sônia: - Eu já estou arrependida de não ter feito isso antes, ah e mais uma coisa, eu não tenho medo da senhora. Sônia sobe para o seu quarto, deixando a sogra furiosa na sala. No cortiço... Carla chega à casa de Dulce para pegar umas roupas que ainda estavam por lá, uma vez que não conseguiu pegar nada no flat de Maurício. Dulce: - Carla minha querida! Que surpresa boa! Carla: - Pena que não posso dizer o mesmo tia. Dulce: - O que houve minha filha? Carla: - Sem perguntas tia, só vim buscar umas roupas. Ligia aparece na sala. Ligia: - Ora, mas não foi você que disse que não pisava mais aqui? Carla: - Me deixa Ligia que hoje eu não tô boa! Ligia: - Na verdade você nunca fez questão de ser boa não é Carla? Dulce: - Carla minha filha, aquele homem te expulsou de casa? Foi isso? Dulce tenta pegar no ombro de Carla que a empurra. Carla: - Aaaah! Me solta! Vocês são um porre! Eu odeio vocês, eu odeio essa casa! Tudo aqui fede! Fede a pobreza, a miséria, a salário mínimo. –risos. Ligia: - Sai daqui Carla! Você não vai agredir a gente assim! Dulce: - Carla eu só quero o seu bem minha filha. Carla: - Eu já disse Ligia, eu vim buscar umas roupas aqui e só saio com elas. Ligia: - Sinto muito, você vai sem elas mesmo! Ligia agarra Carla pelo braço e põe pra fora de casa. Carla: - Me solta sua infeliz! Cafona! Ligia: - Aqui você não entra! Ligia tranca a porta por dentro e Carla esbraveja na porta. Carla: - Você me paga Ligia! E você tia, eu sempre detestei seus doces porcaria! Você sempre preferiu ela. Do outro lado da porta Dulce chora e pede para Ligia abrir a porta, mas a modelo não abre. Carla: - Vocês são uma piada! E você Ligia, modelo? Modelo de cortiço, essa é boa! –risos. Nesse momento Glória e Rodrigo estão chegando ao cortiço com umas sacolas do mercado. Glória: - Não acredito no que os meus olhos veem. Carla: - Pronto! Agora o circo tá completo! A cafetina e o seu garoto de programa. –risos. Rodrigo: - Sua... – o jovem tenta avançar na direção de Carla, mas Glória o barra. Glória: - Deixa ela comigo. Carla: - Que que é? Vai encarar ô cafetina? Glória: - Essa é por você me chamar de cafetina! Glória dá a primeira bofetada em Carla que se desequilibra. Carla: - Maldita! –ela avança na direção de Glória. Glória: - Essa é por chantagear meu filho. Carla recebe a segunda bofetada, esbarra no portão do cortiço e começa a rir. Carla: - Filho de peixe, ou melhor, de piranha! –risos. Glória: - Essa é por todas as coisas ruins que você já falou de mim, do meu filho, da Dulce e da Ligia. A terceira bofetada leva Carla ao chão da calçada do cortiço. Carla: - Ralé! Vocês são todos uma gentalha! Odeio vocês! –risos. Glória: - Fica aí na rua que é o teu lugar! Daqui a pouco o caminhão do lixo tá passando. Vamos filho! Glória e Rodrigo entram em casa. No apartamento de Carolina... Marcelo e Carol chegavam de uma caminhada e na entrada do prédio são abordados por Alexandre. Marcelo: - O que você quer seu infeliz? Alexandre: - Não fala comigo sua bicha! Eu vim falar com minha mulher. Marcelo: - Tá querendo apanhar de novo? Esqueceu que tem uma medida protetiva? Eu vou chamar a polícia agora! Alexandre saca um revólver da cintura. Carolina: - Abaixa essa arma Alexandre, por favor. Alexandre: - Vou acabar com você sua bicha! Por sua culpa a Carol pediu o divórcio! Marcelo: - Não faz nada que você posso se arrepender Alexandre. Alexandre rende Carol e aponta a arma para sua cabeça. Alexandre: - Ela vai comigo! Agora! Joga seu celular pra cá! Marcelo: - Calma! Eu vou fazer o que você tá pedindo, mas solta a Carol. A tensão toma de conta da situação. Os três ali num impasse e Carol sob a mira da arma. Num bar próximo ao cortiço... Após levar umas tapas de Glória e de ser humilhada, a vilã vai dar seu golpe final, ela pega seu celular e faz uma ligação. Carla: - É da mansão dos Brito de Carvalho? Do outro lado da linha está Maria Estela. Maria Estela: - Sim, você quer falar com quem? Carla: - Com Maria Estela. Maria Estela: - É ela mesma! Quem gostaria? Carla: - Uma amiga. Maria Estela: - Quem está falando? Vou desligar. Carla: - Se eu fosse a senhora não desligava, já pensou se o seu diário cai em mãos erradas? Maria Estela desliga imediatamente e sobe para seu quarto.

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