ESPARTA
CENA 17. INT. PALÁCIO. SALA DE ARTILHARIA. TARDE. Heros atirava com a flecha, sem graça. Ciro entra. CIRO: Excelente flechada! Heros se alegra ao vê-lo e inesperadamente o abraça. HEROS: Achei que nunca mais me perdoaria. CIRO: Vossa mãe foi ao meu encontro e disse-me sobre a arena. HEROS: Realmente! E tomei essa decisão por vós, Ciro. Pelo bem de nossa amizade! Sabia que com isso o traria novamente. CIRO: Mas não vim apoiá-lo. HEROS (Confuso): Hãm? CIRO: Eu vim pedir-lhe que se case com Anastácia. CLOSE em Heros, desnorteado.
ATENAS
CENA 18. INT. PALÁCIO. SALÃO. TARDE. Agatha sentada, chora. Apolo entra e ao vê-la se aproxima. APOLO: Sinto muito! Foi realmente triste. Agatha cabisbaixa se levanta e o olha. AGATHA: Eu preciso tanto de um abraço. Apolo o abraça. Ela chora no ombro dele. O rei ao vê-los, estranha. REI PETRUS II: Não sabia que ambos tinham tanta intimidade. Agatha se afasta. AGATHA (Chorando): Perdoe-me mas estou inconsolável. REI PETRUS II: Não te preocupes, Agatha. O rei olha para Apolo, piscando. AGATHA: Se me permite, meu pai. Vou retirar-me! REI PETRUS II: Vá mas ao anoitecer, desejo-a conosco. Agatha acena e sai. Apolo se aproxima do rei. APOLO: Se me permite, rei, peço-lhe que não retardes o enlace matrimonial. Confesso que estou enamorado por vossa filha. REI PETRUS II: Não penses que sou ingênuo, rapaz. Sei que vossos interesses são políticos, não sentimentais. APOLO: Talvez haja a união de ambas, apesar da beleza de vossa filha ser um chamariz. REI PETRUS II: Entendo. Pena que não pode procriar. APOLO: O que disse? REI PETRUS II: Nada! Apenas sugiro que vista-se como um nobre. APOLO: Como posso eu, um reles plebeu, possui vestiduras de um nobre? REI PETRUS II: Procure, Aristides. Ele era alfaiate, possui vestes nobres em seu acervo. APOLO: Não nos damos bem. REI PETRUS II: Vá em meu nome e em meu nome exija dele uma posição. Apresse-te, homem, desejo vê-lo mais tarde. APOLO: Mui grato, majestade. Apolo sai.
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CENA 19. INT. PALÁCIO. SALA DE ARTILHARIA. TARDE. HEROS: Eu não entendo, Ciro. O motivo da intriga foi exatamente esse enlace e num discurso livre disseste que era pra mim priorizar a felicidade. Não achas hipócrita, pedir-me isso? Ciro coça a cabeça e olha para os lados, inquieto. CIRO: Eu não queria isso, sabe? Mas se for pra vê-lo morrer numa arena, prefiro o enlace. Heros se aproxima e puxa Ciro, ambos se olham. HEROS: O que sentes por mim, Ciro? CIRO: És meu amigo, Heros. HEROS: Mas o que sentes? CIRO: O que desejas que eu respondo? Heros fecha os olhos e tenta beijá-lo. Ciro se afasta. CIRO: Era apenas isso que eu desejava dizer-lhe. Seja sensato em sua decisão. Por mim! Ciro sai. Heros decepcionado, esmurra o peito. CENA 20. INT. PALÁCIO. SALÃO. TARDE. Ciro apressado, caminha cabisbaixo. Ariadne ao vê-lo se aproxima abruptamente. RAINHA ARIADNE: E então? Conseguiu convencê-lo? CIRO (Revoltado): Aguarde e verás. Ciro sai rapidamente. RAINHA ARIADNE (Pensando alto): Mas o que deu nele?
