Do Autor
Marcelo Maia
Colaboração
Tiago Santos
CAP. 07 NO CAPÍTULO ANTERIOR... ISABEL – Carla, minha amiga. – Abraça Carla. CARLA – Como vai amiga?... ISABEL – Bem e você? CARLA – Bem preocupada, principalmente com o seu pai. ISABEL – O que está havendo?... Não me esconda nada! CARLA – O restaurante amiga, está indo de mal a pior. Só deus em nossas vidas. ISABEL – Pela crise?... CARLA – Pra ser bem sincera não sei... Clientes têm todos os dias. Mas dinheiro no caixa... – balança a cabeça como se dissesse NÃO. ISABEL – Dinheiro sumindo então, é isso? CARLA – Parece que sim amiga, e é muito dinheiro. ISABEL – Imagino de onde vem esse sangue suga amiga. Tem nome e sobre nome. CARLA – sem entender – Quem? ISABEL – LUBYANKA TRAJANO DE SABOYA. ... CENA 01 – DIA DE CHUVA/ESTRADA/ EXT. Dentro do carro, Isabel dirigindo pelas ruas, a caminho do orfanato... Mas ouve um imprevisto. O pneu estourou, na forte chuva que caia. Até um carro parar atrás para ajuda-la. Quando desce Raul. RAUL – Saindo do carro debaixo de muita chuva avista Isabel totalmente molhada tentando trocar o pneu. – Posso te ajudar moça? ISABEL – Por favor, eu não estou conseguindo tirar esse pneu. RAUL – Sorrindo. ISABEL – Olha para ele e se encanta com o lindo sorriso de Raul, mas imediatamente questiona – Porque está rindo? RAUL – Também não sei trocar pneu. – Os dois sorriem. ISABEL – Sério? Estamos perdidos... RAUL – Sim, é serio! Sou um desastre. Mas posso tentar. – Ajoelha-se. ISABEL e RAUL ficam frente a frente ajoelhados. Quando um forte trovão faz um grande estrondo e assustados osdois se abraçam. Molhados e em clima de romance os dois se olham... ISABEL – Eu te conheço... RAUL – Você é a moça da escola? ISABEL – Sim, e você é cara perdido. RAUL – Eu mesmo... Bom, já que estamos abraçados... Meu nome é Raul. ISABEL – sorrindo – Isabel. RAUL – O nome é lindo, mas você é perfeita... Até molhada. OS DOIS SORRIEM. ISABEL – Obrigada. Acho que já pode me soltar. RAUL – E se der outro raio? – com um olhar apaixonado. ISABEL – envergonhada – Você... – Novamente um trovão. RAUL – Viu... Só quero te proteger. OS DOIS CONTINUAM AJOELHADOS E ABRAÇADOS... ATÉ ENTRAREM PARA O CARRO DE RAUL. CENA 02 – CASA DE BRANCA/ SALA/ INT. Tocando a campainha... ESPERANÇA – Deixa que eu atendo dona Branca. BRANCA – Sentada no sofá com o tablete em mãos – Ok... ESPERANÇA – Abre aporta e dá de cara com – Você?... LIA – Sim, eu mesma. Me conhece? BRANCA – LIA.- sorrindo – Sabia que você viria. LIA – Entrando – Saudades minha irmã... BRANCA – Quanto tempo! – Abraça Lia. LIA – Porque você sumiu? Há anos não se falamos. BRANCA – Sumi porque sabia demais... Mas estou de volta! LIA – E porque não me avisou? BRANCA – Primeiro eu queria que a Lubyanka soubesse da minha volta. Depois você! LIA – Pois é, em uma conversa com Julia, ela me disse que você estava de volta. BRANCA – É o preço que agente paga por saber demais minha irmã. LIA – Tem dedo da Luby nesta história não tem? BRANCA – Dedo não, a mão inteira mesmo. CENA 03 – ESTACIONAMENTO DO ORFANATO/ CHUVA/ EXT. ISABEL – Obrigado pela carona. RAUL – Obrigado você! ISABEL – Mas não te fiz nenhum favor. RAUL – Fez sim... Meu dia mais feliz! ISABEL – Encabulada – Uau, que cantada barata. – sorri. RAUL – Trabalha aqui? ISABEL – Não, vim resolver outras coisas... Você conhece o orfanato? RAUL – Vim uma vez, com uma ação do bem... Melhor dia da minha vida. ISABEL – Tem filhos? RAUL – Não ainda, mas um dia terei. – com um olhar esperançoso. ISABEL – Você gosta de crianças né. Está