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A Cesareia - O governo do mal
Capítulo 2 de 11
Episódio 2
✍️ Samuel Brito ·📅 23 Jan. 2020 ·👁 0 leituras

EPISÓDIO 2: INOCENTE OU CULPADO?

CENA 1. EXT. PRAÇA CENTRAL. MEIO-DIA.

REI PETRUS II: Sábios cidadãos, à vossa esquerda encontra-se o fraco e insólito, Aquiles de Édipo e à vossa direita encontra-se o consistente e oportuno, Apolo de Édipo. Quem é o culpado? O silêncio reina por alguns instantes. CLOSE em Apolo, angustiado. CLOSE em Aquiles, chorando.  CONTINUAÇÃO DIRETA DO EPISÓDIO ANTERIOR: A população aponta para Aquiles. POPULAÇÃO (Gritando/Ensandecidos): Este é o culpado! o rei descontente, os observa seriamente. REI PETRUS II: Senhores! Não precipitem vosso veredito! Quem é o merecedor? A população furiosa, aponta para Aquiles novamente. POPULAÇÃO: Aquiles de Édipo! Aquiles de Édipo! A população grita, furiosa. O rei acena para Urias. Aquiles chora, desesperado. Urias puxa Aquiles pelo braço. Apolo os observa, apreensivo. AQUILES (Chorando/Desnorteado): Não sou culpado! Não! Eu não sou, Urias! Não! Urias calado, leva-o. A população revoltada, cospe e bate em Aquiles durante a caminhada. Urias o protege, enquanto, segue. O rei olha para Apolo, furioso. REI PETRUS II: Estás livre da masmorra mas não do furor do rei de Atenas. Venha comigo! Tenho algo em particular convosco. O rei caminha lentamente. Apolo, angustiado, o segue. CENA 2. INT. VIVENDA DE DIMITRI. SALA/CORREDOR. MEIO-DIA. Melina grita desesperada. Leônidas espantada, estagna. MELINA (Espantada/Chorando): Meu pai? Ah não! Meu pai não. Melina corre em direção ao corredor. Dimitri escondido, olha para Melina. Melina confusa, mantém o choro. DIMITRI (Sussurrando): Foge minha filha! Foge! Essa pena não é vossa. Melina acena. Leônidas entra e observa Melina. LEÔNIDAS: E então? Está morto? Melina desesperada, corre sorrateiramente. Leônidas tenta segurá-la, porém, cai. Dimitri sai do corredor e fecha a porta. LEÔNIDAS (Abismada/Revoltada): Desgraçado! Pérfido! Maldito! Leônidas se levanta e desfere uma bofetada em Dimitri. DIMITRI (Irônico): Não sejas inexorável, Leônidas. LEÔNIDAS: Vosso sarcasmo será um deleite para o rei. DIMITRI: Não permitiria que minha filha fosse levada por vós. Jamais! Posso ser desonrado mas ela não tem culpa. Leônidas se recompõe. LEÔNIDAS: Aproveite bem! Ainda hoje pedirei vossa cabeça ao rei e ele em sua benignidade me dará. Aguarde pela derrota, Dimitri, o que lhe resta é a derrota. Leônidas sai. Dimitri preocupado, coça a cabeça. CENA 3. INT. PALACIO. ALCOVA. MEIO-DIA. Minerva pressiona o pescoço de Mirtes. CLOSE no rosto de Mirtes avermelhado. Mirtes esmurra a barriga de Minerva. Minerva desorientada cai. MINERVA (Revoltada/Urrando de dor): Vais lastimar esse dia, Mirtes. Vai lastimar!Mirtes corre. Minerva geme, enquanto, põe a mão na barriga. Agatha entra. Minerva assustada, se levanta. AGATHA: O que há convosco? Só a vejo caída, andas mais relenta que as plebéias de Atenas. MINERVA: Estou assolada por fortes dores. Entendes o desespero de vossa progenitora? AGATHA: Tento! Deseja que chame a vóvó? MINERVA: Não há necessidade! E tu? Sempre à minha procura. O que queres? AGATHA: Fugiste do jantar. Não a vi à noite. Preocupas-me com tanta ausência, mamã. MINERVA: E o que queres? Que eu me afunde nesse palácio? Preciso descansar minh´alma com ar puro. AGATHA: Não a julgo. Apenas penso que estás retardando nossa prosa com o rei. (Corrige/sorrindo) Com meu pai, no caso.  Essas reverências demasiadas tende à confundir-me. MINERVA: Falaremos no momento exato. Não te apresses! AGATHA: Estive pensando em príncipes à procura de esposas. Quem dirá que Esparta precise de uma nova filha. Uma noiva para o príncipe. Minerva desfere uma bofetada em Agatha. CLOSE  em Agatha, chorando.

