No flat de Maurício...
O executivo e Carla comemoravam a vitória sobre Eduardo e Vicente.
Maurício: - Você precisava ver a cara do Inácio todo contente pelo nosso noivado, ele ofereceu até o jantar na mansão dos Brito de Carvalho.
Carla: - Sério? E você aceitou não é?
Maurício: - Claro que sim! Agora é a hora de manter o velho mais perto da gente e se entrosar com a família dele.
Carla: - Ai, já posso até imaginar, eu toda trabalhada na elegância, cheia de joias e dona da fortuna desses idiotas.
Maurício: - Isso minha rainha, isso, sonha alto vai, aquilo tudo vai ser nosso!
Os dois brindam e se beijam.
Na lanchonete Elvis...
Eduardo contou para Ligia que seu pai havia o expulsado de casa, mas não foi claro em relação ao motivo.
Ligia: Nossa amor, que chato isso! Mas será que vocês não podem conversar e se acertar? Afinal ele é seu pai.
Eduardo: - Acredito que não sabe Ligia? Meu pai e eu nunca fomos grandes amigos e agora com essa história dele querer controlar minha vida, a situação já estava insustentável.
Ligia: - Bom, mesmo assim eu torço pra que fique tudo bem entre vocês, afinal, família é pra sempre.
Eduardo: - Obrigado meu amor, você tem razão, mas, por agora eu só quero uma coisa que vai me fazer muito feliz.
Ligia: - O que?
Eduardo: - Um beijo teu.
Ligia: - Sempre. –risos.
O casal apaixonado se beija ali mesmo sob os olhares atentos de dona Margarida que está do outro lado do balcão.
Margarida: - Olha ali filho, olha, aquele é o novo namorado da Liginha.
Billy: - Sim mamãe, deixe eles, a senhora hein!
Margarida: - Mas olha como fala comigo menino! E você sabia que a Liginha veio aqui fazer uma reserva de mesas para o aniversário do patrão dela lá, o fotógrafo e você sabe quem vem também?
Billy: - Deve vir muita gente mamãe, sei lá.
Margarida: - Aquela moça bonita que esqueceu a carteira aqui e que vocês não paravam de se beliscar com os olhos.
Billy: - A Ingrid?
Margarida: - Tá vendo, olha só, já sabe até o nome dela!
Billy: - Imagina mamãe se uma moça rica e bonita que nem aquela daria bola pra mim.
Margarida: - Filho, não se coloca pra baixo! Você é lindo, gentil, trabalhador, que mulher não se interessaria por você.
Billy: - Não sei mamãe, não tenho sorte no amor.
Margarida: - Amor não é procura, ele é encontro. Você não precisa procurar, ele chega sozinho e sem avisar.
Billy fica pensativo com os conselhos da mãe.
Na mansão dos Brito de Carvalho...
Na mesa de jantar o clima era de silêncio e quietude.
Inácio: - Todo mundo perdeu a língua aqui?
Maria Estela: - É assim filho, há tempos que você não toma as rédeas nessa casa e quando toma uma decisão tem que ser duramente criticado.
De cabeça baixa, Sônia ergue o olhar por um instante para Inácio e Maria Estela.
Inácio: - Vai ficar assim por quanto tempo Sônia?
Sônia se levanta e sobe para o quarto sem dar uma palavra.
Maria Estela: - Eu não sei por que ainda dou minha opinião.
Inácio: - Já chega mamãe, não quero mais falar sobre isso, perdi o apetite.
O empresário também se retira da sala de jantar.
Na manhã seguinte, no ateliê de Carolina...
Alexandre chega furioso ao ateliê querendo tirar satisfações com Carolina.
Alexandre: - Que palhaçada é essa Carol? – segurando a intimação da queixa que ela prestou na delegacia.
Carolina: - Alexandre vai embora.
Alexandre se aproxima da esposa tentando intimidá-la, mas é surpreendido por Marcelo.
Marcelo: - Você não escutou o que ela disse seu infeliz!
Alexandre: - Ah então você chamou esse, esse...
Marcelo: - Esse o que? Esse gay, bicha, viado? Chama do que você quiser, mas se você encostar um dedo na minha irmã de novo eu arranco cada dedo da tua mão imunda, um a um.
Alexandre: - Nossa. –risos. – Eu tô morrendo de medo de você sabe?
Marcelo ri ironicamente e acerta um soco no nariz de Alexandre que vai ao chão.
Carolina: - Não Marcelo! Por favor! Pára.
Marcelo: - Vai embora daqui seu desgraçado.
Alexandre se levanta limpando o nariz ensanguentado e ameaça.
Alexandre: - Você vai se arrepender sua bicha desgraçada e você sua vadia, não encosta em mim!
Carolina: - Alexandre, espera, vamos conversar!
Marcelo: - Deixa esse verme minha irmã!
Na mansão dos Brito de Carvalho...
Maria Estela saia de seu quarto e viu tia Leonor se aproximando das escadas.
Leonor: - Bom dia Estelinha, vamos ao jardim? Ernesto não vai mais voltar, você mandou ele pra lá ó. –apontando para baixo.
Maria Estela: - Cala essa boca sua maluca! Que inferno! Toda vida a mesma história!
Leonor: - Eu sei Estelinha, meu irmão não vai mais voltar, a culpa é sua!
Tia Leonor sempre diz coisas confusas, mas Maria Estela está disposta a se livrar da cunhada para encobrir algo que não quer que ninguém saiba.
Maria Estela: - Mandei você calar essa boca!
Sem que ninguém veja e num impulso muito rápido, a megera empurra Leonor escada abaixo e começa a gritar.
Maria Estela: - Socorro! Alguém, meu Deus que tragédia! Sônia! Ofélia!
Fim do Capítulo
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