Widcyber
👁 0
Tamanho 18
Fonte
Tema
0% lido
Dupla Face
Capítulo 16 de 20
Episódio 16
✍️ Well ·📅 07 Jan. 2019 ·👁 0 leituras

Rick arrasta Bruna para dentro da boate, preocupada e entristecida, ela parece não querer mais estar ali:

Rick – Ai amiga, eu não posso crer que sua noite acaba aqui? Deixa ele pra lá, mulher! Eu te avisei.

Bruna – Eu amo ele!

Rick – Não, querida. Você deve sentir admiração por ele. O Edu é perfeitinho demais pra você, amiga...

Bruna fica irritada:

Bruna – Ah então pra você, eu não mereço um homem perfeito?

Rick – Meu amor, ninguém merece homem assim, fica chato.... Ai, viver com boy cheio de filtros não dá! Pelo menos pra nós, não dá amiga!

Bruna fica surpresa:

Rick –  Vou te jogar na cara só mais uma coisinha, pra ver se você se toca de vez e deixa o boy em paz: Onde esta seu amor pelo Eduardo quando você traía ele com aquele velho rico?

Bruna chora:

Rick – Você não é o tipo do Edu, não adianta, deixa ele...

Bruna – Eu sou uma idiota!

Rick – Eu sei!

Bruna enxuga as lagrimas.

Rick – Uma coisa é certa! O boy foi lindamente iludido por você.

Bruna fica triste e pensativa. Paulo Henrique surge por trás deles:

Paulo Henrique – Bruna, o que foi aquilo? Quem era aquele cara?

Bruna e Rick se olham:

Rick – Ai, vê aí, amiga. Resolvam-se. To esperando lá dentro!

Rick sai e deixa Bruna e Paulo Henrique a sóis. Ele intrigado, fixa o olhar nela.

Eduardo é removido do local do acidente por socorristas, ele é posto rapidamente numa maca e inserido na ambulância que sai em alta velocidade pelas avenidas de São Paulo. Ele continua inconsciente e o estado aparenta ser grave. Enquanto isso, Renata está a varanda de seu quarto com o celular em mãos, ela vê fotos de Eduardo no Instagram e comenta:

Renata – Além de simpático e educado, é muito lindo.

Ela sorri:

Renata – Que coisa mais louca... O mesmo cara do sonho que tive no hospital.

Renata olha por alguns instantes o número de telefone dele, indecisa. Ela sorri e finalmente decide ligar, algum tempo chamando e alguém atende:

Renata – Eduardo?

Ao identificar quem atendeu, sua expressão alegre se transforma.

Renata - Quem? Socorrista? Não, sou uma amiga dele. O que aconteceu?

Renata ao ouvir a resposta, fica chocada:

Renata – Meu Deus, mas então, para que hospital o estão levando?

A socorrista responde e Renata avisa:

Renata – Ok, olha eu estou indo pra lá agora mesmo.

Renata encerra a chamada desesperada. Já preparada, ela entra em seu carro e passa pelo portão da casa dirigindo em disparada.

Em Curitiba, Sandra e José Carlos estão na cama abraçados:

José Carlos – Eu achei que a nossa primeira vez não fosse acontecer nunca.

Sandra sorri:

Sandra – 8 Meses morando juntos, na sua casa, eu e um quarto você em outro... nada disso aconteceu, olha sinceramente, também não imaginava que um dia pudéssemos ficar juntos.

José Carlos – Que bom que aconteceu.

Sandra – Pois é, aliás Zé, queria agradecer por tudo, por ter me respeitado todo esse tempo, você condição de homem já sentia desejos por mim, mas se conteve e não demonstrou o que sentia em momento algum, em nenhum momento me senti assediada por você. Obrigado.

José Carlos – Minha condição de homem é justamente essa, meu amor. Respeito. Assédio é canalhice de alguns que não sabem o significado de querer o bem de quem se deseja.

Sandra – Você é um doce. Sabe, eu me apaixonei perdidamente pelo Ernesto, assim que cheguei em São Paulo, naquela época ele era tão incrível, um rapaz cheio de possibilidades na vida, cheio de sonhos, ele contagiava a todos com a vontade que tinha de crescer.

José Carlos – Se decepcionou não foi?

Sandra – Demais, ele mudou muito com o passar dos anos, ficou mais distante, parecia se importar pouco comigo, com a nossa filha. A construtora tornou-de tudo para ele. Muitas vezes chegava tarde da noite em casa.

José Carlos – Será que ele não já te traía?

Sandra – Pode ser... Mas com a Isadora eu não acredito, ela ainda não estava em São Paulo quando ele começou a dar essas escapadas.

José Carlos – Na certa ele já tinha outra, antes da Isadora.

Sandra fica surpresa e pensativa:

José Carlos – Talvez por isso tenha sido tão fácil pra Isadora, ele já era infiel.

Sandra continua em silencio e pensativa.

Na boate, Rick e Ricardo dançam juntos sorrindo, logo, Rick sente a falta de Bruna e olha em volta tentando encontra-la, ele não a vê, mas enxerga Paulo Henrique sozinho no bar:

Rick – Ricardo, vem cá.

Rick puxa Ricardo por sua mão esquerda e se aproxima de Paulo Henrique:

Rick – Ei, Paulo!

Por conta da música alta, Paulo Henrique não escuta. Rick chama mais alto:

Rick – Paulo! Paulo Henrique!

Ele finalmente escuta e vira-se pra Rick:

Paulo Henrique – Oi!

Rick – Cadê a Bruna?

Paulo Henrique – O que? Não ouvi.

Rick – A Bruna, cadê ela?

Paulo Henrique – Ah, agente discutiu, e ela foi atrás do namorado.