ESPARTA

CENA 4. INT. PALACIO. SALÃO. MEIO-DIA. Heros toca piano. O Rei Hermes se aproxima, desconfiado. REI HERMES: Fazes o que, Heros? Não tinhas que estar treinando com os outros? Heros assustado, afasta-se do piano. HEROS: Perdoe-me! Vi o piano e não resisti. REI HERMES(Furioso): Seu ponto fraco! Nunca revele seu ponto fraco à ninguém, Heros. Hermes desfere um soco. Heros põe a mão sobre o local atingido. REI HERMES (Frustrado): Tens me afligido! Afundarás esse reino em poucos milésimos após minha morte. HEROS (Angustiado/Voz trêmula): Ainda terás orgulho de mim. REI HERMES: Estupidez! És fraco, Heros. O povo percebe a fraqueza de um líder ao vê-lo resguardado e é assim que ages. Resguardado, reprimido. Fraco! HEROS: És severo comigo!  REI HERMES: Abstenha-se do piano e da mordomia. És soldado! Precisas ser forte como vosso pai, como o pai de vosso pai, como o grande César foi. O rei Hermes sai. Heros pensativo, permanece calado.

ATENAS

CENA 5. INT. MASMORRA. CELA. TARDE. Aquiles é posto na cela. Urias trancafia-o. Aquiles ajoelhado, observa a fresta aberta. AQUILES (Suplicando): Acredita nas minhas palavras, soldado. Sou inocente! Urias o olha, aflito. URIAS: Quem pois irá contra o povo? Desejo-lhe boa sorte, amigo. É o que lhe resta! Urias fecha a fresta e sai. Escuridão. Aquiles desesperado, bate na porta de ferro. AQUILES (Gritando): Não deixe-me aqui! Por favor! Eu suplico! (Tempo/Ele limpa o nariz) Urias? Dou-lhe o que quiseres mas não deixes-me aqui. Aquiles se joga no chão. A cela escura recebe um rompante de luz, uma vela acende-se. Aquiles assustado, fecha os olhos. (O.S): És inimigo do governo também? Aquiles abismado, mantém-se estagnado. Alguém o toca. Ele arregala os olhos e grita desesperado. CENA 6. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. TARDE. O rei Petrus II assentado em seu trono observa Apolo por alguns instantes. Apolo, apreensivo, treme. REI PETRUS II: Contenha-te! Apolo endireita-se. REI PETRUS II: Não me convences! És amador! Sei dos riscos que corro contigo. APOLO: Ah Majestade! Me constranges dessa maneira. Faz-me senti uma ameaça! REI PETRUS II: Cala-te! (Respira fundo) Como dizia, sei que não és de inteira confiança mas lhe entrego uma tarefa. O teatro precisa ser reconstruído e vós estás encarregado de tal função. Apolo ergue a mão. REI PETRUS II: O que queres dessa vez? APOLO: Fui inocentado diante de todos. És justo e eficaz, majestade! Sua justiça reinará sempre! O culpado deveria fazer tal ato, não eu. REI PETRUS II: Mas o escolhi. Quem poderá intervi numa decisão real? Apolo engole seco. REI PETRUS II: Despacha-te, homem. Tens trabalho à fazer. Apolo sai, escoltado por soldados. CENA 7. EXT. PALÁCIO. JARDIM. TARDE. Sra. Martine colhe flores. Mirtes afoita se aproxima. Sra. Martine assustada, derruba as flores ao chão. SRA. MARTINE: Olha o que me fizeste. Mirtes agacha e pega as flores, entregando-as. SRA. MARTINE: Pelo que vejo tens algo à dizer-me. MIRTES: Não te enganas, senhora. Vossa filha está enlouquecida! SRA. MARTINE: O que fizera? MIRTES: Tentara contra minha vida. Enforcou-me! SRA. MARTINE: Não terias capacidade! Teria? MIRTES: Teve! E ainda contra mim! SRA. MARTINE: Sabe, Mirtes, me sinto ensandecida diante de tais acusações. Não sei se mato-a ou morro. MIRTES: Não mereces tal desfecho, senhora. És boa! Conselheira mais sensata não haverá em vossa