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Por Amor
Capítulo 6 de 24
Capítulo 6
✍️ Marcelo Maia ·📅 16 Feb. 2018 ·👁 0 leituras

Do Autor

Marcelo Maia

Colaboração

Tiago Santos

CAP. 06

LUBY – Nido, a Branca voltou! – Olhando para Nido. NIDO – Assustado – Como assim?... Não era para ela ter voltado. ISABEL – Entrando – Desculpa mais ouvir vocês conversando... Não era para quem ter voltando meu pai?... CENA 01 – CONTINUAÇÃO IMEDIATA DO CAPÍTULO ANTERIOR. LUBY – Deu para ouvir conversas alheias... NIDO – Acho que você entendeu errado. ISABEL – Não... Eu ouvi muito bem, quem voltou? LUBY – Nervosa – Ninguém! Já disse que ninguém. ISABEL – Não sou nenhuma criança Lubyanka, sei que a sua irmã voltou... Agora só saber quem não deveria ter voltado, é sua irmã mesmo? LUBY – Não estamos falando dela, é outro assunto... NIDO – Chega deste assunto... Acabou!!! LUBY – Ótimo, vou para meu quarto! NIDO – Isso, vamos cada um para seu lado. CENA 02 – QUARTO DE MAKE/ INT. MAKE – Porque você está nervosa? LUBY – Advinha? MAKE – Sorrindo – De novo mãe! LUBY – Eu preciso tirar essa maldita do meu caminho. MAKE – Calma mãe, você não pode colocar tudo a perder... Mantenha a cabeça no lugar. LUBY – É tão difícil, eu olhar pra aquela vejo todo o passado, o sofrimento. E não poder fazer nada me irrita... Eu tenho ódio dela. Da pobreza dela! MAKE – Mas você pode perder tudo. Você sabe muito bem disto! Tudo está nas mãos dela. LUBY – Por pouco tempo... Custe o que custar eu vou tirar tudo deste seu pai e dela. MAKE – De novo a Branca voltou? É isso mesmo? LUBY – Agora você está vendo como é difícil minha vida, mais uma pedra para tirar do meu caminho... O pior é ela saber demais! MAKE – Ela sabe tanto assim? LUBY – Mais do que você imagina! Todos têm um passado sujo. MAKE – O seu é tão sujo assim? LUBY – Imundo meu querido... CENA 03 – ORFANATO/ TARDE/ JARDIM/ EXT. DONA LU – Crianças, estamos reunidos aqui hoje no jardim para receber uma equipe especial, todos estão aqui de coração para alegrar o dia de vocês... Espero que os recebam com muito amor! O grupo de guardas de São Paulo veio alegrar vocês... Por favor, uma salva de palmas para eles. TODOS BATEM PALMAS POR MAIS OU MENOS UM MINUTO. Uma enorme felicidade é vista nos rosto das crianças... RAUL – Crianças, hoje estamos aqui para alegrar o dia de vocês... Vamos fazer desta tarde, a melhor de todas. BIEL – Se aproxima de Raul – Tio... RAUL – Olha para BIEL, e no primeiro olhar foi amor total pela criança – Oi rapaz... BIEL – Eu estou triste. RAUL – Ajoelha-se – Porque meu querido? Te fizeram algo aqui no orfanato? BIEL – A minha mãe não veio me buscar ainda... Ela disse que viria tio. RAUL – E quem é sua mãe? BIEL – A Isabel Tio, ela é linda. Ela vem sempre, e me dá muitos presentes. RAUL – E você a ama? BIEL – Muito!!! Vou morar com ela, você sabia? RAUL – Estou sabendo agora querido. BIEL – Vamos brincar? RAUL – Vamos, afinal eu vim aqui para isso. Então vamos? – Estende a mão para Biel, que imediatamente pega na mão dele. BIEL – Vamos... – Sorrindo. OS DOIS SÃO MUITAS RISADAS E BRINCAM COMO GRANDES AMIGOS. CENA 04 – MANSÃO DE LIA/ NOITE/ SALA/ INT. LIA – Júlia, por favor, vamos conversar minha filha? JULIA – Mãe chega desse caô, não aguento mais você falando isso. LIA – Eu estou falando isso pelo seu bem... Você sabe que não sou a favor desse casamento com seu primo. JULIA – Você tem que entender que eu amo ele. Isso não basta? LIA – Gritando – VOCÊ AMA O DINHEIRO DELE... É UMA MERDA DE AMBIÇÃO. JULIA – Você não tem? – Olhando nos olhos de LIA. LIA – Casei com seu pai e juntos construímos nosso império. Diferente da sua tia. JULIA – Queria saber o porque sempre você tem esse discurso. Minha tia é ótima, sempre me tratou muito bem. Até melhor que você querida mãe. LIA – Você não sabe o que está falando. Ela é uma peste. JULIA – Deve ser de família né... Porque ela diz que seu passado também tem rastros... Agora deixa eu ir. Tchau querida. – Sai da sala. LIA – Maldita... – nervosa – Será que a Julia já sabe de tudo?... CENA 05 – ESCOLA/ MANHÃ/ SALA/ INT. PÂMELA -... escrota é você garota, sua pobre... AMANDA – Cê tá me tirando né, patricinha da favela. – TODOS DÃO RISADA. PÂMELA – Melhor se patricinha do que pobre da favela né gata. JAQUELINE – Você não se enxerga não... Sua vida de rica acabou... Cai na real menina. AMANDA – Boa!! – Sorrindo. PÂMELA – Tenho nojo de vocês... LUIZ – Aí mina, cê tá ligado que somos