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— Vocês ficam aqui! – Ordenou o velho Baby estendendo a mão para Drew – Este é um percurso que ele deve fazer sozinho. — Mas pai... — O garoto ainda tem dúvidas Hilo. – O homem interrompeu. – Ele deve se provar digno da missão que recebeu no dia de seu nascimento. — Que missão? – Perguntou Drew sem entender do que eles falavam. — A energia contida aqui clama por um guardião, só ele, ou melhor, você poderá restaurar o equilíbrio. – Disse Hilo olhando dele para o pai. — Venha comigo, nós não temos tempo a perder. Vocês devem voltar e esperar por ele junto do nosso povo. Algo muito ruim está prestes a acontecer. O cristal a cima deles emanou uma forte luz branca acompanhado uma risada maligna, a pedra no pescoço de Drew pareceu responder a ela de modo estranho. Um feixe de luz saiu da pedra transformando— se em poucos segundos em uma ararinha azul. A criatura de luz levantou voo até se perder na base do cristal a cima deles. Drew então se deu conta de que algo muito maior estava prestes a acontecer, maior do que qualquer coisa que Lucca tenha pedido a ele. — O que eu tenho que fazer? — Você deve se mostrar digno garoto, só assim terá o poder do ar em suas mãos. – Respondeu o velho. — Venha! Baby impulsionou-se não leve salto e movendo as mas direcionou a corrente de ar ao seu lado em um redemoinho usado para leva-ló ao topo da caverna onde o grande cristal estava preso. — Dois podem jogar este jogo. – Disse ele repetindo os movimentos do velho. Drew estendeu os braços e com movimentos rápidos direcionou as rajadas de vento ao seu redor de seu corpo fazendo com que seus pés ficassem presos a rocha solida. — Você sabe controlar o ar a sua volta. — Eu tive um bom professor. O que quer que eu faça? — Simples, tire a espada da pedra. — Jura... — Só esteja preparado para o pior. Ela está sedenta por vingança. Ele estava diante de um grande cristal transparente, a fonte de todo o equilíbrio ali dentro, ele emanava uma energia calma e controlada, como uma leve brisa quente de verão. Presa dentro dele dormia uma criatura mitológica meio mulher e meio pássaro, cujas belas formas seriam capazes de encantar qualquer homem nessa ou em qualquer outra terra já existente. A criatura podia muito bem se passar por uma mulher normal, não fosse pelas asas que cresciam por toda a seus braços e pelos pês de ave com apenas quatro garras afiadas. Drew segurava a espada com ambas as mãos meio sem jeito, pois estar de cabeça para baixo não era um bom modo de retirar a espada de uma pedra. Se bem que aquela era a segunda vez que aquela cena se repetia. “Eles são loucos pelo rei Arthur e seus cavaleiros, só pode” – Pensou ele, enquanto escondia um sorriso. - Vamos, o que esta esperando. – Ordena o velho. O garoto respira fundo agarrando com mais força o cabo da espada, apoia ambos os pés e impulsiona o corpo para traz fazendo força para que a espada seja retirada. Como ele temia, nada aconteceu. - Voces tem certeza que isso pode ser retirado daqui? - Não é força garoto, é jeito. – Respondeu o velho, - use a leveza do ar a seu favor, libere seus pensamentos das emoções ruins, livre-se de todas as preocupações que afligem seu coração e se torne tao leve quanto o próprio ar. - E como eu faço isso? - Seja livre e leve como o ar! – Retrucou o ancião novamente Drew fechou os olhos por um instante relembrando tudo o que ele havia passado em toda a sua vida, as brigas com os pais, os problemas com os amigos, as notas baixas, a banda, todos os problemas comuns enfrentados pelas pessoas da idade dele. “ser livre e leve como o vento” – disse para si mesmo respirando fundo mais uma vez. A cada sopro de ar que ele puxava e soltava de seu peito era como se uma lembrança ruim de seu passado o deixasse, deixando seu coração cada vez mais leves. Ele pode em fim prestar atenção em si mesmo, na sua própria respiração e na fluidez de seus pensamentos. Ele deixou-se ser tomado por uma fina brisa, quente e acolhedora. Ao abrir os olhos ele se deu conta de que emanava aquela energia como um sopro de ar, então o garoto se posicionou diante da pedra colocando ambas a mão no cabo da espada mais uma vez respirou fundo e puxou sem se preocupar com mais nada além daquilo que estava diante de seus olhos. Levantando a espada no ar Drew se deu conta de que tinha finalmente entendido o propósito de estar ali. Diante dele a criatura aprisionada no cristal abria as asas e o encarou antes de alçar voo, deixando para traz um jato de ar quente aprisionado dentro dela há séculos.***
Ao olhar para traz ele viu uma massa de ar avermelhada se movimentar em círculos próximo a eles. Uma rajada de vento fez com que o garoto se desestabilizasse, lançando- o para longe. Drew usou seus poderes para se estabilizar e se manter no ar. A espada em sua mão brilhava, emanando uma sensação de calmaria e paz para ele. De dentro do cristal saiu uma rajada de ar que ia se intensificando cada vez mais, de uma leve brisa passou para uma ventania mais forte, e passou de um rodamoinho a um furacão em questão de minutos. A terra, a agua, as plantas e tudo em volta começou a ser destruído pela força do ar. Baby permanecera ao lado do grande cristal paralisado pelo medo ao lado dele a figura de uma mulher alada encarava— a cheia de ódio no olhar. — Finalmente eu estou livre! – Disse ela cravando— lhe as garras afiadas nele. Drew permaneceu paralisado vendo o mestre ancião morrer diante de seus olhos.