ausência. SRA. MARTINE: Uma auxiliadora. Agradeço-a. És meu alicerce nesse palácio, Mirtes. Vós foste a companhia mais leal que pude ter. MIRTES: É a boa vontade que fazes aconselhar-te melhor, senhora. SRA. MARTINE: Em pensar que fostes vós que desmascarastes Eládio e em poucas luas trouxestes à tona tal revelação sobre Minerva. Inteligente! És tão eficiente quanto qualquer outro conselheiro real. MIRTES: Agradeço-a por tal bondade! Serei grata eternamente. SRA. MARTINE: Não te preocupes com Minerva. Sei a maneira certa de puni-la por tal ato contra vós. Mirtes sorri, disfarçadamente. MIRTES (Disfarçando): Não há necessidade, senhora. Já a perdooei. SRA.MARTINE: Faço de bom grado. Minerva precisa de um cabresto. Sou o cabresto! Apolo é escoltado pelos soldados. A Sra. Martine os observa ao longe. SRA. MARTINE: Aquele não é o filho de Jacinta? Vamos, Mirtes. Preciso saber o que esses patifes farão com o pobre rapaz. Mirtes acena, concordando. Ambas caminham, sorrateiramente. CENA 8. INT. MASMORRA. CELA. TARDE. Aquiles se depara com Eládio. A vela acesa. AQUILES: Quem és tu? ELÁDIO: Não retomes a indagação dessa maneira. Primeiro responda-me, o que fazes aqui? Aquiles calado, se resguarda ao canto. Eládio se afasta e agacha no interior. ELÁDIO: Tímido? Eu já fui dessa maneira! Talvez não acredites mas já fui. Há tempos atrás ainda era mas as circunstâncias tornou-me como vês. Desinibido, não achas? (Tempo/Ele olha para Aquiles resguardado) Perdoe-me pela má recepção. Não tive condições de preparar um chá. AQUILES (Frígido): Cala-te, homem! Não vês que sofro por tal injustiça? ELÁDIO: O povo colocaste-o aqui? Aquiles abismado, engole seco. AQUILES: Como sabes? ELÁDIO: Deduzi. Foram eles que me puseram aqui também. Claro, fui culpado, reconheço. Mas não cometi delito tão grave. Usurpação é um crime tão penoso assim? Não acredito! (Tempo/Ele se aproxima de Aquiles) Estou falando demais outra vez, sim? Aquiles chora, angustiado. ELÁDIO: Acho que posso ajudá-lo. AQUILES (Chorando): Não preciso de vossa ajuda! Reles como eu, amargará até os derradeiros dias. ELÁDIO: E se eu lhe disser que sei como tirar-nos daqui. Alegraria-o? Aquiles curioso, o observa atentamente. CENA 9. EXT. TEATRO. TARDE. Melina ofegante, pára e observa o local. Aristides tece, enraivado. Melina ao vê-lo, alegra-se. MELINA (Entusiasmada): Senhor! Senhor! Ajuda-me! Aristides a olha. Melina aproxima-se rapidamente, reconhecendo-o. MELINA: Senhor Aristides? Aristides estagna. ARISTIDES (Perplexo): Conheces-me? MELINA: Sim, senhor. Extrovertido como és, repercutes. ARISTIDES (Orgulhoso/Esnobe): Grato! Tens sorte de dialogar comigo, vivo sempre ocupado. MELINA: Oh senhor! Não desejo incomodá-lo com meus dilemas mas penso que só tu podes ajudar-me. ARISTIDES (Curioso/Esnobe): Sei da minha importância. Se houver tempo e espaço. MELINA: Não há abrigo para mim? Aristides ri. Melina confusa, o observa. ARISTIDES: Não vês? O Teatro chamuscado de fogo, não abriga nem o idealizador. MELINA: Ó moço, se não abrigar-me serei obrigada à ser  cortesã. Repouso em qualquer lugar. ARISTIDES: Achas viável? Vosso rei não aceitará tal situação. Moças não frequentam teatros. Não é admissível! MELINA: E se eu fosse homem? Aceitarias-me? ARISTIDES (Confuso): Não compreendi. MELINA: Vista-me como um homem e terás mais um integrante em vosso teatro. Aceitas? Aristides perplexo, a olha boquiaberto.