no seu olhar... RAUL – Eu amo. Mas... ISABEL – Mas o que? RAUL – Deixa pra lá... Coisas do passado. ISABEL – Bom Raul, deixa eu ir logo. Não posso me atrasar mais. RAUL – Sorrindo – Tudo bem... – Isabel, abre a porta do carro. ISABEL – Foi um prazer conhece-lo. E obrigado pela carona. RAUL – Obrigado você! Qualquer coisa, você já tem meu telefone. ISABEL – Feliz e visivelmente apaixonada – Obrigada. Isabel vai a caminho da entrada do orfanato, enquanto Raul no carro continua à observar. Foi amor à primeira vista. Ao entrar no orfanato Isabel vê Dona Lu. DONA LU – O que houve minha filha? ISABEL – Foi a chuva, meu carro quebrou. Deu tudo errado! DONA LU – E como você conseguiu chegar aqui...? ISABEL – Uma boa alma me salvou e me trouxe de carona. Meu carro já foi guinchado. DONA LU – Deveria ter me avisado, marcava a reunião amanhã. ISABEL - Não, imagina... Quero muito ver o Biel. Muita saudade dele. DONA LU – Sobre ele mesmo que agente tem que falar... ISABEL – Aconteceu alguma coisa? DONA LU – Sim, saiu a primeira posição sobre a adoção do garoto. ISABEL – Em uma explosão de felicidade – Mentira... É serio mesmo? DONA LU – É serio sim minha querida... ISABEL – Então... O que decidirão? DONA LU – Veja você mesma... – Entrega a carta nas mão de Isabel, que começa a leitura com extrema felicidade, e aos poucos vai se recolhendo, até cair uma lagrima... ISABEL – Então é isso? DONA LU – Franzindo a sobrancelhas e os lábios – Sim... É está a primeira posição do Juiz. ISABEL – Mas eu posso mudar tudo isso né? DONA LU – Se você quiser sim! ISABEL – Não posso visita-lo? DONA LU – Infelizmente não, com está decisão o ideal é a distância temporária. ISABEL – chora – Tudo que eu mais queria era esse menino... DONA LU – Então lute... Faça por onde. É muito lindo vê esse amor que você tem pelo garoto. Vai atrás. ISABEL – Sentindo mais confiante – Obrigada Dona Lu... Sai da sala com uma forte tristeza. Pois o que leu na carta lhe deixou sem chão. CENA 04 – ESCOLA /SALA DOS PROFESSORES/ INT. SU – O que foi amiga?... Você não ia tirar sua semana de folga? ISABEL – Eu preciso tanto de um abraço. – Chorando. SU – ASSUSTADA – O que está havendo bel? ISABEL – Acho que não vou conseguir adotar o Biel. SU – Para amiga... Não quero ver você assim negativa. – Abraça Isabel. ISABEL – Estou sem chão. RUI – Entra na sala e vê Isabel Chorando – Isabel, o que está havendo? ISABEL – Problemas pessoais... RUI – Eu posso ajudar? ISABEL – Não! RUI – Mas eu quero ver seu bem! ISABEL – Mas você não pode me ajudar Rui. Entenda isso! RUI – Não precisa ser estupida... SU – Ela não está bem Rui. Você tem que entender o momento dela... Respeite! RUI – Sorrindo – Mas eu estou respeitando! ISABEL – Bom vou embora... RUI – Bel, aceita almoçar comigo? ISABEL – Você não entendeu Rui?... Quer que eu desenhe? RUI – Olha fixamente para Isabel e logo diz: - OK, se não quer diz! Cansei de insistir!... Quer saber quero que você morra. – Sai da sala e bate a porta com muita força. SU – Meu deus, que horror! Agora você entendeu o porquê odeio esse homem. ISABEL – Ele é doente, não sabe respeitar os momentos das pessoas! CENA 05 – DENTRO DO CARRO/ ESTACIONAMENTO ESCOLA/ EXT. Chorando e desnorteada, Isabel sai dirigindo pelas ruas de São Paulo, não havia rumo. A tristeza tomava conta de Isabel, até que seu celular toca, sem pensar duas vezes e pedindo por boas noticias ela atende. ISABEL – Alô... – Ao passar do farol vermelho, o carro onde esta ISABEL bate com muita violência em outro carro. -'' ''>-'.' ''>