Rick fica surpreso:

Rick – Ai meu Jesus.... Ela bebeu. Você não emprestou o carro pra ela né?

Paulo Henrique – Claro que não!

Ricardo – Vamos atrás dela?

Rick – Deixa eu ver se ela me diz onde está.

Rick pega o celular e liga pra Bruna, ela atende:

Rick – Menina, onde você tá sua louca!

Bruna está em dentro de um táxi:

Bruna – No taxi, estou pra casa do Edu!

Rick – Mulher, você é teimosa hein.... Vou rezar pra ele te dar um fora, na verdade outro fora!

Bruna – Ah Rick, não enche, eu sei o que estou fazendo. Vai curtir com o Ricardo, vai.

A noite está ruim pra mim, não pra você. Amanhã nos falamos. Bruna encerra a chamada:

Rick – Desligou! Na minha carinha linda?

Ricardo sorri.

Bruna reclama da demora do taxista em seguir caminho:

Bruna – Ai moço, que demora é essa?

Taxista – Tem uma faixa a menos na pista. Acho que foi algum acidente, ó lá!

O motorista mostra o carro destruído mais a frente e Bruna ao visualizar a placa fica perplexa a perceber que o carro em questão, é o de Eduardo. Ela começa a chorar:

Bruna – Meu Deus...

Taxista – O que foi moça!

Bruna – Esse é o carro do meu namorado!

Taxista ficas surpreso:

Taxista – Nossa, tem certeza?

Bruna – Tenho, é a mesma placa!

Taxista pergunta as autoridades presentes no local:

Taxista – Foi um rapaz no carro?

- Foi!

Taxista – Ele está vivo?

- Foi socorrido Pro Hospital Albert Einstein.

Bruna chorando, pede nervosa:

Bruna – Vamos lá moço, vamos!

O taxista sai em direção ao Hospital.

Em Recife, Isadora está deitada na cama do Hotel, ao lado de Ernesto que dorme. Acordada ela conversa consigo mesma em pensamento, enquanto olha o teto do quarto:

“ Aquela miserável, como escapou? Não acredito que ainda tenha forças pra me desafiar. O pior de tudo, é ficar na incerteza sobre o que ela está tramando. Mais que droga, agora vou ficar queimada com as filhas do velho asqueroso. E agora? O que é que eu faço? Preciso fazer algo a respeito, não dá pra contar com o imbecil do Gustavo, não sei como ele ainda não foi descoberto.... Aquela sonsa não pode me destruir. ”

Alguns instantes se passam.

No Hospital em São Paulo, Eduardo está em cirurgia. Renata, aparentemente preocupada, preenche um cadastro na recepção:

Renata – Renata Paes Medeiros.

Atendente – A senhora é familiar dele?

Renata – Não, sou apenas uma amiga, eu liguei pra ele e a socorrista da ambulância foi quem atendeu e me pediu pra vir como acompanhante dele.

Atendente – Ok, tudo bem. Obrigado pelas informações. A senhora pode aguardar notícias do paciente, naquela sala de espera. Assim que ele sair da cirurgia, alguém da enfermagem ou o cirurgião lhe dará informações.

Renata – Ok obrigada!

Renata segue em direção a tal sala de espera e senta-se aflita. Logo depois, Bruna chega nervosa a mesma recepção:

Bruna – Boa noite moço! Quero saber se um rapaz chamado Eduardo Markezinne deu entrada aqui.

Atendente – Sim está em cirurgia.

Bruna – Cirurgia?

Atendente – É, inclusive aquela moça acabou preenche o cadastro de acompanhamento.

Bruna fica intrigada:

Bruna – Moça? Que moça?

Atendente – Está logo ali na sala de espera.

Bruna vai em direção a sala de espera e repara a beleza de Renata com atenção:

Bruna – Oi!

Renata – Oi? Pois não?

Bruna – Quem é você?

Renata sente se desconfortável:

Renata – Desculpe, não estou entendendo. Eu não conheço você.

Bruna – Pois é, eu também não te conheço.

Renata – Olha moça, eu não estou muito bem. Uma pessoa especial pra mim acabou de sofrer um acidente e está passando por uma cirurgia delicada.

Bruna – Hum... especial pra você. Então temos situações em comum, assim como você, alguém muito especial pra mim acabou de sofrer um acidente de carro terrível e está na cirurgia.

Renata – Estamos falando do mesmo paciente? Do Eduardo? Você... é familiar dele?

Bruna – Sou namorada dele.

Renata fica surpresa:

Bruna – Aliás, sou mais que isso.

Bruna tira da bolsa, a caixinha preta com o anel que Eduardo Iria lhe dar, abre e mostra:

Bruna – Sou noiva dele. 

Abalada, Renata fica emocionada:

Bruna – E você? Quem é?

Renata paralisa sem saber o que responder.

← Capítulo anterior
Episódio 15
← anterior
Próximo capítulo →
Episódio 17
próximo →
Índice de capítulos
Ver obra completa →
Cap. 1 Episódio 1 Cap. 2 Episódio 2 Cap. 3 Episódio 3 Cap. 4 Episódio 4 Cap. 5 Episódio 5 Cap. 6 Episódio 6 Cap. 7 Episódio 7 Cap. 8 Episódio 8 Cap. 9 Episódio 9 Cap. 10 Episódio 10 Cap. 11 Episódio 11 Cap. 12 Episódio 12 Cap. 13 Episódio 13 Cap. 14 Episódio 14 Cap. 15 Episódio 15 Cap. 16 Episódio 16 Cap. 17 Episódio 17 Cap. 18 Episódio 18 Cap. 19 Episódio 19 Cap. 20 Episódio 20 NOVO
Comentários do capítulo
Faça login para comentar