ESPARTA

CENA 10. INT. PALÁCIO. ALCOVA. TARDE.Ariadne dormia. O rei Hermes acorda-a com um beijo. Ambos sorriem. ARIADNE: Adormeci após a refeição. Perdoe minha insolência, esposo. O rei sorrindo, beija-a novamente. REI HERMES: Não incomodas-me. Vosso descanso é compreensível, esposa. (TEMPO/Ele senta-se no leito) Estou profundamente preocupado com o futuro de Esparta. Ariadne se levanta, sentando-se. ARIADNE: O que te aflige, esposo? REI HERMES (Frustrado): A ineficácia de Heros. Ele é fraco! Sinto isso mesmo se observá-lo ao longe. Hoje mesmo encontrei-o tocando piano. Piano! Isso não é algo que um homem faça, ainda mais um futuro líder. ARIADNE: Suponhamos que ele é mais sensível. É um demérito, reconheço. Mas não acredito que isso afete seu exercício como rei. REI HERMES: Preciso arranjar-lhe uma esposa imediatamente. ARIADNE: Não precipite-se, esposo! REI HERMES: Não o tinha dito à tanto tempo? Uma esposa tornará-o forte. Uma esposa como Anastácia, apenas. ARIADNE (Frustrada): Se é de vosso agrado, prepare o enunciado. REI HERMES: E afinal, donde está o príncipe? Ariadne acena, negando. CENA 11. INT. PALÁCIO. SALA DE ARTILHARIA. TARDE. Ciro atira sob o alvo, porém, erra. Heros sorri. HEROS: És péssimo! CIRO: Um homem não precisa ser perfeito em tudo, não achas? Ambos gargalham. HEROS: Não é dos meus passatempos favoritos, reconheço. Até que agradeceria ao vosso rei por tal imposição. CIRO: Acho que precisas ser mais triunfante. Enfrentar vosso pai em determinadas situações. És como essa flecha, guiada por vosso pai. HEROS (Cabisbaixo): Não tenho coragem de enfrentá-lo. Sou fraco, como ele mesmo disse à pouco. CIRO: Não o acho fraco. És mais forte do que eu, Heros. Serás o rei mais valente de Esparta quando assumires o poder. HEROS (Sorrindo/Desacreditado): Não gozes de mim! CIRO: Estou à falar sério, sóbrio. Pelos deuses, professo tais palavras. HEROS: Sabes convencer-me. Se fostes uma mulher, casarias contigo. Ciro ri. CIRO (Brinca): Mas sou homem. O mais belo de todos! Ciro retoma a flecha. Hero o observa, sorrindo.

