Boa noite, leitor(a)! Hoje é dia de acender os holofotes no palco do Observatório para a resenha da semana. O alvo é uma novela da recém-inaugurada Aster TV. Como diz Chapolin, sigam-me os bons!
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Thiago Figueiroa e David Campbello podem ser desconhecidos de muitos escritores e leitores do Mundo Virtual, mas vêm causando frisson nos últimos dias. O motivo: eles escrevem
Holofotes, a história de duas atrizes veteranas que entram em guerra ao serem escaladas para uma novela — na verdade, elas nunca se bicaram. A primeira é Rita, o grande destaque do capítulo de estreia analisado pelo Observatório. A outra se chama Stella, o motivo do gancho da última cena. Ambas estão decadentes e desejam retornar ao estrelato, custe o que custar. Prepare-se, porque muitas confusões e intrigas estão por vir. Vamos às sequências de destaque do episódio exibido em 22 de julho:
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A novela já começa com um dos maiores hits do cantor estadunidense Frank Sinatra,
Come Fly With Me. É luxo que fala?
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Imaginem este texto na voz de um dos fundadores da TV no Brasil, Lima Duarte, homenageado pela dupla de autores com o personagem. Mais inspirador, impossível.
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Após ser citada no discurso da concorrente vencedora na categoria de atriz do ano, Rita solta a primeira de muitas agulhadas da novela. Nada mais real no Brasil e em Hollywood.
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Em matéria de estrelismo, Rita é a Norma Desmond do século XXI. Não sabe quem é Norma? Assista ao filme
Crepúsculo dos Deuses e tire suas conclusões sobre a personagem imortalizada por Gloria Swanson.
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Sim, você leu o nome do marido da Eva Wilma. Além de Zara, outros mitos da dramaturgia nacional são citados e homenageados no texto, como Cleyde Yáconis e Janete Clair.
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Mais referências na abertura da novela. Bette Davis, outro mito do cinema, também teria características herdadas por Rita Spencer.
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Olha o filme da Norma Desmond aí, geeeeenteeeee! Sunset Boulevard é o título em inglês da obra de 1950.
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Sinto de longe o cheiro de
O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, famoso pela grande rivalidade entre as duas atrizes protagonistas: Joan Crawford e a já citada Bette Davis. Sim, Rita Spencer tem uma inimiga: Stella.
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Assim termina o capítulo inicial de
Holofotes. Os pontos positivos da novela são vários: as protagonistas com forte personalidade "defendidas" com maestria por Rosamaria Murtinho e Aracy Balabanian; inúmeras referências à história e aos integrantes do cinema, da TV e do teatro; ótimas tiradas em meio aos diálogos; trilha sonora cheia de classe e sofisticação. O ponto "negativo": causa severa ansiedade pelo próximo capítulo. Parabéns aos autores, pois
Holofotes é uma das melhores webnovelas de 2019. Prêmios, venham!
Para saber como se dá a guerra das estrelas, acompanhe a novela às terças e quintas pelo Aster TV.
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Você sabe usar a crase? Vou escrever sobre um dos fenômenos mais causadores de dúvidas e confusões na língua portuguesa. Segue hoje a primeira parte.
A crase é a contração entre a preposição
a (= para) e uma segunda palavra, que pode ser
a (artigo ou pronome demonstrativo) ou
aquele (bem como suas flexões). A marcação é feita com um acento grave (
` ) sobre a vogal. Vale lembrar que crase e acento grave não são a mesma coisa, ok? No português, o acento marca a crase; mas no francês, por exemplo, ele é usado como um modificador sonoro comum.
Em que casos devemos usá-la?
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1) Quando o verbo exigir a preposição a (ou para) seguida do artigo a ou de flexão de aquele:
Vou para a lavanderia. / Vou à lavanderia.
Vou para aquele hotel. / Vou àquele hotel.
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2) Quando a forma masculina pedir a forma ao (ou para o):
Entreguei o livro ao comprador. / Entreguei o livro à compradora.
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3) Em locuções adverbiais (de tempo, lugar, modo etc.), prepositivas e conjuntivas. Nisto se incluem as horas:
A livraria fica à direita da lanchonete.
Cláudia malha às quintas-feiras, às dez da manhã.
À medida que ela escrevia o conto, novas ideias surgiam.
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4) Para indicar moda ou maneira de fazer algo:
O bife à milanesa estava delicioso.
Clara usou na festa um vestido à Marilyn Monroe.
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5) Para indicar destinos que pedem o artigo feminino, como a Rússia, a Itália e as Bermudas. Como macete para testar a presença ou não do artigo, pode-se trocar o verbo ir/vir pelo voltar:
Ela deseja voltar da Bahia. / Ela deseja ir à Bahia.
Marta nunca quis voltar da Holanda. / Marta nunca quis vir à Holanda.
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6) Pode-se usar a forma à em substituição a àquela(s) ou a essa(s). Neste caso, o a unido à preposição é um pronome demonstrativo em vez de artigo:
Prefiro tua novela a essa de Genoveva. / Prefiro tua novela à de Genoveva.
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7) A crase é facultativa quando a preposição a estiver diante de um pronome possessivo, antes de um nome de mulher ou após a preposição até:
Deixei um recado a sua vizinha. / Deixei um recado à sua vizinha.
Bruna deu um gato a Lídia. / Bruna deu um gato à Lídia.
Ela seguiu até a loteria. / Ela seguiu até à loteria.
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No próximo programa veremos os vários casos em que NÃO se usa crase.
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Por hoje é só, mas o Observatório volta no próximo domingo com uma resenha especial sobre uma nova trama da DNA.
Tenha uma ótima semana de muita leitura! Abração!