simples e vem com esses papos doidos aí... Tá tirando né. PÂMELA – Tirando tá você com esse linguajar ridículo. AMANDA – Melhor ele ter esse português errado, do que ser uma pessoa estupida e sem alma igual a você. PÂMELA – Garota, vai se lascar, me deixa em paz. LUIZ – Sussurrando – Pai bandido. PÂMELA – nervosa, levanta imediatamente – Quem falou isso?... TODOS SORRINDO LUIZ – Foi eu querida, vai bater de frente? PÂMELA – Seu verme eu tenho nojo de você vagabundo. LUIZ – Melhor ser um verme do que ter meu pai preso... TODOS – NOSSAAAA! ISABEL – Entrando na sala – Que bagunça é essa? LUIZ – Essa patricinha maldita. ISABEL – Olha o respeito Luiz, isso aqui é uma sala de aula... Não é para se tratarem assim, ou ficarem se julgando. PÂMELA – Chorando – Eles não sabem o que aconteceu e ficam me apostando o dedo, me julgando pelo que meu pai fez. ISABEL – Não... pelo amor deu deus, vocês não são mais crianças. Chega agora!! To exausta disto... Não conseguem ficar em paz não. AMANDA – Mais ela quem começou. ISABEL – Desculpa, mas não me interessa quem começou, e sim quem vai acabar com isso! Falta de respeito total... O próximo a falar vai visitar a sala do Wlad. Chega, quero paz, estou com dor de cabeça! Só quero silencio!!! AMANDA – OK... Desculpe! ISABEL – Abram a apostila na página 57. E respondam as perguntas. E sem mais por hoje. CENA 06 – SALA DOS PROFESSORES/ INT. SU – Que dia... ISABEL – Nem me fale, hoje o dia foi um inferno... Cheguei na sala estava havendo a terceira guerra mundial. LUANA – Jura?... ISABEL – A próxima aula lá é sua né? LUANA – Sim, duas aulas de matemática. SU – Graças a deus eu me livrei desta sala... Eu já tinha pirado. LUANA – Ou matado algum aluno né. – Sorri. ISABEL – Sorrindo – Isso é verdade... Você é zero paciência. RUI – Entrando na sala – Inferno... ISABEL – Um dia estressante também? RUI – Essas crianças são movidas a que?... Pelo amor de deus. SU – Rindo – Bem vindo ao clube. LUANA – Mas você não disse que sua turma é calma Su? ISABEL – Sim você disse? TIA DA ESCOLA – Entra na sala desesperada - SUELLEN, pelo amor de deus, vai agora pra sala. SU – O que houve? TIA DA ESCOLA – Os alunos da sua sala estão colocando fogo na lousa. SU – Olha para todos na sala e diz – Viu como eles são uns anjos. – Sai da sala. ISABEL – Coitada... Ela sofre mais que agente! RUI – Essas crianças são só pela misericórdia. LUANA – Bom, deixa eu ir também... Já vou ir antes para deixar a lousa cheia de lição... Assim quando eles entrarem não vão ter muito tempo para destruir a sala. ISABEL – sorrindo – Boa sorte. – Luana sai da sala. RUI – Ótimo que está só nos dois. ISABEL – Também já vou para sala... Tenho prova agora! RUI – Antes... Aceita almoçar comigo hoje? ISABEL – Não estou com cabeça para isso Rui. RUI- Apenas um almoço... Só para conversar mesmo. Por favor Bel. ISABEL – Vou pensar depois te respondo. RAUL – Responde agora. ISABEL – Eu disse depois, OK? RAUL – Olhando com um jeito diferente – Ok! CENA 07 – MANSÃO DOS GUERRAS/ TARDE/ QUARTO DE NIDO E LUBY/ INT. NIDO – Luby, você tem que entender meu amor... LUBY – Faça o impossível, eu não vou cancelar, preciso esfriar minha cabeça... NIDO – Não é fácil assim... Você acha que tudo é do seu jeito... Tem que entender também. LUBY – Sorrindo – Amor, tudo é do meu jeito sim... Se pra você não está bom agente acaba aqui mesmo. NIDO – Começou com suas ameaças? LUBY – Nido se vira... Eu quero e eu vou viajar. Se for preciso eu vou sozinha... NIDO – Ótima ideia... LUBY – O que?... NIDO – Você vai sozinha, assim teremos uma economia maior. LUBY – Sorrindo – Tem certeza? NIDO – Você não quer ir... Então!!! LUBY – Com um olhar fixo em Nido – Aceito! CENA 08 – RESTAURANTE/ NOITE/ INT. ISABEL – Carla, minha amiga. – Abraça Carla. CARLA – Como vai amiga?... ISABEL – Bem e você? CARLA – Bem preocupada, principalmente com o seu pai. ISABEL – O que está havendo?... Não me esconda nada! CARLA – O restaurante amiga, está indo de mal a pior. Só deus em nossas vidas. ISABEL – Pela crise?... CARLA – Pra ser bem sincera não sei... Clientes têm todos os dias. Mas dinheiro no caixa... – balança a cabeça como se dissesse NÃO. ISABEL – Dinheiro sumindo então, é isso? CARLA – Parece que sim amiga, e é muito dinheiro. ISABEL – Imagino de onde vem esse sangue suga amiga. Tem nome e sobre nome. CARLA – sem entender – Quem? ISABEL – LUBYANKA TRAJANO DE SABOYA.

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