ATENAS

CENA 12. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. TARDE. Leônidas entra. O rei a observa. Ela se aproxima do trono, escoltada. REI PETRUS II: Então, mulher? O que vieste fazer? LEÔNIDAS: Fui enganada! Fui rudemente enganada, Majestade. REI PETRUS II: Quem fizeste isso contra vós? LEÔNIDAS: Um infame! Dimitri, o nome. REI PETRUS II: Prossigas. Eis que deixaste-me curioso. O Dimitri é um conhecido. LEÔNIDAS: Procuraste meu bordel em noites de luar e não honraste com o pagamento. Achas justo, majestade? REI PETRUS II: A questão é descobri o mais imoral. Atenas mantém uma hierarquia moralista, prezo por ela. És tão imoral quanto o devedor. Tenhas tal noção. LEÔNIDAS: Ó majestade! Sei que não sou a mais íntegra mas peço que mantenha vossa benignidade sobre mim. Qual pai em sã consciência venderia a própria filha? REI PETRUS II (Assustado): Quem fizeste isso? O tal Dimitri? LEÔNIDAS: Sim, meu rei. Prometeste a tal moça e acobertou uma fuga. Ajudes essa pobre sudita, majestade. O rei coça a cabeça. REI PETRUS II: A jovem será encontrada. Isso é certeza! Contudo, teremos outra reunião e em minha presença, concretizarei uma sentença. LEÔNIDAS: Bendito és. Aguardo pelo veredito. Leônidas sai. O rei pensativo acena para um soldado. SOLDADO: Sim, majestade! REI PETRUS II: Procure por Melina. Melina de Dimitri, o agricultor. O soldado acena. CENA 13. INT. PALACIO. ALCOVA. TARDE Agatha chora, desesperada. MINERVA: Pare! Não estou à aguentar tais melodramas. AGATHA (Chorando): Não serei feliz jamais! Nenhum homem se casará comigo. Ah! Sou a mais maldita das mulheres! MINERVA: Dê tempo ao tempo, Agatha. Tens tornado-se um embuste com tais dilemas rotineiros. AGATHA (Chorando/Atordoada): Não, minha mãe. Cansei-me de sofrimentos! Não serei infeliz por mais tempo. Nunca mais! Agatha corre até a janela e se joga. CLOSE em Minerva, boquiaberta. MINERVA (Gritando): Agatha! CENA 14. INT. MASMORRA. CELA. TARDE. Aquiles desconfiado olha fixamente para Eládio. AQUILES: Blefe! Não existe tal possibilidade. ELÁDIO: És pessimista? AQUILES (Frustrado): Realista! Em poucos dias perdi tudo o que tinha. Tudo, literalmente. Não acredito que encontres a saída de uma masmorra tão arquitetada. ELÁDIO: Talvez, esse era o sinal que a natureza deu-lhe. Um esconderijo! Uma nova oportunidade de sobressaí. Aquiles pensativo, olha fixamente para Eládio. AQUILES: Falas com tanta precisão! Suponhamos que embarcarei em seu blefe, por onde sairíamos?Eládio aponta para o teto. Aquiles gargalha. AQUILES (Sorrindo): És uma piada! ELÁDIO: Achas-me louco, o compreendo mas há lógica. Existe uma fresta aberta no teto que reflete o pôr do sol. AQUILES: E o que há nisso? ELÁDIO: Se há raios de sol, não há barreira acima de nós. (TEMPO/Aquiles reflete) Ao redor da masmorra há um mar. Mar Egeu! Cavaremos a superficie do teto e subiremos, se jogarmo-nos de lá, cairemos no mar e poderemos nos ver livres daqui. Aquiles cabisbaixo, gargalha. ELÁDIO: Tudo bem! Apresentei-o a saída mas já que preferes prender-se à realidade cruel. Esperemos pela morte, ansiosamente. Aquiles se cala e olha para Eládio, frustrado. AQUILES: Eu aceito! Eládio surpreso, olha para ele. ELÁDIO: O que disseste? AQUILES (Convicto): Eu aceito vossa proposta. Eládio sorri aliviado. AQUILES (Rancoroso):  Atenas que aguarde a força da minha ira. Que clamem por Zeus quando meu dia chegar! CLOSE em Aquiles, revoltado. CENA 15. EXT. TEATRO. SALÃO. TARDE. Aristides espantado, olha-a surpreso. ARISTIDES (Abismado): Igualaste-me! Chego à tremer diante de tal proposta. MELINA: Oh Aristides! Aceite-me! Precisarás de uma presença feminina em vossos espetáculos. Não deixe-me ser levada injustamente. ARISTIDES(Apreensivo) : Saibas que não estou de acordo. O rei não poderá imaginar algo sobre tal. Arriscarei meu nome por vós. Por vós, menina! Melina o abraça, sorridente. Ele a afasta, revirando os olhos. ARISTIDES: Venha comigo! Sei o que fazer. Melina o segue. CENA 16. EXT. PALACIO. ENTRADA. TARDE. Apolo caminha, escoltado. Agatha despenca. Apolo ao vê-la, se joga na direção. CLOSE em Agatha, aflita. CLOSE em Apolo, apreensivo. Agatha cai nos braços de Apolo. A Sra. Martine assustada, observa-os. Agatha abismada, o olha e sente um furor. Sra. Martine corre em direção à Agatha. SRA. MARTINE: Agatha? Estás bem? Agatha acena positivamente. Os soldados que escoltavam, levantam Apolo. Sra. Martine os observa, com frieza. SRA. MARTINE: Onde pensas que vão levá-lo? Seu ato heróico precisa ser reconhecido! Apolo sorri, maliciosamente. CONTINUA...
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