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CENA21. INT. TEATRO. ARQUIBANCADA. TARDE. Aristides caído, chorava. Melina com a espada nua, gargalhava. Apolo entra e os aplaude. Ambos ficam perplexos. APOLO (Sarcástico/Aplaudindo): Estou comovido! Aristides o olha, furioso. ARISTIDES: Preguiçoso, isso são horas de vim ao trabalho? APOLO: Não me trates como um escravo teu, respeite-me. ARISTIDES: Que audácia! APOLO: O rei enviou-me para buscar um traje à altura de um nobre. Os melhores tecidos do vosso acervo. Melina abismada, gargalha. APOLO: E não é mentira, prima. ARISTIDES: Prima? APOLO: Eu te reconhecerei sem as sobrancelhas também e essa gargalhada apenas concretiza minha ideologia. Melina envergonhada, se reprime. ARISTIDES: E afinal, o que deseja de mim? APOLO: Um traje nobre à mandato do rei e espero que o encontre rapidamente. ARISTIDES: Então não estás blefando? APOLO: Detesto zombarias, trate-me com respeito e providencie logo o meu traje, tenho compromisso, não sou um qualquer como vós. Aristides se afasta, com raiva. Melina se aproxima e abraça Apolo. APOLO: Oh prima, O que fizeram contigo? MELINA (Chorando): Ele me vendeu à uma cortesã, Apolo. Ele não me ama! APOLO: O tio fez isso convosco? MELINA: Sim! (TEMPO/Ela olha para os lados, desconfiada) Temo em vê-lo e ser entregue ao bordel. Não mereço tal destino, mereço? APOLO: Não! Não mereces! Mas venha comigo ao palácio e prometo proteger-lhe. Ficarei satisfeito em tê-la comigo. MELINA: E onde está o Aquiles? Aristides se aproxima com uma veste nas mãos. Melina se afasta. ARISTIDES: Pronto! Aqui está. Aristides entrega para Apolo. APOLO: Dessa vez, eu permito que fales assim comigo. Venha, Melina. ARISTIDES (Preocupado): Para onde vais levá-la? APOLO: Não lhe diz respeito. Apolo olha para Melina e sorri. Melina olha para Aristides. MELINA: Até mais! Obrigado pelo cuidado, devo-lhe muito. ARISTIDES: Então, realmente vais? FLASHBACK - Melina lembra do dia em que chegou. MELINA: Oh Apolo, deixe-me por hoje. Preciso arrumar as coisas aqui. APOLO: Não faltará nada à vós. MELINA: Mas prefiro ficar, apenas hoje. Juro-lhe que ao amanhecer, vou ao vosso encontro. APOLO: Se preferes assim, respeito-a. Mas não se misture tanto com esse ser repugnante. Apolo sai. Aristides, confuso, a olha. ARISTIDES (Intrigado): Por que não foi com ele? MELINA: Não se abandona um espetáculo pela metade. Ambos se entreolham, sorrindo.
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CENA 22. INT. PALÁCIO. SALÃO. NOITE. Anastácia sorridente degusta calmamente. O rei sério, a observa. REI HERMES: O que há convosco? Viste Afrodite no luar? Anastácia constrangida, se reprime. ANASTÁCIA: Perdoe-me, majestade. Estava à pensar em vosso filho e me inquietei. REI HERMES (Entusiasmado): E o que ele fez que agradou-a? Heros entra, alegre. HEROS: Simplesmente decidi que irei casar com ela e peço que esse enlace aconteça o mais rápido possível. O rei Hermes abismado, abre um sorriso. Anastácia o olha, confusa.
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CENA 23. INT. PALÁCIO. SALÃO. NOITE. O rei nervoso, rói as unhas. Agatha, entristecida, debruça sobre a mesa. Sra. Martine, desinquieta, mexe as pernas freneticamente. Apolo entra, desengonçado. Todos ficam espantados. REI PETRUS II: Já não era tempo! Estou demasiadamente esfomeado. Agatha levanta a cabeça e olha Apolo. AGATHA: Então é ele a visita? REI PETRUS II: Sim! E decidi que ele será o vosso esposo. Apolo sorri. Agatha revoltada, olha para o rei. AGATHA (Revoltada): Achas que tenho capacidade de tratar desse assunto, sabendo que minha mãe está morta? SRA. MARTINE: Acho viável! Sem uma esposa para o rei, o certo é a consumação de um sucessor à altura. Sra. Martine levanta a taça. SRA. MARTINE: Um brinde ao futuro rei de Atenas. Mirtes se aproxima e entrega uma taça para o rei. Ambos brindam e tomam. CLOSE no rei aproximando a taça à boca. Corta para: Sra. Martine, ansiosa. CLOSE em Petrus tomando. Corta para: Sra. Martine olha para a CAM. SRA. MARTINE (Irônica): Vida longa ao rei. CONTINUA...